E sai o meu primeiro livro!

Lembro que um professor da universidade dizia que a gente ficava meio besta quando folheava um livro recém-publicado. Achei que só um idiota falaria algo como aquilo para outras pessoas com o intuito de se amostrar.
Hoje confesso que estou meio besta folheando esse livro recém-publicado e tenho a certeza que aquele professor continua um idiota, só que por outros motivos.
Se alguém me perguntasse que quando embarquei, há quase dez anos atrás, no que seria mais um intercâmbio como qualquer outro, se eu saberia que hoje eu teria impresso meus relatos, lógico que eu não saberia. No começo era para ser um flogão (isso, sou velho mesmo), depois evoluiu para um blog zoeiro e depois para um blog com um pouco mais de seriedade para o que posteriormente seria um livro.
 Talvez esse seja o meu primeiro passo para a Academia Brasileira de Letras (pombas, se até o Sarney e o Merval Pereira conseguiram, porque eu não?), para um prêmio Jabuti ou no final seja só uma resposta para o“E aí, como foi a sua viagem para a Austrália?”.
Confesso que esses dias vinha um pouco desempolgado com a publicação desse livro “Será se vai ser legal?”, “Será se alguém vai querer ler?” “Será se só meus amigos mais próximos vão fingir que gostaram?” – acho que são as perguntas que todo mundo se faz com um livro. Eu lia as histórias e as achava de péssimo gosto e sem graça. Comecei a me questionar se até mesmo valia a pena pagar esse mico. “Poxa, as história de volta ao mundo estão muito mais interessantes! Tem descrição dos lugares, da sociedade, da cultura, da política, da religião… Esses relatos da Austrália não tem nada disso, é só um bando de história boba com um humor adolescente. Será se vale a pena mesmo a impressão?” – era o que eu me questionava antes de imprimir. Estou tão inseguro que só imprimi vinte volumes.
Até que um dia desses qualquer, um amigo veio falar comigo no bar ´caraca, Maranhão, aquelas tuas histórias da Austrália são muito engraçadas! Que pena que depois você parou de ficar postando presepadas e deu para ficar descrevendo “Ah, a sociedade indiana é desse jeito” “Ah, a economia do Camboja funciona assim” achando que seu blog era Wikipedia. Isso é muito chato! O que eu gostava mesmo era de rir da sua cara quando você se ferrava!”.
Estava aí acabada a minha curta carreira de imaginar que estava contribuindo em algo para a sociedade e lançado o meu livro presepeiro da Austrália.

Vou Guguzar! Agora é um olho e meio no Ibope e meio olho na qualidade! Rebola Malandrinha! Uba uba ê!

Segue o prefácio:
“Era para ser apenas mais uma viagem de intercâmbio. Acreditou que a vida seria fácil, mas vivenciou todas a dificuldade e agruras de um imigrante em um país estranho. Lavou carros sob os gritos da máfia eslovena, viu sangue jorrar de suas mãos em uma cozinha de de beira de esquina, descarregou sofás em armazéns, lavou pratos, caminhou kms com mais de 10 kgs de panfletos nas costas, fez entregas, carregou placas de gesso com brutamontes ensandecidos, descarregou carretas e carretas, se desesperou devido ao aluguel e até pulou de janelas à la Seu Madruga para fugir do pagamento… Tudo em um espaço de seis meses. As presepadas, que suplantaram em muito suas pequenas vitórias, são narradas com um humor ácido próprio, com o desespero de um jovem de 21 anos, sozinho, a 13 horas de distância de qualquer conhecido e que se apegava às palavras para esquecer os problemas de uma realidade que lhe levou a viver, literalmente, um dia de cada vez. Apanhou, sofreu, quase foi preso algumas vezes, curtiu, riu, e, acima de tudo, teve uma experiência de vida inesquecível. Coloque o seu mundo também em uma mochila!”
Galera, quem quiser o livro,  me manda um e-mail no brejador@yahoo.com.br que eu vou anotando os nome, quando eles chegarem, eu entro em contato!
Abraços,
Claudiomar
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A batalha final!

Gente, esse post aqui é a continuação do post “Tira Teima” que postei abaixo. Se você não leu o post “Tira Teima” antes, leia e só após isso venhar ler esse post aqui, pois senão este post ficará totalmente sem sentido, já que é o final do post “Tira Teima”.
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E a história continua…
Galera, antes de comentar como foi que a história acabou vou postar outro acontecimento deveras engraçado e que eu acabei esquecendo de colocar no post passado.
Assim que saímos da cachoeira, como falei no post passado, seguimos em direção as Três Irmãs, as formações rochosas mais famosas da Blue Mountains. Fomos seguindo a trilha que levava até ao elevador que subia às Três Irmãs. Ao chegarmos à zona do elevador, a grande surpresa. Encontramos uma placa de informação que explicava como funcionava o elevador que nos levaria. A placa dizia que daquele local até o elevador seriam mais ou menos 15 minutos de caminhada e o último subiria exatamente às 16h50min. Como já eram rodados 16h46min da tarde, não nos restou outra alternativa a não ser subir 900 DEGRAUS a pé!
Beleza, pra gente tudo era festa!! Tirando o fato, claro, que eu tinha uma mochila com uns 10 quilos nas costas! Enfim, fomos subindo, subindo, subindo! Quando achávamos que havíamos chegado ao final da parada nos deparamos com uma singela placa onde estava escrito “half way” (metade do caminho). Como não dava mais pra desistir (não precisa explicar por que, né parceiro?), resolvemos continuar subindo, pelo menos a vista compensou.
No final, vocês já sabem como ocorreu, fomos para as Três Irmãs, batemos algumas fotos e seguimos para a barraca.
 
Maranhense Copérnico
 
Era chegada a hora, cara!! O pau ia comer!! A cobra ia fumar!! O bicho ia pegar!! Ou dá ou desce!! Era chegada a hora que todos estavam esperando!! Era chegada a hora do tira-teima!!
Voltamos para o camping, tomamos nossas cervejas sentados na grama e olhando pras estrelas. Eu a coloquei no colo e comecei a acariciar o seu cabelo enquanto a mostrava as estrelas:
– Tá vendo aquelas estrelas ali? Ali é o Cruzeiro do Sul! A constelação símbolo do nosso país!
– Nossa, que legal!
– Aquela outra ali? Tá vendo?? Aquelas são as “Três Marias”, uma constelação que só aparece no hemisfério sul e que dizem ser uma homenagem aos três reis-magos que presentearam Cristo quando ele nasceu na manjedoura.
– Nossa, Claudio, você é tão inteligente! Conta mais das constelações pra mim, por favor!!
– Mais?? Er.. Hum… Peraí… Ta vendo aquela lá atrás?? Mas lá atrás mesmo?? Lá no final?? Tá vendo que aquilo parece um rabo de escorpião? Então, aquela ali é a constelação de Escorpião.
– Onde? Não tou conseguindo ver…
– Ali, lá atrás!! Olha!!
– Ainda não tou conseguindo enxergar.
– Esquece. Olha aquela outra ali! Lá atrás!! Tá vendo como parece um arco e uma flecha? Então, aquela é a de Sagitário! Olha ali, como parece o pé do centauro.
– Onde?? Nossa, tou vendo!! É mesmo!! Nossa Claudio, mas você é tão inteligente!!
– Jura que você consegue ver mesmo!?!?! Er… Quer dizer… A gente aprende muitas coisas no Brasil!
– Nossa, um dia quero ir lá visitá-los. Conta mais constelações pra mim então…
– Então, aquela ali é…
E assim foi indo, eu criando aquele clima e mostrando as constelações pra ela. Eu tenho certeza que até agora você deve estar se perguntando: – “Nossa, mas como um cara que estudou Relações Internacionais pode saber tanto de Astrologia? Será se ele além de ser muito bonito é um cara deveras inteligente? Eu não ficaria surpreso, já que ele é maranhense e os maranhenses são fodas…”
O que uma parte da galera já deve ter sacado é: Eu não sei BULHUFAS de estrelas, constelações ou algo do tipo. Eu só tava era “dando um agá” na mina e querendo manter um climinha pra depois carregar pra dentro da barraca. Fica a dica pros brothers aí que leem o blog. Quer catar uma mina? Aponte pra qualquer lugar no céu e diga qualquer constelação que vier à cabeça. É só lembrar dos Cavaleiros do Zodíaco… Pode ter certeza que vai criar um clima massa e você ainda sai ganhando uns pontos…
Ainda bem que eu não apliquei essa na Taíze, porque senão… Já viu… Ela ia ler aqui e ver que tudo não passou de uma armação… Hahahah
 
Hora do abate
 
Depois de “amaciar” a presa, resolvi a chamarela pra dentro da barraca. A chamei pra dentro da barraca e fomos nos arrumando pra dormir. Nessa hora começou a chuviscar um pouquinho e a fazer um friozinho muito bom pra ficar abraçadinho. Cara, muito louco!! A gente lá dentro e aquele clima perfeito pra tudo rolar! Só nós dois, só a nossa barraca no camping inteiro e aquele barulhinho de chuvisco caindo no teto da barraca!! PERFEITO!!
Ela se deitou ao meu lado e eu comecei a fazer cafuné naqueles cabelos loiros angelicais dela. Comecei a conversar:
– Como se fala em inglês isso aqui que eu tou fazendo no seu cabelo (o inglês dela era bem melhor que o meu e eu geralmente perguntava coisas assim pra ela)?
– Pô, não sei. Não lembro ao certo…
– Ah só… E como é em polonês?
– Ah, em polonês a gente fala “guarscard” (não sei como se escreve, mas a pronúncia era assim).
– E você, Karol… Gosta de “guarscard”?
– Nossa, mas eu adoro!! Ainda mais depois de tanto tempo sem ter ninguém pra poder fazer isso pra mim!!!
PPPPPÉÉÉÉÉÉIIINNNN!! Ãhn?? Sabe aquela hora que você trava?? Aquela hora que aparece a telinha azul do Windows? Foi como eu fiquei!! Ãhn?? Faz tempo que não recebe!! Como assim?? Era a hora certa!! A mina deu a deixa!! Ah é?? Pois agora você vai ver!! “Meu nome é Ronaldão, sou garanhão, vim do Maranhão, caiu na minha boléia não tem perdão!!”. Vou dar uma de Mestre Bimba e vou com Capoeira e tudo pra cima da menina!! “Go GO fight now!!.
E aí?? O que rolou?? O que você acha?? Catei?? Cangurus no cio entraram e me estupraram insaciavelmente? Aborígenes traçaram o maranhensezinho?? A mina era lésbica?? Faltou camisinha?? (Todos esses finais foram sugeridos por pessoas há uns dias atrás).
Não, infelizmente (ou felizmente tratando-se do canguru) a mina simplesmente virou pra mim e perguntou:
– O que diabos você pensa que está fazendo??
– Eu?? Er.. Hum… Ahh… Veja bem… Eu estava era… Era… Rapaz… É que… É que… Sabe como são as coisas… Então…
– Seja lá o que for, vire pro seu lado da barraca que eu estou virado para o meu.
– Er… Hum… Tem certeza?
– Sim, por um acaso você tá pirando?? Tá ficando louco é?? Você não é meu amigo??
– Er.. sabe… Então.. É que… Sabe como é… É que a globalização, o aquecimento global, a gripe aviária e… Sabe como é…
– FODA-SE!! Vira pro seu lado e não me enche o saco!!!
:o(((((((((((((
Sim… Simples assim, brother!! A mina simplesmente me relaxou nas toras e me mandou sentar num balde de gelo! Simples como um balde de água fria em cima do pobre maranhense.
O que eu fiz depois?? Rapaz, depois que a mulher começou a rosnar, eu pensei que o melhor a se fazer era ir pro meu cantinho e ficar quieto. Quem sabe se ela não tinha um gás paralisante por lá…
 
E o dia amanhece
 
Quando amanheceu, eu acordei mais murcho que alface no fundo da geladeira. Triste que só um botafoguense depois do tri-campeonato do Flamengo. Mas enfim, não havia o que ser feito…
Depois que levantei, tomei meu banho e fui escovar meus dentes. Karol veio conversar comigo algo que eu nunca esqueci e que me ajudou bastante nas minhas viagens posteriores pela Europa. Ela já tinha tido o mesmo problema com outro brasileiro que era conheceu pela Austrália. O cara era brother nosso, não tinha onde dormir e ela convidou o cara pra dormir com ela. Na hora que o cara chegou à casa dela, ele perguntou onde iria dormir. Ela falou que ele ia dormir na cama de casal junto com ela. O que o cara pensou na hora?? Hora claro, o mesmo que eu, brother!! Deu uma de Mestre Bimba e caiu com Capoeira e tudo pra cima dela!! Só que, ao contrário de mim, ele foi, er, assim, “apalpando mais calorosamente”. A mina bem que tentou titubear como foi comigo, mas segundo ela o cara foi bem mais, digamos, “insistente”. Ela só faltou ter que enfiar a mão na cara dele e no final o figura acabou tendo que dormir no carpete da casa dela.
Por que ela conversava aquilo comigo? Na verdade eu vi que ela meio que queria pedir desculpa por não ter deixado BEM CLARO que ela não tinha outra intenção a não ser apenas viajar junto comigo, já que me achava um cara muito legal, gente boa e inteligente (inclusive ela foi deixando isso bem claro o tempo todo durante a viagem, como já deixei claro no post, mas como eu tava com “maldade no olhar” eu achava que ela tava me dando era mole) e nada mais. Até porque ela tava com um casinho meio sério em Sydney que eu não sabia. Ela sabia que para gente do Brasil o fato de você chamar alguém, que não seja muito próximo e do sexo oposto, pra dormir no mesmo local que você, na mesma cama, significa que você está dando um mole absurdo para outra pessoa e por isso ela devia ter me avisado.
Eu expliquei o meu lado pra ela e confirmei que realmente pra um homem isso ocorre freqüentemente e pedi desculpas por ter confundido as coisas. Depois ficamos super de boa e nem ficou um clima ruim entre a gente. Continuamos sendo amigos próximos e ela até chegou a me visitar em Brasília. Conheceu a Taíze, ficou amiga pacas dela e dormiu lá em casa quase uma semana sem rolar nada. Depois voltei a casa dela na Polônia, conheci o seu namorado e fiquei o mês inteiro na casa da mina.
Pingo nos “is”
Hoje damos risada dessa história, ela toda vez fica tirando onda com o fato de eu ter engatado no pescoço dela.
Mas então, por que então eu contei essas duas histórias das polonesas?? Pra dizer que eu não pego ninguém ou algo do tipo??
Uai, escrevi pra deixar a galera mais a par de como é a cultura dos caras. Como as minas lá são liberais pra caramba!! Ao mesmo tempo em que você pode pegar uma guria na balada e no mesmo dia levar pra dormir na sua casa (dessa vez com a maldade no olhar), você pode receber um convite pra dormir na mesma cama da mina e não rolar nada. Coloquei a história da Gosia e emendei a história da Karol logo depois, duas polonesas que eu dormi junto numa mesma barraca, de propósito pra deixar a galera na pilha! Utilizei até algumas palavras chulas, apesar de em momento algum ter o intuito de denegrir ambas até por que elas são pessoas por quem nutro muito carinho. Se utilizei tais palavras, o fiz pra criar uma expectativa, curiosidade, um suspense e deixar a galera mais curiosa. Quase uma licença poética. Criei uma grande expectativa, deixei vocês curiosos acerca de como seria o grande finale pra depois soltar um final totalmente diferente, apesar de muito provável (pô, gente, pra virar história de blog tem que dar errado como já deixei claro várias vezes…). Aquela foto em que aparecem eu e a Karol deitados dentro da barraca. As fotos em que eu parecia com a maior cara de satisfação do mundo, foram na realidade tiradas pela manhã, assim que estávamos a desmontar a barraca!! Pode ser difícil de acreditar, mas realmente nada rolou… Hahaha. Se algo tivesse rolado, eu não iria negar, só não postaria no blog 🙂
A Karol até me vacinou!! Como alguém comentou em alguns posts atrás, é visível a diferença das fotos que tirei quando viajei a Blue Mountains e quando viajei de carona com a Gosia. No momento que a Gosia sentou do meu lado, conversou comigo uns 10 minutos e depois já me chamou pra viajar junto, aceitou depois ficarmos na mesma barraca, eu já nem fui com muita esperança de rolar nada, até por que Deus não dá asas a cobra, eu não fui um menino tão bom assim no ano anterior pra ganhar um presente desses e eu tinha a história da Karol na minha memória. No final nem rolou nada entre eu e Gosia, só tomamos nossas cervejas, conversamos e dormimos pra no outro dia voltar de carona pra Varsóvia. Essa é a mais triste verdade 😦
Eu sei que até vai vir algumas minas falando “Ah, mas você é ridículo” “Ah, mas você se aproveitou da amizade da mina” “Ah, você é um idiota mesmo!! Só você pra achar que a mina ia trepar com você por causa de nada! Meninas só trepam quando estão apaixonadas pelo seu príncipe encantado” “Só você mesmo pra ter esse tipo de pensamento por uma mulher, olhar a mulher apenas como um mero pedaço de carne! Você é muito infantil, moleque!!”. Pra essas meninas que vão falar assim comigo, meus pêsames, vocês vivem em um mundo muito de fantasia e são as que mais quebram a cara e mais se arrastam por um cara que finge ser um príncipe encantado quando na verdade está interessado apenas nas suas vaginas. Esses tipos de meninas são as maiores candidatas a virarem mulher de malandro…
Eu preferi ser sincero e dizer o que realmente se passou na minha cabeça e o que se passaria na cabeça de 95% dos meus amigos homens (os outros 4% são homossexuais e os outros 1% capados) e, sei lá, só deixar claro o que se passa na cabeça de um homem. Pras que vão me censurar por isso, eu só digo uma coisa: Acessem este site que ele tem a realidade de vida que vocês procuram…
Por último… Só vocês mesmo pra acharem que eu iria postar uma história do tipo “Nossa, mas eu peguei a mina assim, dei nela desse jeito! Coloquei assim e pá pá pá…” pra afirmar minha masculinidade. Gente, vocês tem que lembrar que esse meu blog tem que ter algumas omissões. Primeiro porque meu pai e minha mãe leem isso aqui, logo as experiências mais loucas, as festas mais destruidoras tem que vir com um nível de loucura um pouco abaixo (imagina eu escrever algo do tipo: “No final da festa, um cara tentou pegar uma mina de um brother. A gente saiu na porrada com ele e acabamos tendo que dormir, na delegacia, na jaula por uma noite”. NUNCA eu vou escrever algo assim, né?). A outra é por que a Taíze e, principalmente, algumas das suas “amigas” (o que no final acaba sendo é muito engraçado quando a parte de comentários se transforma num barraco louco) leem isso aqui também, logo eu tenho que preservar um pouco minha namorada, né?? Eu não vou zoar em um local onde centenas de pessoas estão lendo… Eu tenho que preservá-la…
Infelizmente, essa é a triste verdade! Se porventura eu encontrar algum leitor do blog, como vem ocorrendo algumas vezes, aí a gente pode sentar, tomar umas cervejas e eu contar histórias que não podem ser postadas no blog… Hehehehe
Abração, galera!! E foi engraçado o barraco todo!! Fazia tempo que os posts não passavam dos vinte comentários!
P.s: Thiagones, eu vi seu comentário viu, seu safado?? “ele se fudeu no final, eu sei que ele se fudeu no final… seja lá o que aconteça ele se fudeu no final…!Hahahaha… Ri muito, mlk!!

Tira-Teima 2 e programa do Ratinho…

Galera, quem é leitor mais antigo do blog vai saber do que eu tou falando…

A parada é a seguinte, quem tiver com tempo aí, da só uma olhada na sessão de comentários do blog do post passado (clique aqui). Tá maior baixaria por lá. A nossa amiga “Big Sister” que até um tempo atrás estava sumida, resolveu aparecer e comentou por lá. Tá mais parecendo é o programa do Ratinho esse blog.

Pra galera que ficou curiosa e não sabe como a história termina e também pra colocar mais lenha na fogueira, vão mais algumas fotos da nossa viagem à Blue Mountains.

Amanhã posto um vídeo


Abraços maranhenses

Tira-teima nas Blues Mountains de Sidney

Galera, eu vi que muita gente aí ficou duvidando da minha masculinidade devido o post passado onde saí pra acampar com a Gosia (leia a história clicando aqui). Como já estou determinado a provar que sou maranhense e não frouxo, vou postar uma história ainda do tempo da Austrália que eu não me lembrava que ainda tinha aqui no meu computador.
Quem lê o meu blog desde os tempos da Austrália, já deve estar ciente que não censuro algumas coisas, como chego a censurar da minha volta ao mundo. Quer um exemplo? Leia aqui.
O post abaixo, por ser da Austrália, inédito, e ainda dos tempos em que eu não omitia algumas coisas servirá de base pra vocês vão tirarem suas conclusões se eu sou cabra-macho ou não!!
Post longo, mas prometo que a história vale MUITO a pena!

Blue Mountains
A história que vou contar ocorreu quando um grande amigo meu que morava do outro lado da Austrália (infelizmente terei que omitir o nome dele), foi me visitar em Sidney, local na Austrália onde morei por sete meses, onde aprendi a falar inglês e onde começou o meu blog. A vinda desse meu brother, que vou chamar de Mário, coincidiu diretamente com um programa que eu já tinha marcado anteriormente. Fiquei numa situação complicada, porque estávamos combinando há muito tempo essa vinda dele e assim que o cara chegou, eu iria viajar.
Mas mesmo assim. Nem por decreto eu iria desmarcar o outro programa que eu já tinha marcado com uma amiga minha.Que programa era esse? Prestem atenção na história abaixo.

Missão Polaca

Tudo começou duas semanas antes da chegada de Mário em um dia que eu conversava com a Karolina (a polonesa que sujei o vestido com café) e ela tinha me falado que estava indo para as Blue Mountains na segunda feira passar dois dias por lá. Perguntei por que ela estava indo sozinha e ela me falou que era porque fazia tempo que ela queria ir lá e nunca ninguém pilhava de ir com ela. Cheguei pra ela, como quem não quer nada, que nem gato comendo feijão quente, mordendo pelos cantos, e perguntei se ela não poderia adiar mais uns dias a sua viagem porque eu poderia chamar uns amigos e assim poderíamos ir juntos.Na hora ela abriu um sorrizão do tamanho do mundo e falou que adoraria descer pras Blue Mountains comigo. Ah, meu amigo, mas isso não ia dar certo…
Fazia um tempo já que eu tava percebendo que ela tava dando um molezinho pra cima de mim, que ela tava cheio de nove horas pros meus lados. E ah, muleque, se tem uma coisa que a gente aprende desde pequenino de onde eu venho é a sempre levar o lema “Meu nome é Ricardão, eu vim do Maranhão, sou garanhão, caiu na minha boléia não tem PERDÃO!!!” a sério. Ela com essas frescurinhas pra cima de mim ia acabar aprendendo cedo um pouco da “cultura maranhense”.
Nnuuussss!! Eu fiquei mais feliz que mosquito em manga podre.
A caminho de Blue Mountains
Antes de continuar escrevendo, é necessário que eu explique um pouco o que é a Blue Mountais. A Blue Mountains é uma cadeia de montanhas e um dos locais mais visitados por casais de Sydney que procuram um lugar onde possam fazer um passeio mais a dois, mais “romantiquinho”. É um local bem legal pra se acampar, pois é bem afastado (100 km do centro de Sydney), bem friozinho, bem cheio de árvores, bem aconchegante, ou seja, “bem tudo” para você acampar e gastar uma noite de amor ou de sexo selvagem.Comecei a traçar miraculosamente o plano que eu iria fazer pra poder “laçar” a polonesa e quem eu poderia chamar para ir com a gente. Na verdade eu comecei foi a pensar como eu poderia fazer pra convencê-la a ir sozinha comigo pra lá, já que tinha o receio de assustar a presa logo de cara. Se eu propusesse irmos sozinhos ela poderia sacar as minhas segundas intenções. Mas de qualquer maneira eu precisava inventar uma desculpa que a convencesse a ir sozinha comigo e não com amigos como havia dito anteriormente. Quem diabos eu iria convidar pra poder ir com a gente para o meu desejado abate? Foi aí que entrou o Mário.O Mário chegaria EXATAMENTE no final de semana que eu e a polonesa marcamos para poder ir para Blue Mountains e, o que é melhor, ele viria com uma coreana que ele já tava junto há algum tempo. Ele seria perfeito para o meu plano, já que quando você tem terceiras intenções como as minhas, é muito melhor viajar com um casal (pois você sabe de antemão que em algum momento eles vão, digamos, “prestar mais atenção um no outro”) do que descer com uma cambada de amigos (que no final ainda vão querer acochar a mulher que você tá mirando).Como não queria dar muito na cara as minhas intenções, combinei com o Mário de que, quando ele conhecesse a polonesa e falasse com ela sobre a viagem, ele propusesse que nós acampássemos por lá, ao invés de ficarmos em um hotel.
Um dia depois de confirmar tudo com o Mário, falei com a polonesa e disse pra ela que já estava tudo certo. A gente iria no fim de semana às Blue Mountains com mais um casal de amigos. Notei que ela ficou um tanto quanto alegre com a notícia, mas sabe quando você não vê aquuueeeelle entusiasmo no rosto da pessoa? Vi que ela ficou um pouco menos entusiasmada do que quando a convidei pela primeira vez para viajarmos. Na verdade, na verdade, deu a entender que ela queria mesmo era ir pra Blue Mountains SOZINHA COMIGO!!!
Depois do fato relatado acima, resolvi apostar alto, dar um “fatality”, um “all win”, resolvi gastar todas as minhas fichas. Quem não arrisca não petisca – já diria o poeta! Resolvi dar um jeito de dar um chega pra lá no nosso casal de amigos e convidar mesmo era a mulher pra descer sozinha comigo pras Blue Mountains.
Voltei pra casa pra contar pra galera o que eu iria fazer, sorrindo mais que professor de aeróbica. A galera sem entender nada resolveu me perguntar o que diabos tinha acontecido. Contei pra galera o meu plano maléfico e de cara já cortei o nosso casal de amigos da viagem. Eles ficaram meio que chateados, mas acabaram entendendo a situação.

“Flawless victory”

No outro dia fui à escola e Karol se encontrava na sala da internet, formosa, linda, perfumada, lendo os e-mails. Cheguei de boa e inventei uma história cabeludíssima pra cima dela… Falei que os nossos amigos tiveram um problema, que não tinham grana, que não iriam mais e pá pá pá…
– Quer dizer que a gente não vai mais poder ir pra Blue Mountains? – ela perguntou
– Não necessariamente, isso quer dizer que os meus amigos não poderão mais com a gente, logo, se você ainda quiser ir, teremos que ir só nós dois.
(Tensão)
– Quer dizer então que iremos só nós dois pras Blue Mountains, sem mais ninguém com a gente?
– Er… Sim?
(Tensão maior ainda)
– Mas veja pelo lado bom, podemos acampar por lá – disse a ela querendo quebrar o gelo…
– Só eu e você? Sozinhos? Sem mais ninguém? Numa barraca?
(Foi isso mesmo, brother!! Mandei logo na lata! Comigo não tem meia hora!)
(Pam, pam, pam pam!!! Estão preparados pra ver o que ela respondeu? Tirem cardíacos e hipertensos de perto do computador!! Esse é o momento crucial da nossa história, o clímax está chegando..)
A mina olhou nos meus olhos e mandou um:
– PERFECT!!!
NNNooossaaaaaaa… Na hora eu quase pirei, quase fui a loucura, pra falar a verdade eu quase desmaiei. A mulher não falou um “sim desconfiado”, não foi um “sim muxoxo”, ela simplesmente mandou um ostentoso PERFECT!!!! AAAhhh!!! Velho, eu só faltei ficar louco nessa hora. Eu acho que a última vez que eu tinha ficado tão feliz como quando eu ouvi essas sete letrinhas foi quando o glorioso Sampaio Côrrea (Bolívia querida do meu maranhão) foi campeão brasileiro da terceira divisão no inesquecível ano de 1997!!! Desci pra casa correndo e já fui contando a novidade pro Mário e pro Jonas. Cara, mas vocês não tinham noção do quanto eu pulava no caminho, pulava mais que calango no sol quente!
Depois de contar a novidade para os nossos amigos, resolvi começar todos os preparativos para a nossa “viagem a dois”. Separei a minha fiel barraquinha Marmita (Sim, o nome da minha barraca era Marmita, “pois quem entra é comida”! Inclusive eu a tinha trago llllláááááá do Brasil e só agora achava alguma utilidade), algumas roupas, mochila, máquina digital e, claro, uns quarenta pacotes de condom ( <!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:PT-BR;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;}

–>Fica o exercício para o leitor descobrir o que significa esta palavra em português. Quer uma dica? Consulte a história da japonesa) pro Claudiomarzinho não passar frio à noite.
Tenho inveja de sua felicidade, Claudiomar!
Marcamos tudo certinho e no outro dia acordei cedo pra não chegar atrasado à estação de trem e não estragar o dia que tinha tudo pra ser perfeito. Pra ilustrar a nossa história fica o comentário do nosso amigo Jonas, minutos antes de eu sair pra ir pegar o trem:

– Cara, eu tou com inveja de você. Não por você estar indo sair com a polonesa, mas sim pela felicidade que você tá tendo agora.
Desci voado pra pegar o trem pra Blue Mountains. Como todo bom brasileiro, claro, acabei chegando atrasado e tivemos que esperar quase uma hora pelo próximo trem. Mas nada me abalaria naquele dia, nada me tiraria a animação de um dia que tinha tudo para ser perfeito. Cheguei à estação e lá estava ela a nossa presa… digo… a nossa amiga polonesa, bonita e sorridente. Percebi que ela estava meio chateada pelo bolo de quase dez minutos que dei nela e também pelo fato de termos perdido o trem por minha culpa.

Começamos a conversar e a combinar sobre nossa viagem, sobre como acamparíamos e etc… Quando ela já tinha esquecido do nosso trem perdido, resolvi tirar o coelho da cartola, a cartada da manga, a jogada mágica que eu já tinha pensado em fazer para poder deixar a polonesa mais empolgadinha ainda. Tirei um par de havaianas da mochila e “presenteie ” a polonesa.

Essa foi a sandália que eu acabei tendo que usar…


Eita menino, mas na hora que a mina viu aquele par de sandálias azuis… Eita, mas que festa!! Ixi, mas ela fez um auê IMENSO!! Mas agradecia, mas pulava, mas dizia que adorou que não sei o que! Que eu era um cara muito legal!! Que ela me adorava!! Que tava pra ela conhecer alguém tão massa que nem eu!! Resumindo, a menina ficou mais alegre que mosca em tampa de xarope!! Pulava mais que paquita no cio ( <!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:PT-BR;} span.MsoFootnoteReference {mso-style-noshow:yes; vertical-align:super;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;}
–>Apesar da gente desdenhar das Havaianas aqui no Brasil, aqui na Austrália elas fazem um sucesso danado chegando ao cúmulo de serem levadas como sinônimo de status. Isso, status Sim, as pessoas descem pra balada de Havaianas assim como descemos de tênis Nike no Brasil!!!). Ela lá, toda feliz, me agradecendo e eu olhando pra mesma como na figura abaixo:Cachoeira e “Três irmãs”

Pegamos nosso trem e seguimos em direção às “Montanhas Azuis”. Lá chegando, procuramos logo por uma zona de camping, armamos a barraca (olha a mente poluída, rapaz!) e começamos a pegar nossas coisas pra poder sair e dar um rolê. Pegamos um guia que havia por lá e começamos a ler o que poderíamos fazer. Depois de algum tempo de pesquisa, vimos que havia uma cachoeira da hora pra poder visitarmos, a formação rochosa símbolo do parque chamada de “Três Irmãs” e também vermos diversas montanhas de tonalidades levemente azuis.

Como no caminho iríamos encontrar uma cachoeira, separei vários apetrechos importantes dentro da mochila e que provavelmente seriam úteis tais quais: outra muda de roupa pra mim e pra ela, um par de tênis caso minha sandálias não agüentassem o tranco e um par de toalhas pra nós dois. Resumindo, minha mochila ficou mais pesada do que eu imaginaria.

Andamos e no caminho fomos tirando várias fotos.Depois de mais ou menos umas duas horas caminhando e a mochila pesando mais que sono de surdo, enfim era chegada a hora de auferirmos nossa recompensa. Era chegada a hora de conhecer a cachoeira das Blue Mountains!!!

Não, a foto acima é meramente ilustrativa, essa cachoeira fica a uns trinta quilômetros de Brasília e chama-se Poço Azul. Tente achar o Claudiomarzinho na foto… 


Eu no caminho, fui imaginando que essa maldita e famosa cachoeira seria algo como umas cataratas do Iguaçu ou algo parecido!! NAAADAAA!!! A lazarenta da cachoeira era a coisa mais MEDÍOCRE que eu já vira na minha vida!!! Pra tomar um simples banho nela, era necessário colocar as mãos em forma de concha na água, esperar uns cinco minutos pra poder encher e só depois jogar na cabeça!! Ridícula!!
Eu, acostumado com as cachoeiras do Planalto Central, fique revoltado!!!! Pombas, tinha caminhado umas duas horas, com peso nas costas, com um “kit-banho feliz” completo na mochila pra só depois descobrir que não serviria de nada aquilo!! A Karol, claro, parecia uma criança batendo fotos e achando a coisa mais linda! Parecia até a austríaca que conheci em Fiji (leia a história aqui)
Mas enfim, eu não fiquei muito bravo porque, pra falar a verdade, eu tava era me lixando pra cachoeira, montanha, passarinho, canguru, crise mundial ou o caramba!! Eu queria mesmo é que anoitecesse logo que o bicho ia era pegar dentro daquela barraca!! Hahahheuahha. Ow diasinho que demorou pra escurecer, viu?Saímos da cachoeira e continuamos caminhando, dessa vez em direção às “três irmãs”. Ao chegarmos, batemos algumas fotos e ficamos descansando um pouco.
Algo que tenho na minha cabeça até hoje e que foi um dos momentos mais antológicos de toda essa viagem à Blue Mountains foi quando Karol bateu uma foto minha e me mostrou a seguinte foto abaixo dizendo:
– Nossa, olha só que rapaz bonito nessa foto!! Além de ser um cara muito lindo, ainda por cima é super gente boa e inteligente. Eu facilmente casaria com um figura como esse!Pronto!! Se minha auto-estima já estava alta, imagina como não ficou depois desse “direta, diretíssima” que a polaca deu na minha cara!! “Eu não merecia isso tudo, senhor” – era o que eu pensava comigo mesmo.Depois que saímos de lá, enfim a noite caiu e fomos voltando em direção ao nosso camping. No caminho ainda passamos pra comprar uma pizza e comprar umas cervejas pra tomar na barraca. Mas isso é assunto pros próximos capítulos…Pra galera que eu tenho certeza que vai ficar especulando, vai uma foto que tirei de dentro da barraca pra vocês já irem imaginando o que ocorreu…
Obs: Galera, acho que seria massa se a gente fizesse algo. Na parte dos comentários postem e digam como vocês acham que essa história acabou!! Boto fé que ia ser engraçado ver as versões mais malucas possíveis e a galera ia se divertir à beça. Usem as suas imaginações!! Vou deixar pra postar o final dessa história só daqui a dois ou três dias que é pra dar tempo pra galera ir pensando no que aconteceu. Só digo uma coisa, ocorreu algo muito, mas MUITO improvável e, o mais importante, MUITO engraçado no final!!
Obs2: A primeira tentativa de adivinhar o que ocorreu já foi feita. O Luis Maceio deu o palpite dele na sessão de comentários. Na opinião dele a mulher é lésbica. Hahahaha. Pode ser… Enfim, usem as suas imaginações!!
Obs3: O palpite “O maranhense broxou” já pode ser antecipadamente descartado…

abraços maranhenses

blogs finais…

Esses dias eu vinha pensando a total “chatização” em que se encontrava o blog. De posts cada vez mais engracados, estávamos caminhando para blogs entediantes, sem aventuras e atropelos. Tudo isso por “culpa” da minha vida na Austrália que enfim estava tomando um rumo e comecando a ficar estável. Saímos de um quadro em que eu ficava selecionando as histórias que eu iria colocar no blog para um quadro em que eu comecava a procurar alguma coisa que fosse interessante ou pelo menos engracada pra poder escrever. Minha vida estava muito, mas MUITO entediante, pois eu estava trabalhando sete dias sem parar, logo tudo resumiu-se a um acorda-come-espera algumas horas-vai trabalhar-dorme-acorda. Se por um lado havia este ponto ruim de não ter mais tempo pra fazer nada, por um lado havia a vantagem de estar juntando um grana massa. Mas parece que tudo agora vai ter fim. Segunda-feira passada o Chef chegou pra mim com os horários que eu iria trabalhar na próxima semana. Quando eu olhei aquele troco, confesso que me assustei com a quantidades de horários em branco que se faziam presentes. Eu iria trabalhar apenas DOIS DIAS na próxima semana. Eita diacho, na hora eu comecei a ficar mais desesperado que ateu no dia do juízo final. Ainda tentei conversar com o chef pra ver se rolava de trabalhar no sábado e no domingo, já que eles estavam precisando de gente pra poder trabalhar de manha, mas depois daquele fim de semana fatídico não teve nem conversa, vou trabalhar só dois dias essa semana mesmo. Pelo menos na próxima semana volta ao normal e eu vou voltar a trabalhar 6 vezes.

Como agora eu tou cheio de day-offs eu vou poder curtir um pouco mais da Austrália. Sem falar que eu acho que o chef descobriu que dia que eu mais precisaria de folgas, pois um outro amigo da minha sala de relacoes internacionais da UNB está chegando esses sábado aqui em Sydney, logo seremos 3 internacionalistas (quase 10 por cento do meu semestre) desbravando a Austrália. Mas vamos voltar ao blog. Semana passada, não sei o que foi que ocorreu, mas um dos DishWashers Masters não pôde ir ao trabalho e acabou que eu tive que substituí-lo. Mas acontece que eu, com meus parcos 4 meses de experiência, fui selecionado pra substituir um cara com mais de VINTE anos de trabalho, então não precisa falar a confusão que deu, né? Lembro até hoje, foi uma sexta feira. O chef chegou mó de boa pra poder conversar comigo e falar sobre como seria o dia e tal, que seria a primeira vez que eu iria trabalhar sem um Dishwasher experiente e o pior, com um outro Dishwasher que seria enviado pela agência de emprego, logo eu teria que ensinar TUDO pra ele. Perguntou se eu achava que ia aguentar. Eu, marrento do jeito que sou, só falei um “claro” e corri pro abraco. Eu comecei a trabalhar as quatro da tarde e sozinho (o nosso amigo só chegaria pra trabalhar às sete da noite), tudo tranquilo, o servico tava sendo de boa, consegui cuidar dos quatro setores sem ter mais problemas. Eu me encontrava numa expectativa esperando quem seria o nosso amigo que a agência ia mandar pra trabalhar comigo, torcendo bastante pra que o cara fosse brasuca. Quando deu sete horas, deus do céu, o que apareceu? Um INDIANO, CLARO!!! Caramba, que raiva dos infernos!!! E não bastando o cara ser indiano o cara ainda era CEGO DE UM OLHO!! Na hora eu só pensei: “Rapaz a agência só pode estar querendo me matar, não bastando eu estar trabalhando sozinho eles ainda me mandam um cara CAOLHO? Os bichos foram diretamente na terra de cego pra chamar o rei pra trabalhar comigo?” Mas tudo bem, vamos lá, pra mim tudo é festa. Acabou que o bicho conseguiu fazer o servico dele sem muitos atropelos, o problema foi só na hora de limpar as cozinhas, como foi um desespero aquilo tudo. Teve um momento que foi até engracado, eu fui comecar a limpar a última cozinha, plena MEIA NOITE E MEIA. Rapaz, pense num cara que tava de saco cheio? Já tava puto da vida e comecei a limpar foi de qualquer jeito a cozinha. Teve uma hora que eu fui limpar a assadeira e o pano que dantes era branco ficou completamente PRETO, com preguica de ir na cozinha maior pra poder procurar outro pano eu comecei foi a “limpar” a pia com aquele pano mesmo. Rapaz, mas foi na mesma hora, DO NADA, entra o GERENTE-GERAL, o cara mais bam-bam-bam do hotel e comeca a passear dentro da cozinha que eu tava limpando. Na hora eu comecei a imaginar o que levaria um miserável daquele a querer ficar bundando por dentro da minha cozinha quase uma hora da manhã. É muita falta do que fazer, né? Caraca, eu tomei um susto, na hora eu só pensei uma coisa: “Tou despedido”. Quando eu vi o cara dentro da cozinha, eu nem pensei duas vezes, na mesma hora eu joguei a toalha, mais suja que arroto de corvo, no lixo e comecei a fingir que estava esfregando a pia com a luva, gracas a deus que o bicho não percebeu a cagada que eu tava fazendo. Quando foi no outro dia, foi só esperar pra ouvir a esculhambacao do Chef pela lambanca que eu havia feito na cozinha. Ele só chegou falando: “Man, you fucked me yesterday, você deixou um bando de “shit” aqui na main kitchen, a small kitchen tá um caos, os panos da cozinha foram jogados no lixo (o caolho idiota jogou fora os panos ao invés de colocar pra lavar) e os trolleys ficaram jogados por todos os cantos, eu sei que você tentou fazer o seu melhor, mas o seu melhor ficou MUITO AQUÉM do que eu esperava, fique tranquilo que eu NUNCA mais faco isso novamente.”

Depois de algumas semanas trabalhando mais que um cachorro sarnento, acho que já era a hora de eu começar a curtir um pouco mais o parco tempo que ainda me resta aqui pela Austrália. Em apenas um mês pego meu avião em direção à África do Sul e depois em direção ao Brasil, logo, a hora é agora. No sábado, como de costume, eu sabia que eu iria ter que, mais uma vez, trabalhar que nem um condenado, já que sábado é quando os restaurantes do hotel realmente BOMBAM!! Por isso saí combinando com a galera pra poder descobrir qual seria a melhor festa para se poder ir às 2 e meia da manhã que seria a hora que eu seria liberado do trabalho. Conversei com todo mundo e a proposta que me saiu mais razoável foi a de descer pra uma festa na casa da polonesa que iria começar simplesmente às CINCO E MEIA DA MANHÃ. Comecei a me perguntar o que faria esta mulher marcar uma festa uma hora dessas, mas confesso que depois desisti. Fui para o meu trabalho normalmente e comecei a dar conta do meu serviço. Quando tou no meio do trabalho, Jonh, o outro DishWasher, me explicita que iria ocorrer uma festa, uma “house party” na casa de alguns caras que trabalhavam com a gente. Perguntei se as garçonetes e as camareiras haviam sido convidadas e recebi um sonoro SIM. Eita, mas nessa hora eu fiquei mais feliz que menino em loja de doce. Quando ele me perguntou se eu queria ir eu só falei: VAMO!!! O grande problema era que todo mundo terminava o trabalho às onze e meia e apenas eu e o Jonnhy iríamos terminar o trabalho mais tarde, ou seja, chegaríamos meio que no meio festa (esse meio que no meio ficou feio, né?). Terminamos o nosso trabalho em tempo de bala, quase uma hora da manhã e na hora que a gente tava pra pegar um táxi eu, com minha bela cara de pau, consegui um carona. Descemos pra casa do bicho e lá, mais uma vez, como não poderia deixar de ser em uma festa australiana, maconha por todo canto. O número de mulheres dentro da casa tendia a zero, apenas duas para mais de 20 marmanjos e quando eu cheguei, já não tinha mais nada pra beber, só tinha, claro, maconha. Caraca, são coisas como essa que me deixam impressionado aqui na Austrália, como os bichos daqui não podem viver sem maconha. Às vezes acontece da galera convidar a gente pra uma festa e cê chega lá não tem nada, não tem cerveja, não tem mulher, SÓ TEM MACONHA!!! Pode faltar tudo aqui, menos maconha. Rapaz, mas apesar de tudo foi engracado, ver aquela galera do trampo, todo mundo mó certinho, mó arrumadinho pra poder atender os hóspedes PIRANDO naquela casa. O que achei mais punk foi ver um dos assistentes de chefs, que no trabalho é um dos caras mais calmos, me recebendo com um colar parecido com aqueles colares de rappers que vão até o umbigo que tinha uma singela folha de cannabis sativa (maconha para os mais íntimos) enrolada na ponta, eu até me assustei.. Tentei ficar no quarto que a galera tava fumando ao menos pra ficar conversando com os bichos, mas o cheiro tava insuportável (pois tivemos o agravante que a polícia chegou pra reclamar do barulho do som e a galera tava com medo dos vizinhos ligarem de novo pra reclamar da fumaça, logo, fecharam-se as janelas), como eu não fumo maconha, eu acabei ficando do lado de fora, respirando um pouco de ar fresco e conversando com a galera “careta”. Engraçado era quando a galera da fumaça vinha conversar com a gente, os olhos parecendo umas bombas!! Rapaz, e tinha um cara lá que o bicho era muito engraçado, o cidadão ficava toda hora falando, eu sou security guard e faço nin-jitsu e capoeira e pá pá pá. Falava isso de cinco em cinco minutos, o pobrezinho bêbaço e com a marijuana já nas idéias. No final da festa, eu contava com o pior meio de incrinação possível, a MINHA MÁQUINA DIGITAL!!! Então foi engraçado sair tirando foto daquela galera dando PT pela casa. No outro dia o Joshua (assistente de chef com o colar) veio me falar que quando ele chegou no quarto dele, não ficou lá tão feliz, o bicho só olha o Jonnhy (o meu parceiro Dishwasher), deitado na cama do Joshua, cama que se encontrava toda vomitada e suja de cerveja, disse que na hora deu foi uma vontade de espancar o nosso pobre amigo Dishwasher, mas acabou que ele esperou o cara acordar pra poder botar o pobrezinho pra limpar. Fora que eu bati uma foto do Thomas, um amigo nosso alemão, destruindo o sofá da casa. Depois dessa festa eu só coloquei uma coisa na cabeça, festa australiana NUNCA MAIS!!!

e galera.. temo dizer, mas este agora vai ser o meu antepenúltimo blog antes de eu voltar para o Brasil, eu venho me divertindo bastante escrevendo, recebendo comentários de gente que eu nunca vi na vida, mas acontece que estou quase para ir embora e o blog me toma MUITO tempo, só tenho mais uma semana na austrália e depois tou indo pra Fiji, logo gostaria de aproveitar mais o meu tempo aqui na Austrália. Vou ver se escrevo algo daqui a duas semanas quando eu voltar de Fiji e depois algo sobre a minha viagem pra África do Sul. Mas sério… vou deixando de mão mesmo… é com muita dor no coração que falo isso. Ainda há o agravante que minha vida anda muito “normal”, logo as minhas histórias perderam totalmente a graça e o blog está se tornando bem chato… Mas anyway… vejo vocês daqui a duas semanas. Foi muito legal enquanto durou…

obs: enfim eu vi a porra do canguru e do coala, agora posso mudar o título do blog..

abraços maranhenses

fim da funcao seno??

Apesar de eu já ter escrito algo parecido umas três ouquatro vezes, agora é definitivo, ACABOU!!! ACABOUgráfico da função seno, ACABOU desespero, ACABOUpobreza!!!!! Enfim eu acho que agora a minha vidaacabou pegando um jeito.

Depois de alguns posts escrevendo que minha vida aquina austrália mais parece um gráfico da função seno,digamos que agora mudamos a representação gráfica…viramos agora um gráfico FUNÇÃ

O TANGENTE!!! Meu deus do céu!! Saímos do ponto máximo da reta seno e agoracaminhamos felizmente e alegremente pela curvatangente. Para ser mais fácil a compreensão vamos pôrno gráfico (vocês entenderam o trocadilho, né?)


Antes de começar a escrever o blog!! O dia7 defevereiro foi um dia fatídico!!! Comprei minhapassagem pra Fiji!!! Atenção navegantes, próximaparada: FIJI!!! O melhor é que o voô é dia 27 às SEISE MEIA DA MANHÃ e tenho que estar no aeroporto àsQUATRO E MEIA DA MANHÃ!!! Ah sim, dia 26 de fevereiro,meu trabalho vai até as uma da manhã de 27 defevereiro, logo, façam as contas de quantas horas euvou dormir 😛 Mas apesar disso… tudo é festa!!!!

Como eu já tinha falado, o chef da cozinha que eutrabalho gostou MUITO do meu trabalho. Agora eu nãoespero mais nem a minha agência de emprego me ligarfalando os horários que eu vou trabalhar. Eu sempretou trabalhando e ele já vem com a tabelinha dehorário e me mostra os horários que eu tenho quetrabalhar… Inclusive a última vez que ele veio memostrar foi até engraçado. Geralmente a galera aqui naAustrália quando está pra ir embora pra casa e estáafim de dar um último gás pra fazer uma grana massa,leva um lero com o patrão pra poder ver se podetrabalhar mais já que está pra ir embora e talz… -Pô, chef, eu tou indo embora, tou querendo fazer umagrana, tou querendo fazer uma viagem legal, dá prosenhor me liberar mais algumas horas pra eu podertrabalhar? Dá pra arrumar mais uns shifts? Eu, claro,já estou nessa fase, de estar indo embora e como depraxe também deveria estar do mesmo jeito que agalera, pedindo quantos shifts fossem possíveis. Faleibem, eu DEVERIA estar assim. Poxa, eu nunca fui umcara lá tão hardworking assim, nunca trabalhei noBrasil e, querendo ou não, a grana que eu ando fazendotrabalhando no hotel dá pra eu viver SUPER de boa eainda deu pra eu pagar a minha viagem pra Fiji!!!Logo, pra que trabalhar que nem um condenado? Eu tou ésuper de boa. Pois é, voltando. Por estar em períodode férias, eu tenho o direito de trabalhar mais que 20horas por semana legalmente, logo o chef esses diascostuma não estar tendo pena de mim. Foi engraçadoquando o bicho chegou pra mim no domingo me mostrandoa minha tábua de horário da próxima semana e perguntase eu poderia trabalhar todos os dias que estavamnela. Quando eu olhei, tinham shifts de QUARTA a TERÇAfeira da outra semana, mais uma vez TRABALHAR SETEVEZES POR SEMANA. Quando eu vi aquela grade de horárioseu … “fiquei assutado, maria chorando começou a meexplicar, daí então eu fiquei aliviado e dei graças adeus que ela foi no meu lugar, roda roda vira, soltaroda e vem, me passaram a mão na bunda e eu ainda nãocomi ninguém…” ops.. me empolguei. Voltando, fiqueimais assustado que véia em canoa, na hora eu só mandeium: “Pô chef, tem como o senhor me dá pelo MENOS UMDAY-OFF?”. Rapaz, o cara não quis nem conversa: – “Dayoff? Vamo fazer dinheiro, cara, você não quer viajar?Vamo trabalhar, pô, vamos lá!!! Aproveita que a granaé boa e pá pá pá”, na hora até parecia que eu era ochef e ele que era o empregado. Acabou que não teveconversa, lá vou eu ter que trabalhar mais uma semanasem tirar um dia só pra descansar.

Eu já tinha postado algo sobre o turco. Volto a postarnovamente. Confesso que eu fiquei meio que assustadoquando eu vi que dos sete dias que eu ia trabalhar,cinco eram com o turco. Comecei a me perguntar como euiria fazer pra poder aguentar o bicho, pois como eudisse, o bicho é mais mal humorado que o seu Lunga,mas depois de uns tempos eu parei pra perceber que eleé o melhor cara pra se trabalhar de todos osDishWashers. Antes vamos falar um pouco mais do bicho.O Metan é um turco-australiano, ele nasceu naAustrália, mas viveu a vida inteira na Turquia, logoele tem livre acesso à Austrália. Ele só vem de temposem tempos pra Austrália pra fazer uma grana e depoisviver uma vida de Playboy na Turquia. E olha que obicho faz uma grana MESMO!! Ele me falou quegeralmente dorme 4 horas por noite, mas que estesúltimos dias ele vem dormindo de 1 a 2 horas pornoite, já que quer dar um último gás pra poder voltarpara a Turquia. Ele chega a trabalhar quase 16 horaspor dia, isso recebendo no mínimo 20 dólares por hora(é só fazer as contas). O mais engraçado do bicho é queTODO DIA quando ele vai pegar o break dele, ele sócome a mesma coisa: PÃO DE ALHO!!! Mas é todo dia, épão de alho, sem nada a mais, pão de alho e ponto. Eufui perguntar pra ele porque ele não come outra comidano restaurante ao invés de comer só aquele bendito pãode alho e ele me falou com toda a delicadeza que lhepertence: Why do I have to eat another shit? GarlicBread is enough!! And Garlic Bread is the unique foodthat they don’t do in this fucking restaurant. Como eudisse, o bicho é um doce mesmo, um bombom de alho, eudiria. Ele já trabalha nesse trabalho há algumasdécadas o que faz dele um cara MUITO rápido e, sembrincadeira, um dos mais respeitados naquele hotel.Portanto, trabalhando com ele eu me sinto seguro prafazer qualquer cagada, pois, na última das hipótesesdiga: “Foi o Metan que mandou” e tudo está resolvido.Só pra citar um exemplo. Temos vários trolleysdiferentes no restaurante, mas tem um trolley que SÓos dishwasher podem utilizar e ninguém mais pode tocarneles e todo mundo sabe disso. Outro dia o Metan tirouum break e eu fiquei trabalhando lá sozinho. Do nada ochef apareceu e me mandou pegar esse trolley sagrado elevar pra cozinha de cima: – Mas o trolley não era praser só dos dishwashers, Chef? Ele so responde: Faz o que eu tou mandando! Beleza, eu levei e fiquei sóesperando o Metan chegar. Rapaz, quando esse carachega e sente a falta do trolley ele só fala comsangue nos olhos: WHERE IS THE FUCKING TROLLEY? Eu,com uma certa distância de segurança, respondi que ochef tinha mandado eu levar o trolley pra cima. Elenão quis nem conversa: – POIS VÁ PEGAR ESTA PORRADESTE TROLLEY e lá vou eu subindo pra pegar o trolleyde volta. Quando o chef viu, ele só perguntou o que eutava fazendo com o trolley. Eu falei que tava levandopra cozinha porque o Metam tinha falado pra eu fazerisso, ele só perguntou um: Did Metan say this for you?Eu falei que sim. – Ah, então tá bom, pode levar..uhaeuahe… saca só o respeito do bicho.. uhaeuhae
ainda sobre o hotel… esse último final de semana, aagência primeiro me ligou pra marcar todos os dias dasemana, aí, eu tou andando, dando um rolê pela rua equando eu menos espero eles só me perguntam:”Claudiomar, cê quer trabalhar sábado e domingo demanhã também?”. Nem pensei duas vezes, na hora eu sófalei CLARO!!!!!! Gente do céu, como eu me arrependode ter aceitado este shift. Primeiro que eu não tivetempo pra dormir direito todas as noites, segundo quede manhã o trampo é diferente, com apenas duascozinhas pra tomar de conta mas MUITO MAIS copos epratos pra poder tomar de conta e terceiro que euteria que trabalhar com o indiano que eu ODEIO. Nãosei se eu cheguei a explicar o meu ódio desenfreadopor este indiano miserável que trabalha la, mas é queesse bicho é MUITO safado. Eu não sou propriamente dostaff do hotel, eu não trabalho pra eles, eu trabalhopra agência de emprego na verdade, logo eu tenho que atodo tempo obedecer os Dishwasher que são contratados.Isso é de boa, a gente só divide o trabalho e ficatudo limpeza. Mas quando é com o indiano, de nomePavan, a coisa muda de figura. Por eu ser da agênciade emprego e ele ser contratado ele se acha BEMsuperior a mim e só quer ficar mandando e mandando eufazer OS PIORES TRABALHOS!! Ou seja, ele fica namamata e eu que nem louco na ralacão. Sábado de manhãentão… Meu deus o que foi aquilo!!! Comecou a vimprato de tudo que era canto eu quase morrendo de tantolavar prato e o nosso amigo Pavan cortando cebola NUMACALMA!!!! O melhor era que ele ficava cortando ascebolas em câmera lenta, tranquilo e gritando: MAISRÁPIDO, MAIS RÁPIDO, VOCÊ É MUITO LENTO!!! Pô, se temuma coisa que é pra deixar você MUITO puto é vocêestar fazendo alguma coisa e alguém estar sentado semfazer nada, agora algo que me deixa REALMENTE NERVOSOé eu estar trabalhando velozmente e um miserável, SENTADOCORTANDO CEBOLA, ficar no meu ouvido gritando MAISRÁPIDO, MAIS RÁPIDO. Rapaz, a sorte foi que ele paroudepois de um tempo, porque senão eu juro que eu ia melevantar e ir falar com ele algo do tipo: vamo fazer oseguinte? Você faz o servico pesado e eu fico cortandocebola e gritando MAIS RÁPIDO, MAIS RÁPIDO!! uhaeuhaeuhea.Acabou que eu so faltei morrer de trabalhar, ganhei dobrado por esses dias, mas deus do ceu.. nunca mais novamente!! Existe a grande possibilidade de eu cortar o pescoco desse indiano miserento…

pra nao sair o blog sem foto, eu vou postando uma foto do chinese garden… m

uito legal la.. e’ um verdadeiro oasis incrustado no MEIO do centro de sydney. Ele foi um presente do governo da china pro estado de new south wales pelo bom relacionamento china-australia… muito legal… mas claro.. como nao podia deixar de ser, tem que pagar 3 dolares pra entrar, ja viu chines fazer algo de graca?


abracos maranhenses

nao lembro o nome desse titulo, tenho que sair da sala dos pcs agora pra ir pro trampo

Estamos aqui de novo, no nosso blog, no mesmo bat-endereco e no mesmo computador do trabalho!!!

Pois e’ galera, como ja coloquei no blog passado, continuamos os nossos blogs com os nossos graficos de seno. Se no blog passado eu estava la embaixo, nesse blog volto ao ponto maximo da curva seno novamente.

Esses dias eu vim notando o que eu acho mais engracado entre o meu blog e o do Jonas (jonasnaaustralia.blogspot.com meu parceiro de viagem). Por ele escrever bem menos, acaba que ele narra os acontecimentos mais rapido que eu, que sempre posto o que aconteceu uma semana atras à semana da postagem. Isso acaba fazendo com que perca a graca de um bando de historia que eu posto aqui, ja que ele ja postou antes.

Tou falando isso tudo porque acabei de ler no blog daquele safado que ele ja falou sobre o australian day. Argh! Eu odeio o Jonas. Pois e’, como o nosso amigo blogger ja havia postado, os australianos resolveram criar um dia no ano para eles comemorarem o fato de nascerem australianos. Isso, a sorte de ter nascido aqui. Nao e’ dia da independencia, proclamacao da republica, nem dia de heroi idiota que morreu, por nada, por um movimento de independencia comandado pelas elites (ta, eu tou falando de tiradentes). E’ so’ isso! Vamos comemorar a sorte de termos nascidos australianos e ponto, acho que alguem do Parlamento simplesmente acordou de bom humor e falou: ei, vamos criar um dia pra gente? E foram la e criaram. Pois e’, resolvi descer pra ver “qual e'”. As comemoracoes comecaram cedo, foram ate legais, algumas apresentacoes teatrais, alguns shows aqui e ali e no final o momento mais esperado: A inacreditavel e indiscritivel QUEIMA DE FOGOS DO AUSTRALIA DAY rua rua rua (risadas maquiavelicas). Diziam as mas linguas que a queima de fogos do Australian Day era mais inacreditavel que a queima de fogos do ano-novo. Como eu tinha perdido a queima de fogos do ano-novo por estar no show do Fat Boy Slim (para mais detalhes ver o post ilustre dee jay desconhecido) eu resolvi que seria mais que indispensavel que eu fosse nessa bendita queima de fogos. Nossa, mas ficamos la, esperando, que nem um bando de bobo, procurando o melhor ponto em Darling Habour pra poder ver. Depois de alguns empurra-empurra com alguns chineses e asiaticos cheios de cameras digitais e alguns apertos, consegui ficar esperando os fogos num lugarzinho bem legal. Acabou que no final eu nao vi nada demais. Foi legal, como toda queima de fogos, mas acabou que nao teve algo que me fizesse pensar em algo do tipo “NOSSA, MAS EU DARIA A VIDA INTEIRA PRA PODER FICAR OLHANDO SO ISSO”. Eu acho que ate a ultima queima de fogos que eu vi em Sao Luis foi mais legal. Tava tocando um Tribo de Jah a galera tava pirando e no final ainda teve queima DE DUNAS!!! Pois e’, os caras calcularam tao bem os fogos, que acabou que os resquicios dos fogos cairam na vegetacao rala e seca que tem nas dunas da beira da praia e acabou tacando fogo em tudo, com direito ate a bombeiro esquinchando agua pra nao deixar o fogo pegar os apartamentos da praia.. uhaeuhaeh

E agora voltando ao emprego. Rapaz, esse ultimo emprego que eu consegui tem ajudado bastante a me jogar acima na curva Seno. Cara.. tou ganhando uma grana, que sem brincadeira, daqui a pouco eu vou comecar e’ a guardar dinheiro dentro do colchao. Acabou que a ultima convocacao que a agencia de emprego fez pra eu trabalhar eu fui chamado pra trabalhar alguns modicos dias na semana. A mulher ligou e falou: Claudiomar, voce quer trabalhar MUITO? . Fiquei curioso, o que seria MUITO pra essa mulher? Eu beleza, fui continuando, falei sim.. Entao ta, tou te marcando pra trabalhar sete dias na proxima semana, tudo bem? Ai eu so falei: – Beleza, pode marcar. Depois de desligar o telefone eu comecei a fazer as contas. Ei! Perai! A semana tem sete dias, logo eu vou ter que trabalhar TODOS OS DIAS DA SEMANA SEM DAY-OFFs!!! Caraca, depois de ficar espantado com o que a semana me reservava, parei pra pensar que isso significa muito, mas MUITO dinheiro!!! Essa semana inclusive eu vou ate dar uma olhada nas agencias de turimos pra dar uma chegada la em Fiji. Dizem que e’ um lugar paradisiaco e talz, quase uma Sao Luis. Pra quem antes achava que nao ia ter dinheiro pra se sustentar ate ir embora de Sydney, eu ate que tou me dando bem agora, huaeuhaeuae… Tou quase que revertendo o ditado “quem nasce pra ser pataca nunca vai ser vintem” (ta, nao sei o que e’ pataca, tampouco vintem, mas e’ como o Joao do Vale fala, entao deve fazer algum sentido). O grande problema e’ que agora o trabalho me pega todo o meu final de semana e toda as minhas noites. Tou chegando em casa agora so duas e meia da manha. Baladas em Sydney talvez nunca mais… E’ serio, eu rezo todas as noites pra que deus me faca um cara menos mercenario, mas eu nao largo o meu trampo por balada mas nem que o Lula corte aquela barba. Poxa, deixar de trabalhar no sabado pra ir pra balada pode me custar algumas centenas de dolares. Mas pois é (note agora o detalhe que volto a escrever com acentos, o teclado aqui da escola permite isso :P). O trampo também tem algo que está sendo BEM legal pra mim. Acho que eu não lembro quando foi o último dia que eu fui no supermercado comprar outra coisa senão arroz, miojo e suco (quem diria que depois de dois anos reclamando do suco do restaurante universitário da UNB, agora eu ando comprando um suco de mesmo valor nutritivo e gosto que o dito cujo de Brasília). Isso, eu não preciso comprar mais nada, o trabalho agora está me abastacendo de tudo que preciso, dinheiro, internet, refrigerante e, claro, COMIDA!!! Como eu falei em algum blog passado, o hotel tem um staff room que mais parece um parque de diversões e lá também é servido as refeićões pra quem trabalha lá poder comer. Acaba que todo dia as 8 horas da noite eu desćo lá e sou o responsável por limpar tudo, o que em outras palavras significa jogar fora TODA a comida que restou. Coloco as bandejas com comida no trolley e subo pra main kitchen onde se encontra a esplendorosa e majestosa Dishwasher Machine pra poder limpar. Nos meus primeiros dias eu simplesmente pegava a comida e FLUSH!!! despejava toda na lixeira e ia limpar a bandeja, mas depois de uns tempos, percebi que o outro DishWasher, marotamente, ia lá no cantinho, colocava num pote e embalava. Pensei em fazer o mesmo, mas antes de pegar a comida que é jogada no lixo resolvi perguntar pro Chef se era permitido

TECLA PAUSE

Isso acontece porque, apesar da comida estar sendo jogada toda fora, alguns trabalhos não permitem que você a consuma. O trampo do Jonas é um exemplo, às vezes ele vai lá e dá uma roubada nos franguinhos do KFC fazendo a alegria da moćada, mas ele faz isso escondido, já que no KFC não é permitido PEGAR A COMIDA QUE VOCÊ VAI JOGAR NO LIXO. Porque, eu juro que eu não sei, mas só sei que o Jonas finge que vai jogar no lixo e no caminho ele dá uma embalada e leva pra casa.

TECLA PLAY

Depois que o Chef me mandou um sincero sim com uma cara de “claro-que-sim-seu-idiota”, agora virou festa. Eu antes de jogar a comida fora, pego uns potes, coloco a comida separada (claro, vocês acham que eu sou peão?), macarrão aqui, lasanha ali, carne ao molho madeira naquele outro pote e deixo lá em cima das estantes aonde ninguém vê, nem mesmo eu, o que às vezes me faz pensar se eu não estou divindindo parte dos meus beefs com algumas baratas que uma hora ou outra passam por ali, dão uma lambida no meu beef e vão embora. Depois que termino de trabalhar, vou na cozinha menor, pego uns plastic contêiners (ah, vou traduzir não, dá pra entender), embalo a comida e corro pro abraćo. Chegando em casa, eu só coloco na geladeira e aí já era. No outro dia na hora do almoćo eu só abro a geladeira e comećo a escolher. O que eu vou comer hoje? Bife ao molho madeira? Lasanha ao molho branco? Faisão? Tou ficando chique de uma maneira… Tá certo que é tudo requentado, mas vá pro inferno, seu invejoso, eu como melhor que você e ainda assim TUDO DE GRAĆA!! uaheueahueahueaheauhuhea. A única coisa que eu preciso fazer em casa é arroz e uns nissins miojo (ou como diz a senhorita Irene, que não consegue pronunciar Nissin Miojo, compro uns “bidim beotodojos”), até porque pegar arroz de lá seria algo bem desnecessário (pra não dizer estúpido), já que 2 kilos de arroz aqui me custam menos que 3 dólares. Pegar mais um plastic contêiner pra colocar arroz e levar mais peso na mochila seria algo como matar formigas com bala de canhão ou bombardear tendas talebans de 10 dólares com mísseis Tomahank (é assim que se escreve?) que custam milhões de dólares cada.

O único ponto que eu diria negativo do trampo é que, deus do céu, marcaram pra eu trabalhar 7 dias na semana SENDO 5 DIAS COM O TURCO!!! Gente, o cara tem que ter uma paciência de Jó pra aguentar aquele rabugento. O cara reclama de tudo e é o tempo todo enchendo a porra do saco e não aceita a gente trabalhar senão o jeito que ele faz (ainda que a maneira dele seja mais estúpida e devagar). Mas não é tão problemático assim, já que geralmente de 5 horas eu trabalho apenas uns 30 ou 40 minutos realmente junto com ele, já que em grande parte do meu shift ele se ocupa em ficar limpando a cozinha e eu fico só lavando os pratos. Mas é como eu ia dizendo, o bicho é, como diria o Mućão, mas bruto que os pés da burra, mais grosso que parede de igreja e cano de passar tolete (cocô, no dialeto nordestino). Eu lembro que um dia ele “pediu” pra eu poder pegar a comida lá na cantina (o outro nome que usamos pro Staff Room, o lugar aonde tem as refeićões pra gente) antes das oito da noite. Eu, claro, perguntei pra ele se isso não iria causar problema, ele falou pra eu ficar sossegado e fazer logo o que ele pedia com toda paciência que é intríseca a este ser. Tá certo que não comecei a tirar as bandejas de comida ás 8 da noite, mas caramba, eram 7:50 quando eu comecei a limpar. Dá pra acreditar que ainda chegou um miserável pra comer às 7:55? O bicho ficou puto falando que ainda não era 8 da noite e blá blá blá, na hora eu só virei pro cidadão e mandei um I just feel sorry, sir! (algo como um “eu só lamento, seu tanga-frouxa”) E contunei o meu trabalho. Quando eu falei pro turco o que havia ocorrido ele só falou: – Mas você não sabe como proceder em momentos como este? – Não, cara, eu não sei, o que eu posso fazer? – Ele respondeu com a maior calma do mundo: Apenas faća este sinal para ele e levantou o dedo médio naquele sinal mundialmente conhecido como FODA-SE. Esse turco é um doce de pessoa mesmo. Mas a mais legal foi eu conversando com ele sobre um problema que ele falou que ele teve com um funcionário do hotel duas horas antes de eu chegar um dia lá. Ele veio me falando que ele foi lá pra poder limpar a cantina (a gente limpa umas 3 vezes por dia) e na hora ele se deparou com a tia colocando a comida nas prateleiras. Diz que na hora o cidadão virou pra ela e mandou um: Fucking Idiot, você não percebe que esta fucking table ainda não tá limpa? Do you have some shit in your brain? Huhauehae.. caraca, eu só imaginei a cena do cidadão falando isso com a tia. O pequeno detalhe é que a tia que faz isso é uma senhora já de idade, muito, mas MUITO simpática. Sabe aquela vó docinha que te colocava no colo e ficava contando historinha quando você era guri? A mulher que faz esse trabalho é aquele esteriótipo. Altura mediana, óculos cafona no rosto, uma fala beemm calminha.. Eu fiquei imaginando a cara da pobrezinha ouvindo o cidadão mandando delicadezas dessas pra pobrezinha. Eu fico imaginando até que ponto vai a falta de noćão de um cidadão desses e como ainda não jogaram o dito cujo na rua…

De resto só há mais uma coisa que merece ser citada no trabalho. Rapaz, como esse trampo tem mulher, meu DEUS!!! Agora só tem um problema, as mulheres parecem umas girafas, é cada lapa de mulher!!! Eu fico olhando e pensando: Vem cá, minha filha, o que tua mãe te dava pra tu comer quando tu eras mais nova? Fermento? Isso tudo é culpa do hormônio no frango? Até agora eu caí no ouvido de uma irlandesa que eu achava que era australiana, não pelo fato de ela ser uma bam bam bam, mas sim pelo fato da dita cuja ser a única não-asiática com uma altura parecida com a minha.. uhauehauhehae.. Outro fato que me está fazendo gostar bastante do trabalho é que a única praga que ele tem são as baratas, a outra praga chamada “brasileiros” não existe por lá, portanto eu tou falando inglês o tempo todo no trabalho, o que aqui na Austrália é coisa pra cacete!! Por mais que eu me esforce pra ver se eu acho um compratriota no trabalho, nunca obtive sucesso.

no mais é isso…

abraćos (reparam que o c cedilha tá de cabeća pra baixo? É que o teclado aqui da escola é meio pirado, paciência) maranhenses

Um turco mal humorado e muita confusao

nossa, tipico titulo de turma da monica.. uauehauehauh

Lembro que o último blog eu havia terminado falando que seria m

uito

difícil, mas muito difícil do blog continuar a sua “tradição” de altos e
baixos feito um gráfico seno ou cosseno (dessa vez mando junto o gráfico
pra galera saber do que eu ando falando), haja vista que agora eu tinha
um trabalho massa e a mulher tinha me ligado chamado pra trabalhar mais
ainda, sem falar que esses dias eu já me encontro cansado (sim,
cansado!!!) de trabalhar. Mas é, vamos começar o blog

Tem coisas na vida que te marcam pra sempre: o primeiro beijo, a
primeira transa, o primeiro zero, a primeira bomba no banheiro do colégio, a
primeira facada (não que eu já tenha levado uma facada, foi só pra
ilustrar)… mas eu acho que nao ha nada mais marcante na sua vida do que “a
primeira multa em solo estrangeiro quando você se encontra completamente
liso” Hua Hua Hua (risadas maquiavélicas).

Eu já havia explicado como funciona aqui na Austrália o sistema de
transportes. Aqui não existem cobradores dentro dos ônibus, é apenas o
motorista e duas máquinas para você colocar o seu ticket e seguir viagem.
Se você não tem ticket, vai de encontro ao motorista, fala pra onde você
vai e ele te diz quanto você tem que pagar. Simples assim. Existem
vários tipos de tickets, os que você compra e circula quantas vezes quiser
por uma semana ou entao várias cores de dez charges (você pode usar dez vezes o
ticket). O preço varia conforme as cores, quanto mais você vai pra
longe, mais a cor vai escurecendo e mais você tem que pagar pelo cartão de
dez charges.Você pode comprar o ticket mais barato se for pra muito
longe, mas aí corre um pequeno risco, o risco de ser PEGO!!!! De vez em
quando, mas MUITO de vez em quando, sobe uns tiozão no ônibus e vai
checando o ticket de um por um, se você está com o ticket errado, ele na
hora já pede uma identificação sua e te dá uma multa, coisa pequena, nada
que 100 dólares não pague. Quando eu cheguei, eu comprava sempre o
ticket certinho e pegava meu ônibus tranquilo, sem problema nenhum, mas
depois de um tempo eu comecei a notar que TODOS os meus amigos usavam o
ticket mais barato pra viajar ao invés de usar o ticket certo pra ir pra
Bondi, daí eu comecei a pensar… Porque não comprar também e
economizar 1,20 por passagem? Putz, eu tenho como espaço amostral mais de VINTE
AMIGOS que usam esse ticket errado há mais de dois meses e ninguém se
deu mal, não é possível que EU, QUE QUASE NÃO PEGO ÔNIBUS, vou ser pego.

Se vocês estão notando o meu raciocínio, matematicamente é praticamente
impossível eu ser pego por algum fiscal, pois se jorgamos na
probabilidade, veremos que todo mundo, que pega ônibus diariamente com o ticket
errado, tem a probabilidade muito maior de se estrepar do que eu, que
pego uma vez por semana. Beleza, matematicamente era improvável. Só que
eu esqueci de adicionar uma variável importante: O MEU AZAR!!! Ninguém
aqui é mais azarado do que eu, sou capaz de afirmar que tenho um azar
proporcional ao do Zagallo e o do Rubens Barrichelo. Sem falar que eu não
levei em consideração que eu já tinha tido uma semana muito boa, logo a
semana seguinte era a semana de eu me estrepar. Putz, até o Jonas já
tinha sido pego com o ticket errado e foi só falar pro tiozão que ele não
sabia que o cara liberou ele. Acabou que o azar acabou virando de vez o
jogo matemático e colocando os números contra mim. Gente do céu, eu
tava pegando meu busão, DUAS DA MANHÃ, voltando pra casa, com o meu belo
blue ticket e do nada, sobe no busão os fiscais. A primeira coisa que eu
pensei foi, o que leva um corno, miserável a subir no busão, PLENA 2 DA
MANHÃ pra checar ticket? Mulher dormindo de calça jeans, filho viado, filha prostituta?
Putzgrila, eu procurei se havia uma rota de fuga, tipo pular pela janela
ou algo do tipo, mas vi que eu estava devidamente encurralado, logo não
teve outra, a solução foi fazer a melhor cara de bobo que eu
conseguisse e falar pro cara que eu não sabia. Não teve conversa, não teve papo,
o cara só pediu uma identificação e lá se foi a multinha, o bicho nao quis nem conversa, nao quis nem saber se eu sabia ou nao, se eu falava ingles ou nao… La vou eu doar 100 dolares pro governo australiano… eu por um
lado fico até “feliz”, pois se essa multa for o preço pro meu azar ir
embora, eu pago sem problemas…

Agora voltando ao trampo. Eu nunca achei que eu ia gostar tanto de
lavar pratos na minha vida, caraca, o hotel é legal demais!!! Fora aquele
staff room que parece um parque de diversões, o pessoal que trabalha
comigo é super gente boa. A melhor parte foi que o chefe, não sei porque
cargas d’água, gostou DE MIM (ui ui, que homosexual), falou que gostou
muito do meu trabalho, que eu trabalho muito bem e agora quando ele for
ligar pra agência ele não vai mais ligar pra marcar pra alguém
trabalhar, mas sim pra EU trabalhar. E claro, perguntou por quanto tempo eu
iria ficar em Sydney. Respondi, claro, a verdade: Ainda fico por mais 8 ou
9 meses, senhor. O que é? Já dizia Nossa Senhora em o Auto da
Compadecida para poder defender João Grilo: A esperteza é arma do pobre MULTADO.

Se eu falasse pro cara que eu estaria indo embora pro Brasil em um mês
e meio, talvez ele não me “contratasse” e eu continuaria na pendura.
Vou continuar trabalhando lá normalmente, só que de um dia pro outro, os
caras vão tentar ligar no meu celular e o mesmo se encontrará
desligado… simples, né? Uhuahuhae… Mas pois é, a galera do trampo é SUPER
gente boa!! Eu pensava assim até começar a trabalhar com o turco chamado
Metan.

Rapaz o bicho é muito troncho. Pra começar o cidadão é turco e é,
sem brincadeira, um dos caras mais mal-humorados e rabugentos que eu já
conheci na vida. O bicho é tão razinza que chega a ser engraçado.
Quando trabalho neste hotel, geralmente, eu e outro Dishwasher somos
responsáveis por cuidar de um restaurante, de três cozinhas e, quando ocorre
o Function, cuidamos de quatro cozinhas diferentes. O trabalho é assim,
existe a main kitchen (cozinha principal) que é como o nosso QG, tudo
acontece lá, é lá que se encontra a abençoada Dishwasher Machine e
existem as outras cozinhas, a small kitchen, o cushion e a function (que
abre muito de vez em quando) e nós temos vários trolleys aonde vamos nas
cozinhas, pegamos os pratos, colocamos nos trolleys e levamos para a
main kitchen pra podermos lavarmos na maravilhosa DishWasher Machine!!!

Pois é, outro dia tava trabalhando eu e o digníssimo Metan e eu fui pegar
mais pratos no outro restaurante. Quando eu cheguei, o cara olhou pro trolley

com sangue nos olhos, d

esligou a gloriosa Dishwasher Machine, olhou pra

mim com aquele olhar compenetrante e soltou, com aquele seu inglês
difícil de entender, um: – Você não pode usar o cérebro? Eu respondi um: eu
até uso, mais às vezes a gente fica cansado de usar, por que? – Você
não consegue ver nada de errado? Aí eu fiquei sem entender, porra, não
tinha nada de errado naquele carrinho, aí o cara me aponta o prato e mostra… – ta vendo esse pedaco de bife aqui em cima do prato? – Sim, tou vendo. – Pois isso aqui nao e’ sua obrigacao de limpar, eles tem que jogar toda a comida fora, nao voce!! E pegou o prato e arremessou, nao ele nao colocou o prato em cima da mesa dos garcons, ele ARREMESSOU na mesa dos garcons. Depois de arremessar o prato na mesa e fazer o maior barulhao e o restaurante inteiro parar pra ver aquela cena inusitada o cara so olha pros garcons e fala: FUCKING BASTARDS!! uhAUEHUAHUAHEUAEHEUHAE.. Caraca, mas na hora me deu MUITA vontade de rir. Mas tive que me conter, haja vista que a cara dos garcons nao era das melhores (acho que nao e’ todo dia que um lavador de prato te chama de “bastardo filha da puta”) uhauehaeuhaeuh.. O bicho e’ o tempo todo reclamando e xingando.. Teve um dia que eu tava trabalhando com ele e a garconete comecou a colocar os pratos nas nossas pratileiras pra gente limpar, ela foi colocando os pratos e eu fui pegando. Rapaz, na hora que eu peguei o prato da mao dela a mulher comecou a ficar desesperada: AAAHH!!! CALMA CALMA!!! Eu vou jogar a comida fora, espera eu jogar a comida fora!!! Eu fiquei ate com pena da bichinha, eu sai de tras da pratileira e falei: Ei, nao se preocupa, eu te ajudo a jogar a comida no lixo!! uaeuhaeuhaeuhea… Percebi que a cara dela ficou mais calma quando viu que era eu e nao o Metan que tava lavando os pratos naquela hora. Se fosse o Metan, acho que ela ia ficar com medo dele voar no pescoco dela. Apesar de tudo o cara e’ gente boa (nao com os garcons, comigo, claro), ate conversamos sobre futebol e eu nao perdi a chance de tirar onda com a cara dele (com um certo receio e a uma certa distancia, confesso) por eles terem perdido pra gente duas vezes na copa do mundo, depois eu escrevo mais sobre as historias com o bicho..

Ha varias coisas que sao indiscutivelmente internacionais e pertencentes a todas culturas, coisas do tipo odio ao bush, amor ao dinheiro e preferencia das mulheres pelo charme maranhense podem ser citadas, mas no trabalho eu descobri mais uma que pode ser incluida nessa lista. Aconteceu assim, estava Claudiomarzinho no Garbage Room (nao sei a traducao, mas e’ o local onde deixamos as latas de lixo para os caminhoes levarem embora) e tinha duas garconetes la. Nao perdi a oportunidade, claro, de chegar conversando com elas, como quem nao quer nada, e puxar um papo. Quando eu ia chegando pra conversar com as mulheres eu so vejo elas gritarem: AAAHHHHHHHHHH!!! Caraca, parecia o grito da morte, achei que tinha alguem arrancando os intestinos delas, corri pra ver o que tava acontecendo, quando eu cheguei e perguntei a elas o problema a mulher me fala: BARATAS!!!! Deus do ceu!! Eu viajo pro outro lado do mundo e continuo vendo mulher gritando com medo de barata, deus do ceu. La fui eu matar as baratas e, claro, depois receber todos os louros por tao heroica atitude com as meninas… Mas em relacao a baratas eu paguei pau foi pro June (o coreano). O June tava tomando o cafe da manha dele e o Jonas tava com a Luisa na cozinha. Do nada apareceu uma barata. Jonas e Luisa se muniram de chinelos e comecaram o PA PA PA PA PA!!! E nada de conseguirem matar a barata, o June, muito mais esperto, se levantou, olhou a barata, mirou, espremeu a bichinha na parede COM O DEDO INDICADOR e voltou a comer o seu cafe da manha como se nada tivesse acontecido, simples, ne? Hoje tava eu e a Luisa conversando na cozinha, quando 

do nada apareceu uma barata NA GELADEIRA!!! e ficou passeando. A Luisa so falou: Barata na geladeira? Deus do ceu, o que e’ isso? June!!! E la vem o June pegar a barata com a mao e joga no lixo, uaeuaeuhaeuhae eu pago muito pau pra esse coreano!!! Vou levar ele pra trabalhar no meu restaurante..

Galera, eu vou terminando agora.. tou num domingo com sol tendo que estar aqui na lan pra poder atualizar esse blog. Mas tinha que fazer de qualquer jeito, a Bovespa fechou o pregao de sexta feira em baixa porque as acoes do meu blog estavam caindo, tinha gente especulando sobre a nao mais postagem do blog, por isso tou postando agora pra ver se as acoes do meu blog voltam a subir no mercado financeiro. Se possivel vou ver se posto o outro ja na quarta, porque ai as acoes voltam a subir, pois o mercado financeiro vai comecar a especular um provavel dois posts em uma semana e a Bovespa pode fechar o pregao em alta…

abracos

"Paloscada vai a Brasilia" e emprego novo de novo

Sem ter o que fazer entre um dia e outro de trabalho, com medo do meu cérebro atrofiar e pra lembrar dos velhos tempos em que eu usava o meu cerebro pra pensar e nao pra ficar lavando prato mais rapido, resolvi baixar as provas da Fuvest na internet e refazê-las, já que nem dinheiro pra poder comprar livros eu tenho mais. Qual não foi a minha surpresa quando eu vi na prova um texto do Amyr Klink que eu achei simplesmente sensacional, diria que o cara praticamente escreveu pensando em minha viagem pra Austrália (eu sei que saiu meio homosexual essa frase, mas deixa pra lá…), se liga no mistério:

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

Cara… isso é simplesmente genial …plantar as suas próprias árvores pra dar valor… Conhecer o frio pra desfrutar o Calor… sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto… Nus.. bom demais.. quando eu li este texto na prova eu PIREI. Vou tentar de algum jeito decorá-lo pra ter pra sempre na minha memória. Pois é, o pior que eu só fui acabar a prova hoje. Ainda consegui fazer 71 questões, não passava no vestibular de relações internacionais, mas pra quem já está 3 anos sem estudar biologia e química, acho que até mandei bem…

Pois é, acabou-se o que era doce. A Paloscada, tão rápido como chegou, foi embora. Jonas Pai, Jonas Mãe e Jonas pequenino voltaram pro Brasil. O apartamento voltou a ficar vazio, voltou a ficar sem graça e, claro, vai voltar a ficar fedorento, já que daqui a alguns dias, o Jonas vai parar de ficar limpando a casa constantemente. Apesar de ter passado bem menos tempo com a Paloscada do que eu queria ter passado (já que, quando eles chegaram eu não parava em casa a procura de emprego), foi bem legal a estadia da galera aqui. Eu ficando com o pescoço doendo de tanto levantar a cabeca pra conversar com eles (já que o único que era do meu tamanho era o Matias, do alto dos seus dez anos), o arroz carreteiro que a Mãe do Jonas fazia pra gente, a gente conversando quando era mais de noite e também de noite, eles me mostrando as fotos que eles tiraram durante o dia.

O mais engraçado da “Paloscada vai a Sydney”, foi, claro, além deles fazendo chinês e coreano tomar chimarrão, foi que os pobrezinhos não tiveram sorte com o tempo. Dos dias que eles ficaram aqui, ou choveu o dia inteiro ou fez um calor infernal. Meu deus, que calor infernal fez no primeiro dia de Paloscada aqui. Dia primeiro de Janeiro, primeiro dia do ano, eu acordo meio dia (acordar é jeito de falar, já que fui dormir era 10 da manhã) e ligo pra galera, perguntando aonde eles estavam. Neguinho me falou que tava todo mundo na praia, mas que já estavam voltando porque estava quente demais PRA PODER FICAR NA PRAIA!! Gente do

céu, eu comecei a pensar: – Que calor é esse que ninguém consegue ficar na praia? Desci pra praia e vi o que era. Meu deus do céu, tava um calor que você sentado, embaixo da sombra, você não sabia o que estava acontecendo, até o vento era desconfortável, procurei abrigo na casa de Neto e companhia e fiquei jogando um Winning Eleven com a galera, mas nem assim deu pra ficar tranquilo. O melhor foi descer pra casa e torcer pra ficar logo de noite. Resultado, depois foi só ver no jornal, o primeiro dia do ano em Sydney fez inacreditáveis 44 GRAUS!!! Caraca, nem no Maranhão eu nunca tinha pegado uma temperatura dessas. Se eu, moreno latino do jeito que sou, já fiquei sofrendo, imagina aquela paloscada branquinha como ficaram malucos.. uhauhahueauha. A melhor nao e’ essa (repararam que tou escrevendo sem acento agora? E’ que tou no staff room do trampo, mais detalhes abaixo) , a melhor e’ que depois desse dia INFERNAL, os outros dias foram so chuva, chuva e chuva. Quer dizer, eles nem puderam pegar um solzinho legal, fiquei com pena da Paloscada. So foi fazer sol quando eles foram embora. Eu ate cheguei a comentar com eles, rapaz, voces nao tem sorte mesmo.. uhaehauhaeuaehae


Galera, outra coisa que eu queria muito falar. Putzgrila, eu ODEIO imprensa. Eu sou meio suspeito pra falar, ate porque eu sou um grande fa do presidente Lula. Eu ja odiava imprensa pelo esse showzinho de denuncismo que eles tava fazendo no pais, desestabilizando o pais com essa onda de apresentar indicios como se fossem provas, mas depois do que fizeram com a historia daquele brasileiro que foi espancado aqui na Australia eu passei a odiar mais ainda. Eu sei que isso pode parecer chocante, mas aqui na Australia NAO EXISTE UM GRUPO DE EXTERMINIO ANTI-BRASILEIROS!!!! NAO EXISTE!!! Ate porque se existisse um dos primeiros a ser morto seria eu, ja que os maranhenses sao os mais odiados pelo fato de pegarmos todas as mulheres (com menos de 1,60 e’ claro). Nossa, mas como fizeram um escarceu com o ocorrido com esta historia. Eu cheguei a ler varias versoes, mas a que me chegou aqui na Australia foi que o cidadao estava na praia, de boa, e uns traseuntes pediram um cigarro pra ele, diz que o cidadao disse nao e os caras do nada espancaram o nosso amigo ate ele pedir penico. E segundo essa mesma historia ele foi reconhecido como brasileiro e por causa disso o infeliz apanhou mais que vaca quando entra na horta. Gente, essa historia ta MUITO mal contada. Eu nunca conheci Ninguem, eu digo NINGUEM aqui na Australia que odiasse brasileiro. A galera ama a gente e paga o maior pau…

nota do tradutor: pagar pau – ato ou acao de admiracao, vontade de ser que nem voce, uma quase inveja (mas sem o tom perjorativo que carrega a palavra inveja). Deu pra entender, senhorita Irene?

paga o maior pau por sermos brasileiros. Quando eu falo pra neguinho que eu sou brasileiro (leva um tempo pra eu convence-los que nao sou nem da Bolivia e nem do Mexico, acreditem) a primeira reacao e’ um sorriso com todos os dentes pra fora e nao-raro frases como: … voce e’ brasileiro? Caraca, que legal. Brasileiros sao muito gente boa… ou entao… Brasil? Uau, Best football of the world, Ronaldo, Ronaldinho, Adriano, Carlos (aqui eles nao falam roberto carlos, falam so carlos, engracado, ne?)… ou .. Brasil? Hum, very hot girls!!!… ou ate… Brasil? Caraca!! E’ verdade que la voces conseguem ficar bebados gastando apenas 1 dolar?

nota do tradutor: a galera aqui na australia tem um certo trabalho pra poder ficar bebado, pois, aqui, todas as drogas licitas sao taxadas ao absurdo pra ninguem comprar. Um maco de cigarro (do normal, gente, do normal) custa inacreditaveis 10 DOLARES!!! E as bebidas alcoolicas sao taxadas proporcionalmente ao seu teor alcoolico, quanto mais alcool, mais caro. O que faz um copo de cerveja ser cobrado inacreditaveis 5 DOLARES em uma boate e uma garrafa de vodka ou cachaca (e’, aqui vende cachaca) custar quase 40 dolares. Por isso que quando os caras ouvem falar que uma garrafa de cachaca custa 3 reais, ou um dolar americano, os caras ficam pirados.

Grande parte dos empregos que eu consegui, contou bastante o fato de eu ser brasileiro, pois a galera sabe que os povo brasileiro e’ um povo amavel e sempre bem humorado. A “marca Brasil” e’ uma marca muito forte. Qualquer produto que brasileiro que carregue uma bandeira brasileira ou o nome Brasil junto e’ um produto que vende bastante, por isso as havaianas com bandeira brasileira vendem mais que farinha no maranhao, por isso que a 51 ou a Pitu (aqui vende PITU!!!) tem uma bandeirinha brasileira, ate jucara (o nome e’ Jucara, o pais inteiro fala Acai, mas o certo e’ Jucara!) esta comecando a ser vendido aqui e claro, com o nome PRODUTO BRASILEIRO. Sabe por que? Porque todo mundo que ser brasileiro, todo mundo paga pau pro nosso povo e pro nosso pais (caraca, tou comecando a arrepiar). Serio, o unico cara ate hoje que eu vi odiar brasileiro, foi um australiano, que apelidamos carinhosamente de Shrek. O pobrezinho queria de qualquer jeito pegar uma brasileira e ela beijava todos os brasucas, menos o pobre do Shrek, so assim pra odiar a gente. Tou dizendo isso tudo, porque fiquei muito puto com o que a imprensa transformou este episodio, todo mundo com medo da australia, achando que aqui a galera inteira quer matar a gente. Essa historia ta muito mal contada, aqui nao tem muito disso de voce ta no meio da rua e o cara perguntar: Ei que horas sao? – Voce nao responde e ele te espanca ate a morte. Esse cara deve ter arrumado alguma treta com esses bichos, deve ter tido algum desentendimento, ou pode ate mesmo ter negado um cigarro, mas de um jeito rispido ou querendo se aparecer pra namorada (que nem o frango que quis arrumar treta com o Edu e quase vira frango xadrez). Os riots (a galera se matando no meio das ruas aqui na Australia) aconteceram a quase 1000 KILOMETROS da cidade que esse cara pegou esse sacode e foram contra LIBANESES querendo brincar de malandro, nao tem nada a ver com esse brasuca. Eu sei que nada justifica bater no cara daquele jeito, mas tambem nada justifica fazer esse escarceu todo, fazendo maes de amigos meus ligarem aos prantos DESESPERADAS (minha mae nao me ligou porque nao tem meu telefone, mas poxa, podia ao menos mandar um mail, ne senhorita Irene?) pros filhos aqui na Australia, preocupadas com o que poderia vim a acontecer com seus pimpolhos. Arf, odeio imprensa. Fica ai o desabafo…

Agora sobre o novo trampo que consegui…
Esses dias eu vinha pensando… rapaz… essa vida ingrata que só me pega por trás…

Esta última semana que passou tivemos sete dias como 

sempre (dããã!!), mas pelamordedeus, o que foi aquilo? Eu nunca tinha visto nuvens no céu, desde quando cheguei aqui em Sydney. O tempo sempre era ou 8 ou 80, isto é, ou tava muito quente ou tava muito frio. Mas o que foi essa semana? Tivemos CINCO DIAS de nuvens, nuvens e nuvens no céu e dois dias daquela temperatura perfeita pra se poder ir pra praia. Adivinha quais foram os dias que a Pinnacle me chamou pra trabalhar? Claro, na sexta e sábado que FAZIA SOL!!!



Não lembro com quem eu falava, mas um certo amigo me falou que não me entende, eu reclamo quando eu não tenho trabalho e agora ando reclamando por ter que trabalhar. Há um certo ponto de verdade nisso, mas é que no final acaba enchendo o saco. Pelamordedeus!!! Como estou, novamente, sem emprego, aceitei o shift da Pinnacle pra trabalhar numa cozinha de um restaurante em Coogee, uma praia aqui perto. Nada de estranho, restaurante limpo, garçons sempre sorrindo, mesas brilhando, pessoas bem vestidas, super satisfeitas, comendo do lado de fora, um indiano fedorento mandando eu fazer as coisas mais rapido e eu lá dentro da cozinha, vendo as baratas passearem por cima dos pratos e tentando mata-las com a vassoura. Já soltei essa piada, mas como o blog sempre congrega novos adeptos, volto a repetir, esses dias me convenci que mulher é que nem comida de restaurante, se você conhecer o seu passado, você realmente não come. Meu deus do céu, como causa uma tristeza isso, restaurante cinco estrelas mais sujo que o meu quarto. Mas vamos voltando.

E o local de trabalho? D

E FRENTE PRA PRAIA!!! É muita maldade com a gente mesmo!! Pra que diabos os caras vão construir um restaurante de frente pra praia? Putzgrila, não satisfeitos os nossos amigos ainda colocaram umas janelinha pelo corredores, então toda vez que eu tenho que sair de uma cozinha e correr pra outra eu dou de cara com aquela praiona e a galera se divertindo.. nuss… mas na hora que eu passo e eu olho aquela galera se divertindo na praia e eu me matando de trabalhar dá uma vontade de querer ver aparecer uma tsunami e matar esses miseráveis tudinho afogado!!!! O trampo (caraca, tou falando que nem paulistano já, trampo = trabalho) foi até sossegado, mas uma vez um chef chinês enchendo o saco e o indiano mandando eu lavar mais rápido.


Assim que cheguei aqui em Sydney, quando eu pegava uns shifts pra trabalhar 5 horas seguidas sem parar eu só faltava morrer. – Deus do céu, será se eu aguento? – eu me perguntava. A hora andava mais devagar que o Rubens Barrichelo. Hoje em dia que já desfruto o calor por conhecer o frio, 5 horas pra mim passam voando, eu nem bem percebo e já acabou o shift e lá tou eu indo pra casa com mais algums dólares no bolso. Pois é, os shifts que me passaram pra trabalhar no hotel foram de cinco horas e apesar do indiano ficar torrando a minha paciência passaram bem rápidos. Quando a coisa começou a ficar mais sossegada o indiano falou pra eu pegar um break (intervalo) de meia hora, pra poder dar uma descansada. Eu nunca gostei tanto de breaks, pelo fato de que os mesmos fazem você perder dinheiro (já que você trabalha meia hora a menos), mas sussa, só perguntei aonde era o staff room (sala da galera que trabalha lá) e desci pra aproveitar o meu break. Meu deus, o que era aquilo? O staff room parecia um parque de diversões. Primeiro que eu entro e já tinha uma mesa LOTADA de comida! Sabe aquelas mesinhas de self-service? Que você vai só se servindo? Tem um recipiente com arroz, outro com feijão, outro com aquele mocotó fedorento e etc.. Esse mesmo. Eu só pensei, QUE PORRA É ESSA?? Já peguei meu prato e comecei a ficar mais feliz que cachorro de madame, abro a geladeira o que eu vejo? Suco, BOLO DE CHOCOLATE CONFEITADO, iorgute, frutas… Quando eu já estava quase pirando ao ver isso tudo, veio o golpe final. FREE SODA!!!

Refrigerante de GRAÇA!!!! Coca-Cola, Limonada e outras variantes!! EU NÃO QUERO SAIR DESSA SALA NUNCA MAIS!! Ainda mais que na sala além de tudo ainda tinha um computador com acesso a internet pros funcionários. O que eu mais precisava? Comida pra cacete, refrigerante de graça e internet pra usar. Preciso de mais o que? De mulher? Claro que não! Quando fazia computação aprendi um grito que era assim: Mulher pra que, Mulher pra que? SE EU TENHO O MEU PC??? Como aquelas meia hora passaram rápido. Depois de terminar o meu break, voltei a trabalhar e, claro, depois de terminado o meu shift, volto pro staff room doido pra encher a pança novamente. Quando cheguei lá, notei que não havia mais comida, pois já era mais de meia noite e os caras resolveram tirá-la de lá. Mas em compensação tinha PÃO, PRESUNTO, QUEIJO, ALFACE, TOMATE, PIMENTÃO, MOLHO TÁRTARO… Não precisa dizer que mais uma vez eu comi mais que uma família de elefantes esfomeados. Agora faço assim, como antes de começar a trabalhar, como na hora do break e, claro, como ninguém é de ferro, como na hora de ir embora. Como (quantos “como” uhaeuhaueh) eu adoro esse trampo!!!


Dois dias depois, quando eu menos me espanto, liga a Pinnacle de novo: Hello Claudio, do you want to work more days at Cronwee Plaza? Eu só digo!! SURE!!! Caraca.. a mulher de uma vez só, marcou pra eu ir trabalhar lá na quinta, na sexta, no sábado e no domingo, vou ganhar uma grana que, se eu não arrumar trampo depois, eu consigo me sustentar tranquilamente por mais um mês.. uhauehauhaeuhae… Depois de um e-mail depressivo como aquele último, nada como um e-mail motivado como este, mas como a minha vida parece um gráfico de seno ou cosseno, uns dias eu tou lá embaixo, outros já tou lá em cima, é muito provável que o próximo blog eu já esteja chorando de novo.. uhauauh.. apesar de eu achar meio difícil já que a mulher ligou perguntando se eu não queria marcar um shift pra segunda feira!!! UUUHHHUUUuuhhuuu Vamos lá!!!

ah so… o grande amigo modesto pediu pra eu mandar um abraco pra ele… uhaeuhauehaeh… vou mandando, mas vou logo dizendo que tem que chamar uns quatro pra me ajudar a abracar, ja que o bicho esses dias ta IMENSO!!!

abracos maranhenses

A paloscada vai a Sydney

Como prometido agora vamos comentar sobre as semanas em que a “Paloscada vai à Sydney”

Momentos depois de chegarmos aqui em Sydney, Macarrão (o meu fiel escudeiro), me falou que fazia parte dos planos dos Paloschi (sobrenome da família dele), aportar aqui em Sydney por uma temporada na Austrália e desde o início o pobrezinho tava procurando maneiras de conseguir alojar todo mundo (Helena Mãe, Lauro Pai, Matias irmão mais novo e Luísa Paloschi namorada) sem ter que pagar hotel. Combinamos então que quando os mesmos chegassem, eu saíria do meu quarto por duas semanas e o Jonas alojaria alguém lá, arrumando assim uma vaga para uma pessoa, só faltando lugar pra alojar mais três. Depois de semanas e semanas que o nosso amigo Jonas ficou mais aperriado que Perú em véspera de Natal, acabou que o fim de sua epopéia teve um final feliz. O nosso herói conseguiu alugar um quarto em outro apartamento que fica no mesmo bloco, indo para lá com a Luísa e colocou pai, mãe e Matias no nosso antigo quarto. Tudo estava feliz e belo, só com um detalhe no final. Aonde Claudiomarzinho vai ficar? Depois de alguns momentos de discussão, Jonas revelou que havia uma vaga no apartamento que ele ia ficar com a Luísa, mas que eu teria que dormir na sala. Como nesses dias sem emprego, o dinheiro começou a encurtar, comecei a perceber que seria uma boa já que o Jonas se comprometeu a pagar as duas semanas que eu ficaria na sala. Aceitei e no final tudo acabou feliz.

O nosso “novo” apartamento até que é legal. Tem um japonês que de cinco em cinco minutos sai do quarto, dá uma volta na sala, uma volta na cozinha, olha pra mim e volta pro quarto no melhor estilo “I see dead people” e um indiano que, como quase todos indianos que eu conheci aqui, fede mais que um porco todo cagado. A parte legal é quando esses bichos resolvem cozinhar, a casa vira um inferno. A Luísa algumas vezes já teve que falar pro japonês tirar a comida do fogo senão ele ia acabar queimando a mesma e o indiano quando resolve cozinhar empesta a casa inteira com um cheiro insuportável de gordura. Mais engraçado ainda é o indiano comendo. Por que usar talheres se você nasceu com dez dedos na mão? Caraca, o bicho enfia a mão dentro da panela de arroz, pega um bolo de arroz na panela, joga dentro do prato, enfia a mão dentro de outra panela com algum ensopado, pega o molho com a mão em concha, mistura tudo no prato, enfia o dedo no nariz (claro que não, né? Foi só pra ilustrar, uhaeuheauhea) e começa a comer. Meu deus do céu, que cena dos infernos é aquele cara comendo. Ainda bem que dentro de casa só existem dois seres no mínimo exóticos, o resto sou eu, a luís(z)a e o Jonas.

Mas voltando à “Paloscada em férias”. Tou curtindo bastante a estadia deles. Toda noite batemos um papo, vez ou outra sempre rola um “boquinha grátis” e ainda por cima, às vezes, pego o ticket de busão emprestado, (é ilimitado sendo possível usar quantas vezes quiser por uma semana inteira). Já o pobre do Jonas… Coitado, o menino tá sequinho. Tá andando o dia inteiro com todo mundo, visitando tudo que é lugar aqui por Sydney. A galera chega em casa lá pelas seis da tarde e tá todo mundo morto, sem conseguir mais fazer nada.

Mas a notícia principal é: Eu ACHAVA que ENFIM havia conseguido um emprego fixo. Estava claudiomarzinho, desenperançoso e triste na internet, mandando currículo pra deus e o mundo, quando, eu menos espero, um cara me ligou me convidando pra uma entrevista no outro dia pra trabalhar em uma boate daqui de Sydney. No outro dia, desci pra lá mais feliz que puta em dia de pagamento de quartel e começamos a entrevista. O cara na hora que viu meu currículo já começou: – Putz, cê é brasileiro, que legal! Nós adoramos brasileiros, eles são bem divertidos e adoram trabalhar. Certeza que você vai trabalhar pra mim e talz, aparece amanhã que você já começa… Nossa, mas pense num menino que ficou feliz!! Pronto, só pensei, vou correr AGORA pra escola e vou fazer um “blog extraordinário” no melhor estilo pan pan pan pan pan pan pan PAN!! Plantão Globo!!! Claudiomar ENFIM CONSEGUE EMPREGO FIXO!! Depois de um tempo a prudência falou mais alto e resolvi esperar pra deixar pra escrever só na outra semana mesmo. Fui chamado pra trampar na sexta e descobri que o trabalho seria de Glassier.

Nota do tradutor: Glassier vem do inglês Glass, que significa copo. O Glassier é o rapaz responsável por catar os copos na balada. A galera pega o seu copinho de cerveja, refri e adjacências e vai largando nos lugares mais criativos possíveis, tais quais o chão, em cima das cadeiras, embaixo das mesas, dentro dos vasos e etc… E claro, o pobre Glassier tem que ficar pegando os copos em todo canto adivinhando aonde os miseráveis enfiaram os copos.

Pois é, o trampo até que é sossegado. Não tem ninguém gritando no seu ouvido, você não fica molhado e nem tem que ir rápido, sem falar que você fica o tempo inteiro andando passeando pela balada e pode curtir um pouco do som também. PERFEITO. Quando cheguei o cidadão foi me explicando tudo: copo fica aqui, lavadora de copo ali, aqui fica a vassoura e talz. E depois de alguns minutos eu já estava lá, trabalhando, pegando copos em todos os cantos. O mais legal foi que, no decorrer do trabalho, eu fui aprendendo mais sobre o comportamento feminino. Algumas mulheres
tem fantasias sexuais com bombeiros, outras no estilo mais “me-pega-de-jeito” tem fantasias sexuais com mecânicos, algumas muitas têm fantasias sexuais com maranhenses baixinhos e troncudos e nesse trampo eu fui descobrir que existem VÁRIAS mulheres que tem fantasias sexuais com Glassiers. Rapaz, que aperreio eu passei nessa balada. Como era meu primeiro dia, eu teria que me comportar exemplarmente, então imagina como eu fiquei. Diria que eu fiquei que nem cachorro olhando frango de padaria. Era eu andando com uma pilha de copos quase do meu tamanho e a mulherada bêbada e INSANA! Uma hora eu passei e uma mulher me puxou porque queria de qualquer jeito “dançar” comigo, outra hora eu tava andando e senti uma mão, digamos, boba no meu traseiro, fora as incontáveis mulheres que ficavam me encarando quase que furando os meus olhos e eu lá, claro, me comportando direitinho. Já os outros Glassiers… Os caras não tavam nem aí, os bichos tavam era CAUSANDO!!! A mulher puxava o bicho, ele dava um jeito de se esconder e ficava conversando com a mulé, outra hora eu entrei na nossa salinha pra poder botar os copos pra lavar e tinha um Glassier escrevendo em VÁRIOS cartãozinhos o seu telefone pra sair dando pra mulherada. Meu deus do céu, como eu tava adorando aquele trampo. Na hora de receber o cidadão só me informou as cifras de quantos eu iria receber (17 dólares por hora em dia de semana, 20 no sábado e INACREDITÁVEIS 25 DÓLARES NO DOMINGO) e falou que ia me ligar na segunda pra eu poder trabalhar pra ele. Depois que terminei o trampo eu saí feliz, mas MUITO FELIZ e voltei pra casa.

Com um trampo desse na mão, eu claro, fiquei felizaço e não queria mais nem saber de trabalhar de DishWasher novamente. Fiquei só esperando o cara me chamar pra trabalhar. Quando é na segunda a Pinacle (a agência de emprego que eu tava trabalhando) me chamou pra trabalhar de Dishwasher e claro, eu recusei prontamente. Me ligaram de novo pra eu poder trabalhar na quarta feira e eu recusei MAIS UMA VEZ. Tava recusando, claro, porque eu estava só esperando o nosso amigo do Glassier, me ligar pra eu poder voltar a trabalhar pra ele. Passou segunda e nada do cara ligar, passou terça, quando foi na quarta comecei a ficar preocupado e resolvi ligar pro nosso amigo pra saber o que estava acontecendo. Claro, como a minha onda de azar ainda não saiu de mim, só recebo a notícia: Infelizmente apareceram outros caras aqui mais experientes e tive que contratá-los e infelizmente não vou precisar de você pra trabalhar pra mim novamente. E mais uma vez volto à minha vida de procurar emprego. Fazer o que?

agora vou saindo que vou bater na porta de uns restaurantes, é hora de procurar trampo, espero que no próximo blog eu tenha notícias mais otimistas…

abraços maranhenses