Zurique – Como é lá?

De todos os postos de imigração que tive que passar, tirando Israel (aquilo não era um posto de imigração, era um bunker!), o que eu tive mais trabalho pra poder atravessar foi o da Suíça. Apesar de todo terrorismo que vemos na imprensa sobre imigração, o trabalho que a Suíça me deu foi só que, antes de entrar, o guardinha me perguntou pra onde eu ia, de onde eu vinha e o que iria fazer na Suíça, onde eu iria ficar e quanto tempo iria passar. Respondida todas as perguntas, eles carimbaram o meu passaporte e SÓ! Estava livre como um passarinho, saltitando e paparilando pelos corredores do aeroporto. Sim, cara, esse foi o maior trabalho que tive pra poder passar em fronteiras, pq todas as outras eles simplesmente perguntavam meu nome e depois carimbavam o passaporte.
Uma coisa interessante foi que, imagina, tinha acabado de pegar um voo do Egito, um país pobre, direto pra Suíça, um dos países mais ricos do mundo. Será se tem gente que planeja fugir de lá pra poder morar na Suíça? Pois é, os suíços pensam a mesma coisa. Cara, mas foi a gente PISAR fora do avião para três guardinhas de fronteiras saírem abordando geral e perguntando pra onde iam e o que iriam fazer em Zurique. Logicamente, eles abordavam quem tivesse traços árabes e, caso achassem necessário, encaminhavam os árabes para a salinha. Sim, isso mesmo, os árabes eram entrevistados por pelo menos dois guardinhas diferentes antes de poderem entrar na Suíça.

Confesso que sinto um pouco de dificuldade em escrever sobre Zurique. Não que me falte palavras para descrever o lugar (como Petra ou a Tailândia), me falta mesmo é o que escrever. Zurique pra mim não tem nada pra ver, nada que justifique uma viagem pra lá. Assim, se você gosta de querer tirar onda de chique, tomar um chá de alguma coisa em algum lugar bonitinho e depois sair tirando onda quando chegar no Brasil que foi a Zurrique (sim, com o sotaque francês mesmo) lá é uma boa pedida. Tirando isso não há nada demais. Não há elefantes caminhando pelas ruas, não há pirâmides no meio do deserto, uma praia muito legal pra você surfar, nenhuma construção arquitetônica em que você olhe e pense “uau, como eles foram capaz de fazer isso há centenas de anos atrás?”. Nada disso, Zurique é apenas mais uma cidade européia: arrumadinha, limpa, cara, com um bando de gente mal-humorada e de cara fechada andando nas ruas. A cidade parece uma casa de boneca, é verdade, mas está longe de ser uma Praga ou uma Budapeste. Trocando em miúdos, é apenas um bom lugar pra você fazer uma escala do seu voo e foi por causa disso que eu fui pra lá, só porque precisava descer em algum lugar saindo de Cairo (que vale MIL VEZES mais).

Ah, a língua alemã. Sempre tão bela e tão delicada! É só ler o nome das estações aí e lembrar qual é a que você vai pra sua casa…

Apesar de tudo, Zurique não foi de tão ruim assim. Pelo menos boas coisas ocorreram por lá. Primeiro que a minha host foi MUITO legal. O nome dela era Yaga e ela tinha acabado de entrar no couchsurfing, eu fui o seu primeiro guest. Ela era muito doce. Foi muito legal os tempos que passamos juntos e até hoje mantemos contato no MSN. Uma coisa engraçada que aconteceu foi que eu não tinha checado direito como tava a temperatura em Zurique antes de ir pra lá. Enquanto em Cairo tava fazendo um calor de 30ºC, em Zurique tava fazendo entre 0º e -5º. Meu amigo! Pense num menino que tremia de frio quando chegou? Cara, eu não tinha mais nada pra se proteger do frio! Cachecol, luva, meia grossa, gorro, nada! Só tinha os casacões mesmo! Resultado? Tive que pegar tudo emprestado com minha host. Só que ela só tinha tudo rosa! Fiquei lá, no primeiro dia, andando todo de rosa até que pude comprar tudo que precisava e poder sair na rua de boa. Tenho certeza que quem passava na rua olhava pra mim, TODO COLORIDO, e pensava “tinha que ser latino mesmo!”.

Eu e Yaga
Segundo que foi em Zurique a primeira e única vez na minha vida que pude presenciar neve ou ver um dia nevando. De início eu estava planejando ficar lá apenas duas noites (mais do que suficiente), mas depois acabei postergando a minha passagem por mais duas noites porque a previsão do tempo dizia que só iria nevar três dias após a minha chegada (desde que eu havia chegado só chovia o dia inteiro). Fiquei numa sinuca de bico, pois tinha sete dias pra ficar em Barcelona e acabei ficando só cinco pra poder ficar mais dois em Zurique e enfim ver neve que, graças a Deus, ocorreu.

Nada como um dia ensolarado pra bater uma foto maravilhosa! Gente, detalhe, aquilo na frente é um lago, viu?

Teve também um Free Hugs que foi bem legal, conheci uma romena super gente boa e foi bem da hora sair abraçando aquele povo sisudo pelas ruas. Cara, apesar de eles parecem mal-humorados, era só a gente oferecer um abraço grátis que eles abriam um sorrisão.

Meu primeiro bonequinho de neve! Tá, não foi aquele bonecãããão, mas tá valendo, não?
Tá nevando!!!
A imagem que ficou pra mim de Zurique foi de uma cidade muito rica, onde tudo funciona e tudo é bem arrumadinho. Mas se eu voltaria pra lá novamente a turismo? Só se fosse só pra fazer outra escala…
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Nova campanha na internet

Galera, não sei se vocês ainda estão lembrados daquele episódio da menina que se cortou toda quando tava na Suíça. Aquela parada que no começo todo mundo ficou revoltado e no final acabamos envergonhados do desfecho do caso…

Enfim, como ainda temos solidariedade para com a essa pobre menina, resolvi aderir a uma campanha lançada pelo blog cocadaboa.com. É a campanha do “Free Paula”, afinal, ela ainda é compatriota, né gente?? Para participar basta apenas comprar a camisa desenhada utilizando o estilo revolucionário inaugurado por ela:

E tudo que você precisa é de um estilete e muita cara de pau.

P.s: Ri muito quando vi essa presepada viu?? O MrManson às vezes tem umas boas sacadas…

Amanhã tem o post sobre Mumbai, ele já tá escrito, falta apenas a correção.

Abraços maranhenses