Couch em Viena

Cara, se eu pudesse descrever como foram os dias que passei em Viena eu poderia dizer que eles basicamente se resumiram a pizza e videogame, nada mais. Foi basicamente o que fiz por lá. Por quê? Bem, porque inicialmente eu planejara ficar uns três dias em Viena, de lá partir pra pegar um fim-de-semana em Bratislava, uns quatro dias em Budapeste, de lá descer para a Transilvânia na Romênia, voltar pra Viena e de lá seguir direto para Cairo, no Egito. Acontece que por motivos de cansaço e, principalmente, dinheiro, eu acabei abortando a minha viagem pra Transilvânia e voltando mais cedo pra Viena. Resultado? Quatro dias, que eu não havia programado, a mais em Viena sem ter o que fazer.
Como estava consideravelmente cansado (cara, já eram rodados mais ou menos uns 10 meses de viagem), resolvi tirar esses meus dias a mais em Viena apenas pra poder ficar em casa jogando no XBOX 360 que a Dani e a Sigh (as duas meninas que me hospedaram) tinham lá e comendo todo dia uma pizza na mão do turco que ficava do lado da nossa casa. Bicho, a pizza na mão do bicho era MUITO barata, coisas de cinco euros e cinqüenta. A pizza e uma latinha de coca light! LINDO demais! Era engraçado eu chegando por lá. Toda vez que eu entrava na pizzaria do figura ele já perguntava “Você de novo, brasileiro?! A de sempre?” e lá saía eu com uma pizza debaixo do braço.

Dani e Sigh


Porque eu não aproveitei pra sair mais de casa? Cara, porque eu tava realmente querendo descansar um pouco, ficar sem fazer nada alguns dias e escrever um pouco do blog (vocês sempre sendo minha prioridade…). Como já disse algumas vezes antes, essa vida de “acorda de manhã, corre pra comer em algum lugar, fica o dia inteiro caminhando na cidade, a noite chega em casa e começa a planejar o dia seguinte” cansa depois de alguns meses. Além disso tinha o fato de que lá em Viena tava frio, MAS FRIO e durante toda essa semana que fiquei por lá não consegui uma vez sequer ver a luz do sol. Pô, e cá entre nós, ficar em casa só comendo pizza e jogando XBOX não é uma vida lá tão miserável, vai? Vou te falar que eu não achei tão ruim assim 🙂

Que dia lindo…


Uma coisa engraçada que ocorreu enquanto eu estava sendo hospedado no couch das meninas foi que ao mesmo tempo em que fiquei hospedado por lá, elas começaram a hospedar um outro cabra também. Pra falar a verdade ele ficou meio que numa transição, já que chegou em um dia e eu fui embora no outro. Quando eu disse que era brasileiro, ele me contou uma história interessante acerca do Brasil. Ele disse que há algum tempo atrás passaram aquela novela brasileira “Escrava Isaura” na Áustria. Dizendo ele que alguns austríacos menos instruídos, moradores de zonas rurais longe das cidades, assistiram aquela novela e realmente acreditavam que aquela ainda era a realidade no Brasil, que as pessoas achavam que em nosso país ainda existiam escravos ou coisas do tipo. Foi necessário algum tempo pra eles perceberem que aquilo era apenas uma peça de ficção e que aqui no Brasil hoje as coisas são bem diferentes. Que aqui a gente não explode as coisas, assa cachorros-quente nelas e ainda dá macacos de presente. Pra você ver como pra algumas pessoas o Brasil pode ser bem distante 😛


Mostra de como pode ter gente miserável em qualquer canto do mundo. Acordamos de manhã e era assim que estava a varanda da casa das meninas. Algum imbecil no meio da rua havia jogado ovos lá pra “comemorar o Halloween”

Saindo em Viena

Bem, como eu já estava por lá mesmo, não me restava nada a fazer a não ser tentar curtir um pouco de Viena. Dei uma olhada nos meetings que estavam rolando pela cidade e resolvi comparecer em um. Um dos meetings parecia ser bem interessante. Um dos embaixadores do couchsurfing, Stefan, estava convidando as pessoas pra poder tomar uma cerveja em um bar lá. Dizia ele que aquele era o último fim-de-semana que aquele bar abriria a sua área externa para as pessoas beberem, pois o inverno já estava fechando e até a primavera esta área ficaria fechada por causa do frio. Para “se despedir” o bar estava vendendo caneca de cerveja a rodo bem mais barata e ele estava convidando todo mundo pra poder encher a cara.

Me ofereci pra lavar a louça na casa das meninas, já que eles estavam me hospedando. Resultado?

Bem, encher a cara não era muito a minha intenção, até porque ia me sair muito caro fazer isso, mas depois comecei a pensar bem que esta seria uma ótima oportunidade para poder conhecer pessoas novas e, claro, encontrar algumas austríacas bêbadas por lá. Sim, no meu sangue também pulsa a maldade 🙂
Peguei o metrô, as suas milhares de baldeações diferentes e várias estações depois, lá estava eu nesse bendito bar. Chegando lá a única coisa que eu encontrei bêbada foi o Stefan mais louco que o Jaspion. Rapaz, o caba tava bêbado, mas BÊBADO que você não tem noção. Dá só uma olhada do vídeo que ele fez pra mim quando eu pedi pra ele filmar eu virando uma caneca de chopp. Vê como ele nem consegue manejar uma máquina digital:
Sim, tava lá ele, um amigo dele e um outro cara E MAIS NINGUÉM. Beleza, hein? E nada de austríacas em canto nenhum. Só TINHA MACHO naquele bar e tudo bêbado do lado do balcão pedindo mais uma caneca. Lembrei do Bar do Moe. Só faltei pedir uma Duff. Mas realmente, foi meio virgem da minha parte achar que alguma menina ia se aventurar por um pardieiro como aquele. Gente, era só véi bêbado, gritando e virando canecas e canecas de cerveja. Aquele estereótipo alemão mesmo que vemos na televisão.
Bebi algumas canecas com o bicho até que eu lembrei que estava acontecendo outro meeting em Viena, só que dessa vez estava sendo organizado por uma mina lá. Bem, nesse outro meeting podia ir só homem também, mas PELO MENOS UMA mulher ia ter lá, que foi a que convidou todo mundo. Perguntei pro embaixador se ele sabia dessa parada que tava rolando e ele falou que sim. Que antes de eu chegar, três meninas, uma delas brasileira, do Couchsurfing apareceram, ficaram um pouco por lá e de lá desceram pro outro meeting que havia sido marcado. Naquela hora fiquei naquele dilema sair pra encontrar “três mulheres” ou ficar e continuar bebendo com um austríaco gigantesco, bêbado e mais dois outros? Três mulheres em um lugar, três homem em outro. Mulheres, bêbados… Hum… Peraí… Acho que vocês já deduziram. Bola pra frente, vamos pra balada!

Majestosa “Dishwasher”

Sim, essa era a canequinha que a galera virava uma atrás da outra...

Falei pro austríaco que tava indo embora e que ia pro outro meeting encontrar com as meninas. Na hora ele me falou que também tava indo pra lá e que se eu quisesse, a gente poderia ir junto. Bem, cara, o cara era gente boa demais, claramente eu não iria encasquetar de irmos juntos, além de que seria mais rápido, já que ele sabia o caminho. Saímos do barzinho e, no caminho para o metrô, passamos por dentro de um parque de diversões. Qual não foi a minha surpresa quando o embaixador me perguntou se eu não queria ir lá brincar em um dos brinquedos que no Maranhão a gente chamava de “Samba”, não sei se você sabem qual é. “Eu trabalhava aqui, o cara vai deixar a gente entrar de graça” – me disse ele. Uai, de graça até casa pegando fogo pra aproveitar o terreno, vamo! Amanhã posto o vídeo da gente brincando pra vocês terem uma ideia de como era o brinquedo.

O brinquedo “Samba”

Stefan no brinquedo…

Descemos pra balada, mas no final nem entramos. Quando chegamos já tava todo mundo indo embora, a galera não curtiu a balada e, como já tava tarde, todo mundo resolveu cair fora. Ainda deu pra eu conhecer as três meninas, elas estavam esperando ônibus e acabamos indo juntos trocando uma ideia, mas nada demais. A brasileira me falou que tava lá fazendo um intercâmbio e morava numa casa de família cuidando de uns moleques lá. Segui pra casa e fui dormir. Nada demais mais a fazer 😛 Mais uma noite sem pegar ninguém. E pior que dessa vez eu nem tinha a desculpa de Veneza (link da história aqui)…

5 comentários em “Couch em Viena

  1. Tô achando que passar em Viena vale a pena só por essa canequinha de chopp. Com apenas uma dessas eu certamente ficaria bem mais carismática hahahhaha Quanto custava o chopp nesse buteco, afinal?

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