Angkor Wat – Final

Galera, como já havia falado antes, estava na Turquia onde o youtube era bloqueado. Devido a este fato resolvi postar o último vídeo que fiz dentro do Angkor Wat só agora.
 
 
Além desse vídeo, achei interessante esse vídeo aqui que postaram de um trecho do filme “Tomb Raider” que tem várias cenas filmadas em Angkor e que mostra vários locais que passei por lá e postei fotos. Reparem nas árvores com raízes gigantes.
 
 
Abraços maranhenses
 
P.s: Apesar de estar postando um vídeo sobre o Camboja, me encontro na Eslovênia e escrevendo um brief sobre a Índia.

Bayon

Galera, vou aproveitando que tou no Libano agora e vou postando videos que ha ANOS queria postar, mas nao pude devido ao youtube ser bloqueado na Turquia e na Siria…

Amanha posto outro video e vou tentar fazer mais um post da India tambem…


Abracos maranhenses

Preah Khan


Preah Khan foi construído, mais uma vez, por Jayavarman VII (mermão, esse cara foi o Kubitschek da parada) para servir como uma residência provisória enquanto Angkor Thom estava sendo construída.
O que mais me impressionou neste templo, ao contrario dos outros, não foi cabeça pra tudo que é lado ou filmagem de um filme imbecil. O que mais me impressionou foi ter achado um quarto em estilo grego no centro do templo!! Sim, estilo grego! Com aquelas colunas, janelas e escadarias parecidas com o PANTHEON na Grécia!! Bicho, fiquei impressionado demais como eles fizeram isso! Você já imaginou? Naquele tempo não tinha internet (naquele tempo não tinha, pasmem, Google!). Construir uma casa não era assim, vai lá na internet, pesquisa o estilo que você mais gosta e aí constrói!
Como é que eles levantaram algo com um estilo como aquele quase mil anos atras? E’ bom lembrar que a Grecia fica a um Sudeste Asiático, uma Índia, um Irã e um Oriente Médio de distância… Sério, pirei com aquilo.

Ta Prohm

Ta Prohm fica situada fora da cidade fortificada e foi construído no ano de 1186 como um templo budista dedicado à mãe de Jayavarman VII. É um show a parte. Ao contrário de todos os outros templos que visitei em Angkor, este em particular acabou sendo tomado quase que totalmente pela natureza. É impressionante você ver as raízes das árvores caminhando por cima das paredes dos templos. O seu estado de conservacao atual, dentre todos os templos, provavelmente é o que mais se parece com o estado em que os templos se encontravam quando os europeus “redescobriram” Angkor. O templo representa meio que uma luta da natureza contra algo construído e tomado pelo homem.

Cara, eu ficava olhando aquelas raízes e pensando: – “Como será que elas cresceram ali?”. As arvores não nasceram grandes, correto? Como elas fizeram pra, gradativamente, alcançar o solo com suas raízes? Louco, né?

Mas o lugar é famoso devido ao fato de que lá se situa a Tomb Raider’s Tree (arvore da Tomb Raider). Lá há a árvore em que Angelina Jolie pega uma flor de jasmim antes de cair num buraco no chão e ser transportada pra outro lugar no filme Tomb Raider. Lembra dessa parte? Não? Nem eu. Também não perdi tempo vendo este filme.
Mas, mais famoso ainda do que a Tomb Raider’s Tree, e’ a fila de pessoas que ficam aguardando pra tirar a sua foto nessa bendita arvore. Antes ele deixavam tirar a foto dentro do portão, mas como muita gente tava indo lá pra bater foto, tava danificando o local. Hoje eles cercaram e você só pode tirar foto de uma certa distância.

Se liga na cambada de gente pra tirar foto

Angkor Wat

De todos os templos de Angkor, com certeza, o Angkor Wat é o mais conhecido, preservado e limpo. Não sei se vocês lembram daquela eleição que fizeram pras sete maravilhas do mundo contemporâneo, aquela que elegemos o Cristo Redentor. Pois é, o Angkor Wat também participou e, numa injustiça tremenda, não foi eleito (isso em parte porque quase ninguém no Sudeste Asiático tem internet e não puderam votar).Como todos os templos do Angkor, não há 100% de certeza acerca de porque foi feito e quais são os significados implícitos no templo. Acredita-se que tenha sido construído como um templo funerário (gente, não sei se esse é o termo certo, tou traduzindo do inglês funerary temple) para o rei Suryavarman II (1112 – 52) em honra ao Deus Vishnu, Deus hindu que o imperador mais se identificava. Essa idéia de que o Angkor Wat primeiramente tenha sido construído para ser um templo, decorre do fato do templo ser voltado para o oeste (que simbolicamente é a direção que representa a morte para os hindus) e os afrescos nas paredes foram feitos para serem vistos em sentido anti-horário (que também significa morte). O fato também de estar voltado para oeste pode estar relacionado a que Vishnu sempre está associado ao oeste. Seguem as fotos: 

Alguém sabe para que lado fica o Angkor Wat? Macho que é macho anda com bicicleta de cestinha, amigo!
O templo é cercado por um fosso de água semelhante aos dos castelos medievais europeus, mas absurdamente maior com seus 190 metros de diâmetro, o que faz a área do templo ser um gigantesco retângulo de 1,3 km por 1,5 km. As pedras utilizadas para construir o templo foram trazidas de uma região a mais de 50 quilômetros do templo. Gente, imagina como os caras fizeram isso? Como se constrói um fosso de 190 METROS e se transporta pedras com algumas toneladas sem a utilização de guindastes ou veículos motorizados? É bom lembrar que tudo isso ocorreu há quase mil anos, quando a América ainda não tinha sido “descoberta” e a Europa vivia os anos obscuros do feudalismo.
Após passar a ponte do fosso, há uma “pequena” avenida de 475 metros e 9,5 metros de largura ligando o portão central ao templo central. Ao lado da avenida, ainda é possível ver as ruínas de duas livrarias.
Avenida central do templo
Livraria

Camboja – Bayon

Bayon é um dos templos principais de Angkor e fica situado dentro das muralhas de Angkor Thom. Situa-se na parte central da cidade murada. Eu arriscaria a dizer que é o templo mais famoso de Angkor depois do Angkor Wat, devido ao fato do templo possuir uma pancada de retratações da cabeça do rei Jayavarman VII por todos os cantos (parecidas com as dos portoes). São 216 retratações em 54 torres diferentes. São tantas que em qualquer ponto do templo você pode ver doze ou mais cabeças de uma vez. Como tudo em Angkor, ninguém tem uma explicação unânime para explicar pra onde essas cabeças estão apontadas e o porquê delas estarem lá situadas. Uma das teorias mais aceitas é a de que em um determinado momento o Império foi dividido em 54 distritos e cada torre está apontada pra um distrito diferente. Como Bayon fica situado no centro do centro da cidade fortificada, significaria que cada distrito está sendo vigiado por 4 atentas cabeças do rei no coração do Império. Interessante, né?


Bandeira do Brasil demonstra que outros exploradores tupiniquins por aqui ja passaram…

Terraco dos Elefantes

Dentro de Angkor Thom há um longo terraço de 350 metros conhecido como o Terraço dos Elefantes. Ele era utilizado para demonstrações públicas e também como base para o rei em cerimônia. Eu fiquei por uns momentos sentado lá e imaginando o rei no meio e as suas diversas divisões de cavalos, elefantes e infantaria. Devia ser algo impressionante, cara!


Grande Camboja, como sempre paradoxal…
(Tradução da primeira placa: “Aviso, se for subir tenha cuidado!”. Segunda Placa: “Não Suba!”)

Complexo de Angkor no Camboja

Antes de começar a escrever sobre Angkor, eu pensei em deixar uma breve explicação sobre cada templo que visitei. Depois comecei a pensar que isso ia me dar um trabalho imenso e além disso ia ficar meio que chato, já que os templos em si sao muito parecidos e as diferenças dependem de que Deus hindu o templo representa, logo a galera não ia entender muito bem. Resolvi escrever apenas sobre os templos que julguei mais interessantes. Importante citar também que tudo que escrevo agora é baseado no guia Lonely Planet sobre o Camboja mais algumas informações que obtive em algumas placas de informação. Não busquei outra fonte porque, afinal, isso aqui também não é uma tese de mestrado, né brother?
Alguem sabe pra que lado fica Angkor?


O período Angkoriano durou aproximadamente 600 anos de 802 até 1432, período em que os templos foram erguidos. As ruínas dos templos que hoje ainda existem são apenas esqueletos da vasta capital do império Angkoriano que no seu auge possuía uma população de quase um milhão de pessoas, enquanto Londres possuía 50.000. Hoje restam apenas os templos, pois as casas eram construídas em madeira e construções em pedra eram reservadas aos deuses. Os templos de Angkor são o coração e alma do ex-império Angkoriano e motivo de orgulho para todos os Cambojanos em sua luta para poder reconstruir as suas vidas após os anos de terror do Khmer Rouge.


Phnom Bakheng, um dos varios templos situados no complexo de Angkor

Os preços de admissão são meio que salgados: vinte dólares para um dia, quarenta para três dias e sessenta pra uma semana. Quando você compra você até pensa: – Pô, tou pagando caro, mas pelo menos tou ajudando a manter uma das maiores construções da humanidade. Leeeenndaaaa!!! Dos vinte dólares que paguei, três dólares foram para a empresa que administra a parada, apenas dois dólares realmente investidos em conservação e o quinze dólares foram de presente para o governo cambojano. Pode ter certeza que foi pro bolso de alguém, porque se o Brasil é um país corrupto, imagina como deve ser o Camboja.
O Lonely Planet fala que você deve comprar o tíquete de pelo menos três dias. Eu comprei o de um dia e me dei por satisfeito. Se você comprar o tíquete de entrada única você tem o direito de ver o pôr-do-sol no dia em que você comprou e ainda ter o outro dia inteiro para explorar, o que no final acaba saindo como um dia e meio. Se você ver o pôr-do-sol em um dia (17:00 – 19:00), acordar cedo no outro dia (cedo MESMO! Chegar no Angkor Wat antes do nascer do sol, às cinco da manhã!) e não quiser bancar o Indiana Jones e ficar medindo o tamanho de cada ilustração na parede pra procurar segredos implícitos, um dia deve ser o suficiente. Eu comprei o de um dia, vi o pôr-do-sol e o nascer do sol. Quando deu umas três da tarde minha bike quebrou (já falei, não era Houston) e só precisei pagar um Tuk Tuk pra me levar pra ver mais um templo e pude voltar pra casa. Sério, um dia e’ suficiente! O calor e a umidade te matam, cara!

Angkor Thom

A cidade fortificada de Angkor Thom possui 10 quilômetros quadrados de extensão e foi construída por um dos maiores reis da história Angkoriana, rei Jayavarman VII (1181-219). Ela foi construída depois que o povo Cham (não sei a tradução em português) invadiu e saqueou a antiga capital Angkoriana deixando-a destruída. A cidade possui muralhas imensas de vinte metros de altura e cinco monumentais portões, um a norte, oeste, e dois a leste. Os portões são um show a parte, cara! Eles possuem quatro representações da cabeça do Jayavarman VII com cada uma olhando pra cada ponto cardeal. Bicho, eles são lindos DEMAIS! Eu fiquei impressionado com a beleza do lugar. Dá só uma olhada.


O mais engraçado foi que eu, encantado com a beleza daquelas cabeças, resolvi parar a minha bicicleta e sentar na grama pra poder ficar por alguns minutos admirando. Rapaz, mas foi só eu parar que eu escutei: Iiirrrrrr, POOOWWW!! Uma motoca que vinha atrás não conseguiu frear a tempo e EMENDOU na traseira da minha bicicletinha. Rapaz, mas voou bicicleta pra um lado, Claudiomar pro outro. Voei na grama. Na hora nem deu tempo de eu me preocupar se eu tinha me ferido ou não, já que eu já caí foi rindo. Pombas! Colisão de carro já é engraçado, imagina colisão de moto em bicicleta? Eu depois fiquei pensando, é porque não era uma Houston, porque se fosse uma Houston ela pegava a pancada, absorvia o choque, jogava o motoqueiro e sua moto no chão e manter-se-ia, plena, na mesma posição.

 

 

Houston ou não, chequei se não estava ferido e se também o cara não tinha arrebentado a minha bike. Graças a Deus nem me arranhei e a moto e a bicicleta ficaram de boa. O cara só saiu rindo e eu também. Sentei e fiquei admirando a paisagem.
 

Baphuon, um dos palacios situados dentro de Angkor Thom

 

 
Angkor Thom possui vários templos diferentes dentro da cidadela. Falarei posteriormente do Terraço dos Elefantes e de Bayon.