10 verdades e uma mentira

 

Entrando na brincadeira de 10 verdades e 1 mentira. Vamos ver se alguém consegue acertar a mentira 🙂

1.Brincando com leões na África do Sul tive pedaços de pele e carne arrancados do braço e das mãoes

2.Em Barcelona, uma russa me trocou por um espanhol só porque ele era mais legal, mais bonito, mais alto e mais gente boa que eu. Eles deram perdido na galera e, como não queria estragar minha noite, entrei em uma balada aleatória. Acabei escolhendo justamente a que eles estavam. Foi demais para meu coração. Como bom corno, afoguei minhas mágoas bebendo cachaça 51 ao custo de 5 euros a dose. Terminei a noite conversando com uma prostituta ganesa e seu atravessador indiano tentando os convencer a visitar o Brasil.

3.Assisti a uma final da Eurocopa em um posto militar no Vietnã com soldados se apoiando nos seus rifles AK-47 por não ter conseguido achar um bar em Ho Chi Minh.

4.Viajando, já trabalhei como lavador de carros, descarregador de caminhão, lavador de prato, assistente de cozinha, vigia de hotel, vendedor de cerveja em estádio e sonhava em ser limpador de uma peixaria perto da minha casa. Em um desses, o dono era um mafioso que fugiu da Eslovênia com dinheiro da máfia.

5.Tenho medo de viajar de avião.

6.Uma das coisas mais assustadoras que já fiz foi pular de bungee jumping na Nova Zelândia.

7.Na Austrália, já pulei pela janela, à la Seu Madruga, para não pagar o aluguel quando o Seu Barriga, digo, o dono do apt., chegou para me cobrar.

8.No mundo inteiro, nunca encontrei uma cidade tão bonita quanto o Rio de Janeiro. O lugar mais horrível que já viajei foi a Guiana. Os lugares que mais tenho vontade viajar hoje são Zanzibar, Bósnia, Uzbequistão, Turcomenistão e Rússia.

9.Quase saí na porrada, às margens do rio Ganges, na cidade mais sagrada da Índia por conta de R$ 1,50.

10.Uma vez achei que ia ter problemas ao ser confundido com um espião em uma passeata do Hezbollah na Palestina. Depois descobri que não tinha nada de Hezbollah, o povo na rua só comemorava o aniversário de Yasser Arafat.

11.A Coreia do Norte foi o país onde mais bebi cerveja na vida.

 

P.s: Originalmente postado na página do facebook do blog em http://www.facebook.com/omundonumamochila. A foto foi tirada na Jordânia

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Capoeira pelo mundo. Capoeira na Romênia

Continuando o trabalho de documentação dos capoeiras espalhados pelo mundo, entrei em contato com um capoeira que dava aulas em Bucareste. Ele se chamava Minhoca e marcamos um horário na academia dele.

Chequei lá e comecei a ouvir a sua história. Como grande parte dos primeiros capoeiristas que, durante a década de 70, chegaram à  Europa, ele também chegou: por meio de companhias de acrobratas que contratavam capoieras para fazer shows devido ao exotismo daquela arte marcial tão singular, que mistura floreios, dança, ritmo e música. Diz ele que um dia estava jogando em Goiás Velho, cidade do interior e que já foi capital de Goiás (quem nunca visitou, vá, lá é bonito demais), quando alguns caras de uma dessas companhias viram ele jogando e fizeram uma proposta a ele de seguir para a Bulgária.

No começo da história do Minhoca já há algumas particularidades. Primeiro que os caras costumavam contratar os capoeiras de cidades grandes, haja vista que é mais fácil ter acesso aos grupos e também às cidades e segundo que eles preferiam os capoeiras de aspecto bem negro, devido ao exotismo. Minhoca é branco, mas ainda assim resolveram o contratar devido ao seu forte carisma, que encantou os caras. Ele me disse que teve sorte, que os caras faziam audiências com capoeiras do Brasil inteiros e pouco passavam, mas ele foi escolhido no dedo, pois o bicho também já tinha sua competência, tinha 17 anos de capoeira. Em pouco tempo Minhoca tava no meio da Bulgária.

Chegou lá sem saber falar uma palavra de inglês, russo, búlgaro, língua do P ou qualquer coisa que não português. Porém, já tinha na cabeça que não queria mais voltar ao Brasil e começou a estudar forte o inglês, que pegou bem rápido. Também ficou craque em show com fogos.

Depois de um tempo, o contrato dele começou a ser finalizado e um investidor romeno ofereceu uma proposta para ele. Juntar o talento do Minhoca com os recursos financeiros do cara para assim abrirem uma academia de Capoeira em Bucareste. Como Minhoca não tinha muito a perder, levou berimbau e cuia para Bucareste. Chegou lá, o cara simplesmente sumiu. Tomou um cano. Por meio de amizades que havia feito, conseguiu alugar um apartamento e começou a dar aula em uma academia de Bucareste.

Como eu parece ser uma constante nas histórias dos Capoeiras que conheci viajando, o começo foi difícil, tratado a pão com ovo, literalmente. Porém, depois de um tempo, ele conseguiu enfim abrir a sua academia. E, sei lá, começar a comer pão com carne. Também teve a sorte de conhecer um produtor de uma cantora super famosa na Romênia, que o convidou para participar de um videoclipe dela. Depois de aparecer no videoclipe ele explodiu. Hoje o trabalho do Minhoca está disseminado por academias em quatro lugares da Europa: Bucareste, Treviso (Itália) e duas cidades da Moldávia. Ele conta com quase 200 alunos. Trabalha forte disseminando a cultura brasileira e a nossa língua, já que seus alunos de mais tempo tem aulas em português, o que acabam por começar a falar português também.

Conversando com o Minhoca eu via a paixão em tudo que ele falava e descrevia sobre o trabalho dele “Claudiomar, você tá aqui dentro do meu sonho”, ele me falava apontando para a Academia dele. Como bom Capoeira, Minhoca trabalha com a disseminação da cultura e da lingua e tem ideia de fazer um centro cultural brasileiro em sua academia. Tem uns projetos sociais também de Capoeira com crianças ciganas visando a auto-afirmação delas, que sofrem bastante preconceito na Romênia.

Histórias da Capoeira. Histórias do Brasil.

P.s: Abaixo, fotos aleatórias da Romênia

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A caminho da academia de capoeira do professor Minhoca

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Se liga no que eu achei na geladeira do albergue

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Isso sim é uma refeição balanceada
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Romênia, o país do conde Drácula e o quanto eles lucram com isso hoje!

Para quem não sabe, Transilvânia é uma região da Romênia. Lá viveu o simpático rapaz que o escritor Bram Stocker se inspirou para criar o conde Drácula.

Assim como o Cazaquistão lucrou com bastante em ter sido escolhido aleatoriamente como o país do Borat (se você vive em outro mundo e não sabe quem é o personagem Borat, clique aqui https://pt.wikipedia.org/wiki/Borat), a Romênia o fez com o Drácula. Para começar, Bram Stocker não era romeno, era irlandês e, veja você, NUNCA visitou a Europa Oriental. Ele já escrevia contos sobrenaturais e teve a primeira inspiração em escrever algo sobre vampiros durante uma pescaria em Yorkshire.

Não há um consenso de porquê Bram Stocker escolheu a Romênia para ambientar o seu mais famoso livro de terror (e um dos livros mais vendidos da história). Uns dizem que foi porque ele tinha amigos romenos. Outros dizem que ele teve contato com ciganos que narravam as histórias de crueldade do Príncipe da Valáquia (outra região da Romênia). Outros que ele quis escolher uma região mística, longínqua, desconhecida dos Britânicos (mais ou menos como a gente que quando quer falar alguma coisa muito doida fala “rapaz, mas isso aconteceu lá na Cochinchina, região que existe de fato e fica abaixo da China) e assim resolveu o ambientar na Transilvânia.

Não há o consenso. Continuar lendo “Romênia, o país do conde Drácula e o quanto eles lucram com isso hoje!”

Nicolae Ceaușescu, política de descontrole populacional romeno e seu parlamento

Como todo país da Europa Oriental, a Romênia também teve o seu malvado favorito: Nicolae Ceaușescu.

Só para vocês terem noção de como era o figura, certo dia acordou de manhã e teve um pensamento que julgou fenomenal. Pensou: “- Bem, todos os países mais poderosos do mundo (Rússia, Estados Unidos, China…) o são porque têm grandes populações. Então, quem sabe se eu não conseguir aumentar a população da Romênia, se a Romênia também não vira uma potência? ”.

Sim, baseado nessa lógica bovina e binária, Ceaușescu resolveu que todo mundo na Romênia teria que ter vários filhos. Foram proibidos os abortos, camisinhas, métodos contraceptivos e todo mundo que tivesse filho ganhava um bônus do Estado por cada rebento. Se você fosse adulto e ainda não tivesse filhos teria descontado parte do seu salário sobre o pretexto de que não estava lutando pela nação assim como todo mundo (imagina, você chega na mina e fala “E aí, vamos trabalhar pelo país? Bom que a gente perde o desconto no salário! ” Já era uma, né?)

E assim a Romênia teve um boom em sua população que, obviamente, a empobreceu ainda mais.

Além dessa genialidade, Ceaușescu também teve outra ideia genial. Um dia foi visitar um dos seus melhores amigos, o ditador Kim Jong Ill da Coréia do Norte (sim, o cara só tinha amigo bacana) e vendo alguns dos projetos megalomaníacos que os Kims adoravam fazer (maior torre de mármore do mundo, maior estádio do mundo, maior apresentação coreografada do mundo… se quiser saber mais sobre os projetos malucos da Coreia do Norte, confira meu post sobre a Coreia do Norte clicando aqui), ele pensou “Rapaz, vou fazer o maior parlamento do mundo!” e lá se danou tio Ceaușescu a construir uma baita estrutura no meio de Bucareste. A ideia é que todos os órgãos governamentais pudessem se concentrar em apenas um prédio (hoje só o Parlamento e a Primeira Corte ficam por lá). Dois andares inclusive poderiam ser usados como abrigos antibombas. Gente para levantar as paredes não devia faltar, já que os romenos começaram a proliferar como coelhos depois da política baby boom romena! Continuar lendo “Nicolae Ceaușescu, política de descontrole populacional romeno e seu parlamento”

Romênia – Chegando ao lar do povo Roma!

Mano, acho que a única coisa que eu sabia sobre a Romênia resumia-se a música abaixo:

Que deu origem a um dos primeiros virais da história do Youtube:

Que no Brasil virou essa pérola:

Sim, essa banda é romena (na verdade, canta em romeno, mas os integrantes são da Moldávia!). Confessa, que você também só sabia isso da Romênia, vai?

Tá, mas a Romênia tem muito mais coisa. Está na Europa Oriental, mas a Romênia é um país latino (o nome Romênia vem de Roma!). Apesar de você entender patavinas quando tenta ler o que tá escrito, você consegue entender um pouco do idioma quando vê eles conversando. Isso é muito estranho de ocorrer em um país da Europa Oriental onde a galera geralmente só fala russo ou derivados!mapa.jpgPorém, foi no ônibus do aeroporto para o centro, cheio de gente indo trabalhar ou molecada indo para escola, que deu para perceber claramente que era um país latino. Dois moleques sentaram do nosso lado, pegaram um papel minúsculo e começaram a escrever, bem pequenino, nomes de países e suas capitais. Sim, era uma cola para prova. Rapaz, mas observando aquela perícia em escrever em Fonte Times New Roman tamanho 1,5 lembrei do meu tempo de escola quando fazia o mesmo. Vai ter vista boa assim lá na Romênia!

A Romênia também é conhecida por ser o lar do povo cigano, que se espalhou no mundo inteiro, inclusive no Brasil (às vezes se referem aos ciganos como o “povo Roma”). É um dos países mais pobres da União Europeia. Sua capital, Bucareste, é conhecida como a Paris da Europa Oriental (me lembrou a Paris do Oriente Médio, Líbano, leia o post aqui https://omundonumamochila.com.br/2010/03/06/como-chegar-ao-libano-perrengue/) devido a um desses governantes malucos que invoca em transformar a sua cidade em uma Paris e dana a sair removendo a força famílias de suas casas para abrir vias e avenidas. Ele criou diversos canais para os rios, praças, parques e no final até ficou um resultado legal. Criou-se inclusive uma Champs Eliseé romena, uma imitação da avenida mais famosa do mundo. Mas isso é assunto para o próximo post.

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Propaganda do seriado Narcos com o Wagner Moura no centro de Bucareste
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Ana Hickmann em Bucareste
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Champs-Élysées romena
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Arco do Triunfo romeno

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Virei blog de destaque do WordPress!!!

Cara, é engraçado como as coisas vão acontecendo sem eu esperar.

Depois de sair na Revista Turismo & Viagem (a maior revista de turismo no Brasil) e também sair no Portal UOL, agora foi a hora do pessoal do WordPress entrar em contato comigo para saber se eu teria interesse em conceder uma entrevista a eles. Fui pego de surpresa por isso e estou muito feliz em saber que o blog está tendo algum tipo de audiência na internet. O número de seguidores no Facebook já tá bombando (mano, tou com mais de 2100 seguidores, se quiser conhecer, clique aqui) e o Instagram também (mais de 2700 seguidores, se quiser conhecer, clique aqui).

No blog do WordPress tem uma sessão chamada “blogs de destaque” onde eles separam alguns blogs do WordPress e entrevistam os blogueiros. Acho que a minha entrevista ficou muito legal. Coloquei a transcrição dela inteira abaixo, sem a edição que foi feita pelo WordPress, porém, caso queira vê-la editada e toda arrumada, clique aqui.

Segue a entrevista sem cortes:

1) Você começou escrevendo cartas para os seus pais, que viraram um blog que viraram livro. Você acredita que o exercício de escrever influencia na forma como você vive a experiência da viagem?

R – Sim, com certeza. Quando tento lembrar de viagens antigas minhas, não me recordo quase nada do que foi. Fico me perguntando “de que adianta viajar se eu não vou lembrar do que fiz depois?”. Por isso escrevo tanto, é uma forma de eternizar as experiências pelas quais passei. Os relatos no blog nada mais são do que meus diários de viagens.
E isso influencia minhas viagens porque quando acontece alguma coisa engraçada, eu sempre penso “caraca, isso vai dar uma bela história no blog!” ou então “rapaz, vou naquele lugar porque vai render uma boa história do blog”.
Tem até um relato onde eu pensava “se eu morrer hoje e aqui, quem vai postar essa história maluca no blog?”. O relato é esse aqui:

“…na hora eu deduzi o óbvio: “TÃO ASSALTANDO O HOTEL!!!”.

Em um primeiro momento eu fiquei mais angustiado que barata de cabeça pra baixo, mas depois lembrei dos conselhos do meu pai que numa situação de perigo você nunca deve entrar em pânico, logo, me acalmei e fiz o que tinha que ser feito: Corri pra dentro da recepção e me joguei embaixo da mesa!! 

O que? Cê achou que eu ia fazer o que?? “Não, em caso de assalto eu vou lutar bravamente para garantir que os ladrões não levem a grana e o patrimônio milionário do meu patrão seja mantido”?? Cê tá de sacanagem, né?? Eu tava era lá, tremendo que só cachorro na chuva, embaixo da mesa, pensando que se tudo não terminasse tão rápido, pelo menos virava uma história de blog (imagina se era um assalto mesmo?? Ixi, mas eu ia botar muita coisa na história, ia fazer era uns trinta blogs só sobre esse assalto, pô se eu já escrevo abobrinha por causa de nada, imagina uma história louca como essa?)….”

O post completo tá aqui:

https://omundonumamochila.com.br/2008/01/10/pra-nao-dizer-que-nao-falei-das-presepadas/

2) Você planeja publicar outros livros contando coletâneas de suas viagens, talvez com os melhores trechos do blog ou coisa parecida?

R – Sim. Infelizmente, na internet, com o grande afluxo de informações, as pessoas não têm muita paciência para ler posts grandes, apesar de engraçados e interessantes como os que escrevo. Hoje em dia, tudo que já tem mais de 140 caracteres de um tweet, já é suficiente para as pessoas perderem o interesse. E é impossível fazer um post sobre um país, analisando cultura, contando presepadas, descrevendo o lugar, sem fazer de forma aprofundada.
Acho que leitores de livros tem mais interesses a escritas mais aprofundadas.
Minha ideia é republicar meus diários em livros 10 anos depois de ocorrida a viagem, separando os melhores trechos e, principalmente, fazendo comentários de como era engraçado e difícil viajar com tecnologias de 10 anos atrás (já parou para pensar que há 10 anos não existiam smartphones, sequer google maps?)

3) Como você escolhe os seus roteiros? Tenho a impressão de que você viaja para lugares aparentemente perigosos, quais os cuidados que você tem no seu planejamento de viagem?

R – Os roteiros eu escolho geralmente me perguntando “Pouca gente vai nesse país?”, “Tenho algum amigo morando lá?”, “Lá é seguro?”, “Lá vai render histórias interessantes?”. Se sim, é só planejar as rotas e cair no mundo. Quando alguém vem e te pergunta para qual país você viajou e você responde “Estados Unidos”, geralmente a pessoa manda um “ah que legal”. Agora, quando você fala que acabou de chegar do Irã ou da Coréia do Norte, por exemplo, os olhos da pessoa se arregalam e ela começa a te perguntar “eita! O que tem lá? Como foi? Você não sente medo? Não é perigoso?”. Isso é muito legal.

Qual a graça de viajar para um lugar que todo mundo vai? Que você já sabe perfeitamente tudo que vai encontrar lá? O legal da viagem é a descoberta!
E, sim, viajo muito por lugares perigosos. Viajo bastante pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão, Pernambuco e outros Estados brasileiros com as maiores taxas de homicídio do mundo. Os países os quais viajo costumam ser diferentes, mas andar na rua neles é bem seguro. Nunca me senti inseguro viajando na Coreia do Norte, Cuba, Síria (fui antes da guerra civil), Irã, Israel, Palestina… mas me sinto muito inseguro andando pelas ruas no Brasil.
Sobre o planejamento, é muita pesquisa na internet, principalmente wikitravel e fóruns de viajantes. Pelo couchsurfing.org e facebook.com costumo mandar mensagem para as pessoas que moram no local pedindo dicas de lugares para visitar e de como me portar nos países. Ninguém melhor do que quem mora no local para me ajudar com dicas =)

4) Como as ferramentas digitais te ajudam a viajar hoje, você recomenda algum “kit” de aplicativos ou sites para o viajante digital?

R – Éguas. Vamos lá:
1 – Procurar lugar para ficar em ordem de preferência: Couchsurfing.org, Airbnb.com e, em último caso, hostelworld.com e booking.com
2 – Pesquisa sobre os lugares que vou viajar: Wikitravel.org, Mochileiros.com, Tripadvisor.com e Fórum do Lonely Planet
3 – Buscador de voos e planejamento de rotas: Google Flights
4 – Organizador de viagens: worldmate.com e google trips
5 – Para carona compartilhada: blablacar.com
6 – Para baixar mapas off-line: Google maps e Maps.me do Google
7 – Para organizar seus programas de milhas: Oktoplus
8 – Para se distrair durante os voos: Palestras do TED baixadas off-line por meio do aplicativo deles

Sempre bom também ter um bom cartão de crédito que te dê acesso a salas vip de aeroportos do mundo inteiro, assim é tranquilo ficar seis, sete horas aguardando no aeroporto dentro de uma sala com ar condicionado e comida a vontade. Uso o Diners Club, ele me dá acesso a centenas de salas VIP de aeroportos do mundo inteiro sem cobrar nada a mais por isso. Porém cobra 60 reais para usar as do Brasil (apesar de não cobrar pelas internacionais) e não ter me dado isenção da anuidade ¬¬

5) Como você decidiu usar o WordPress.com?

R – Eu sempre fui meio frustrado de ter um conteúdo de escrita instrutivo e profissional e um layout do blog que parecia que foi desenhado por crianças do jardim de infância. Até que um dia vi um blog de uma amiga que parecia ter um aspecto super profissional, mesmo eu sabendo que ela não entendia bulhufas de layout, html, blogs… Foi aí que vi que o blog dela era hospedado no wordpress.com e pensei “por que não?”. Rapaz, curti demais os layouts que havia no wordpress, como tudo parecia tão profissional e bem feito. Curto também os chats online com o suporte (que tem atendentes que falam português!) que me ajudam DEMAIS a arrumar problemas no blog. Não me arrependo de ter migrado para o wordpress.com

6) Qual o impacto que o blog teve na sua trajetória pessoal e profissional?

R – Rapaz, antes eu pensava que escrever um blog não ia ter impacto algum na minha vida profissional . “Pô, o que escrever sobre viagens tem a ver com trabalho?”. Porém, hoje vejo que tenho uma habilidade muito maior para escrever. Escrevo bem e de forma ágil, fruto de 10 anos de treinamento de escrita tanto em livros, quanto em relatos de viagens. Geralmente sou o mais acionado do meu setor quando é necessário escrever algo.
Já na trajetória pessoal, o impacto é enorme. Na verdade, eu vivo para as minhas viagens. Quando não estou viajando, estou escrevendo sobre viagens e/ou planejando novas viagens. Então, meio que viajo os 365 dias no ano. É o que me mantém vivo e feliz. O Lemann, homem mais rico do Brasil e sócio majoritário do 3G Capital e da Ambev, costuma dizer que todo mundo tem que ter um sonho grande. O dele era ser bilionário, o meu é viajar o mundo inteiro. Cá entre nós, o meu é muito mais legal, né?

7) Como é o seu relacionamento com os leitores? Vi que você usa muito as redes sociais, principalmente Facebook e Instagram.

R – Tento utilizar o máximo possível as redes sociais, mas as que mais utilizo são o Facebook e o Instagram, além do wordpress.com. Quando publiquei o livro “O Mundo numa Mochila: Presepadas e agruras na Austrália, África do Sul e Ilhas Fiji de um mochileiro com muita vontade de conhecer o mundo, porém com quase nada na carteira” achei que a maioria da galera que iria comprar ia ser só os meus amigos próximos. Mais na camaradagem mesmo. Cara, fiquei impressionado, mais de 90% das minhas vendas ocorreram por meio de Facebook e Instagram, sendo que a maioria foram de pessoas que eu nunca conheci na vida. Conheceram meu blog e meu trabalho pela internet mesmo. Isso é muito gratificante, ainda mais que desempenho uma atividade ingrata, sou um escritor de livros em um país onde ninguém lê. É mais ou menos como um vendedor de geladeiras no Polo Norte.

Ah sim, meus amigos mais próximos não compraram nem por camaradagem. Só queriam o livro se fosse de graça ¬¬

8) Que conselho você daria para quem está pensando em publicar conteúdo na internet ou escrever um livro?

R – Cara, é uma vida ingrata. Conforme falei, é difícil ser escritor em um país onde ninguém lê. Mas, nessas horas lembro do Rocky Balboa do Stallone quando perguntavam porque ele lutava e ele respondia: “Por que não sei nem dançar nem cantar”. A minha resposta é a mesma quando me perguntam porque escrevo, não sei dançar nem cantar. Porém, quando eu recebo comentários como “Claudiomar, fazia anos que eu não lia um livro. Confesso que comprei o seu só para te ajudar (?!?!), mas depois que eu comecei, cara, li em menos de uma semana!!” ou “– Claudiomar, eu comprei o livro e deixei aqui no quarto para poder ir lendo aos poucos. Meu pai achou ele, pegou, começou a ler e não me deixou tocar o livro enquanto ele não terminasse!” ou “– Claudiomar, meu primo tinha comprado um livro e quando fui passar um tempo na casa dele, peguei e comecei a ler. Rapaz, não consegui parar e nem terminar a tempo! Agora vou ter que comprar um, já que não terminei a leitura e ele não quer me emprestar de jeito nenhum!” são as horas que penso que ser escritor, desculpe o clichê, não tem preço.
Inclusive a minha história preferida de livros é essa aqui:
https://omundonumamochila.com.br/2015/04/28/historias-de-um-vendedor-de-livros/
Então, saiba que escritor tem uma vida mais difícil que fazer gargarejo de bruços, mas no final é gratificante. Escreva, escreva, escreva, como qualquer coisa na vida, escrita é treino. E, conforme falei, isso acaba resvalando na sua vida profissional.

9) Tem alguma outra coisa que você gostaria de compartilhar que não está incluso nas perguntas acima?

R – Pô, leiam o blog, leiam livros, leiam o meu livro, leiam o que for. Menos Facebook e mais livros. Sei que pareço um velho falando, mas é a mensagem =)
E viajem! Mas sempre viajem com o pé no chão lembrando que nem toda loucura é genial e nem toda lucidez é velha, além de que melhor do que viver viajando é ter sempre um motivo para voltar e não uma vida para fugir. Viajar é viver! Lembro sempre do Quintana que dizia “Morrer: Que me importa? O diabo é deixar de viver” o que o Chaves mais sabiamente traduziu no “Prefiro morrer do que perder a vida!”.
Ah sim, e parem de ficar falando bobeira do Brasil. Já viajei 65 países, morando em 4 deles, e vi que viver na gringolândia não é tão legal quanto você imagina. Pare de ficar falando “Só no Brasil acontece isso” a não ser que já tenha viajado a todos os países do mundo. Com base nas viagens que já fiz, sempre digo, da Suécia à Índia, da Suíça ao Camboja, as pessoas sempre reclamam do governo. Aqui não é essa várzea toda não!
“Seu guri não fugiu/Só quis saber como é/Qual é/Perna no mundo sumiu/E hoje/Depois de tantas batalhas/A lama dos sapatos/É a medalha/Que ele tem pra mostrar” – Com a perna no mundo, Gonzaguinha.

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Porque todo mochileiro deveria ter um óculos de realidade virtual?

Eu fico impressionado como existem coisas revolucionárias que são lançadas e parece que demora para as pessoas prestarem atenção. Para mim esse é o caso da realidade virtual!

Sempre achei que fosse alguma coisa cara e inacessível, de milhares de dólares ou coisa do tipo. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que existem óculos que custam a bagatela de menos de 100 reais e dão conta do recado.

Hoje meu óculos de realidade virtual é o meu maior parceiro em questões de viagens de longas distâncias. Por quê?

Bem, sempre tive um problema em relação ao tédio em relação a transportes em longas distâncias (seja de trem, ônibus, avião) fora o tempo que você perde aguardando em rodoviárias ou aeroportos. Você leva uns livros, mas depois de uma ou duas horas você tá de saco cheio. E ainda tem que esperar outras seis, oito, dez…

Antes eu baixava filmes e séries e ficava assistindo no celular. Só que isso era um saco. Além da tela ser pequena ou você tem que ficar segurando ou deixar ele inclinado em cima de algum lugar de alguma superfície e NUNCA é em um ângulo que te agrada. Continuar lendo “Porque todo mochileiro deveria ter um óculos de realidade virtual?”

Capoeira pelo mundo. Capoeira no Chipre

Pela internet acabei entrando em contato com um grupo de capoeira do Chipre. Chamava-se Apeiara. Ia fazer algo parecido com o que fiz no Irã (para mais detalhes, clique aquiIa fazer algo parecido com o que fiz no Irã (para mais detalhes, clique aqui), catalogar e escrever sobre mais um grupo de capoeira brasileiro perdido em um país estrangeiro. Como não sabia direito como funcionava o transporte público em Nicósia, acabou que andei quase uma hora a noite para poder chegar ao lugar.

Marcamos de nos encontrar na academia do instrutor e deu até um certo trabalho para chegar lá. Quando enfim cheguei, levei um bolo. Cheguei no meio de uma aula e fui recebido pelos alunos que me disseram que o instrutor não estava lá, que teve um pequeno problema e não pôde participar. Detalhe que eu tinha confirmado algumas horas antes com o instrutor e ele disse que tava tudo bem de eu ir lá. Se houve problema mesmo, não sei, porque até hoje ele não me disse nada, não me falou o que ocorreu.

Bem, uma pena, era uma oportunidade dele divulgar o trabalho dele. De qualquer forma bati uma foto da frente da academia ao menos para servir de registro que no Chipre também tem Capoeira apesar dele ter furado comigo de forma tão deselegante e não profissional.

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Nicósia a noite. Caminho que peguei para poder chegar à Academia
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Frente da Academia
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Perambulando pelo Chipre

A principal atração do Chipre são suas praias de azul mediterrâneo cristalino. Porém, como eu tinha pouco tempo, acabei ficando só por Nicósia, que é no meio da ilha e não tem praias. A principal atração de Nicósia é passear por suas ruas medievais e o muro partindo a capital ao meio.

O muro é bem interessante. Você vai andando pela cidade e sabendo das diversas histórias, como a da Igreja grega que acabou sendo cortada ao meio e os seus fundos dão para a parte turca, sendo nunca mais abertos desde então.

A Igreja faz celebrações normalmente, só não abre o portão dos fundos!20161023_183754Como as partes próximas aos muros acabaram por ser mais abandonadas, hoje conservam as construções mais próximas do que era o Chipre anos atrás. Continuar lendo “Perambulando pelo Chipre”

Álbum de fotos do Irã

Álbum com compilação de todas as fotos postadas do Irã

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