Como chegar ao Chipre e Visto para o Chipre – A Questão Turca

Hoje o Chipre faz parte da União Europeia e, portanto, não é necessário visto para nós brasileiros.20161023_174627

Para entrar no Chipre, só tive problema mesmo quando os caras viram que eu estava vindo do Irã e resolveram fazer uma geral na minha mochila. Rapaz, mas desenrolaram até as minhas cuecas. Literalmente. Devem ter imaginado que eu estava carregando plutônio do Irã, só pode!

Existem diversos voos conectando a ilha à Europa e Ásia. Eu peguei um voo de Teerã para o Chipre com apenas uma escala em Atenas.20161024_14085620161024_162040

QUESTÃO TURCA NA UNIÃO EUROPEIA

Com a entrada do Chipre na União Europeia, a entrada da Turquia ficou mais complicada, pois o bloco tem umas regras bobas do tipo “não pode estar ocupando a casa de nenhum coleguinha do bloco” e é exatamente o que a Turquia está fazendo no norte do Chipre, por mais que alegue estar apenas protegendo os turcos cipriotas.

Algumas negociações de paz foram levadas em frente e o Kofi Annan, ex-Secretário-Geral da ONU, chegou a elaborar propostas de unificação novamente da ilha. Foi realizado um referendo e a parte turca do Norte aprovou massivamente a unificação. O porém foi a parte grega do Sul que rejeitou massivamente.

A visão que os gregos cipriotas parecem ter dos turcos cipriotas é o de invasores mesmo, já que eles alegam que o Chipre sempre foi dos gregos desde os primórdios e os turcos invadiram nos últimos 400 anos. Parece ser um consenso que os gregos cipriotas também querem paz, desde que os turcos possam ir embora. Assim, pela letra fria é fácil chamar alguém de invasor e só querer que você saia, mas quem invadiu a ilha não foram os turcos que hoje moram lá e que hoje vivem sem nem terem a ideia do que é a Turquia. É algo como mais ou menos você alegar que todos os descendentes de turcos e libaneses não são brasileiros, são invasores, e querer mandar metade da cidade de São Paulo de volta para o Oriente Médio (até o Temer, que é filho de libaneses. Olha aí galera do “Fora Temer”, é uma em?). É lógico que isso não faz sentido.

Porém, os gregos cipriotas realmente veem a questão do Norte como uma ocupação e isso fica claro nos museus. Você vai lendo e lá vai dizendo “Metade das peças estão nesse museu e a outra metade voltará para a Igreja original assim que a ocupação terminar e o Chipre se tornar livre novamente” ou então “esta igreja era assim, assim, assim, até o momento em que os turcos começaram a saquear tudo para venderem na Europa” como se saques e excessos não tivessem ocorrido de ambos os lados. Eles chamam a parte grega de território livre e o Norte de território ocupado.

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Vasinho do lado da porta onde guardávamos a chave do apartamento =)

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Galera tomando um chopp em Nicósia bem próxima ao muro que divide a cidade ao meio
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Gatos, gatos! Há gatos por todos os lados de Nicósia!
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Museu da independência do Chipre

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Esse é o banheiro de um casa que depois se tornou um museu. Nos quadrados pretos é possível ver os buracos de bala. Nessa casa, uma família turca foi chacinada pelos gregos cipriotas logo após a independência do Chipre frente aos ingleses. Houve excessos dos dois lados
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Banheira onde a mãe da casa foi assassinada abraçada aos três filhos
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A casa onde ocorreu o massacre virou um museu
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Memorial na casa museu com as bandeiras do Chipre do Norte e da Turquia, único país que reconhece a “independência” do Chipre do Norte

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Ruas de Nicósia
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Muro próximo a onde era o aeroporto de Nicosia que ficou abandonado dentro do muro no meio da “terra de ninguém”

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Gatos!!!
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Gatos!!!!
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Estávamos batendo fotos da parte turca da ilha do Chipre quando essa menina apareceu na janela e começou a fazer poses para a câmera =)
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Essa empresa é massa!
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Muro que antes protegia Nicósia de invasões estrangeiras. Foi erguido pelos Venezianos 500 anos atrás
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Como chegar à Guiana Inglesa

DESLOCAMENTO

 
Por incrível que pareça, a Guiana é mais fácil de acessar que o Suriname. Ela tem conexão por terra com o Brasil. Você pode pegar um voo para Boa Vista, de Boa Vista dá para pegar um taxa até Bonfim e de lá atravessar por uma balsa para a cidade de Lethem, na Guiana. 
Anúncio de viagens a Lethem em direção a fronteira do Brasil. Georgetown

De Lethem é possível seguir para Georgetown, capital da Guiana, por pequenas aeronaves que saem diariamente e não precisa (ou não tem como) marcar com antecedência, basta chegar lá e pegar. Ou então você pode encarar uma viagem por terra (e a palavra é encarar mesmo) onde leva entre 10 a 16 horas dependendo de que estação do ano você está. Paga-se por volta de 150 reais por um trecho.

Outra forma é por meio de voo com a Surinam Airlines. Dá para sair de Belém, com escala em Caiena e Paramaribo. Lembrando, mais uma vez, que não é possível comprar passagem pela internet da Surinam Airlines se a sua origem não for Paramaribo. Se você sai de Paramaribo para algum lugar, tudo bem, mas se viaja, por exemplo, de Belém para Paramaribo tem que comprar com agências de turismo.
Por terra também é possível alcançar o Suriname, porém não a Venezuela. A Guiana apesar de ser um país pequeno tem problemas territoriais tanto com o Suriname quanto com a Venezuela que clama por quase metade das terras da já pequena Guiana. Devido ao esfriamento das relações dos dois países em relação a isso, não há fronteira por terra entre Venezuela e Guiana.
Embaixada brasileira em Georgetown

E O VISTO? COMO FAZ?

Brasileiros não necessitam de visto para ir a Guiana
Na verdade, o único problema que acabei tendo mesmo na Guiana foi na Imigração. Pode parecer estranho, mas a Guiana foi um dos lugares mais chatos na imigração até hoje. Conseguiu ser pior do que a de Trindade e Tobago (ver nesse link). Quando foi minha vez, o funcionário da imigração começou a me bombardear de pergunta, queria saber para onde eu ia, onde eu ia ficar, o que eu fazia no Brasil… Enfim, o cara começou a praticamente me interrogar. Só a título de curiosidade, tirando algumas poucas pequenas ilhas, eu nunca havia pousado em um aeroporto onde não houvesse esteira de bagagem. Até pousar na CAPITAL da Guiana. Eu ficava pensando se o cara realmente imaginava que eu poderia pensar em me perder pela Guiana enquanto observava as malas chegando em um carrinho com um cara puxando na mão e as jogando no chão. Pensava se ele me interrogava sério mesmo ou só de zueira. Mal sabia eu que isso seria o menor dos problemas em Georgetown.
Bairro brasileiro em Georgetown. Repare nas placas escritas em português

Aqui é o lugar para quem gosta de bife “assebolado”
Pode não ter muita coisa em Georgetown, mas uma Igreja Universal não poderia faltar. Fui lá conversar com o pessoal e perguntar se os cultos eram em inglês e eles me disseram que às vezes era em inglês, para os guianos, e as vezes era em português, para os brasileiros. Quando fui embora, agradeci a gentileza e falei “Obrigado por me responder as perguntas, fiquei curioso porque essa é uma igreja do Brasil” ao passo que fui corrigido “Não, não é uma igreja do Brasil, é a NOSSA Igreja!”. E viva Edir Macedo!
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Visto, como chegar e perambulando por Granada

É engraçado como nesses países minúsculos a noção de espaço é diferente da nossa. Para os granadinos a ilha é grande demais…
Teve um cara que eu perguntei onde era a melhor praia para mergulhar, ele me apontou a praia no mapa, chegou outro e falou, zoando, que aquela praia era um lixo. Quando ele foi embora, o primeiro cara me falou “liga não, ele tá me zoando porque eu sou do litoral do país e ele nasceu nas montanhas” (!!!!). Cara!!! De uma ponta a outra do país, deve ter uns 20 quilômetros!!! E eles se estranhando porque um cara do litoral achava que um do interior não sabia nada sobre praia! Isso quando eu não perguntava onde comprar algo específico e o cara só respondia “Ih, isso só em outra cidade”. Quando eu via, a cidade era a quatro quilômetros de onde eu estava.
Em Granada não tem ônibus, só minivan, o que não quer dizer que não funcione muito bem e nem seja divertido. As vanzinhas são rápidas e totalmente malucas. Os motoristas achavam que estavam pilotando carros de Fórmula 1, um querendo ultrapassar o outro! Falando em transporte, em Granada aconteceu algo que nunca havia acontecido comigo em lugar algum do planeta.

Apesar de eu ter sido enrolado assim que cheguei a Granada por uma dessas vans (inclusive o cobrador ladrão parecia super gente boa me dizendo que poderia conseguir qualquer coisa em Granada dando bastante ênfase no “qualquer coisa”), a melhor lembrança que levo de Granada é a de como um país pode ter pessoas tão simpáticas quanto lá.Eu estava sentado esperando uma van e parou um caminhãozinho do meu lado. Achei que ele estava me pedindo informação, mas só depois que eu vi que ele estava oferecendo carona para mim e para a menina que aguardava no ponto. Eu já havia conseguido carona em outros lugares, porém sempre pedindo, nunca alguém havia parado para me OFERECER carona sem eu pedir. Isso porque o cara ainda foi um pouco além de onde ele estava planejando só para poder me deixar na entrada da praia que eu ia.

COMO CHEGAR À GRANADA

Cara, chegar lá é muito fácil. Existem diversas companhias aéreas que voam para lá. Até voo direto para Miami tem. A maioria dos voos vai ser pela Liat ou Caribbean Airlines. Eu voei de Liat em um aviãozinho que não tinha nem turbina, era a hélice mesmo, mas foi e voltou de boa.
Algo engraçado e bastante burro de minha parte foi que, como eu só peguei voo saindo cedo pela manhã (Essa não foi a parte burra. Fiz isso porque no Caribe você não aproveita a noite e sim o dia. É bom chegar cedo para aproveitar o dia), sempre chegava morrendo de sono no avião esperando dormir. Só que o avião era pequeno e não tinha daquelas poltronas de aeronaves comuns, na verdade pareciam mesmo eram aquelas cadeiras de praia, o que me levou a crer que elas não reclinavam. Só no meu último voo é que eu fui descobrir que elas reclinavam! É, agora saio de idiota, mas eu entrava tão lesado de sono no avião que nunca me passou pela cabeça perguntar à aeromoça como reclinava a poltrona.
Estátua feita por sobrevivente de um naufrágio em agradecimento ao socorro prestado por granadinos

COMO TIRAR VISTO   

Granada é mais um país da América Central onde não é necessário visto. Você chega ao aeroporto e, pimba!, eles carimbam seu passaporte e é só alegria. Só precisa, como na maioria dos países, ter um lugar onde vai ficar. Aí é só pegar no guia, escrever o nome de qualquer hotelzinho e tá tranquilo. Tecnicamente você não está mentindo, você está escrevendo o lugar que você acha que vai ficar. É o que eu sempre faço

TENTANDO CHEGAR À GRANADA

Cara, não tive sorte com voos. Em toda essa viagem, mais da metade dos meus voos atrasaram ou foram cancelados sempre da pior forma possível.
O voo de Belém para o Suriname atrasou quase oito horas. Tranquilo, segundo o que vi os passageiros falando, não era nem para se estressar, já que a Surinam Airways é famosa por não cumprir horários. Do Suriname para Trinidade e Tobago peguei o primeiro voo do dia. Avião no pátio, impossível dar problema. Bem, como a Surinam Airways é zelosa, fez questão de atrasar em meia hora o voo só para eu achar que a vida não é muito fácil.
Por último houve o voo Trinidade e Tobago – Granada. Voo tranquilo, horário ótimo, cinco horas da manhã. Simplesmente, Deus sabe porque, cancelaram o meu voo e me enfiaram em um outro meia hora depois. Tranquilo se não houvesse QUATRO ESCALAS até eu chegar em Granada. Cara, uma ponta a outra do Maranhão é mais longa do que a distância entre Trinidade e Tobago e Granada, mas ainda assim eu iria fazer um périplo pela América Central que, em horas, daria para cruzar o Brasil de uma ponta a outra. De Trinidade seguimos para São Vicente e Granadinas, depois para Santa Lúcia, depois para Barbados e só depois, quatro horas após, descemos em Granada. Isso não foi uma viagem, foi uma epopeia!
Vários locais onde viajei pelo Caribe possuíam placas como essa dizendo que não aceitariam “linguagem obscena”. Realmente isso deve ser um problema por lá.

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Como chegar a Trindade e Tobago

Chegar a Trindade e Tobago é bem fácil. Diversos países tem voos para lá e o aeroporto de Trindade é relativamente bem movimentado. Eles inclusive tem a própria empresa aérea que opera para vários lugares da América Central e até para os Estados Unidos, a Caribbean Airlines.
Quem estiver visitando esse lugar a turismo, adianto logo, não perca tempo em Trindade, apenas se tiver muito tempo e realmente tiver curiosidade de conhecer. Todos me disseram que a ilha de Trindade não tem nada, só cidades industriais com hotéis e restaurantes tremendamente caros. O negócio é seguir direto pra Tobago.
Canhão que era usado para proteger Tobago de invasões

Para chegar a Tobago é possível pegar um ferry de Trindade e ir por mar, o que eu acho que só é uma vantagem se você precisa levar seu carro de uma ilha a outra. Nem me interessei em procurar, pois são horas de viagens e o preço não compensa. Paguei 24 dólares por cada vez que voei entre as ilhas. Na verdade, acho que eles te marcam em um voo só para tu não reclamares se quiseres ir em outro e não tiver vaga. A viagem leva 20 minutos. Pode comprar qualquer voo, de qualquer horário (são dezenas durante o dia), que se você mudar de ideia eles remarcam para outro horário sem custo. Achei estranho porque inclusive não me cobraram taxa de embarque nem na ida, nem na volta. Cara, parece viajar de ônibus.

Em Tobago fiquei em uma região chamada Crown Point. É onde fica o aeroporto. Literalmente. É engraçado, você desce do aeroporto, caminha uns 10 minutos e está no centro da vila e do lado da praia. Disso eu gostei, sem ter que pagar táxi nem nada. É só caminhar e, pimba, você está no meio das pousadas. Fiquei em um lugar chamado Stewart Guesthouse, custou 40 dólares a noite e tinha um quarto só para mim com ar condicionado e péssima internet. Foi o lugar mais barato que consegui encontrar em Crown Point.

Meu quarto na Stewart´s Guesthouse
Se no Suriname foram tudo as mil maravilhas, em Trindade e Tobago as coisas começaram mal. Para começo de conversa, a imigração foi a que mais fez pergunta na minha vida desde a de Israel. E a mulher queria saber para onde eu ia, onde eu ia ficar, se eu tinha hospedagem já, quanto dinheiro eu tinha, se eu tinha a passagem de saída já comprada. Cara, nem na Alemanha eu tive tanta dificuldade. Para piorar, o inglês de Trinidad e Tobago foi um dos que eu tive mais dificuldade de entender o sotaque. Cara, sério, parecia outra língua. A mulher da imigração me perguntava uma vez, duas e só na terceira que eu ia entender o que ela estava me perguntando. Ela me enchendo de pergunta, toda desconfiada, mesmo com meu passaporte cheio de carimbo dos países que já viajei. Porque assim, todo mundo quer fugir do Brasil para tentar a vida em Trindade e Tobago. Vi que ela só se aquietou mesmo quando viu o meu visto pros Estados Unidos. Eu héin!
Tobago

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Quando comprei a passagem para Trindade e Tobago eu havia planejado ficar dois dias em Tobago e um em Trindade. Porém, conforme disse, todos só me falaram mal de Trindade e acabaram por me convencer a ficar só em Tobago. Além de que o aeroporto de Trindade era longe de qualquer cidade. Eu ia ter que gastar uma grana de táxi para ir a Porto Espanha, capital da ilha. No final, Trindade fui só para pegar voos.

Como chegar ao Suriname

Visto

Brasileiros não precisam de visto para poder visitar o Suriname.

Deslocamento

 Não existe nenhuma ligação por terra entre o Suriname e o Brasil. Pode haver como chegar de barco, cortando a Amazônia, mas não vi se era possível e também não vi ninguém comentando, o que me leva a crer que, se existe, não é algo tão difundido assim. Eu fui de avião. Existe uma empresa aérea chamada Surinam Airways, sediada em Paramaribo no Suriname (tchadam!!!) que tem voos diretos de Paramaribo para Belém três vezes por semana. Foi o que eu fiz para ir ao Suriname e também para voltar ao Brasil (já que a Surinam Airways opera voos da Guiana e da Guiana Francesa para Belém com escala em Paramaribo, por exemplo). A empresa é conhecida por ser de péssima qualidade e nenhum dos três voos que voei com eles saiu no horário (o de Belém-Paramaribo atrasou mais de seis horas, por exemplo). Uma curiosidade da Surinam Airways é que, pelo menos ao tempo que vos escrevo, ela não vendia pela internet passagens em que o porto de destino fosse fora do Suriname. Por exemplo, Belém – Paramaribo e Guiana – Belém (com escala em Paramaribo) tive que comprar por meio de uma agência de turismo, a Decolar.com (que me enfiou uma facada de uns 15% do preço da passagem). Já o trecho Paramaribo – Trindade e Tobago, consegui comprar diretamente do site da Surinam Airways. Porque é assim? SDS – Só Deus Sabe!

Outra forma de chegar no Suriname é por terra da Guiana e da Guiana Francesa, o que é bem fácil e tem ônibus saindo toda hora. Conforme já relatei, conheci pessoas que fizeram os dois trechos por terra
Conforme relatei também a Surinam Airways também faz voos diretos para Miami, atendendo uma população que mora ao Norte da América do Sul.

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Como chegar ao Líbano – Perrengue

Pra falar a verdade, quando ainda planejava a minha viagem de volta ao mundo, a Síria não estava nos meus planos. O país que mais me fascinava no Oriente Médio (além de Israel) era sem sombra de dúvidas o Líbano. Por quê? Cara, não sei dizer… Talvez pela grande influência libanesa na cultura brasileira. Talvez por ter conhecido alguns libaneses na Austrália que eram apaixonados por Beirute (quando ela não estava sendo bombardeada, é lógico) e a imagem da Paris do Oriente Médio. Talvez por me fascinar um país com metade da extensão do menor estado brasileiro (Sergipe) ou o dobro da área do Distrito Federal possuir tanto conflitos e religiões. Enfim, o Líbano me fascinava. Eu acabei indo pra Síria quase que na inércia mesmo, pois a única fronteira terrestre possível de ser cruzada para o Líbano é a fronteira com a Síria (já que a fronteira com Israel é fechada). Inclusive, uma curiosidade que eu acho que eu ainda não contei pra vocês. Quando você vai entrar na Síria ou no Líbano eles fazem poucas perguntas e quase não lhe importunam. A ÚNICA coisa que eles procuram com bastante seriedade é se você tem traços de que passou por Israel, ou seja, se você viajou pra Israel antes de ir para a Síria ou para o Líbano. Se você tiver uma passagem aérea com trechos passando por Tel-Aviv ou um carimbo da imigração israelense no seu passaporte demonstrando que você entrou no país, você é barrado antes de entrar nesses países. E não só no Líbano e na Síria. Possuir um carimbo da imigração de Israel no seu passaporte automaticamente o impede de entrar também no Irã, no Afeganistão, na Argélia, Iraque, Kuwait, Líbia, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Iêmen… Ou seja, planeje bastante a sua viagem pro Oriente Médio pois senão você pode ser barrado numa fronteira de um país sem nem saber porque (eles não falam inglês. Então a única coisa que eles irão fazer é apontar para o outro lado da fronteira e mandar você voltar. E ah sim, sempre bom lembrar, eles tem rifles, e os caras que possuem rifles sempre possuem a razão, como eu já falei diversas vezes no blog nessas histórias aqui e aqui). Como eu consegui ir a Israel e a esses países pedreiras ao mesmo tempo? Bolei um plano… Primeiro fui pra Síria e pro Líbano por terra, vindo da Turquia, regressei a Turquia, voltei para a Europa, da Europa fui de avião pro Egito e do Egito atravessei, por terra, a fronteira de Israel. Sem problemas, certo? Errado! Você até pode entrar em Israel tendo carimbos de países hostis como Líbano e Síria, mas pode ter certeza que passará por um looonnngooo interrogatório na fronteira, tal qual ocorreu comigo, mas isso é história, muito engraçada por sinal, pra posts lá na frente.Quando estava na Síria, alguns amigos europeus do Matt também estavam planejando ir ao Líbano em alguns dias. Acabei ficando mais dois dias na Síria além do esperado, mas no fim valeu a pena, haja vista que os amigos do Matt falavam um pouco de árabe e isso tornava tudo sempre mais fácil. Fomos à rodoviária, a mesma do Servicio del taxi, e lá começamos a recolher informação de como nós poderíamos seguir para o Líbano. “Nós” é jeito de dizer, pois a única função que foi delegada ao latino burro aqui foi ficar cuidando das mochilas enquanto os caras saíam perguntando qual ônibus deveríamos pegar. De qualquer maneira fiz o meu melhor pra guardar as mochilas e elas se comportaram direitinho, no final, o que me ajudou bastante. Depois de um bom tempo sem sucesso, conseguimos falar com um cara que sabia como era o esquemas e resolveu ajuda a gente. Rapaz, esse cara só faltou pegar a gente pela mão. O bicho foi num guichê, foi em outro, foi no outro, achou o guichê que vendia a passagem pro Líbano, começou a barganhar pra ver se o cara fazia mais barato (éramos quatro no total), enfim, o cara fez tudo pra gente. No final, nos entregou a passagem e eu já estava me preparando pra tirar a grana da carteira que eu tinha certeza que ele ia pedir uma comissão pra ele… Que nada… O cara só falou que tava tudo certo, nós agradecemos e ele foi embora. Nada mais que isso. No final ainda perguntei pros caras: “Pô, o bicho foi mó gente boa, a gente não vai dar nenhum troco pra ele em agradecimento?”. Rapaz, fui seriamente repreendido por eles. Eles me falaram que é esse tipo de pensamento do tipo “se você me ajuda, eu te dou dinheiro” que contaminam as relações entre as pessoas quando você viaja mundo afora. Por isso que vários lugares turísticos, você não pode contar com as pessoas porque certamente elas irão tentar te enganar pra poder pegar um pouco de dinheiro de você. Rapaz, os caras ficaram brabos comigo. Mas pô, foi o que eu aprendi quando estava viajando, tratar as pessoas que nem foca: Foca faz uma pirueta? Toma um peixe! Ela bate palma? Toma outro peixe… Só estava contaminado, hehehehe.

Eu e Dino em Beirute
Entramos no busão e seguimos em direção ao Líbano. Lá conhecemos um canadense, Dino, MUITO gente boa, que virou nosso amigo e que ia nos ajudar bastante no Líbano, já que ele falava francês e quando os caras não conseguiam falar em árabe com os libaneses (já que o sotaque era diferente da Síria), o canadense desenrolava pra gente em francês. Além disso, eu, como estava com um agasalho do Brasil, acabei chamando a atenção de um molequinho que estava dentro do ônibus! Rapaz, esse guri ficou doido pra brincar comigo! A mãe dele falava algum inglês e me explicou que o menino era doido pelo Brasil. Que ele tinha várias camisas da seleção, sempre assistia os jogos do Brasil e coisas do tipo. Eu como gosto de criança e, pra agradar, fiquei brincando com ele enquanto viajávamos. Chegamos à fronteira e todo mundo teve que descer do ônibus. Rapaz, que inferno.
Descemos do ônibus e nos dirigimos ao guichê de imigração. Ninguém do busão precisou apresentar nada, só a carteira de identidade, nós, como éramos os únicos estrangeiros, tivemos que ir pra longa fila e o ônibus inteiro ficou nos esperando e olhando já com uma cara de raiva. Peguei a fila que eu julgava ser a menor. Rapaz, pra que? Só depois que eu vi que uma das mulheres que estava no balcão tinha era um BOLO de passaportes do IRAQUE na mão e o soldado do guichê foi lá pra poder carimbar, um por um, as DEZENAS de passaportes que ela trazia com ela. Depois eu fiquei pensando: Que guerra civil que nada! Pra quem mora no Iraque, o Líbano deve ser seguro como as ruas da Suíça.Pra facilitar e agilizar a nossa vida, nos separamos em diversas filas e combinamos que quem chegasse no guichê primeiro, pegava os passaportes de todos os outros e assim a gente passava logo. Bem, iríamos fazer exatamente como a iraquiana com milhares de passaportes e todos os outros estavam fazendo.Ficamos esperando na fila por quase uma hora. E a galera do busão querendo MATAR a gente, pois, enquanto não resolvêssemos nosso problema, ninguém chegava em Beirute. Até que chegou a hora do Dino e ele pegou nossos quatro passaportes e deu pro cara carimbar pra gente poder passar. Rapaz, eu não sei o que aconteceu, o que foi que o cara do guichê viu no Dino que na hora que ele pegou os nossos quatro passaportes, ele jogou de volta e disse que não ia fazer aquilo. Que só ia carimbar se fosse um por vez. Por quê? Vai perguntar lá pra ele porque eu não tenho a MÍNIMA ideia! Só sei que na hora nós quatro tentamos sair das nossas filas e ir pro lugar do Dino pro soldado no guichê ver nossas caras uma por uma. Os outros caras que estavam na fila não nos deixaram passar. Resultado? Mais UMA HORA na fila com a galera no ônibus esperando doida pra achar um cinto de bombas e explodir a gente…
Só sei que no final o rapaz resolveu enfim carimbar os nossos passaportes e nos deixar passar. Quando entramos de volta no busão, a galera chega nos fuzilava com o olhar! A galera tava era FUMAÇANDO de raiva por causa de todo esse tempo de demora! Resolvi nem trocar olhares com ninguém, sentar e esperar até chegar em Beirute e cair logo fora dali. Na hora que eu fui sentar eu comecei a procurar o meu casaco. Não tava no meu banco, quando eu fui achar olha onde ele tava…
Era o meu “bem vindo ao Líbano” 🙂

Nepal – Como tirar visto e como chegar

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O Nepal é um pequeno país encurralado entre dois gigantes, China e Índia. Tem uma população de 28 milhões de habitantes e possui um dos menores índices de desenvolvimento humano de toda a Ásia. Os nepaleses tiveram a sorte de possuir em seu território ninguém menos do que o Monte Everest, o que valeu ao país o apelido de teto do mundo. Só a título de curiosidade uma de suas maiores arrecadações provém da cobrança por permissões para escalar picos situados em seu território. Segundo o cara que me hospedou em Katmandu, só a permissão pra escalar o Everest custa por volta de 5000 dólares! Isso sem falar no que você tem que gastar com guia, carregador de bagagens etc.

 

Eles possuem como moeda corrente a rúpia nepalesa (1 dolar/ 68 rupias nepalesas enquanto estive por la) e impressionantemente consegue ser um país mais barato do que a Índia. Possuem como capital a interessantíssima Katmandu, uma cidade que encanta desde a chegada ao aeroporto (o aeroporto mais parece uma rodoviária. Tem cachorro pra tudo que é lado!). Katmandu foi uma experiência única e com certeza um local que deve ser visitado por qualquer pessoa antes de morrer.
Katmandu
 
O visto pro Nepal pode ser tirado no aeroporto. Se você for ficar apenas por três noites, não há necessidade de pagar pelo visto. Eu acabei pagando porque ia ficar por uma semana. No Nepal visitei a cidade de Katmandu e Pokhara. Rolou algo interessante e engraçado enquanto estive por lá. Ao chegarmos no aeroporto, nós quatro fomos logo trocando as nossas rúpias indianas por rúpias nepalesas. Quando chegamos à casa de câmbio, SUPRESA!, era proibido trocar ou sequer portar notas de 1000 ou 500 rúpias indianas. P-R-O-I-B-I-D-O. Diaboéisso, doido?? Tu sabe lá quanto dá isso? 1000 rúpias indianas valem extraordinários 50 dólares!! Depois eu fiquei me perguntando o porque de um país proibir a circulação de notas de “tanto” valor como essas! Depois fiquei pensando: – “Deve ser pra impedir lavagem de dinheiro. Imagina, o cara limpa a conta dele e enche a maleta de notas de 1000 ou 500 rúpias indianas! Mermão, mas é tanto dinheiro!! O cara enche a mala de dinheiro, a mala fica com mais de 500 quilos e no final ele tem por volta de 1000 reais lá dentro, hehehe.” Mas pior que era assim mesmo. Não teve jeito, tive que ficar com as notas de rúpias indianas que tinha e acabei tendo que trocar alguns dólares americanos.
Outra parada que achei interessante e engraçado no Nepal foi em relação ao fuso horário. Eu passei a vida inteira achando que fusos horários eram divididos SEMPRE de hora em hora. Não interessa se o país é fronteiriço ou não, quando você cruza a fronteira obrigatoriamente você muda o relógio em uma hora. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que alguns países na Ásia aplicam diferenças de fuso horário de 30 minutos. Agora, qual não foi a minha surpresa que a diferença de fuso horário entre Deli e Katmandu é de QUINZE MINUTOS!! Hahahahah… Vocês já tinham ouvido falar nisso? Sim, quando você chega em Katmandu você é obrigado a mudar o seu relógio em quinze minutos!! Alguém já tinha OUVIDO falar nisso? Mermão, demorou DEMAIS pra eu me tocar dessa diferença, já que se você vai pra outro país em que a diferença de fuso é de uma hora, quando alguém marca contigo às 4 e tu chegas às 5, tu se toca logo que teu relógio tá errado. Agora, se alguém marca contigo às 4 e tu chegas às 4:15, tu achas que chegou no horário e ninguém reclama que chegaste atrasado. Hehehe.
Doido, né?