E mais uma noite em Bratislava

(Pô, se tem gente que ganha dinheiro tocando viola no meio da rua, porque eu também não podia fazer um pouco de dinheiro dançando samba? É infelizmente não deu pra fazer muita grana…)
No outro dia, como falei, o mais difícil foi acordar e pensar que eu precisaria ter que sobreviver a mais uma noite em Bratislava. Acordei cedo, ocorreu a cena do post passado que falei e fui dar uma volta pela cidade. Pela noite marcamos um meeting com a galera da cidade e saímos pra jantar e tomar umas cervejas com os couchsurfers de Bratislava. No caminho a gente tava meio que percebendo que a grana que tínhamos era bem baixa, então arrumamos uma maneira de tentar fazer um pouco de dinheiro. Que infelizmente acabou não dando certo…

Chegando no lugar combinado, eu estava achando que ia aparecer aquele MAR de gente pra poder encontrar a gente, mas no final apareceram só umas três almas penadas. Até nosso grupo com quatro pessoas era maior. Dentre essas três pessoas, apareceu uma norueguesa muito gente boa e que se juntou com a gente no nosso caminho para a balada.

Fomos para uma boate nada demais. Lugar agradável, som legal, teve até uma hora que as garçonetes fizeram meio que uns malabarismos com as garrafas (não isso que você está pensando, seu mente poluída), mas nada que merecesse uma postagem no blog.

Então porque eu estou escrevendo sobre essa balada? Bem, cara, você nem acredita! Teve uma hora que eu fui ao banheiro e quando eu saí, veio um cara me olhando e foi me apontando com aquela cara de “Você é brasileiro?”. Bem, até aí tudo bem, já que eu estava vestindo um agasalho do Brasil, era fácil perceber que eu era definitivamente brasileiro. Fui andando e ele veio realmente falar comigo. Ele veio, me apontou e gritou “Você é…”. Eu já fui esperando. Ele ia gritar “Você é brasileiro!”. Qual não foi a surpresa quando ele completou com um “Você é…”, “Você é MARANHENSE!!”
ÃHN? Que porra é essa? No meio de uma balada EM BRATISLAVA, vem um cara me apontando e gritando que eu sou MARANHENSE? WTF? Fiquei meio sem entender a situação e quase que perguntei um “Caraca, que DIABOS mais você sabe de mim?!?!?”. Não é uma situação meio comum você encontrar com alguém no meio de um país incrustado na Europa Central que sabe quem você é.
Isso se chama olhar sexy. Diz aí, meninas, já viram um cara mais bonito que esse?
Fui lá conversar com o figura. Sim, ele me conhecia. Ele se chamava Jorge e havíamos nos encontrado uma vez num encontro de Empresários Juniores em São Paulo e trocado uma ideia. Ele era formado no ITA e estava viajando pela Europa Central também. Sim, ele também lia meu blog. Pior que nem deu pra gente conversar bastante, já que as meninas estavam com pressa pra voltar pra casa e me puxavam pra ir embora. Despedi-me do cara e mais uma vez contabilizava um encontro inusitado com algum leitor do blog. Pena que, mais uma vez, tinha sido macho que tinha me encontrado, o que me leva a crer que só homem lê isso aqui.

EM DIREÇÃO A BUDAPESTE

No outro dia, nada demais a fazer. Apenas levantar, tomar café com as meninas e seguir em direção à nova parada, Budapeste, capital da Hungria. Hugo também estava indo pra lá e combinamos de nos encontrar pra tomar umas cervejas quando chegássemos. Conversando com a Suzana, ainda me foi confidenciado algo bem interessante. A Suzana tinha quase 30 anos e nunca tinha viajado para fora da Eslováquia na vida INTEIRA dela, dá pra acreditar? Cara, isso eu achei muito irreal. Pô, pense, ela mora num país do tamanho do estado do Espírito Santo e NUNCA pisou o pé fora do país. Isso em um continente em que tudo é conectado por trem e há empresas aéreas que fazem voos quase que de graça de uma cidade para outra.
Ela me explicou que havia crescido em um país comunista, onde pra realizar qualquer tipo de viagem era necessária uma autorização especial do governo com uma boa justificativa. Não turismo não era uma justificativa para o regime comunista. Depois ela disse que foi crescendo, começou a trabalhar e no final acabou ficando por ali mesmo. Não adquiriu essa vontade ou curiosidade de viajar que todos nós que nascemos em países livres podemos experimentar. Achei uma parada meio triste isso. Imagina? Nunca nem ter viajado pra Áustria que ficava a 40 minutos de ÔNIBUS de Bratislava. Tenso…
É por essas e outras que eu sempre digo, gostas de comunismo? Vai morar na Coréia do Norte…

Depois do café foi seguir pra Budapeste e esperar o que a cidade tinha pra me oferecer…
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Acordando na Eslováquia

No outro dia pela manhã era a hora de fazer o mais difícil. Levantar do sofá! Mermão, aquela noite tinha sido complicada. Eu não acordei sozinho. Como estava dormindo na sala, acordei com um cochicho na mesa do que parecia ser algumas pessoas tomando café. Fui levantando, me espreguiçando e do nada me deparo com uma cena, no mínimo, inusitada. O gato estava deitado em cima dos pães que as meninas haviam comprado pra poder tomar café? Não. Havia pessoas totalmente diferentes na mesa da sala conversando? Também não! Era o gato que tava falando com um papagaio? Também não! Um canguru? O que era então? Cara, nada mais, nada menos que as duas eslovacas tomando café da manhã na mesa da sala DE CALCINHA E SUTIÃ! Sim! Dá pra acreditar? Isso mesmo que você leu! As minas estavam no meio da sala, comigo dormindo no sofá quase que ao lado delas, tomando café da manhã apenas com suas, digamos, peças íntimas.
Eu na hora tomei foi um susto (não de medo, mas de surpresa, antes que alguns engraçadinhos já comecem a desconfiar da minha masculinidade. Ah, mas vai! Não são todos os dias que você acorda com o cochicho de duas eslovacas só de calcinha e sutiã no meio da sala!) e já fui ficando de costas e pedindo desculpas por ter as pego num momento, digamos, assim, “tão íntimo” (o que eu achei que elas estavam fazendo antes de ir para aquela mesa? Isso fica com a imaginação de vocês…). Elas me olharam com uma cara de “cê é doido ou algo assim?”. Eu não entendi. Parecia, parecia que pra elas… Parecia que pra elas não tinha problema ALGUM em eu estar ali conversando com elas vestindo apenas peças íntimas.

Eu acordando em Bratislava
Segue o diálogo:
– Uai, desculpa! Desculpa, foi mal! Não sabia que vocês estavam só de calcinha e sutiã.
– Desculpa por que, cara pálida? Qual é o problema? Você nunca viu uma mulher de calcinha e sutiã antes?
– Bem, ver, ver, eu já vi. Mas confesso que só depois de algum tempo de intimidade…
– Uai, mas qual o problema em nós estarmos assim? Você é do Brasil, não?
– Sim, por quê? – perguntei já achando que elas iam perguntar se aqui todo mundo anda pelado na tribo ou algo assim…
– Então, nas praias lá no Brasil as mulheres andam de biquínis pra cima e pra baixo, não? Inclusive bem, mas BEM menores do que a nossa roupa. Por um acaso você fica também se escondendo quando elas estão trajadas desse jeito? Fechando o olho pra não ver e pedindo desculpas?
– Não, até porque isso levaria várias pessoas a acharem que eu jogo no time rosa.
– Então, qual é o problema de falar com a gente assim? Larga de frescura e vem sentar na mesa aqui com a gente pra tomar café.
Cara, ela desmontou totalmente os meus argumentos. Realmente, vocês já pararam pra pensar? Qual a grande diferença entre andar de biquíni e andar de calcinha em sutiã? As calcinhas aqui no Brasil costumam ser bem maiores que os biquínis, não? Por que diabos a gente tem todo esse problema com peças íntimas? Pra galera do Leste Europeu, parece que isso não é um problema muito grande. Isso inclusive me lembra de um dia que eu hospedei um tiozão da Polônia lá em casa. O bicho era um polonês velhão, parecia o Karl Marx e era gente boa demais. Ele ficou uns cinco dias lá em casa. Na primeira noite do cara, na hora que ele foi dormir, ele foi arrumando a cama dele, pegando o travesseiro e… e? E TIRANDO A ROUPA e ficando SÓ DE CUECA pra ir dormir. Isso no meio da minha sala e comigo falando com ele. Eu fiquei um tempo olhando pra ele com um cara de “que porra é essa” e ele sem entender. Segue o diálogo:
– Algum problema, Cláudio?
– Er… Cara, será se você não se importaria de dormir de bermuda?
– Uai, mas qual o problema de ficar só de cueca?
– Hum… É que… Sabe? A gente ta com a namorada de um dos caras na nossa casa. Mulher sabe?
– E?
– E, pombas, ele pode não gostar, cara! Será se você poderia botar essa maldita bermuda?
Acabou que ele se vestiu e foi dormir de bermuda. Juro que na hora lembrei de mim na casa das duas eslovacas. E isso não foi a primeira vez não. Outro dia ficou um casal de poloneses lá em casa e foi a mesma coisa. Eu tendo que pedir pros dois não dormirem desse jeito na sala porque o pessoal de casa podia não gostar. Esse povo da Europa Oriental…

Enfim, voltando a nossa história. Elas foram lá e perguntaram se eu queria tomar café com elas. Pra ser educado, fui lá, sentei e comecei a conversar com elas TENTANDO ABSTRAIR que existiam duas eslovacas de calcinha na minha frente. Fiquei pensando: – “Cara, calma, não há nada demais acontecendo!! Pense que nos desenhos animados, quando alguém está nervoso, eles sempre dão a dica de imaginar que todo mundo está pelado. Pode ser que dê certo…”. Tentei fazer isso, mas depois de uns dois minutos, er… digamos, diria que não ajudou nem um pouco… O jeito foi pedir licença e inventar pra elas que ia tomar um banho…

E AINDA TEM MAIS…

Saindo do banho, voltei pra sala e elas continuam em peças íntimas. Rapaz, mas elas não queriam contribuir mesmo… Pensei: – “Pelo menos elas saíram da mesa. Vou comer uma coisa aqui e fingir que nada de errado está acontecendo…”. Pois é, claro que não deu certo, mas pelo menos as coisas se acalmaram. Depois de uns dez minutos comendo, a amiga da Suzana foi lá e me falou: – “Cláudio, a Suzana falou que leu no seu profile do couchsurfing que você faz massagens. Será se você poderia fazer uma massagem pra mim?”. É O QUE, HOMI?!?!? WTF?? PQP!! Eu falei pronto. Eu tou muito largo mesmo. Só pode ta de brincadeira. Quer dizer que só ficar me tentando com aquelas peças de roupas, digamos, “impróprias”, não era o suficiente? Agora ela queria era massagem? Como diria o Batoré: “Ah, para ôw!”.
Tentei falar que não fazia, que era engano, tentei pedir piedade, alegar que era contra a Convenção de Genebra, mas não teve jeito. Tive que ir lá fazer a massagem na mulher já que ela insistia.
“Uau, medo de fazer massagem em uma eslovaca, Maranhão?”. Não, amigo, claro que não! O problema é que ela não veio com essa pra cima de mim como quem diz “Vamos comer uma pizza e depois transar? O que, você não gosta de pizza?”. Não, não foi nem um pouco isso. A mina tinha namorado, andava com aliança no dedo e tudo. Ela tava pedindo uma parada de boa mesmo. Assim, tipo quando você pede pra algum amigo massagear as suas costas quando você está todo arrebentado. Pra ela era algo super de boa. Pra mim é que não era. Mas de boa, vamos lá.
Ela deitou no sofá e eu fiquei lá, fazendo uma massagem nela de boa. Sem nada demais. Não, ela não vestiu a roupa. Tou lá, na medida do possível tentando ser agradável.
De repente, não mais que de repente, esta mulher começa a gemer. Sim, a GEMER! Eu parei. Olhei. Pensei. Perguntei pra ela: – Tá tudo bem, minha filha? – aquela pergunta, quando na verdade eu tava meio que querendo dizer mesmo era: “Ow, filha, na boa, você quer é transar é? Se for fala logo!”. Ela me falou que tava de boa, que quando alguém massageava ela, ela reagia daquela maneira, mas sem nenhum contexto erótico nem nada. Era só porque ela gostava… Ta bom… Vamos lá, vamos continuar…

Continuei lá massageando e a mulher não parava! E continuava com aqueles gemidos a la Anna Kournikova. E aí? Fazer o que parceiro? Uma eslovaca, de calcinha e sutiã, sendo massageada e gemendo? Claro, isso mesmo que você pensou. Falei: – Quer saber? Não faço mais, vou trocar de roupa e sair!! E cuidei de ir me arrumar…

Essa Eslováquia só me causa problemas…
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Hospedagem em Bratislava – Meu couch

Cara, por incrível que pareça, conseguir um couch em Bratislava me deu um certo trabalho. Eu realmente não estava esperando que fosse tão difícil, pois Bratislava não é lá um lugar que muitas pessoas desejam viajar quando estão pela Europa. Acabou me tomando quase uma semana pra poder conseguir um couch. Dentre um dos motivos acho que é porque a comunidade do Couchsurfing é muito pequena por lá.
O céu mais azul que eu vira em meses de Europa Oriental
De qualquer maneira, consegui um couch com uma menina que tinha um profile, no mínimo, esquisito. Ela na foto tava toda torta, fazendo um movimento meio doido de yoga e nas suas descrições ela pedia algumas coisinhas meio singelas e recorrentes, entre elas que ninguém entrasse no seu apartamento com nenhum pedaço de animal morto lá dentro. “Até porque uma das coisas mais comuns no Couchsurfing é que quando você chega na casa de alguém você a presenteia com uma ovelha degolada (confira a história aqui) . Ainda bem que ela falou antes que não gostava” – eu pensei. Depois que eu li aquilo que eu fui me tocar que a mina era quase que uma vegetariana fanática e realmente não aceitava que pessoas comessem nenhum tipo de carne ou vestissem roupas provenientes de um animal dentro da sua casa. Filé, pra mim não tinha problema. Era só comer no Mac Donald´s todo dia, hahahaha.
Quando ela me aceitou e disse que eu poderia ficar na sua casa, falou que tinha um problema. Eu teria que dividir o couch com um outro couchsurfer que já havia pedido antes de mim. Trocando em miúdos, ele iria dormir na cama e eu iria dormir no sofá. Até aí sem problemas, pra mim tudo é festa. O outro, e mais grave, problema era que ela dizia que tinha um gato no apartamento e ele tinha livre trânsito por lá. Que se eu tivesse alergia a pelos de gatos, que não fosse pra lá. Bem, eu MORRO de alergia de pelo de gato, mas, fazer o que? Eu não tava conseguindo nenhum lugar pra ficar, tinha que ser lá mesmo.
O gato era muito folgado. O bicho realmente tinha livre trânsito pela casa. Quando a gente ia comer, e puxava a cadeira da mesa pra isso, lá estava ele deitado dormindo na paz dos justos. Quando eu ia dormir, tinha que tirá-lo de cima do meu travesseiro no sofá, pois o bichano só dormia em cima de coisas fofas (isso, claro, sem a Suzana ver, porque se ela visse era capaz de ela mandar eu dormir no chão pra não acordar o gatinho dela). Vocês sabem que gato não bebe água parada, né? Pois então, ele tinha todo um jeito peculiar de beber água corrente…

E ai de quem fechasse essa torneira
Eu só me perguntava se o gato dela também só comia alface. Gatos são bichos carnívoros, o que será que ela dava pro bicho comer? Será se ele só comia do lado de fora? Tirando problemas com gatos, o principal problema mesmo foi pra poder conseguir chegar na casa dela. Ela morava em um bloco de apartamentos (só um adendo. Em ex-países comunistas, parece que TODO mundo mora em blocos de apartamentos) e não tinha uma placa nas portas dos apês dizendo quais eram os números dos apartamentos. Resultado? Cara, sem brincadeira, fiquei uma QUATRO horas pra poder achar o lugar até que alguém que entendia inglês me ajudou a achar o lugar. Até cartão telefônico eu comprei, só que, inexplicavelmente, não consegui usar.
Dormindo no sofá, aproveitando que o gato não estava por perto querendo tomar meu lugar

 

De qualquer maneira consegui achar e fiquei conversando com a host enquanto o outro couchsurfer não chegava. Só foi engraçado que quando o Hugo, o outro couchsurfer, chegou, a gente foi sentando na mesa e começando a conversar. Rapaz, na hora o menino me tira um sanduíche de frango e começa a se deliciar no meio da mesa da Suzana (a host). Rapaz, a menina ficou uns dois segundos olhando pra ele com uma cara de “EU NÃO ESTOU ACREDITANDO NISSO” e ele sem entender o que estava acontecendo. Até que na hora ela gritou: “PRA FORA COM ESSE SANDUÍCHE DE FRANGO!!”. Rapaz, o cara levou um susto tão grande que até jogou ele pela janela ao mesmo tempo enquanto pedia desculpas por não lembrar que ela havia pedido que ninguém comesse nada com carne na casa dela.
Depois de tudo de boa, como não queríamos perder tempo, já fomos logo articulando como seria a nossa primeira balada em Bratislava. A Suzana falou que iria chamar mais uma amiga (hummm…) e que nós quatro iríamos pra uma das mais tradicionais baladas em Bratislava. Uma balada que rolava embaixo do principal ponto turístico da cidade, o castelo de Bratislava. Ãhn? Como assim? A balada era dentro ou EMBAIXO do castelo? Sim, amigão, isso mesmo que você leu. A balada era EMBAIXO do castelo de Bratislava. Mas como isso é possível, vai ser nas masmorras? – nos perguntávamos.
Indo para balada
A Suzana explicou pra gente que durante o auge da Guerra Fria, os comunistas procuravam algum lugar pra poder se esconder caso ocorresse uma hecatombe nuclear entre União Soviética e Estados Unidos. Que lugar seria o último que os inimigos iriam procurar por eles? Sim, isso mesmo que você pensou. Debaixo de um morro em um dos principais pontos turísticos da cidade, o castelo de Bratislava. Sim, e onde entra a balada nisso? Eu não sei se isso é realmente muito esperto ou não, mas os caras resolveram fazer um BUNKER (casamata, construção fortificada) à prova de explosão nuclear embaixo do castelo para que a alta cúpula lá pudesse se reunir caso sofresse uma agressão estrangeira.
Se liga na portinha do Bunker
Entrada do Bunker
Bem e daí? E daí que felizmente não ocorreu nenhuma hecatombe nuclear, a URSS se esfarelou e hoje a Eslováquia é uma democracia liberal com economia de mercado. E por ser uma democracia liberal com economia de mercado, alguns eslovacos viram ali uma boa oportunidade de ganhar dinheiro e resolveram transformar o bunker em uma balada. Balada sensacional, diga-se de passagem.
Fiquei com a ficha 171
Cara, lá dentro era MUITO louco. A música era doida demais, a cerveja barata e a galera pirada. Chegamos na balada umas 11 da noite e só fomos conseguir voltar pra casa quase cinco da manhã. Isso, claro, nós supomos, já que ninguém lembra PATAVINAS de como chegamos em casa de tão doido que estávamos. A gente só supôs isso porque a amiga da Suzana mandou uma mensagem pra uma outra amiga às 4:30 da manhã dizendo que estava muito louca e que ia chegar em casa mais ou menos umas cinco da manhã. Noite difícil essa. Mas mais difícil foi enfrentar a situação que tive de enfrentar quando acordei. Sem sombra de dúvidas uma das coisas MAIS ENGRAÇADAS E INUSITADAS de toda a minha viagem. Não percam os próximos capítulos…

Eu e Hugo. Antes que os engraçadinhos digam besteira, meu olho estava vermelho era da alergia do gato, não era por causa de maconha não

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Viajando pela Eslováquia

A Eslováquia é um pequeno país da Europa Central com uma população de cinco milhões e meio de habitantes (um pouco menos que o estado do Maranhão) apesar de possuir uma área um pouco maior que a do Espírito Santo. Durante toda a sua história os eslovacos não tiveram um país independente e viveram sob o domínio de algum Império específico sendo o Soviético o último antes deles, pela primeira vez, se tornarem um país independente de fato.

Este país é proveniente da divisão da antiga Tchecoslováquia que, como o próprio nome já deixa claro, era composto pela junção da República Tcheca e da Eslováquia. A Eslováquia era meio que um “primo-pobre” do antigo país já que todos conhecem ou já ouviram falar da República Tcheca ou de Praga, enquanto que todo mundo confunde Eslováquia com Eslovênia.

Pelo mapa vê-se o quanto era fácil se orientar pela Eslováquia

A Eslováquia é um país membro da União Européia e quando eu viajava por lá a sua moeda era a coroa eslovaca. Hoje a Eslováquia faz parte da zona do Euro e conseqüentemente a sua moeda corrente já é a mesma da União Européia. Hoje o país possui uma das menores taxas de desemprego da Europa (No passado era de quase 20%, hoje é de mais ou menos 8%. Só para ilustrar, a taxa de desemprego da Espanha é de 19%). Crescimento da Economia? Poderia até ser, já que o país, antes da crise, possuía taxas de crescimento próximas às chinesas, o que é uma raridade, pois na zona do Euro dificilmente um país cresce a 5%. Mas não, não é por causa da taxa de crescimento. Um dos principais motivos que levaram a uma queda tão abrupta da taxa de desemprego do país foi que grande parte da população eslovaca, buscando melhores oportunidades de emprego e salário, emigrou do país quando ele começou a fazer parte da Zona do Euro.

Antigas coroas eslovacas
Na Eslováquia mesmo eu só fui para Bratislava, a capital. É uma cidade bem charmosinha e muito pequenina, me lembrando bastante a capital da Eslovênia (post sobre a Eslovênia aqui). Cheguei num sábado a tarde e parecia não haver ninguém nas ruas da cidade, apenas quando entrei num supermercado pra poder comprar algumas coisas que eu pude ver alguém lá por dentro. Pra falar a verdade parecia era que a cidade INTEIRA tava dentro daquele supermercado tamanho o tanto de gente que havia por lá.

Outro ponto interessante que merece ser citado é que as mulheres de lá são MUITO gatinhas, brother. Parece um bando de bonequinhas, gatinhas demais.
Enfim, experiência ou não. Sim, elas eram bem bonitinhas.
A cidade não tinha nenhuma atração que valesse você passar uma semana por lá. A minha própria host (que falarei no próximo post) quando eu cheguei por lá disse que Bratislava não valia mais do que uma tarde de caminhada pra poder ver tudo. Lá tinha um castelo, que estava longe de ser mais interessante do que os outros castelos que visitei pela Europa (e olha que eu nem visitei os mais badalados) e algumas ruas num estilo meio gótico, mas nada que se comparasse a Praga.
O castelo dos bichos é tão, mas tão importante pra eles, que eles simplesmente o usam para escorar um out-door em comemoração ao Euro que estava para chegar (brincadeira, o castelo tava de reforma mesmo)
Trocando em miúdos. Ruim passar por lá não era. A cidade apesar de pequenina tinha o seu charme e as baladinhas até que foram legais. Mas engraçado mesmo foi o couch que fiquei, história que deixo pra contar depois.
Bratislava vista de cima do castelo
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Update de Bratislava

Galera, desculpa por demorar a postar, mas e’ que fim de semana sempre e’ mais complicado por causa das baladas. Tou em Bratislava na Eslovaquia, fiquei hoje o dia inteiro andando pela cidade e batendo fotos e agora tou saindo pra encontrar com os couchsurfers da cidade.
Hoje nao vai ter post novo, mas amanha com certeza eu posto a primeira parte do post sobre o Nepal.
abracos maranhenses
P.s: Estou em Bratislava agora, mas me encontro escrevendo sobre o Nepal
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