Se você acha que já leu tudo podia que ter acontecido em Vilnius, leia este post.

Galera, acabou que de tanto eu escrever sobre Uzupio me esqueci de falar como e por que ocorreu uma mudança de couch enquanto estive na Lituânia. Por que saí do couch da Aistê, onde só fiquei uma noite, e mudei para um outro. Deixa eu explicar…

Assim que eu decidi viajar para Vilnius, sozinho, fiz o que é de praxe no Couchsurfing.org e saí mandando mensagens pra uma galera pedindo pra me hospedarem. Mandei pra umas dez pessoas diferentes e duas me responderam que podiam me hospedar de boa. Acabei decidindo pela Aistê, parte porque o outro couch seria com um casal e o couch da Aistê era só com ela, parte porque o casal parecia ser MUITO louco pros meus parâmetros.

Assim como já expliquei num post passado, um dia antes de eu partir de Varsóvia para Vilnius, uma norueguesa perguntou se eu ainda estava procurando parceiro de viagem. Respondi que sim e ficamos de nos encontrar já pela Lituânia. Como eu sabia que ela não teria onde ficar pedi para o casal que se ofereceu pra me hospedar que hospedasse a norueguesa também. Eles falaram que podiam hospedar e ficou tudo de boa.

Tudo transcorreu bem. Dormi na casa da Aistê, a mina era gente boa demais e no outro dia me encontrei com a norueguesa (gente, eu não lembro o nome dela :P) e fomos dar um rolê por Vilnius. Combinamos que no outro dia iríamos partir de carona para Letônia e ela me perguntou se não seria mais fácil se dormíssemos juntos na casa do casal para assim, pela manhã, sairmos juntos pra pedir carona. Ela ligou pra eles, eles autorizaram e resolvi descer pra lá.

Passei na casa da Aistê, peguei minhas coisas e parti rumo à casa de um dos casais mais LOUCOS que já pude ver em toda minha vida…

CASA DAS LOUCURAS

Assim que cheguei ao apartamento dos caras, vi que a parada ia ser dura. De cara lembrei do apartamento dos horrores em que havia sido hospedado no Havaí (se você não leu este post ainda, leia! Ele com certeza é um dos mais engraçados que já ocorreu). A casa era toda doida as paredes descascadas e mal-pintadas e bagunça pra todo o lado. Comecei a me perguntar se alguém realmente morava por aquele apartamento.

Logo de começo me foi apresentado o casal dono do apartamento: Riga e Nedved. Os caras pareciam ser loucos DEMAIS!! Você via pela cara deles que eles não eram pessoas muito “normais”. Larguei minhas mochilas e fui conversar com os bichos.

Antes de eu começar a contar como foi a história, só para ilustrar, vou contar como era o apartamento em que fiquei hospedado. O banheiro tinha uma banheira igual à do Havaí com o mesmo estilo dégradé da de lá. Não existia chuveiro! O “chuveiro” era uma mangueirinha que você ligava e tinha que ficar segurando enquanto se molhava! Impossível de tomar banho!!

Quando pedi emprestada uma toalha, já que a minha estava molhada, o cidadão foi lá e me trouxe duas, ao invés de uma – Pra que diabos eu vou querer duas toalhas? – Eu perguntei. O bicho foi lá e me explicou:

– Rapaz, é porque aqui em casa eu costumo usar duas toalhas e talvez você pensasse em fazer o mesmo! Com uma das toalhas eu enxugo o meu rosto. Com a outra toalha eu enxugo minhas bolas. Ou você acha que a mesma toalha que eu passo nas minhas bolas eu vou passar no meu rosto?

Rapaz… Não é que a parada faz sentido? Você já parou pra pensar que todos os dias você praticamente esfrega as suas, digamos, “partes baixas” na sua cara quando vai se enxugar depois do banho? Diga aí, você nunca mais vai se enxugar direito depois de uma dessas, né? Pois é, eu também não.

Depois que tomei meu banho, Nedved perguntou o que eu queria comer. Falei pra ele que acho que seria de boa se eu preparasse uma comida brasileira pra galera poder sentir um pouco mais o que era Brasil. Ele curtiu a ideia e me chamou pra ir ao supermercado com ele pra poder comprar os ingredientes.

Sambando na Lituânia

Fomos ao supermercado e começamos a pegar os ingredientes para o “brazilian dish”. Ao chegarmos ao supermercado ele foi pegando as coisas e eu comecei a contar: Uma cebola, um tomate, meio quilo de carne, sal, alho, um pacote de arroz e PRÁÁÁ!! CINQÜENTA DE CERVEJAS!!! O cara começou a LOTAR, sem dó nem piedade, o carrinho de cerveja!! E o pior que ele ia enfiando as cervejas dentro do carrinho e ia contando em voz alta: 1, 2, 20, 30, 40, 50!!! CINQÜENTA!! CERTINHO!!! “É melhor sobrar do que faltar” – ele disse pra mim… Er, com certeza!

Voltamos pra casa e a galera nem perguntou do arroz, foi logo abrindo as cervejas e começando a encher a cara! Eu meio que me senti desprestigiado. Pô! Tava cozinhando pra galera e neguinho só querendo encher a cara!! Enfim, enquanto eu cozinhava o arroz, o casal, a norueguesa e mais uns amigos deles que estavam lá foram detonando as cervejas!! A parada ficou pronta e, como já era de se esperar, foi um sucesso geral! Todo mundo comendo que nem uns bichos o meu arroz, não sei se porque estava gostoso, não sei se era por causa da cerveja mesmo! Depois que terminamos de comer, claro, entrei na onda da galera e comecei a beber também. Rapaz, mas quem disse que deu tempo? Os caras beberam as cervejas MUITO rápido! Só deu tempo de eu beber umas duas garrafas – Devíamos ter comprado 70! – pensei.

Mas acha que tem jogo ruim pra galera? Tem não, amigo!! Lá de dentro dos quartos deles a mina só veio e me apareceu com aquilo que iria marcar a minha noite: Uma mini-garrafa de absinto. Sim, cara, absinto! A fadinha verde, pros mais íntimos!! A galera acho que não tá muito ligada no que estou falando, no que seria absinto. Ela é mais conhecida como a bebida do demônio!! A fada verde! A bebida com maior gradação alcoólica vendida no mundo. No Brasil ela é vendida com a gradação de “apenas” 53% (a legislação brasileira só permite a venda até 54%), mas no exterior ela é comercializada naturalmente a meros 75% de álcool!! DO MAL!!

Olha o que eu trouxe lá de dentro brasileirinho, HUÁ HUÁ HUÁ

Mermão, no início eu fiquei com medo daquela parada, mas quem tá na chuva é pra se molhar. Eita, mas foi a primeira golada e eu já senti a minha alma entrando e saindo do corpo. Parece que você vai virar do avesso!!

Depois de um tempo chegaram algumas bebidas e continuamos conversando e nos divertindo. Após mais ou menos uma hora uma parte do povo foi dormir e eu fui ficando com cada vez menos pessoas comigo na cozinha. Bem, aí você vai pensando… Álcool a rodo, cada vez menos gente ficando na cozinha, todo mundo louco. O que mais pode sair de uma arrumação dessas?

De tanto os caras me falarem como se dizia “Saúde” em lituano e eu nunca decorar, eles foram lá e escreveram no meu braço, hehehe

Enfim, vou deixar vocês curiosos, depois posto o final da história, hehehehe… Mas posso adiantar, a presepada vai ser GRANDE!! Com certeza uma das maiores já ocorridas em toda viagem!! Se não a maior, com certeza a que me fez sentir mais próximo da morte em todo este ano de viagem pelo mundo…

Presepada cinco estrelas, pode contar comigo…

Beba Absinto e tenha o mundo aos seus pés!! Er… Quer dizer, tome absinto e sinta-se aos pés do mundo!!

P.s: Esta é apenas uma peça publicitária. Logicamente eu não capotei embriagado no chão. A garrafa encontra-se quase que totalmente cheia e tampouco fumo, tirei essa foto só pra fazer graça mesmo, hehehehe… Era pra ela ficar parecida com essa foto aqui de baixo:gatochapado.jpg

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11 comentários em “Se você acha que já leu tudo podia que ter acontecido em Vilnius, leia este post.

  1. A cor da banheira degradê, hhhhhh
    eu só tomaria banho ali se tivesse jogado uma água sanitária….
    mas é educado os doidos, deu 2 toalhas pra vc. usar, mas eu enxugaria o rosto primeiro e depois lá nas partes íntimas, né.
    muito bom post de hoje!
    bjs

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  2. Ixi, e se a toalha que você usou no rosto era a que ele usava nas bolas e que voce usou nas bolas era a que ele usava no rosto!?

    jv

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  3. meu, puta que pariu o teu blog é muito fodis! tu sabe misturar o aborrecimento de uma aula de historia com a diversao de uma comédia ^^ é muitoo facil “digerir” os teus textos.
    Moro em portugal ha 5 anos e passo o verao todo metendo conversa com os backpackers q eu encontro por aqi quando peço carona pra pegar onda, tenho 15 anos e ainda só me faltam 3 pra poder começar a minha viagem xp mas me diz uma coisa, o facto de voce ter viajado muito e passado um monte de tempo literalmente “à sombra da bananeira” nao dificultou que voce voltasse ao seu ritmo de trabalho?

    abraço

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  4. Olá Claudiomar,

    Beleza cara? Bom, talvez você não se lembre de mim mas eu estudei no Girassol (.. nosso colégio de tradição, hehe) e fiz natação na Nadar. Eu e meu irmão Pedro éramos amigos dos seus irmãos Cláudio e Caio, cade eles? Lembro de uma vez que brincamos de “guerra de dardos” num quarto de brinquedo que tinha na sua casa, bem legal!

    Bom, desde aquela época eu percebi que você não era mto certo hehe e achei este blog há um tempo e confirmei as minhas suspeitas. Cara, já me diverti muito com suas presepadas. Quando você tiver aqui em São Luís dá uma avisada no blog, quero beber umas contigo e conhecer a parte censurada das suas aventuras hehe

    Abraços maranhenses

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