Problemas com a lei na Argélia – Sendo encaminhado a uma prisão por um policial

Cara, ainda quando eu estava pedindo couch, as pessoas paravam para me perguntar “Ué, mas porque você escolheu a Argélia?”. Todo mundo me falava que não era um lugar muito turístico.
Quando tava na imigração, o oficial me perguntou a mesma coisa:
– Mas porque você escolheu viajar para a Argélia?
– Estou viajando pelo Norte da África, senhor, já fui na Tunísia, no Marrocos, na Mauritânia, no Egito…
– Sim, mas porque você escolheu a Argélia?
Isso ocorre porque existe um senso comum que não há nada turístico por lá, o que eu discordo. O centro histórico da cidade é muito bonito, todo em branco e tem o seu charme especial. E foram esses prédios brancos que acabaram me levando a ser conduzido para dentro de uma delegacia.
Tava eu ali, todo pimpão, batendo várias fotos e do nada eu escuto um apito de um guarda. Era um tiozinho com uma submetralhadora no pescoço apitando, apitando, mas assim, apitando como se fosse morrer. Eu achei que ele tava arrumando o trânsito e continuei pimpão batendo minhas fotos. O tiozinho começou a correr em minha direção e apitando e aí eu fui perceber que eu devia ter feito alguma coisa errada. Para evitar que ele parasse de usar o seu lindo apito e começasse a usar a sua temorosa submetralhadora, coloquei a câmera na mochila e fui calmamente caminhando em sua direção porque, bem, como uma vez aprendi no Vietnã, quem tem o maior rifle sempre tem razão (leia a história aqui). O tiozinho começou a gritar comigo em árabe e, vendo que eu não entendia nada, começou a gritar comigo em francês. Vendo que eu também não entendia nada, me puxou pelo braço e começou a me conduzir a delegacia. Não deu muito papo para eu conversar come ele não. Pronto, eu tava preso!
Fui caminhando com ele e, quando cheguei na cana, uma simpática senhora, que parecia ser a chefe do lugar, começou a falar comigo em inglês e a perguntar porque eu tava batendo fotos do lugar. Respondi que era só porque achava bonito aqueles prédios brancos e aquele porto e que não sabia se havia problema. Ela me falou que eu, basicamente, tava batendo fotos só do Quartel General da Polícia Nacional da Tunísia, do Quartel General da Marinha e dos navios de guerra da Argélia. Eles basicamente acharam que eu era um espião. Nada demais:
– Posso saber por que o senhor estava batendo fotos disso?
– Senhora, eu sou só um turista, não sabia que não era permitido bater fotos.
– Não existem turistas na Argélia. Se você é um turista, porque escolheu a Argélia?
– Senhora, estou viajando pelo Norte da África, pode checar os carimbos do meu passaporte, estive semana passada na Tunísia e na Mauritânia.
Ela olhou, folheou meu passaporte, checou os carimbos, folheou novamente, me olhou desconfiada e falou que tudo bem. Depois abriu um sorriso e começou a, veja você, me dar dicas de turismo sobre a Argélia:
– A Argélia é um país lindo, meu filho. Por que você está aqui em Argel? Sugiro você visitar o interior, fazer um passeio pelo Saara, ir a tal cidade de praia…
– Tome cuidado com sua câmera, há muitos ladrões por aqui! Não quero que você sai com má impressão daqui…
Sério, bicho, os caras na Argélia são tão gente boa, que a tia que há um segundo ia me prender de uma hora para outra começou a ser minha amiga. Ficou toda bonachona e sorridente comigo. Ela realmente parecia nutrir um genuíno sentimento de querer me ajudar e a falar sobre o seu país, o problema era que eu não conseguia prestar atenção em nada do que ela falava, pois só conseguia olhar para aquelas celas lá no fundo e minhas pernas não paravam de bambear. O frio na espinha chega subia e ia bater no coco da cabeça… Você pode ser o mais macho que for, mas duvido quem não gela em uma delegacia de uma país estrangeiro. Tudo o que eu mais queria era sair de lá o mais rápido possível…
Acabou que eu saí de lá aliviado. Depois, perambulando um pouco por Argel, achei um castelo no meio da praia. Dei uma volta nele, não tinha muita coisa, só umas paredes azulejadas. Parecia que estava sendo preparado para ser algum tipo de museu. Quando saí do castelo, resolvi bater uma foto dele do lado de fora. Rapaz, foi eu bater a foto e o apito começou a comer de novo.
As duas fotos que quase me deram cadeia

Priiiiii… priiiiii…. prriiiiiiiii
Ai caramba, lá vou eu preso novamente! Quando vi, veio um guardinha, dessa vez mais simpático e que falava inglês e perguntou porque eu tava batendo fotos ali. Respondi, que, caramba, era um castelo no meio de uma praia! Será se nem isso pode? Ele falou que tudo bem, mas que eu tinha batido a foto em um ângulo onde eu também fotografava algum quartel general militar qualquer que eu não entendi o nome e pediu para ver as fotos. Mostrei as duas que eu havia batido e ele pediu para eu apagar a primeira, que, realmente, pegava uma parte daquela caixa de fósforo que era aquele prédio. Nem eu tinha reparado. Depois que eu apaguei ele pediu desculpas, mas que ele só cumpria ordens. E, mais uma vez, começou a conversar comigo. Mano, os argelinos são muito gente boa.
Praça onde quase fui preso por estar batendo foto de outro quartel general

Acabou que depois daquilo ficou impossível para eu continuar no centro. Conforme eu falei, vez ou outra uns argelinos me gritavam para tentar conversar comigo e toda hora que algum fazia isso, eu achava que era a polícia de novo. Toda hora que um polícia apitava para arrumar o trânsito, eu achava que era comigo. Perdi a paz. Simplesmente peguei o metrô e fui para o jardim principal da cidade torcendo para que lá não houvesse algum quartel general bizarro e assim eu não tivesse que me ver com a polícia novamente.

Tirando isso só teve o fato de que na imigração eu escrevi que iria ficar em um hotel e fiquei na casa do Mohamed. Não sei se é porque sou burocrata, mas essas paradas de ficar mentindo em formulário me dão um medo danado. Sempre ficava com medo da polícia poder checar isso de uma forma ou de outra.
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Perambulando pela Argélia – Obras de Niemeyer na Argélia

Mano, tive uma experiência muito legal com os argelinos. Eles eram gente boa demais e, por onde eu andava, eu parecia chamar bastante a atenção, eles realmente não são muito acostumados com turistas. Quando percebiam que eu era estrangeiro, um ou outro argelino vinha na rua querer falar comigo no pouco inglês que sabia falar. Isso quando não eles não começavam a gritar que nem uns loucos no meio da rua para chamar a minha atenção e eu achava que tinha feito alguma coisa errada! Mas não, era só para conversar comigo mesmo. E, rapaz, quando eu dizia que era brasileiro. Aí ferrava!
Tou até hoje impressionado com esse cara com essa camisa do Sport Recife que encontrei no meio de Argel
Os caras se danavam a falar de futebol! Eles são simplesmente apaixonados por futebol. Mas não era falar aquilo tipo “Neymar é bom demais!”. Não, mano! Os caras vinham falar da Copa de 86, da copa de 94, da copa de 82, falavam dos jogadores brasileiros daquela época. Bicho, teve um tiozão que me falou quase a seleção brasileira de 86 inteira. E falava com muito orgulho que eles quase desclassificaram o Brasil naquela Copa! De TRINTA anos atrás. Agora, não havia orgulho maior para eles do que quando eles falavam do sufoco que foi para a Alemanha desclassificar a Argélia nas oitavas na Copa no Brasil de 2014. Mano, naquele jogo a Argélia perdeu ganhando!
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Outra coisa que me chamou a atenção era que havia poucos negros nas ruas e os que havia era pedindo esmolas. Mohamed depois me explicou que eles eram refugiados da guerra que tá acontecendo no Mali e encontram paz em Argel devido ao espírito acolhedor e solidário dos argelinos. Assim, toda vez que entrava uma criança no ônibus ou no VLT eu nunca via ela sair sem nada porque os argelinos ajudavam bastante! Havia alguns poucos brancos pedindo esmola se dizendo ser refugiados sírios, o que Mohamed dizia ser mentira, já que na verdade eram argelinos se fazendo passar por sírios, pois, segundo ele, os sírios nunca pedem esmola e sempre se ajudam uns aos outros.
Refugiados negros esmolando em Argel

Vi também muita gente com os olhos claros, verdes e azuis, mais do que vi na Tunísia, por exemplo.

Por último, o mais interessante. Eu lembrei que havia ouvido falar que Niemeyer tinha algumas construções na Argélia e quando tive lá pude constatar. Nada mais, nada menos, que o principal monumento da Argélia, o monumento aos mártires que homenageia os mortos na Guerra Civil da Argélia e na Guerra da Independência, foi projetado por Oscar Niemeyer e inclusive é bem parecido com a Catedral de Brasília, seguem as fotos para comparação:

Outro monumento de Niemeyer em Argel
Cara, muito louco aquilo! Além daquele monumento, Niemeyer também projetou a Mesquita de Argel e algumas universidades pelo país.
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Ramadã na Argélia e as batatas maconheiras

Cheguei no começo do Ramadã, o mês sagrado dos islâmicos. Para quem não conhece, o Ramadã é um período de trinta dias onde eles não comem nada nem bebem água entre o nascer e o pôr-do-sol. O Mohamed e a família dele cumpriam esse jejum, apesar de não serem tão religiosos. Ele me explicou que hoje na Argélia as pessoas jejuam mais por uma questão cultural do que religiosa, o mesmo que haviam me dito na Tunísia, que é um país mais liberal. Ele mesmo não era um cara religioso, mas dizia que fazer aquilo era o que fazia se sentir argelino. Dizia que alguns argelinos até mesmo jejuavam durante o dia e bebiam cerveja a noite, ou seja, o jejum era só por uma questão mesmo de participar de um grande costume do seu país. Durante o Ramadan, TODOS os restaurantes fecham (não pude ver nenhum aberto) durante o dia e só abrem a noite. Os horários de trabalho são reduzidos, já que as pessoas não têm horário de almoço, então todos entram as oito e saem as quatro.
Eles tomam “café da manhã” as três e meia da manhã, porque, conforme falei, eles tem que fazer isso antes da alvorada, que no verão começava as quatro da manhã. Isso significava que eles acordavam as três e meia da manhã, enchiam o bucho e voltavam a dormir depois. Eles “almoçavam” as oito da noite. Eu não tomava café as três da manhã como eles faziam, mas também comia bastante ao acordar e depois só comia a noite, já que durante o dia não tinha nenhum restaurante ou lanchonete aberto mesmo e quando chegava em casa próximo as oito “almoçava” com eles.
Verdade seja dita, o sol castigando a galera na rua e não vi ninguém nem com garrafa d´água na mão. Fico imaginando a galera que faz trabalho braçal, como fica. Mohamed me falou que no final você acaba se acostumando e que não existe felicidade maior do que quando você terminar o Ramadã fazendo tudo certinho e com o sentimento de dever cumprido.
Como tudo é fechado durante o dia, a noite do Ramadã é uma grande festa, os restaurantes abrem e todo mundo fica na rua até tarde se divertindo. Até mesmo os metrôs, ônibus e etc. funcionam até mais tarde para todos poderem festejar. O dia é meio que morno e é durante a noite que as pessoas realmente vivem. Bicho, senti como se fosse um Natal que durasse um mês.
Mohamed disse que as crianças não jejuam e que estava um pouco preocupado com o filho mais velho dele, de 15 anos. Ele estava começando ainda a jejuar e vez ou outra ainda sentia sede e, portanto, bebia água algumas vezes durante o dia. Mohamed estava preocupado sobre como o filho dele iria se sentir frente aos colegas, já que todos jejuavam. Eu falei que, uai, era só ele beber água vez ou outra e não falar para ninguém, ao passo que Mohamed me falou que a preocupação dele não era o que iriam falar do menino, mentir que está jejuando qualquer um pode fazer, mas o menino se sentir mal por não conseguir jejuar como todos fazem.  Não se sentir capaz e não se sentir parte do grupo. É mais uma questão de cobrança de si mesmo e auto afirmação. Muito louco isso.
No final Mohamed me pediu apenas para não comer e não beber nada na rua e, se o fizesse, que fosse escondido para não desrespeitar as pessoas que estavam jejuando. Fiquei meio que clandestino na casa dele, um cristão que comia durante o dia! No começo eu achava que ia acordar as três da manhã tambem, já que dormia na sala, mas eles, para não me acordar, tomavam café na cozinha.
Eu já tinha tido uma experiência semelhante na Síria (veja o post aqui), mas nunca uma experiência como essa de realmente me importar em não comer na rua. Teve um dia que eu não aguentei de fome e acabei comprando uma batatas chips Pringles no supermercado. Cara, sério, para comer aquilo eu fui a um parque, me escondi lá no fundo e comi como se fosse a melhor refeição do planeta. MY PRECIOUS. Na verdade me senti como se estivesse fumando maconha no meio da rua.
Confesso que fiquei meio que contagiado por aquilo tudo e fiz o meu “mini-Ramadã”. Tirando esse episódio das “batatas chips maconheiras”, eu realmente não comia nada entre o café da manhã e o almoço da noite, só tomava água, porque isso eu não consigo abrir mão. Foram três dias só, mas, sei lá, é difícil explicar, me senti por três dias realmente fazendo parte de uma grande corrente social que é o jejum do Ramadã na Argélia.
Tava tendo uma filmagem de um filme enquanto eu passeava no Jardim
Pedi para um figura bater uma foto minha na fonte do Jardim. Compare com a foto no topo! Abaixo, eu e o fotógrafo!
Metrô em Argel
Emaranhado de árvores no jardim
Se liga em quem tá construindo o metrô de Argel. A Andrade Gutierrez, empresa brasileira!
Jardin Botanique du Hamma, jardim botânico no centro de Argel construído em 1832 e um dos mais importantes do mundo
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Couch – Onde fiquei hospedado na Argélia

Fiquei hospedado na casa de um dermatologista argelino (com pós-graduação como ele mesmo gostava de enfatizar), o Mohamed, que era um cara super inteligente e apaixonado por futebol. Falou que até tinha comprado passagem e ingressos para ver a Copa no Brasil, mas, chateado me contou, no final teve uma emergência e precisou cancelar a viagem. Ele tinha três filhos e, o que era mais interessante, eles falavam inglês, do menininho de uns 5 anos até o mais velho de uns 15 anos. Isso se devia ao fato de que na casa do Mohamed só se falava inglês. Os filhos dele eram bem curiosos sobre o Brasil e se eu estava na casa do Mohamed, eu não tinha paz, pois eles ficavam o tempo inteiro conversando comigo com uma curisiodade bem legal e que eu adorava ficar conversando. O filhinho mais novo dele era uma graça e ficava 20 vezes vendo e revendo o filme preferido dele, Madagascar.

Mas como falei, o Mohamed era um cara MUITO inteligente, era realmente MUITO legal conversar sobre todo e qualquer assunto com ele, ele parecia manjar de tudo. Teve uma hora que ele tava ensinando história pra o filho dele e o bicho, de cabeça, colocou todos os nomes dos navegadores portugueses e espanhóis das Grandes Navegações inclusive com suas rotas com algumas pequenas imprecisões. Lá estavam Fernão de Magalhães e a primeira circunavegação do mundo, Vasco da Gama, as navegações ao Bojador, ao Cabo da Boa Esperança, Cabral no Brasil. Cara, achei aquilo fantástico, se nem um brasileiro sabe direito isso, imagina um árabe. Eu particularmente não sei quase nada sobre história árabe e o cara tava debulhando ali a história de Portugal!

Não era só o Mohamed que era aficcionado por futebol. Se liga no que eu me deparei no meio da rua. Um cara com a camisa do Sport Recife. Caraca, se já é difícil encontrar alguém fora do Brasil com uma camisa de time brasileiro, imagina com uma camisa do Sport Recife
E essa loja com um emblema igual ao time do Santos? Até a bolinha é a mesma! Compara com a original abaixo

Resultado de imagem

Ouvi dizer que essa Pizza Hut é original…
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Argélia – O país dos casamentos pela internet

Vamos lá. Não é feio admitir que você só tinha ouvido falar da Argélia por causa daquele território no War que faz fronteira com o Brasil e com a Europa, o “Argélia-Nigéria”, e que todo mundo queria pegar para poder ficar perturbando tanto a galera da América do Sul quanto a galera da Europa. Vai confessa! Eu também só conhecia a Argélia por causa disso e, bem, por causa daquele jogo fantástico que foi Alemanha e Argélia nas oitavas de final quando a Argélia quase eliminou a Alemanha da Copa de 2014.
Minha maior lembrança da Argélia quando estava indo para lá
A Argélia, o maior país africano atualmente, não é lá um país muito turístico. Só para você ter uma ideia, quando eu fui à embaixada para tirar o visto, o pessoal de lá me falou que a maioria dos que vão para lá aplicar são mulheres que conhecem argelinos em redes sociais de relacionamento na internet e mudam para lá para casar com eles. Eu fico imaginando o nível de desespero dessas meninas de saírem do Brasil para irem à Argélia ficar com um cara que conheceram na internet, haja vista que lá não é um país islâmico com algumas regras restritas para mulheres.
Como algumas mulheres se vestem na Argélia. Um pouco diferente de como é no Rio de Janeiro, não?
A Argélia, porém, foi uma ótima descoberta e uma ótima viagem, apesar de curta. Inicialmente eu estava planejando ficar lá por quatro dias e no final fiquei só três devido a um camping que fui na Tunísia (confira o post aqui). Iria ficar em um hotelzinho, mas no final acabei ficando em um couch que foi uma ESTUPENDA experiência. Enfim, vamos começar os escritos.
Fotos em um dos maiores parques de Argel, capital da Argélia
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