O MELHOR DA RUSSIA É O RUSSO

Sei que muita gente me falava que os russos eram bem frios e mal-humorados, mas, mano, não sei se foi o clima da Copa, mas os russos os quais eu me deparei foram gente boa DEMAIS. Mano, eles nos viam com camisa do Brasil e vinham pedir para bater foto. E não era só homem não. Era senhorinha, era criança, era velho. Alguns falavam inglês, outros só vinham sorrindo e a gente já entendia.

Aconteceu algo comigo que só tinha acontecido no Egito (história do metrô do Egito aqui). Teve um dia que eu estava no metrô e comecei a olhar o mapa do metrô para saber certinho onde ia descer. Um senhorzinho veio lá do fundo do vagão para me ajudar, mesmo sem eu pedir. Ele perguntou se eu era espanhol e se esforçou ao máximo para falar comigo, dizendo que eu era muito bem vindo no país dele, em um misto de Espanhol, Inglês, Russo e Sânscrito. O que vale é se comunicar. Hahahahaha.

Todos os russos os quais eu pedia informação se esforçavam o máximo para me ajudar. Perguntavam do Brasil, sorriam. Cara, sério, só tive boas experiências, muito diferente do povo mal-humorado, de cara fechada e taciturno que eu esperava encontrar.3513144fsdfsfsd

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ANTES DE ESCREVER SOBRE A RÚSSIA, E COPA, COMO FOI?

Cara, a Copa do Mundo foi tão maravilhosa quanto você pode imaginar. Gente de todo o mundo, junta, bêbada e acompanhando futebol é uma combinação que não tem como dar errado.

Bem, todo mundo já sabe que alguns brasileiros meio que queimaram a largada e logo de início começaram com umas brincadeiras idiotas como a da B* rosa. Teve gente que perdeu emprego, teve gente que perdeu reputação. Por que eu tou falando isso? Porque não sei se era impressão minha, mas eu, que cheguei depois de toda a confusão, achei os brasileiros mais contidos em relação a brincadeiras com as meninas.

Mas a gente não, a gente saía era brincando com todo mundo. A gente saía pelas ruas gritando, “América Latina, menos a Argentina”, “Boi da cara preta, Messi não tem Copa quem tem Copa é o Vampeta”, “Mil gols, mil gols, só Pelé, só Pelé, Maradona Cheirador” e, claro, a canção que virou a canção da Copa:

“…58 Foi Pelé, 62 foi o Mané, 70 o esquadrão, primeiro tricampeão. ÔÔÔ, 94 Romariô, 2012 Fenomenô, primeiro Tetracampeão, único penta é o Brasilzão!! ÔÔÔ, Brasil Olê Olê Olê, Brasil Olê Olê Olê, Brasil Olê Olê Olê, Brasil Olê Olê Olê…”

Cara, foi MUITO legal. Toda hora os russos vinham bater foto com a gente, cumprimentavam a gente, nos abraçavam. Eles REALMENTE pareciam estar AMANDO tudo aquilo, já que era algo bem diferente da realidade deles. Alguns russos me falaram que pela primeira vez houve carnaval na Rússia! Teve uma vez que a gente inclusive entrou em um metrô a torcida inteira. A galera cantando, começou a se empolgar, começou a pular no metrô e a chacoalhar o trem. Sei que o bagulho foi feito para suportar até uma guerra nuclear, mas quando começaram a balançar o metrô eu até desci. Engraçado era a cara dos policiais sem saber o que fazer, desesperados achando que a gente iria quebrar tudo e galera na boa, só festando. Fiquei até impressionado com isso.

Foi muito irado!59124

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O GIGANTE RUSSO – POR QUE VIAJAR PARA LÁ. É FÁCIL VIAJAR POR LÁ?

Sempre fui fascinado pela Rússia. Talvez por hoje ser o maior país do mundo, o segundo maior Império contínuo que já existiu (perdendo apenas para o Império Mongol de Gengis Kahn) e ele ir, literalmente, de uma ponta a outra da Ásia, o maior continente do mundo.

A capital da Federação Russa (e é importante dizer isso, apesar da gente chamar todo mundo de Rússia, existem vários povos com cultura, idioma e religiões próprios que não são russos e  são quase que países dentro da Federação Russa) é Moscou, porém durante muito tempo foi Leningrado, que hoje é chamada de São Petersburgo.

Apesar da Federação Russa possuir a maior parte de sua extensão na Ásia, sempre foi um país mais voltado para o Ocidente que para o Oriente. Devido a isso Pedro, o Grande, decidiu construir uma capital quase que na fronteira com a Europa. Ela se chamaria São Petersburgo e seria um exemplo de cidade para dar inveja a qualquer Paris, Viena ou Londres. Porém, com as diversas batalhas enfrentadas pelos russos, ficou claro que uma capital logo na fronteira representava um risco bem grande e eles decidiram mudar novamente a capital para Moscou.

Os russos são famosos por suas batalhas heroicas principalmente contra Napoleão e Hitler. A gente aprende uma versão muito limitada e burra do que foi a vitória russa sobre esses dois. Aprende que basicamente eles queimaram tudo e o inverno fez o resto. Isso não é verdade, principalmente contra Hitler. Ainda assim, é uma forma bem simplista de pensar, né? Ah, é só ir recuando e queimando tudo que o inverno faz o resto. Mano, ir recuando e queimando o que ficava pelo caminho significava a evacuação de cidades INTEIRAS de locais que hoje são países como Belarus ou a Ucrânia. Enquanto a Alemanha perdeu sete milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial, a Rússia perdeu VINTE MILHÕES. Os grandes números não nos fazem pensar muito bem nas catástrofes que eles representam, mas a título de comparação, só com o cerco a Leningrado (hoje São Petersburgo) morreram um milhão de pessoas de fome e doenças. Mais uma vez, a título de comparação, morreram dos Estados Unidos e da Inglaterra setecentos mil pessoas na guerra, portanto, MENOS do que o cerco de Leningrado.

Apesar da gente aprender toda aquela palhaçada que a guerra foi ganha no Dia D, na maior movimentação de tropas da história que ocorreu na Normandia, França, quem realmente ganhou a guerra foram os russos que pararam os alemães tanto na Batalha por Moscou quanto na batalha por Stalingrado (hoje Volgogrado). Eles pararam os alemães, começaram a avançar para cima deles e foram os surrando até chegar em Berlim. O Dia D foi na verdade uma tentativa desesperada dos países aliados de não deixarem a Rússia tomar toda a Europa.

Poderia também falar muito mais de Revolução Russa, Stálin, Gorbachev, Lênin, czares, mas isso é um blog de viagens, não de história. E história é o que não falta na Rússia!

É FÁCIL VIAJAR PELA RÚSSIA? PELAMORDEDEUS, APRENDA ALFABETO CIRÍLICO

Eu tinha uma visão de que viajar na Rússia era algo meio apocalíptico. Primeiro que eu tinha uma impressão que os russos eram extremamente mal-humorados. Além disso, eu imaginava que quase ninguém falava inglês. E por último, eles tem um alfabeto diferente e uma língua IMPOSSÍVEL de ser aprendida com conjugações próprias para artigos, substantivos, adjetivos, verbos e o que mais você puder imaginar. Sobre eles serem mal-humorados, não se mostrou verdade, como vou explicar no próximo post. Achei eles bem doces, na verdade. Inglês realmente quase ninguém fala, nem os jovens, com a exceção de Moscou e São Petersburgo onde quase todos os jovens falam inglês. Por último, a língua, bem, a língua é ruim mesmo. Eu tentei fazer umas lições de russo no aplicativo de línguas estrangeiras Duolingo e desisti. Porém algo que eu fiz que eu não me arrependo e sugiro DEMAIS a quem for viajar a Rússia é APRENDA O ALFABETO CIRÍLICO!

Apesar de no início o alfabeto Cirílico parecer ser terror e pânico, ele é MUITO parecido com o nosso, o mais chato é que tem algumas letras que são iguais a nossa, porém com outro som (o P, por exemplo, tem som de R. O H tem som de N, o N tem som de I e por aí vai). Beleza, depois da Copa, principalmente, muitas coisas estão nos dois alfabetos, mas ajuda demais você entender Cirílico (ainda mais se for viajar não só em São Petersburgo e Moscou) ao menos para poder ver os nomes das ruas e escrever corretamente nos aplicativos de Táxi. E, vai lá, é mais fácil de aprender do que parece.

Ah sim, e aprendam as palavras chave! Eu aprendi como se falava “arroz” (riz) e gelo (lhoid) em russo. São as duas coisas que eu não consigo viver sem. Chegando em um restaurante e sabendo pedir qualquer coisa tipo de comida que viesse com arroz e gelo para por na bebida, para mim tava sussa.9347328

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É COPA DO MUNDO NA RÚSSIA AMIGO

Enfim era chegada a hora de chegar ao gigante russo, o maior país de todo o planeta!

Aproveitei a oportunidade da Copa do Mundo para viajar à Rússia e conhecer o país. Boa ideia, não?

Na verdade não. Já adianto que para mim isso foi uma das piores ideias possíveis que eu pude ter.

Na minha opinião Copa do Mundo não combina com turismo. Ou você viaja para um país para a Copa do Mundo ou viaja para conhecer e viajar. Explico

A Copa do Mundo é o maior evento do planeta então o país fica absurdamente lotado. Os preços dobram e conseguir um simples hotel pode se transformar em uma saga. Qualquer museu ou atração que você queira visitar vai ter fila, fila, FILA! Filas quilométricas já que a cidade estará APINHADA de gente. Trânsito, engarrafamentos, bares e restaurantes lotados. Além de que, pô, é Copa do Mundo, você quer assistir os jogos e você está viajando pelo país muito provavelmente alguns dos jogos mais importantes você vai perder porque estará em voo ou em um trem (como o animal aqui que calculou errado os fusos horários e comprou um voo bem no horário do jogo Brasil e México e QUASE perdeu Brasil e Bélgica. Na verdade, o segundo jogo era melhor ter perdido).

Então, Copa do Mundo é legal? Mano, é a MELHOR COISA do MUNDO viajar para um país durante a Copa do Mundo, agora, viaje PARA A COPA. Se estiver planejando viajar para conhecer os lugares, visitar museus e atrações, adianto, não dá certo. Tente chegar com uma semana antes ou ir embora uma semana depois que a Copa acabar. Lógico, se você quer ir só em um ou outro ponto turístico, de boa, agora se for como eu que quer visitar TODOS os museus da cidade, então reitero, Turismo e Copa do Mundo juntos não COMBINAM, ou faça um, ou faça outro.

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E A VOLTA PARA CASA? É SÓ CHAMAR UM UBER

Depois de passar o dia inteiro perambulando pro Baku, quando eu vi já eram rodados quase 23h e isso começou a me preocupar já que eu não tinha 4G, precisava usar WI-FI de algum estabelecimento para chamar Uber e, como meu hotel era afastado do centro, se não conseguisse corria o risco de, literalmente, dormir na rua. Acabou que entrei em um café, pedi uma água, peguei a senha do WI-FI e chamei um Uber.

Quando eu vi o carro que ia me buscar. Mano, sem brincadeira, era uma Mercedes-Benz

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Cara, juro, eu nunca tinha andado na vida em uma Mercedes, quem dirá em uma Mercedes-Benz. A viagem de volta pro hotel prometia.

Quando chegou, era um senhor que não falava nada comigo, só gesticulava. Normal, é difícil achar senhor de idade que fala inglês em qualquer lugar do mundo. O tio ia tentando gesticular comigo e o que eu entendia era que ele parecia não saber onde era para ir. Só que era meio estranho, o tio além de gesticular ele, literalmente, grunhia! Fomos acompanhando o GPS e, realmente, quando chegamos no ponto o qual seria o hotel, ele, efetivamente, não existia.

Só que estávamos em uma zona bem afastada do centro de Baku e estava, literalmente, TUDO escuro. O tio parou um carro do lado e quando ele foi descer para falar com os caras ele era… MUDO! Sim, mano! Pior do que eu não saber como iria chegar no hotel era perceber que o tio, coitado, por mais que quisesse ajudar, era MUDO! Por isso que ele grunhia comigo! Só sei que eu desci do carro, coloquei no google tradutor e depois de muita luta os caras entenderam e falaram para segui-los. Enfim conseguimos chegar ao hotel e ainda dei uma boa gorjeta ao tio, tanto por ele ter sido MUITO gentil tentando me ajudar quanto por ter viajado a primeira vez na vida de Mercedez =)

Por último, só uma coisa engraçada que aconteceu. Comprei a passagem Baku – São Petersburgo na Rússia e paguei o adicional de bagagem. Quando fui despachar, a menina do guichê da companhia aérea falou “Ok, você pagou o adicional de bagagem, mas você pagou o adicional de bagagem de mão?”. Eu juro que na hora achei que era brincadeira, mas a mulher falou sério. Eu disse que não e perguntei “Ué, então eu só posso viajar com o celular e a carteira no bolso”. Aí ela falou que sim. Sugeriu que eu despachasse a minha bagagem de mão junto com a bagagem de porão. Quando disse que na minha mochila tinha um laptop ela falou “Ah, mas para laptop a gente abre uma exceção” e deixou eu embarcar com bagagem de mão. Alguém já passou por esse tipo de bizarrice na vida?

MULHERES sem veu
Mulheres azeris andando na rua sem véu

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Baku vista de cima

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VIAJANDO AO AZERBAIJÃO – A ENTRADA EM BAKU, CAPITAL DO PAÍS

Enquanto os geórgios e os armênios são, se podemos dizer assim, povos próprios, os azeris (povo do Azerbaijão) são descentes de povos persas assim como os iranianos. Se os armênios e geórgios são cristãos, os azeris são muçulmanos. Não, o Azerbaijão não tem um bando de homem bombas andando pelas ruas como a sua mente preconceituosa pode querer imaginar. Na verdade o Azerbaijão é um país muçulmano dos mais liberais. Diria que por volta de 1% das mulheres que eu vi na rua usavam qualquer tipo de véu na cabeça. Na verdade, vi menos mulheres usando véu do que vi na Tunísia, conhecido como um país muçulmano bem liberal. A maioria das mulheres andavam de calça jeans ou shorts que nem no Brasil.IMG_6255

Cara, entrar em Baku é uma experiência fantástica. Baku segue o script e o modelo de “capital de país que nada em petróleo governado por um ditador sanguinário e que pega o dinheiro que poderia investir na qualidade da população e investe em prédios faraônicos pra demonstrar o tanto que o seu país é glorioso”. Então, sim, os prédios ultramodernos de Baku fazem dela uma cidade muita louca e interessante.

PERAMBULANDO POR BAKU – PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO COM O MOTORISTA DO UBER RENDERAM HISTÓRIAS INTERESSANTES

Conforme falei, Baku é uma cidade muito bonita, pelo menos o centro. Na verdade, fiquei em um hotel que ficava em uma zona afastada e que não tinha nada do luxo do centro de Baku.

A primeira coisa que você nota viajando por Baku é o tanto de campos de refugiado no meio da cidade, o que eu deduzi que sejam azeris que fugiram de Nagorno-karabakh durante a guerra, mas isso é uma dedução minha, não sei se é verdade.

Achei que não ia achar muitas coisas interessantes em Baku, mas me enganei. O Museu Nacional é simplesmente fenomenal e gigantesco. Tem muita informação para quem quer aprender sobre a história… do Azerbaijão. Acabou que depois de um tempo eu tava só passando as seções, porque, assim, não tenho muito interesse em saber dos reis azeris de 1000 anos atrás, né? Porém fiquei impressionado com o tanto de moedas bizantinas, romanas e persas que encontraram escavando pelo Azerbaijão, demonstrando o tanto que a sua localização estratégica o fazia um importante entreposto comercial.

A parte relacionada ao genocídio azeri realizado pelos armênios chama bastante a atenção. Cara, é realmente chocante conforme as fotos abaixo

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Tirando o museu, o principal ponto turístico de Baku hoje são as Flame Towers (Torres de Chamas). Cara, elas ficam mudando de cor e até fazendo algumas animações. Realmente são bem bonitas, como é possível ver nas fotos abaixo.20180620_21200720180620_21421720180620_215334

Além disso, Baku durante a noite também é bem bonita. Posteriormente irei postar vídeos sobre isso.

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MULHERES sem veu
Mulheres azeris andando na rua sem véu
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ENTRANDO NO AZERBAIJÃO DEPOIS DA ARMÊNIA. O TERRORISMO. COMO SE CONSEGUE O VISTO?

Conforme já expliquei a Armênia e o Azerbaijão vivem em pé de guerra. Qualquer serumanininho que já tenha PISADO em Nagorno-Karabakh não pode entrar no Azerbaijão e qualquer pessoa que tenha passado pela Armênia pode ter problema também tentando entrar no Azerbaijão.

Cara, o visto para o Azerbaijão é bem simples. Você basicamente faz o processo todo pela internet (nesse site) consegue um E-Visa, imprime e tenta a sorte.

Eu tava com um pouco de medo por conta de todo o terrorismo que a galera me fazia na Armênia sobre entrar no Azerbaijão depois de ter viajado por lá. Na verdade, era eu falar o nome Azerbaijão na Armênia que o povo parecia que ia ter um ataque. Eu até voltei a estratégia da Ucrânia e ficava falando Argentina quando queria me referir à Armênia (leia mais sobre essa história clicando aqui).

Desci do avião com o coração a mil. Cheguei ao guichê, a mulher examinou meu passaporte e viu meu visto da Armênia. Perguntou o que eu tinha feito na Armênia. Perguntou as cidades que eu tinha visitado, perguntou se eu tinha visitado Nagorno-Karabakh e com minha negativa, abriu um sorriso, falou “bem vindo ao Azerbaijão” e todo o terrorismo foi por água abaixo.

Eu estava dentro do Azerbaijão.20180620_221005dfgdfgdfgdsfgsdfgsddfgdfgfdsIMG_6309IMG_6273IMG_6271IMG_6260IMG_6258dfgdfgsdfgdfsdsfsdfasdfsdafdsfsdfasdfgdsgdfgdfgsd

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CHEGANDO AO AZERBAIJÃO. E, MANO, AZERBAIJÃO E ARMÊNIA, MUITA TRETA!

Como não podia deixar de ser em um país do Cáucaso, o Azerbaijão também tem seu malvado favorito. Se o da Geórgia e o da Ucrânia é a Rússia, o da Armênia os turcos,  o do Azerbaijão é.. a Armênia. Sim, Armênia e Azerbaijão são muita treta.

Tudo começou quando a União Soviética, sempre ela, delimitando o território de cada república sob seu domínio, deixou a República do Azerbaijão (notem, eles ainda não eram um estado independente) com um território onde havia maioria armênia, o Nagorno-Karabakh. Durante a época da União Soviética como todo mundo era o mesmo país, acabou que isso não foi um problema muito grande.

Porém, quando o Azerbaijão ficou independente, ele meio que começou a aterrorizar uns armênios desse seu território em uma tentativa de “azerbaijanizar” o seu território. Como os armênios não gostam muito dessa ideia de serem mortos como frango, eles pediram ajuda pro irmão mais velho (mais ou menos como o Chipre do Norte fez, conforme explico nesse post aqui). A Armênia, país, chegou de sola no Azerbaijão. Aí o jogo virou, a Armênia começou a expulsar os azeris de volta pro Azerbaijão e, de quebra, achou que seria uma ótima ideia aproveitar para  “armenizar” Nagorno-Karabakh. Começaram a sair matando azeris a rodo. O Azerbaijão ainda contou com um pouco de apoio dos turcos, mas não ajudou muito. Mas, assim, o negócio foi feio mesmo. De terem sido achadas covas coletivas e tudo.

Entre mortos e feridos, os azeris que viviam em solo Armênio mudaram para o Azerbaijão, os armênios que moravam no Azerbaijão mudaram para a Armênia e rusgas, ódios e rancores ficaram pelo caminho.

Me pareceu que a matança que os armênios promoveram foi maior e eles realmente começaram uma política de genocídio destruindo vilas inteiras e matando qualquer coisa que se mexesse por lá, de animal de estimação a senhora azeri idosa. Tudo bem que um armênio que morreu lá do outro lado do mundo no genocídio armênio na Turquia NÃO TEM NADA A VER com o armênio que saiu fazendo limpeza étnica nos azeris, mas isso serve para demonstrar que dificilmente na história de guerra temos um país bonzinho e outro diabólico.

No final Nagorno-Karabakh virou um “país independente” só reconhecido por, veja você, a Armênia (lembra alguma história? Sim, a Ossétia do Sul e a Geórgia, história que expliquei aqui).

Azerbaijão e Armênia continuam em guerra e vez ou outra morre um soldado de um dos lados.

Porque eu tou falando tudo isso? Bem, só para explicar que hoje qualquer pessoa que tenha PISADO em Nagorno-Karabakh tem a entrada proibida pelo resto da vida no Azerbaijão. Além de que, bem, teoricamente quem viajou à Armênia teria BASTANTE problemas em entrar no Azerbaijão, o que explico no post seguinte.20180620_18165820180620_18324120180620_19145620180620_19154320180620_19185120180620_19283120180620_193016

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CURIOSIDADES DA GEÓRGIA. PERAMBULANDO POR TBILISI. PRECISA DE VISTO?

Enquanto o Azerbaijão e a Armênia vivem quebrando o pau um com o outro, o povo da Geórgia fica ali no meio observando. O pouco que conversei com o povo do Cáucaso, os armênios dizem que os georgianos ajudam demais o Azerbaijão e os azeris dizem que os georgianos ajudam demais os armênios. Para piorar a situação, Stálin, apesar de ter sido o mais notável matador da União Soviética era georgiano e, portanto, supostamente (aí sim, os tanto os azeris quantos os armênios reclamam disso) no Cáucaso valorizava muito mais os georgianos em detrimentos dos azeris e armênios, inclusive, supostamente, deu à Geórgia controle sobre terras que seriam do Azerbaijão e da Armênia. Pelo que pude perceber, a Geórgia é meio que a Argentina do Cáucaso.

Porém, se os armênios e os azeris vivem se matando e os georgianos não se metem na briga dos vizinhos, eles tem um malvado favorito BEM mais ASSUSTADOR para se preocuparem: a Mother Russia. Sim, a Geórgia andava meio saidinha e se aproximando bem mais da Europa do que os russos acharam razoável.

Aproveitando que os holofotes do mundo estavam nas olimpíadas de 2008 os georgianos “invadiram” duas regiões que supostamente pertenciam à Geórgia, porém com maioria russa e que viviam uma independência de fato. Os georgianos imaginavam que a aproximação que eles estavam conseguindo da Europa e dos Estados Unidos iria dissuadir os russos de fazerem algo e gritaram truco. Os russos gritaram seis, nove, doze com o ZAP e o 7 de copas na mão e chegaram de sola nas tropas georgianas.

Como a Geórgia inteira tem uma população infinitamente menor que Moscou (sim, o país inteiro tem menos gente que a cidade capital da Rússia), não sobrou nada a não ser implorar por ajuda do Ocidente. Os Estados Unidos e a Europa fizeram que não era com eles e a Geórgia apanhou mais que vaca quando entra em uma horta. As duas regiões “declaram independência” e hoje são dois países, a Abecásia e a Ossétia do Sul. A independência desses dois “países” só é reconhecida pela, veja você, Rússia. Nem o Word aqui do computador reconhece, já que ficava tentando corrigir os nomes usando corretor automático. Escrevi com mais detalhes nesse post aqui, dez anos atrás, ainda durante a guerra https://omundonumamochila.com.br/2008/08/16/conflito-na-georgia/

Tive pouco tempo para dar um rolê em Tbilisi, mas deu para conhecer algumas partes legais da cidade. Enquanto todo mundo odeia o Bush, em Tbilisi ele tem até avenida no nome dele:

FOTO BUSH

Isso ocorre porque, conforme falei, ele deu um apoio danado às pretensões da Geórgia em se aliar à OTAN e à União Europeia. É óbvio que depois do cacete que os georgianos levaram na guerra contra a Rússia, essas conversas meio que deram uma esfriada.

Bati algumas fotos pela cidade também os quais postei aqui embaixo. Depois disso, foi pegar o avião e seguir para o próximo destino no Cáucaso, Baku, capital do Azerbaijão.

PRECISA DE VISTO PARA A GEÓRGIA?

Brasileiros não precisam de visto para viajar à Geórgia

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É nóis na fronteira!!!

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CAPOEIRA EM YEREVAN, CAPITAL DA ARMÊNIA

Seguindo com o projeto de escrever sobre capoeira pelos países os quais fui passando, entrei em contato com um professor de capoeira na Armênia. Ele se chamava Sergey e marcamos no seu local de treino.

Ele me contou que ouviu falar da capoeira lá pelos idos do começos do anos 90. Durante esta época a Armênia ainda enfrentava dificuldades devido ao colapso da União Soviética e também ao fim da guerra com o Azerbaijão. Durante esses tempos, a TV era um dos poucos meios de informação disponíveis, por isso ele, assim como Igor, o professor de capoeira da Ucrânia, também ficou sabendo da capoeira por meio do filme “Only the Strong” (que em português foi traduzido como “Capoeira, jogo sangrento”) que ele assistiu em 1998. Mais uma vez, apesar do filme ter sido um fracasso de bilheteria, vê-se que ele contribuiu bastante para a divulgação da cultura de capoeira para cantos bem longe do Brasil.

Durante esta época, ele já tinha treinado um pouco de judô, servido ao exército armênio e por isso procurava algo mais interessante e que se encaixasse a ele e a capoeira pareceu ser algo muito ao que ele buscava. Porém, ninguém lecionada capoeira na Armênia durante aquela época. Apenas em 2008, dez anos depois, conheceu pela Armênia um cara que morava na Rússia, mas tinha viajado ao Brasil e aprendido capoeira por lá, chegando até mesmo a conseguir uma faixa. Esse cara ensinou capoeira para Sergey. Em menos de seis meses ele voltou para Rússia e Sergey terminou por continuar treinando capoeira sozinho, assistindo sozinho vídeos no youtube, lendo livros, fazendo downloads e coisas assim de forma autodidata.

Mais e mais pessoas começaram a saber de um cara que dava aulas de capoeira na Armênia e começaram a chegar para treinar com ele. Por volta de 2011 e 2012, um outro russo se mudou para lá e começou a dar aulas pra ele de graça. Ele era um instrutor do Axé Capoeira e Sergey começou a treinar como um louco com ele, aprendendo tudo o que podia, no máximo de aulas possíveis, pois nunca sabia até quando ele iria ficar por Yerevan. Com ele Sergey pegou a primeira corda já em 2012, no seu primeiro batizado.

Depois de um tempo, a própria embaixada do Brasil, seguindo o seus programas de divulgação da cultura brasileira, começou a contribuir com ele bancando a vinda de instrutores para Yerevan para realização de seminários e batizados.

Hoje a capoeira não é a sua principal atividade, é um hobby, às vezes dá um lucro pequeno, mas na maioria das vezes dá prejuízo que ele tem que tirar do bolso dele (mais ou menos como o Serginho da Moldávia (se quiser saber mais, clique aqui). Hoje ele tem uma turma entre sete ou oito alunos que tiveram conhecimento dele por meio do Facebook pesquisando sobre a arte marcial ou devido ao personagem Eddy Gordo do jogo de luta Tekken.

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