É SEGURO VIAJAR NO PAQUISTÃO? ENCONTRANDO O ZAFAR, COUCHSURFER PAQUISTANÊS E A MESQUITA DE BADSHAHI

Como tudo o que você encontra sobre o Paquistão na internet fala sobre morte, estávamos um pouco preocupados em viajar para lá. Se fosse eu sozinho, tudo bem, dava um jeito, o problema é que eu estava com Bruna, o que me deixava ainda mais preocupado. Um amigo diplomata chegou a me passar o contato de outro diplomata que morava no Paquistão e ele nos tranquilizou bastante sobre o que encontraríamos por lá, mas o que mais me tranquilizou mesmo foi o contato de um couchsurfer de Lahore que um francês que conheci na Tunísia me forneceu (se liga na corrente, um francês que conheci na Tunísia me deu o contato de um couchsurfer do Paquistão). Zafar, o nome do couchsurfer paquistanês, foi superpaciente em responder todas minhas perguntas (assim, a mais de boa era do nível “vão nos sequestrar se formos a Lahore? ”) e se prontificou a nos encontrar quando chegássemos. Continuar lendo “É SEGURO VIAJAR NO PAQUISTÃO? ENCONTRANDO O ZAFAR, COUCHSURFER PAQUISTANÊS E A MESQUITA DE BADSHAHI”

A CAMINHO DO PAQUISTÃO. ATRAVESSANDO POR TERRA A FRONTEIRA DE WAGAH ENTRE PAQUISTÃO E ÍNDIA

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Atravessando a fronteira entre Índia e Paquistão a pé

Chegamos a Amritsar de um voo na quinta e na sexta de manhã já seguimos para o Paquistão. Fomos para a famosa fronteira de Wagah, uma cidadezinha colada na fronteira. Pegamos um Uber Indiano (Ola Taxis) e de lá seguimos viagem.

Chegamos à fronteira e iniciou-se os diversos checkpoints. Os caras olhavam o passaporte, falavam: “Opa, Brasil”, “Pelé, Ronaldo!”, “O que você vai fazer no Paquistão”, “pode ir”. Outro checkpoint, olha passaporte, “Ronaldo, Pelé, Neymar…”, pode seguir. Vai daqui, vai de lá, na parte da Índia não houve problemas. Já chegando ao Paquistão…

O Paquistão não é como a Índia que te faz uma cambada de checkpoint, você só vai seguindo. Mas quando chega na Imigração… O carimbo do passaporte foi até rápido, o problema foi quando um cara que parecia ser da Inteligência começou a anotar tudo sobre a gente… “O que você faz no Brasil”, “Quem você veio encontrar no Paquistão”, “Onde você vai ficar no Paquistão” e por aí vai… Sem brincadeira, ficamos uns 20 minutos sendo entrevistados, mas foi tudo bem de novo.

De qualquer forma, toda a travessia da fronteira, que é feita a pé, com as mochilas no lombo (você pode contratar uns carregadores de mochila se quiser), tudo tudo, entre o portão da Índia e a saída do Paquistão, levou uma hora e quinze minutos. No final nem foi tão complicado assim. Ao que parece você tendo os vistos certinho, respondendo de boa as perguntas e não indo aprontar nada em nenhum dos dois países, a travessia é bem de boa. Até o cara da Inteligência, depois da entrevista, ficou batendo papo com a gente, perguntando do Brasil, sendo bem gente boa.

E AGORA, COMO CHEGAR EM LAHORE? SOLIDARIEDADE PAQUISTANESA

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PAQUISTÃO – O QUE TEM POR LÁ?

Em 2008, há nove atrás, na minha primeira viagem a Índia, cheguei à fronteira do Paquistão e rolou uma certa frustação de não ter passado a fronteira adiante. Já estava ali, do lado, em frente a fronteira e tudo que precisava era dar alguns passos. Tudo bem que a burocracia das fronteiras não é algo tão simples assim, mas essa era a sensação. Dessa segunda vez eu não iria deixar passar em branco, por isso me preparei, antes de ir a Índia, e apliquei para o visto do Paquistão. E aqui começa a minha saga.

COMO CHEGAR E COMO TIRAR VISTO PRO PAQUISTÃO 

Já havia ouvido relatos de viajantes dizendo que o Paquistão era um país bem difícil para se tirar visto, eu só não imaginava que seria tanto. Nem o visto para o Irã (onde eu tive que, literalmente, dar meu sangue, já que até exame de sangue para mostrar que não tinha dengue e malária eu fiz), me deu tanto trabalho quanto o visto paquistanês.

Cara, a lista de documentos que eles pedem chega a ser bizarra. No site aqui (http://www.mofa.gov.pk/brazil/content.php?pageID=consbraz) você pode ter mais noção do que estou falando. São 11 documentos que eles pedem.

Até aí tudo bem, vários países para onde já apliquei para visto, eles pedem um calhamaço de documentos, mas no final você só leva alguns e tá de boa. Mas não, no Paquistão eles me pediram documento por documento. Não adiantou eu dizer que era servidor público e que isso era fácil de checar na internet, eles solicitaram que algum chefe meu do Ministério assinasse um documento oficial dizendo o óbvio, que eu era servidor público. Pediram mais comprovante de residência, três últimos extratos bancários… Cara, foi tanto documento que, sem brincadeira, eu contei, meus documentos e os da Bruna deram um calhamaço de mais de 60 folhas. Na primeira entrevista (foram duas) que eu fui obrigado a fazer, até questionei porque diabos precisava desse calhamaço todo de informação. Eis que o diplomata me brindou com a pérola do “é para a gente ter certeza que você vai voltar para o Brasil e não vai ficar no Paquistão”. Por que, assim, todo mundo tem o sonho de emigrar ILEGAL para o Paquistão, mas enfim, segue o jogo.

Mesmo separando TODOS os documentos que eles solicitaram, levado um carrinho de mão de documentos, ainda assim eles seguraram meu passaporte por QUATRO SEMANAS antes de me concederem o suado visto para lá. Mano, loucura demais!

A forma mais simples de chegar, eu não tenho ideia, imagino que seja voando pela Turquia, Dubai ou Catar. Eu cheguei e saí atravessando a fronteira a pé.

SOBRE O PAQUISTÃO

O Paquistão é um dos maiores países muçulmanos do mundo e durante centenas de anos fez parte da mesma colônia inglesa junto com a Índia e Bangladesh. Apesar da insistência contrária de Gandhi, após a independência, Índia e Paquistão formaram dois países contrários. Apesar de todo o esforço do herói indiano, os muçulmanos se sentiam ameaçados pela maioria hindu já que há anos eles não andavam se bicando muito bem. Massacres de ambos os lados já estavam ocorrendo e nas estações de trem do Estado do Punjab (Região que fica na Fronteira entre os dois países, era antes a mesma província e foi dividida ao meio depois da separação entre Índia e Paquistão) já havia setores separados para muçulmanos e hindus.

Houve a partição dos países e foi um deus no acuda. Quem era muçulmano e morava na Índia se mudou as pressas para o Paquistão e quem era Sikh ou hindu e morava onde ficou o Paquistão, seguiu o caminho contrário. Foi a maior movimentação humana da história, inclusive durante uma semana específica, 450 mil pessoas trocaram de lados, um recorde também.

No meio houve massacres, sangue, ódio, feridas que estão abertas até hoje na relação em ambos os países. Na partição da fronteira, a região da Caxemira ficou com a Índia, porém reivindicada pelo Paquistão, dando início a uma das fronteiras mais tensas do mundo entre dois países que hoje são potências nucleares.

Obviamente atravessar a única fronteira terrestre aberta a estrangeiros, a fronteira de Wagah entre Índia e Paquistão, não parecia ser tão simples.dfasdfdasfasd.jpgdfadfaddfdsfsdfadfsdfsadfsdfsd

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Se ligam como os lugares parecem um bunker…

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Isso é uma simpática entrada de hotel

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