Voltando à Viena

Bem, depois de algum tempo escrevendo sobre algumas viagens que fiz pelo Brasil, agora é hora de voltar ao ponto principal do blog que é ainda terminar de escrever acerca da minha viagem de volta ao mundo. Gostei desse formato de escrever um pouco sobre alguma viagem que ocorreu durante os últimos dias e depois voltar a escrever sobre a volta ao mundo. Esperem novas postagens desta maneira =)

De volta à Áustria


Quando saí da Áustria em direção à Eslováquia e à Hungria, eu tinha planos de seguir viagem até a Transilvânia na Romênia e quiçá Bucareste, sua capital. Entre outras atrações na Transilvânia está situado o castelo de Bran, mais conhecido por ter sido castelo que deu a inspiração para criação do personagem Drácula de Bram Stoker. Parecia ser uma cidade que realmente valia a visitação, mas infelizmente não deu pra eu ir. A cidade era bem longe e sairia um pouco caro pra eu poder chegar lá. Por questão de tempo e dinheiro, acabei resolvendo voltar para Viena mesmo e esperar o meu voo para Cairo, no Egito.
Voltei pra Viena e fiquei naquela vida de inseto, só dormindo e comendo. Eu já tinha visto quase tudo da cidade e ainda tinha mais quatro dias pra poder pegar meu avião. Foi aquilo que eu já tinha posto no post passado, comer pizza e jogar XBOX 360.
Ainda dei uma saída a noite com as minhas hosts, mas nada que mereça algum destaque. Interessante mesmo foi que eu passei o meu primeiro domingo em Viena e vi uma cena inusitada. Um dos jornais de Viena, no domingo (logo o principal dia), não colocava pessoas para vender o seu jornal. E aí? Não saía? Não, eles simplesmente deixavam o jornal numa cestinha em um poste e do lado um cofrinho pra você pagá-lo. Simples assim. Você podia ir lá, pegar o jornal e não pagar nada. Ou você podia ir lá pegar o jornal e pagar por ele. Segundo minha host isso acontecia porque contratar mão-de-obra na Áustria durante o domingo é MUITO caro e por isso o jornal optava por fazer isso. Dava certo? Bem, não sei, mas pro jornal estar até hoje fazendo isso, prejuízo não deve dar. Depois eu fiquei pensando, não era mais fácil colocar umas cabines de jornais como essas dos EUA?
Baladinha que saímos. Detalhe pro menu do bar acima
No dia de viajar pro Egito, eu fui conversar com a minha host e perguntar pra ela mais ou menos quanto tempo levava de carro da casa dela até o aeroporto. Ela falou que daria uns trinta minutos. Fiquei pensando: Bem, se de carro dá trinta minutos, vamos dizer que de busão vai dar uns 50 minutos, vinte minutos parece ser uma margem boa, como quero chegar duas horas antes do vôo, saio de casa um pouco antes de três horas antes do vôo e está tudo de boa. Lógico, não? Sim, lógico e confiável pra qualquer brasileiro, mas não pra uma germânica acostumada com tudo funcionando pontualmente, sem sequer um segundo de atraso. Sim, quando eu estava saindo pra poder ir pegar meu metrô e depois busão para o aeroporto, a minha host me parou na porta e me perguntou que horas eu iria sair pro aeroporto, eu respondi que naquela hora. Ela falou que não era preciso sair tão cedo, que era só checar na internet, ver os horários certinhos do metrô e do busão que eu iria pegar e que tava tudo certo.
Beleza, fui lá e fiquei esperando ela ver. Ela postou onde estávamos e quanto tempo daria pra eu poder chegar no aeroporto. E lá foi as contas:
– Você caminha cinco minutos até a estação mais próxima, espera dois minutos pelo próximo metrô, pega esse trem, espera sete estações e desce dezoito minutos depois, anda quatro minutos até a próxima parada de ônibus, espera dois minuto pelo ônibus, desce seis paradas e quinze minutos depois, caminha cinco minutos e pimba! Você está no aeroporto! Levando exatamente… exatamente 48 minutos pra poder chegar lá (gente, lógico que eu não lembro os transportes ou o tempo que levava, foi só pra exemplificar!).
Sigh com o seu ursinho térmico. Como funcionava? Bem, ele tinha uma solução líquida dentro dele. Quando ficava frio ela o colocava dentro do microondas e esquentava. Pimba, ficava quentinho e perfeito pra poder aquecer as mãos ou os pés
– Tá, deixa eu ver, dava mais ou menos o que eu tava planejando antes? E tipo, eu acabei de perder o próximo metrô?
– Er… Sim.
– Pô, então beleza. Obrigado por ter me dado o tempo milimetrado.
Por essas e outras que sempre fui entusiasta do “chute latino”

Brincando de "Samba" em Viena

Galera, desculpe pelo sumiço repentino do blog.
Semana passada pedi exoneração do meu último emprego pra poder assumir o meu novo posto na ANAC. Desde que saí do último trabalho, a minha vida não parou. Viajei pra Chapada dos Veadeiros com o Ivyson e uma couchsurfer belga (vou escrever sobre essa viagem essa semana) e depois tava saindo quase todos os dias aproveitando que não tinha que trabalhar. Devido a isso fiquei sem tempo pra poder escrever aqui.
Só agora que fui reparar que tem uma pá de vídeos que eu fiz quando estava viajando e que não havia postado aqui ainda. Um deles eu cheguei até a prometer no post de Viena e não cheguei a postar. É um vídeo que fiz quando fui a um parque de diversões com um austríaco que conheci por lá e brincamos a valer num brinquedo do parque que no Maranhão a gente chamava de “Samba”. A gente tinha acabado de virar umas canecas de cerveja e portanto eu estava meio embriagado. Mas o motivo de toda a gritaria mesmo era que era difícil se segurar no brinquedo com uma mão e com a outra segurar a câmera

Alguém mais notou o cara maroto de pé enquanto o brinquedo pirava?

É isso aí. Aguardem novos capítulos do blog…
Abraços maranhenses

A caminho de Bratislava

Programei-me direitinho para poder ficar os dias da semana em Viena e depois pegar um fim-de-semana em Bratislava, capital da Eslováquia, onde a galera falava que sempre rolavam umas baladas violentas. Quando estava checando como fazer pra poder viajar de Viena até Bratislava foi até engraçado. Descobri que menos de cem quilômetros separavam as duas cidades, uma era quase que colada com a outra apesar de serem capitais de dois países diferentes.

Agradeci a hospitalidade da Sigh e da Dani e comecei a fazer uns planos pra poder ir pra Bratislava de carona. Até cheguei a anotar em uma folha de papel “Bratislava” pra poder ir pro meio da rua pedir carona e não ter que pagar passagem pra fazer o trajeto. No entanto acabei desistindo porque era muito barato fazer o trajeto, seis euros, e muito rápido, menos de uma hora. Comecei a pensar que não valia o trabalho de ter que gastar algumas horas pesquisando os melhores lugares pra poder pedir carona, gastar algum tempo tentando chegar no fim da cidade pra poder me posicionar (cara, andar de transporte público na maioria das cidades, fora do horário de pico, costuma ser de boa. Isso, claro, se você precisa ir pra algum lugar que todo mundo costuma ir. Agora tente imaginar como é que se faz pra chegar DE ÔNIBUS no final da cidade que você mora, o local onde passa a rodovia? Duvido que alguém aí saiba como se faz. Sempre era complicado conseguir achar o lugar certo pra poder pegar carona…) e depois ficar mais uma ou duas horas esperando a carona, tudo isso pra economizar uns quinze reais. Decidi ficar de boa e ir logo pegar essa droga desse busão que sairia bem mais fácil.
Pedi pra deixar algumas mochilas minhas na casa das meninas (haja vista que, sempre bom lembrar, eu iria voltar pra Viena pra pegar meu vôo pro Cairo) e segui em direção à estação de ônibus pra poder seguir viagem. Durante o caminho até a fronteira ocorreu algo bem interessante. Cara, é impressionante como você sente a diferença quando cruza a fronteira da Áustria e entra na Eslováquia. Mesmo se eu não pudesse ler as placas dizendo “Volte sempre à Áustria” e “Bem-vindo à Eslováquia” seria possível ver que eu havia cruzado a fronteira entre os dois países. Parece que você está saindo de um mundo e entrando em outro, tamanha a diferença da riqueza aparente entre os países. Na Áustria o busão sempre trafega por pistas duplas, todas asfaltadas, com umas casinhas bem-arrumadinhas e pintadinhas pela estrada. Isso a Áustria, sempre bom lembrar. É só você cruzar a fronteira que parece que jogaram uma bomba no outro lado. As casas são tudo caindo aos pedaços, a estrada fica esburacada e em vários lugares de mão única. É mais ou menos como você sair dos Estados Unidos e entrar no México. Guardada as devidas proporções, é claro. É meio complicado descrever isso apenas com palavras que escrevo aqui no blog, mas se vocês pudessem presenciar como eu presenciei, saberiam do que eu estou falando. Interessante perceber como diferenças econômicas podem ser tão aparentes como naquela fronteira.

Cerimônia de extinção dos postos de fronteira entre Eslováquia e Áustria em 2007


Enfim, a viagem transcorreu muito bem, até porque ela foi bem curta. Chegando em Bratislava que foi o leriado grande pra poder conseguir achar o couch onde eu iria ficar, mas isso fica pro próximo post.

Couch em Viena

Cara, se eu pudesse descrever como foram os dias que passei em Viena eu poderia dizer que eles basicamente se resumiram a pizza e videogame, nada mais. Foi basicamente o que fiz por lá. Por quê? Bem, porque inicialmente eu planejara ficar uns três dias em Viena, de lá partir pra pegar um fim-de-semana em Bratislava, uns quatro dias em Budapeste, de lá descer para a Transilvânia na Romênia, voltar pra Viena e de lá seguir direto para Cairo, no Egito. Acontece que por motivos de cansaço e, principalmente, dinheiro, eu acabei abortando a minha viagem pra Transilvânia e voltando mais cedo pra Viena. Resultado? Quatro dias, que eu não havia programado, a mais em Viena sem ter o que fazer.
Como estava consideravelmente cansado (cara, já eram rodados mais ou menos uns 10 meses de viagem), resolvi tirar esses meus dias a mais em Viena apenas pra poder ficar em casa jogando no XBOX 360 que a Dani e a Sigh (as duas meninas que me hospedaram) tinham lá e comendo todo dia uma pizza na mão do turco que ficava do lado da nossa casa. Bicho, a pizza na mão do bicho era MUITO barata, coisas de cinco euros e cinqüenta. A pizza e uma latinha de coca light! LINDO demais! Era engraçado eu chegando por lá. Toda vez que eu entrava na pizzaria do figura ele já perguntava “Você de novo, brasileiro?! A de sempre?” e lá saía eu com uma pizza debaixo do braço.

Dani e Sigh


Porque eu não aproveitei pra sair mais de casa? Cara, porque eu tava realmente querendo descansar um pouco, ficar sem fazer nada alguns dias e escrever um pouco do blog (vocês sempre sendo minha prioridade…). Como já disse algumas vezes antes, essa vida de “acorda de manhã, corre pra comer em algum lugar, fica o dia inteiro caminhando na cidade, a noite chega em casa e começa a planejar o dia seguinte” cansa depois de alguns meses. Além disso tinha o fato de que lá em Viena tava frio, MAS FRIO e durante toda essa semana que fiquei por lá não consegui uma vez sequer ver a luz do sol. Pô, e cá entre nós, ficar em casa só comendo pizza e jogando XBOX não é uma vida lá tão miserável, vai? Vou te falar que eu não achei tão ruim assim 🙂

Que dia lindo…


Uma coisa engraçada que ocorreu enquanto eu estava sendo hospedado no couch das meninas foi que ao mesmo tempo em que fiquei hospedado por lá, elas começaram a hospedar um outro cabra também. Pra falar a verdade ele ficou meio que numa transição, já que chegou em um dia e eu fui embora no outro. Quando eu disse que era brasileiro, ele me contou uma história interessante acerca do Brasil. Ele disse que há algum tempo atrás passaram aquela novela brasileira “Escrava Isaura” na Áustria. Dizendo ele que alguns austríacos menos instruídos, moradores de zonas rurais longe das cidades, assistiram aquela novela e realmente acreditavam que aquela ainda era a realidade no Brasil, que as pessoas achavam que em nosso país ainda existiam escravos ou coisas do tipo. Foi necessário algum tempo pra eles perceberem que aquilo era apenas uma peça de ficção e que aqui no Brasil hoje as coisas são bem diferentes. Que aqui a gente não explode as coisas, assa cachorros-quente nelas e ainda dá macacos de presente. Pra você ver como pra algumas pessoas o Brasil pode ser bem distante 😛


Mostra de como pode ter gente miserável em qualquer canto do mundo. Acordamos de manhã e era assim que estava a varanda da casa das meninas. Algum imbecil no meio da rua havia jogado ovos lá pra “comemorar o Halloween”

Saindo em Viena

Bem, como eu já estava por lá mesmo, não me restava nada a fazer a não ser tentar curtir um pouco de Viena. Dei uma olhada nos meetings que estavam rolando pela cidade e resolvi comparecer em um. Um dos meetings parecia ser bem interessante. Um dos embaixadores do couchsurfing, Stefan, estava convidando as pessoas pra poder tomar uma cerveja em um bar lá. Dizia ele que aquele era o último fim-de-semana que aquele bar abriria a sua área externa para as pessoas beberem, pois o inverno já estava fechando e até a primavera esta área ficaria fechada por causa do frio. Para “se despedir” o bar estava vendendo caneca de cerveja a rodo bem mais barata e ele estava convidando todo mundo pra poder encher a cara.

Me ofereci pra lavar a louça na casa das meninas, já que eles estavam me hospedando. Resultado?

Bem, encher a cara não era muito a minha intenção, até porque ia me sair muito caro fazer isso, mas depois comecei a pensar bem que esta seria uma ótima oportunidade para poder conhecer pessoas novas e, claro, encontrar algumas austríacas bêbadas por lá. Sim, no meu sangue também pulsa a maldade 🙂
Peguei o metrô, as suas milhares de baldeações diferentes e várias estações depois, lá estava eu nesse bendito bar. Chegando lá a única coisa que eu encontrei bêbada foi o Stefan mais louco que o Jaspion. Rapaz, o caba tava bêbado, mas BÊBADO que você não tem noção. Dá só uma olhada do vídeo que ele fez pra mim quando eu pedi pra ele filmar eu virando uma caneca de chopp. Vê como ele nem consegue manejar uma máquina digital:
Sim, tava lá ele, um amigo dele e um outro cara E MAIS NINGUÉM. Beleza, hein? E nada de austríacas em canto nenhum. Só TINHA MACHO naquele bar e tudo bêbado do lado do balcão pedindo mais uma caneca. Lembrei do Bar do Moe. Só faltei pedir uma Duff. Mas realmente, foi meio virgem da minha parte achar que alguma menina ia se aventurar por um pardieiro como aquele. Gente, era só véi bêbado, gritando e virando canecas e canecas de cerveja. Aquele estereótipo alemão mesmo que vemos na televisão.
Bebi algumas canecas com o bicho até que eu lembrei que estava acontecendo outro meeting em Viena, só que dessa vez estava sendo organizado por uma mina lá. Bem, nesse outro meeting podia ir só homem também, mas PELO MENOS UMA mulher ia ter lá, que foi a que convidou todo mundo. Perguntei pro embaixador se ele sabia dessa parada que tava rolando e ele falou que sim. Que antes de eu chegar, três meninas, uma delas brasileira, do Couchsurfing apareceram, ficaram um pouco por lá e de lá desceram pro outro meeting que havia sido marcado. Naquela hora fiquei naquele dilema sair pra encontrar “três mulheres” ou ficar e continuar bebendo com um austríaco gigantesco, bêbado e mais dois outros? Três mulheres em um lugar, três homem em outro. Mulheres, bêbados… Hum… Peraí… Acho que vocês já deduziram. Bola pra frente, vamos pra balada!

Majestosa “Dishwasher”

Sim, essa era a canequinha que a galera virava uma atrás da outra...

Falei pro austríaco que tava indo embora e que ia pro outro meeting encontrar com as meninas. Na hora ele me falou que também tava indo pra lá e que se eu quisesse, a gente poderia ir junto. Bem, cara, o cara era gente boa demais, claramente eu não iria encasquetar de irmos juntos, além de que seria mais rápido, já que ele sabia o caminho. Saímos do barzinho e, no caminho para o metrô, passamos por dentro de um parque de diversões. Qual não foi a minha surpresa quando o embaixador me perguntou se eu não queria ir lá brincar em um dos brinquedos que no Maranhão a gente chamava de “Samba”, não sei se você sabem qual é. “Eu trabalhava aqui, o cara vai deixar a gente entrar de graça” – me disse ele. Uai, de graça até casa pegando fogo pra aproveitar o terreno, vamo! Amanhã posto o vídeo da gente brincando pra vocês terem uma ideia de como era o brinquedo.

O brinquedo “Samba”

Stefan no brinquedo…

Descemos pra balada, mas no final nem entramos. Quando chegamos já tava todo mundo indo embora, a galera não curtiu a balada e, como já tava tarde, todo mundo resolveu cair fora. Ainda deu pra eu conhecer as três meninas, elas estavam esperando ônibus e acabamos indo juntos trocando uma ideia, mas nada demais. A brasileira me falou que tava lá fazendo um intercâmbio e morava numa casa de família cuidando de uns moleques lá. Segui pra casa e fui dormir. Nada demais mais a fazer 😛 Mais uma noite sem pegar ninguém. E pior que dessa vez eu nem tinha a desculpa de Veneza (link da história aqui)…

Áustria




Bandeira austríaca. Qual a explicação das cores? Bem, tem a chata de sempre (são as cores da família real e blá blá blá) e a bem legal que um amigo austríaco me contou. A história seria mais ou menos assim. Diz ele que a bandeira é dessa maneira por causa de algo que ocorreu durante uma das batalhas mais sangrentas pra poder fundar a Áustria. Diz ele que um dos mais valorosos guerreiros, daquilo que seria a Áustria, lutava nu (sim, rapaz! O cara era valoroso mesmo!) vestindo apenas um cinto (devia ser pra dar sorte). A batalha foi bastante selvagem e depois de dias batalhando sem parar (qualquer semelhança com Rambo é mera coincidência) eles conseguiram a vitória. O guerreiro, totalmente coberto de sangue, pra poder comemorar foi lá e arrancou o cinto dele (liberou geral!!!) e essa foi a imagem que ficou como símbolo, o cara todo vermelho, com uma única parte branca (que era a cor da pele dele), sendo o cinto o único local que estava vestido durante a batalha e portanto não sujo de sangue. Eu particulamente prefiro mais essa. Mais macho que esse só o Shiva mesmo…

A Áustria é um pequeno país germânico, situado na chamada “Europa Central” e foi o que restou do gigantesco Império Austro-Húngaro dos Habsburgos. Apesar de hoje ter perdido grande parte do prestígio dos tempos do Império, a Áustria ainda é um importante país europeu. Possui uma população de quase nove milhões de pessoas e o oitavo maior PIB per capita do planeta.

Em frente a Catedral de Santo Estêvão, um dos principais cartões-postais de Viena.
Devido ao seu relevo montanhoso e frio, milhões de turistas costumam visitar o país para esquiar e fazer snowboarding, apesar de muitos nativos de lá nunca na vida terem visto um côco ou um coqueiro na vida(para ler a história, clicar aqui). O turismo é a principal fonte de renda da Áustria e responde pela maior parte do seu PIB.
Grandes contribuições para a humanidade são provenientes deste país. Beethoven e Sigmund Freud nasceram em solo austríaco assim como outros grandes gênios que estudamos durante o nosso segundo grau principalmente em física, como Doppler, Schrödinger, Wolfgang Pauli. É também austríaco o pioneiro do estudo da Genética, o monge Mendel com suas ervilhas . Tem também o nosso amigo, Schwarzenegger, hoje governador da Califórnia. Pra não dizer que só tem coisas boas por lá, Adolf Hitler era austríaco e não alemão. Apesar de passar um tempão pensando aqui, acho que a empresa mais famosa da Áustria é a Red Bull mesmo 😛

Apesar de muitas pessoas confundirem e achar que é mesma coisa, Áustria não é Austrália! Isso é uma coisa bem engraçada e eles acabam fazendo piada com isso. Quando eu viajava pela Áustria, vi em algumas lojinhas para turistas camisetas sendo vendidas com a seguinte frase: “No Kangaroos in Austria”.
Um austríaco que chegou a viajar comigo quando eu estava lá pelo norte da Índia me contou uma história bem engraçada. Diz ele que quando viajava pela Índia, um motorista de uma riquixá perguntou a ele de onde ele era. Quando ele falou que era da Áustria, o motorista ficou todo contente e disse que ele vinha de um país muito bonito, que sempre quis visitar Sydney, mas nunca teve oportunidade. Não adiantou nada ele falar pro motorista que era Áustria e não Austrália, acabou deixando o motorista mais confuso ainda. Depois de um tempo o motorista não entendia mas porque o meu amigo ficava tanto tempo falando “eu vim da Áustria, sou austríaco!” que acabou mudando de assunto. Ele falou que até já acostumou com isso.
Sede do Poder Legislativo da Áustria
A capital da Áustria é Viena. Assim como Zurique, faz parte do rol de cidades da Europa que eu nunca fiz questão de visitar e só acabei indo porque elas faziam as melhores escalas pro Egito, partindo da Europa, pela minha passagem de volta ao mundo. Como eu teria que passar lá de qualquer jeito, pagar a taxa de embarque de qualquer jeito, resolvi ficar alguns dias por lá e “ver de qual é”. Não vou dizer que me arrependi, mas também não foi aquela coisa que eu dissesse: Nossa que coisa inacreditável. Viena pareceu ser só mais uma cidade européia, bem arrumada, bem limpa, com os serviços públicos funcionando, alguns prédios arquitetônicos bem construídos e nada mais. A única coisa que realmente valeu a pena foi o couch que foi muito bom, as pessoas que conheci foram realmente bem legais, mas tirando isso nada demais.

Os europeus e suas manias de colocarem estátuas de gente se espancando em frente de construções importantes. Meu Deus, porque esse povo não descarrega toda essa testoterona jogando um futebolzinho?
As estátuas de cima estão em frente a uma das entradas do Palácio Imperial de Hofburg
Bem, cara, acho que no mais é isso. Vou deixar para falar mais de Viena quando começar o post específico sobre ela.
Mais algumas fotos do Palácio de Hofburg