Passeio em Narita e palacios da coreia do sul

Amigos, pra poder ter mais material pra galera que deseja se divertir aqui no blog e levando em consideração o grande número de acessos, vou mudar mais uma vez a metodologia. 🙂

Isso aqui é que nem a “Casa dos Artistas” do SBT, a única regra é não ter regras, heheheeh.

Toda vez que eu usar a internet pra checar um e-mail, pra ler notícia, o que for, vou tentar postar uma fotinha, um videozinho ou algo assim dizendo aonde estou e coisa do tipo. E claro, o sistema de post semanal vai continuar.

Como prometido no post passado, aí vai o vídeo da Coréia do Sul:


Comentem se aprovam ou não

Abraços Maranhenses

Comecando o post sobre a Coreia do Sul..

Galera, essa parada de escrever tá me tomando um tempo danado! Vocês não fazem idéia! Velho, tão indo horas e horas pra poder escrever esse blog! Acho que o motivo que me faz continuar me empenhando tanto, além do número de acessos que não pára de crescer, é que sempre rola de eu reler um post e dar risada sozinho… Sério, eu já reli a parada lá do Havaí algumas vezes só pra rir aqui de novo, lembrando das presepadas.
Relendo o post passado, acabei esquecendo de falar algo interessante também. Esqueci de falar que o Bobby (cara que me hospedou), com todo aquele “carisma” dele, também trabalha naquela série americana Lost. O bicho é figurante na parada, mas me prometeu que um dia vai ficar rico e famoso e quando isso ocorrer ele vai me convidar pra visitar a mansão dele. Sim, eu também fiquei imaginando quantas caveiras e corpos degolados espalhados pelo chão ele terá pela sua mansão…
Antes de começar a postagem em si, gostaria de voltar ao tópico das buscas bizarras, já que esses dias eu ri pacas disso tudo. Cheguei a falar pra vocês que o blog omundonumamochila.com também é cultura não? Pois então, é tão cultural que teve um cara que, provavelmente antes de partir em sua aventura rumo a Fiji, resolveu fazer uma busca bem importante para poder se dar bem com os nativos, ele buscou “como escrever feliz em fijiano” e caiu no meu blog, heheh. Além dessa informação importantíssima, também tiveram outras dúvidas que provavelmente foram sanadas por este blog, tais quais “eu queria saber porque o luis gonzaga usava aquele chapéu”, “chapeu gelo sujou, como limpar”, “morar nos eua ilegalmente coyote usa”, “temas pro caralho da porra do celular” (esse aqui tava com uma paciência danada).
Mas então, vocês acham que essas buscas foram bizarras? Se liga na grande campeã aqui: “maranhense virgem, no banheiro tocando p.. (lembre duma palavra que rima com “corneta”) pras suecas quentes”! MERMÃO!! QUE PORRA É ESSA??? Ôw, sério, confesso que eu fiquei orgulhoso desse cara que levou isso! Por favor, querido amigo, identifique-se!! Como você conseguiu chegar a um senso de putaria tão apurado? Me ensina?

Coreia do Sul

A Coréia situa-se próxima à China, Japão e Rússia. Como todo mundo deve saber, fica na chamada península coreana e foi dividida depois da Segunda Guerra Mundial, com um lado sobre influência comunista e o outro sobre influência capitalista (assim como o Vietnã e a Alemanha). Em 1950, cinco anos depois, o pau comeu feio na península, o que ocasionou a famosa Guerra da Coréia, que por muito, mas muito pouco, não levou a uma guerra total entre várias potências de peso como Rússia, Japão, China e EUA. Muita gente fala que quase levou a Terceira Guerra Mundial, não é brinquedo não.
A Coréia do Sul, país que visitei, tem uma população de mais ou menos 50 milhões de pessoas e um PIB respeitável (cara, o PIB deles é semelhante ao brasileiro, que possui uma população quatro vezes maior). Possui um índice de qualidade de vida altíssimo, sendo equivalente ao IDH da Alemanha.
Durante toda sua história, eles sofreram grande influência chinesa e japonesa. O alfabeto principal deles provém do alfabeto chinês, mas, assim como o Japão, eles inventaram um outro alfabeto, algo como um alfabeto auxiliar. Devido ao posicionamento estratégico da península, o pau sempre comeu feio por lá. Durante a história dos bichos eles sofreram sucessivas invasões de vários povos asiáticos diferentes, notadamente do Japão que parece que queimava a Coréia por esporte (é impressionante! Século sim, século não, tem uma grande invasão japonesa na história deles).
Outra coisa que aprendi e que achei bem interessante foi relacionada à bandeira deles. Antes eu achava que a bandeira deles era apenas um Yang Ying colorido no meio e um quadrado branco como pano de fundo. Mas cara, a parada é muito louca! Se liga na descrição da Wikipédia sobre o simbolismo do Yang Ying presente na bandeira:
“As divisões representam na parte superior (vermelho) o “Yang” e a inferior (azul) o “Ying” antigo símbolo do universo originário da China. Esses dois opostos expressam o dualismo do cosmo, a eterna dualidade: fogo e água; dia e noite; escuridão e luz; construção e destruição; macho e fêmea; ativo e passivo; calor e frio; mais e menos; o ser e o não-ser; a vida e a morte; etc. A presença da dualidade dentro do Absoluto indica o paradoxo da vida e a impossibilidade de aprendê-la integralmente”
Mermão, doido demais isso!! Enquanto tem país que representa ouro, floresta e céu, os caras colocaram “o dualismo do cosmo e a eterna dualidade” na bandeira nacional deles. Eu também nunca tinha reparado, mas aqueles quatro quadradinhos pretos em volta do [ não são iguais. Eles têm pequenas diferenças e cada um tem um significado diferente. Eles representam água, terra, fogo e céu. Você nunca ia pensar nisso, diga aí?

Coréia do Sul – Sociedade

Cara, outro fator interessante da Coréia do Sul, foi o crescimento estrondoso que eles tiveram neste século. Ao contrário dos nossos períodos de prosperidade, o crescimento econômico deles foi acompanhado de distribuição de renda, criando assim uma classe média absurda e com alto poder de compra. Eles também possuem várias empresas de caráter internacional, como LG, Samsung, Kia, Hyundai, Daewoo… Não é brinquedo não! Enquanto nossas empresas globais exportam frango e petróleo, eles trabalham com semicondutores, chips e altíssima tecnologia.
Antes de ir para a Coréia do Sul eu imaginava que lá eles iram ter um desenvolvimento parecido com o do Japão! Mas cara, pelo menos Seul, parece MUITO com São Paulo! Engarrafamentos, gente gritando, economia informal pelas ruas e pessoas esmolando. E cara, é impressionante como tem gente pedindo dinheiro pelas ruas de lá! Ao contrário dos mendigos dos EUA, que são hippies, viciados em drogas ou algo do tipo, tinham muitos mendigos você via que eram pessoas que realmente pediam por necessidade e não por preguiça de trabalhar.
Não tou querendo dizer que é aquela parada caótica de São Paulo, com camelô pra todo lado, gente pedindo dinheiro em toda esquina e todo mundo querendo te esfaquear, mas é que eu achava que eu ia chegar lá e encontrar uma cidade mais parecida com Sydney. Mas, como falei antes, isso não tira o mérito dos caras pelo crescimento deles!
Outra coisa impressionante é que NINGUÉM nas ruas fala inglês! Bicho, que luta pra poder conseguir alguma informação por lá!! A parada era insana demais! Ficar perdido em Seul não é nada agradável. Eu só não me dei tão mal porque morava perto de um Mac Donald’s, logo se eu me perdia perto de casa, eu só falava: – “Mac Donald’s”! A pessoa me apontava e eu ia indo. Quando era longe, era só perguntar onde ficava o metrô mais próximo (eu tinha um livro que continha o ideograma “metrô” e apontava pra ele quando o cara não entendia “subway”) e ficava tudo de boa.
Seul não me foi tão interessante no aspecto turístico. Tem poucas coisas muito legais pra se ver por lá e TUDO é muito caro! Acabei gastando mais por lá do que no Havaí! Apesar de tudo, eu gostei bastante de ter visitado alguns complexos de templos antigos que eles têm por lá (que foram queimados várias vezes pelos japoneses e depois reconstruídos) e também fiz umas caminhadas pela cidade.

Casa

O apartamento que eu fiquei foi bem aprazível. Eu já tinha ficado amigo da minha host há algum tempo e já vínhamos conversado no MSN. Ela era toda fofinha e parecia uma Hello Kitty!
Agora, com certeza, com IMENSA certeza, o que mais me chamou atenção naquele apartamento foi o vaso sanitário! Mermão, aquilo não era um vaso sanitário! Aquilo era uma cabine de comando! Cara, era impressionante aquela parada! A primeira vez que eu fui usar eu até me assustei quando vi aquilo! Você senta e do lado direito tem tipo um controle remoto! Eu até pensei em ver o que aqueles botãozinhos faziam, mas tava tudo escrito em coreano, fiquei com medo de apertar em algo e dar alguma merda (desculpe o trocadilho). Imagina o perigo de eu acionar o removedor automático de absorvente feminino?? Mas é, parecia um teclado de computador, cara… A parada totalmente high tech.

O único problema que tive em si, ao ficar na casa dela foi relacionado ao fato de que ela era adepta do “eu saio você sai”. Não que eu ache isso errado, até porque a casa é dela e ela tem todo direito, mas é que, brother, os dois dias eu tive que acordar seis horas da manhã pra sair de casa! Aí é maldade demais, não? Outra coisa foi que, se eu esquecesse algo em casa, já era! Teve um dia que tive que ficar quatro horas dentro do metrô porque chovia e fazia um frio danado do lado de fora e eu não tinha pego nem agasalho e nem guarda-chuva!

Templos e história – Seul, Coreia do Sul

Cara, Seul em si não foi uma experiência de toda tãããoo fascinante. Foi uma viagem interessante, aprendi muita coisa sobre história coreana, mas nada que me fascinasse demais. Tem várias coisas legais, mas sempre você tem em mente que ou o Japão ou a China tem lugares mais irados para se poder ver. A Coréia em si me pareceu mais uma zona de transição entre o Japão e a China.

Teve um templo IMENSO, o Gyeongbokgung Palace (sim, todos os nomes em coreano são impronunciáveis), que visitei quando estava por lá, muito irado, mas como falei antes, bem inferior aos que tem no Japão (até porque ninguém nunca foi no Japão queimar os templos deles, como eles sempre fizeram com todo mundo. Japonês, ô povinho que gosta de queimar o templo dos outros, meu deus). Tal templo foi a principal morada da realeza coreana por vários anos e hoje é aberto a visitação, pena que meu guia foi em coreano ¬¬ (eu ia postar um vídeo que fiz mostrando o templo, mas o youtube não quer colaborar, depois que conseguir fazer o upload no youtube posto o vídeo aqui )

Outro templo que eu visitei e que também foi da hora, foi este que vou postando abaixo. Bonito, bem organizado, um pouco menor. Mas o que eu achei mais engraçado foi que no meio daqueles templos menores de estilo oriental, tinha um prédio imenso com várias pilastras romanas. Era uma construção que mais parecia o senado americano. Parecia até que alguém tinha colocado aquilo lá só de zoeira, hehehehe. Depois dei uma lida e vi que, assim como o Japão durante a era Meiji, a Coréia também passou por um período de modernização com esforços para se modernizar e ficar mais próximo do “Ocidente moderno” havendo assim a preocupação de absorver parte do estilo e da cultura ocidental. Por isso construíram aquele prédio lá.

Agora, cara, sem sombra de dúvidas, o que mais me impressionou em Seul, além do preço absurdo de tudo que se comprava, foi uma ex-prisão que visitei. Assim como quase toda a Ásia (notadamente os chineses), os coreanos também possuem várias histórias escabrosas de quando eles estiveram sobre ocupação japonesa. Assim que foram expulsos, eles reaproveitaram uma prisão que os japoneses utilizaram para pra empilhar (“prender” seria um eufemismo) coreanos que lutavam pela independência da península.

Mas mermão, a parada foi que os bichos resolveram fazer tudo real até demais. É assustador a situação lá dentro! Se eles deixassem só os relatos, já seria algo chocante (tinha prisioneiro que se alimentava de ratos e baratas), mas, não satisfeitos, os coreanos resolveram colocar algo bem mais real. Eles simplesmente pegaram vários bonecos diferentes e saíram colocando pelas celas da prisão sendo torturados. Aí mermão, era sangue pra todo lado, gritos apavorantes, pedaços de gente espalhados e por aí vai… Cara, foi bem mais assustador que todos os trens fantasmas que já visitei em parques de diversões!

A melhor parte não era nem essa, a melhor parte era que, não bastando o realismo da parada, os coreanos, diariamente, levam centenas e centenas de crianças pra poder visitar a ex-prisão onde os heróis coreanos patriotas (é assim que toda vez eles se referem aos que pereceram por lá) foram empilhados. No começo é até engraçado. Eu, por ser o único ocidental andando por aquelas bandas, despertava uma certa curiosidade na meninada, que toda hora que me via, acenava e tentava falar algo em inglês comigo, ainda que 90% falasse apenas “Hi, how are you”.

E era aquela meninada correndo, gritando e fazendo farra como toda excursão de colégio, a única diferença é que eles estavam visitando praticamente a “Auschimitz coreana”. Era engraçado ver a cara da meninada antes e depois de visitar as “salas de tortura”. Antes era todo mundo serelepe, brincando e correndo, depois, saía todo mundo chocado lá de dentro, heehheh. Eu não sei nem o que espantava mais, se era o ambiente macabro daquele museu ou os gritos da meninada quando viam os bonecos sendo torturados.

Eu fiquei até pensando na real necessidade de se levar crianças de SETE anos pra poder ver aquelas cenas de tortura. Tudo bem que a história precisa ser contada e nunca esquecida, mas meu amigo, não dá pra esperar esses meninos crescerem mais um pouco não? Eu que não sou coreano, já fiquei revoltado, imagina a meninada que lê aquilo escrito com todas as letras “os japoneses fizeram isso com seus avós”! Eu não queria ser uma criança japonesa numa sala de aula coreana. Heheheh.

Outro fator que eu achei interessante refere-se ao fato de tudo lá dentro estar escrito em coreano, inglês e, claro, japonês. Fiquei imaginando se os japoneses realmente visitam aquela prisão.

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