Camping na Tunísia

Inicialmente eu estava planejando ficar apenas cinco dias na Tunísia e iria embora num domingo. Acontece que havia um camping marcado para acontecer em uma praia no fim de semana. Como meu voo saia no domingo, não seria possível eu ir. Olhei na internet e parecia que era de graça para eu remarcar o meu voo. Bem… porque não?
Fui à companhia aérea e procurei quem sabia falar inglês. Uma senhorinha supersimpática se prontificou a me atender e lá fui eu começar a explicar para ela o que eu queria fazer:
– Miss, I bought a ticket in Tunisair… (Senhora, eu comprei um tíquete na Tunis air… “Bought” pronuncia-se algo como bóult).
E ela respondeu:
– No sir, there´s no boat here, just flyings (Não, senhor, não há barcos aqui, só vendemos voos).
Confesso que fiquei rindo disso o dia todinho, mas no final a passagem foi marcada de boa…. Inglês como língua franca e suas cacofonias.
Remarquei o meu voo e sobrou um pequeno problema. Eu só não tinha carro, barraca de camping e nem saco de dormir. Só isso. Tirando esses detalhes, tava tranquilo. Acabei comprando uma barraca (que depois doei para Amin), Amin me emprestou um edredon (que fez as vezes de saco de dormir) e decidi aparecer no lugar na hora marcada e me enfiar em um carro por lá.
No final consegui uma carona e seguimos para o camping. Chegamos lá, descarregamos o carro e seguimos com as mochilas nas costas. Cara, o lugar era simplesmente paradisíaco. Não era uma área de camping não, acampamos na areia da praia mesmo sem banheiro nem chuveiro e foi simplesmente demais.
Pegamos uns galhos secos que achamos nas dunas e fomos fazer a fogueira, que, depois fui saber, seria nosso forno também. Cara, os bichos simplesmente cavaram um buraco no chão, tacaram fogo na lenha e começaram a colocar as grelhas de comida, na areia mesmo:
– Depois a gente lava com água do mar – eles diziam.
Eu tou acostumado a fazer camping roots porém a gente sempre leva uns tijolos e faz uma churrasqueira improvisada, não um buraco no chão. Colocaram primeiros uns legumes e depois de uma meia hora os grelhando, começaram a PICAR todos os legumes. No escuro, só com uma laterna na cabeça. Aí haja saco. Ficaram nessa quase duas horas. Segundo eles, era para fazer um salada para gente comer com pão. Mas mano, que trabalho! Eles ficaram picando tudo bem picadinho e me diziam que a maior felicidade do camping para eles era fazer aquela salada. Então deixa, né? Rolou um frango grelhado ainda.
No final, o camping foi super da hora. Os tunisienses são super gente boa e de uma alegria impressionante. Eles passaram HORAS dançando e cantando, principalmente danças de roda. Cara, que alegria era aquela…

Engraçado que quase ninguém estava bebendo. Segundo o Amin é porque nem todo mundo se conhecia e podia ser que nem todo mundo se sentisse a vontade bebendo na frente de estranho. É, lembrar que apesar de tudo, a Tunísia ainda é uma sociedade islâmica.
No final o que estragou o camping foi que no domingo, o dia em que supostamente iríamos ficar o dia curtindo a praia, ficou chuviscando o tempo inteiro e fez um frio da moléstia. Acabou que a galera só acordou, pegou os carros e voltou para Túnis.
Enfim, foi da hora do mesmo jeito.
Marcelo, atualmente jogando no Real Madrid, no meio de outdoor em Túnis
E a camisa do rapaz na Tunísia?

Sociedade na Tunísia

Túnis é uma cidade bem legal. Apesar da Tunísia ser um país islâmico, com um símbolo islâmico na bandeira, não é nada do que se possa imaginar do estereótipo e lá parece bastante com o Brasil. Encontrei bares, galera bebendo, se divertindo e, o que mais me espantou, mulheres fumando. Sim, é difícil ver mulheres fumando em países islâmicos muito radicais. Na verdade é difícil até mesmo vê-las nas ruas. As reclamações que as meninas tinham por lá eram acerca de caras que não respeitavam, que ficavam mexendo com elas na rua, machistas e coisas do tipo, mais ou menos as reclamações que ouço no Brasil. A única diferença foi que elas falaram que para homens é tudo permitido e que para meninas é sempre mais complicado. Uma me disse que achava que por volta de uns 80% dos caras ainda hoje esperavam casar com uma menina virgem, aquele pensamento atrasado que era comum no Brasil de uns 20 anos atrás. No final o que me ficou foi a impressão de que há um pensamento machista semelhante ao brasileiro de uns 20 anos atrás que, apesar de estar longe dos pensamentos igualitários e progressistas, também está longe de como as mulheres são tratadas e vistas em um país como a Mauritânia, por exemplo.

Rapaz, e como os tunisianos fumam! Bicho, eles fumam demais! Teve uma vez que me chamaram para um jantar onde eu, literalmente, era o único que não fumava. Teve determinado ponto que eu simplesmente saí do meio da galera por uma meia hora porque eu tava me sufocando. Minhas roupas na Tunísia ficavam tudo fedendo a cigarro!

Túnis é uma cidade rasgada por autoestradas e, principalmente, flores. Sim, flores! Cara, como tem flores pelos lugares. Os tunisianos são apaixonados por flores e por todas as casas que você anda você vê arvóres floridas saindo dos muros das casas. É uma cena muito bonita. Até mesmo nas rodovias do país é possível ver arbustos floridos. Já tinha visto cidades arborizadas, mas Túnis é, na verdade, além disso, é uma cidade florida!

Bar sendo frequentado por mulheres fumando. Uma raridade entre países islâmicos

Porque nossos amigos gringos tem que ser assim? Se liga no óculos do cidadão…

Flores por entre as auto estradas da Tunísia

Adorei essa solução para segurador de celular…

Continuar lendo “Sociedade na Tunísia”

Sidi Bou Said ou Santorini? A cidade azul da Tunísia

Um dos principais points da Tunísia e, também, de toda a África é a vila de Sidi Bou Said. Uma galera vende um rim para visitar a ilha de Santorini na Grécia e eu fui descobrir que existe algo igualzinho bem ali no Norte da África, na Tunísia! Compare as fotos
Acima, Santorini, um dos principais cartões postais da Grécia. Abaixo, Sidi Bou Said na Tunísia
A vila é extremamente charmosinha e muito da hora de passar uma tarde inteira. Como já estava há um bom tempo gastando muito pouco, achei que não seria nada mal comer uma vez em um restaurante fresco. Segui o conselho do Amin e fui comer em um restaurante chamado Dar Zarrouk lá em Sidi Bou Said. Amin me alertou que ele era um dos restaurantes mais caros da Tunísia e, bem, se era em um dos pontos mais turísticos da turística Túnis, realmente não parecia que ia sair barato. Mas enfim, eu estava gastando pouco, não tinha problema esbanjar uma vez.
Foto do restaurante metido a besta
Fui lá e comecei a olhar no cárdapio do lado de fora o que tinha para comer. Os pratos variavam entre 40 e 50 reais. Realmente não é nada barato, mas nada que vá me deixar pobre, ainda mais se tratando de um dos restaurantes mais caros da Tunísia e ainda mais com a vista que ele tinha. Entrei no restaurante e percebi que os garçons começaram a me olhar meio estranho. Depois que eu fui me tocar que aquilo era um restaurante cinco estrelas e eu vestido… bem… vestido como um mochileiro. Perguntei se eu poderia receber um cardápio e o cara me falou que já tinham encerrado de servir.
Plena quatro horas da tarde.
É óbvio que ele não iria permitir eu comer lá. Bem, para mim dinheiro não tem cheiro, pagando o valor, não vejo problema em ir no lugar. Mas enfim, não me sobrou outra escolha. O universo conspira para que eu coma sempre kebab!

Da série, porque ter um pau de selfie? Pedi a um transeunte para bater uma foto para mim. Se liga na foto que ele tirou e na foto que eu queria abaixo

Perambulando por Túnis – O museu do Bardo

Para mim a principal característica, e o que mais me espantou, de Túnis foi que… que… tchan tchan tchan… Cara… Só conheci taxista HONESTO em Túnis. DÁ PARA ACREDITAR? Sim, isso mesmo que você leu. A raça MAIS FILHA DA PUTA do planeta, aquela que apedreja carro do Uber, em Túnis é honesta! Tudo bem que taxista honesto é uma contradição em termos, mas lá realmente acontecia. Tive uma experiência semelhante no Saara Ocidental (leia mais sobre a história aqui), mas foi com um taxista, não com TODOS. Além de que pegar táxi lá era ridículo de barato. Só para ter uma noção teve uma corrida que eu, literalmente, cruzei Túnis de uma ponta a outra. Vinte e cinco quilômetros e ridículos 19 reais que tive que pagar. Acabou que eu nem me dava ao trabalho de pegar ônibus, só andava de táxi, que era muito barato e… honesto.
Além disso, se eu tivesse uma chance de imaginar como seria o paraíso, eu lembro de Túnis. Por quê? Cara, por todo canto onde você anda na cidade, em toda esquina, vende KEBAB! Bicho, eu sou MUITO viciado em Kebab e por mim comeria Kebab a vida inteira! Os tunisianos queriam me levar em restaurantes e eu só queria comer Kebab!
Outra parada super da hora de Túnis era o museu do Bardo. Nele estava uma coleção IMPRESSIONANTE de mosaicos romanos, além de peças da antiga Grécia, Cartago… Cara, mas parecia coisa do outro mundo. Obras de artes impressionantes, do tamanho de paredes inteiras. É o segundo maior museu da África depois do museu egípcio (para ver o post que fiz quando fui ao Museu do Cairo, clicar aqui).
Entrada do museu do Bardo. Dá só uma olhada na imponência
Representações das quatros estações gravadas no túmulo
Único desenho conhecido do poeta romano Vírgilio
Compara o tamanho desse mosaico usando como referência a cadeira
Dá para comprar o tamanho desse mosaico usando minha chinela. É… era o que eu tinha na hora…
Porém, o que mais me impressiounou no museu foi que, apesar da imponência, ele estava simplesmente VAZIO. Além de mim, vi só uma excursão de tiozões franceses.
Por quê? Bem, esse já foi um museu super movimentado, mas em 2015 um grupo de terroristas sequestrou frequentadores e depois os passou na bala matando mais de vinte pessoas. Hoje entrar no museu é uma verdadeira operação de guerra.
Operação de guerra para entrar no museu. Se liga nas barricadas
Mosaico em homenagem às vítimas do ataque terrorista ocorrido no museu

Existe até um mosaico homenageando os que morreram no ataque. Um ataque dessa magnitude, com esse número de mortos, em um dos principais pontos turísticos da Tunísia, feriu mortalmente a indústria turística do lugar e é um dos motivos do aviso dos sites europeus para evitar viagens a Tunísia. Uma pena, pois o museu é coisa de outro mundo.

Hospedagem na Tunísia – Viagem a Monastir

Depois de Cecília da Cidade do México (veja a história AQUI), Amin, o cara que me hospedou em Túnis, foi o segundo couchsurfer que me hospedava depois de antes eu já tê-lo hospedado em Brasília, em 2011. E, cara, vou te falar, mais uma experiência maravilhosa e um dos motivos que me fazem sempre pensar que mesmo que possa ter todo dinheiro do mundo, sempre estarei viajando pelo couchsurfer.
O Amin foi super gentil e se prontificou a ir me buscar no aeroporto. Até ai tudo bem, o problema era que eu não lembrava direito a cara dele e, pode parecer errado falar isso, mas acho os árabes da Tunísia MUITO parecidos. Sério, bicho, parece um caminhão lotado de japonês, eles são tudo iguais! Todo cara que passava eu achava que era o Amin. Até que uma hora ele veio falar comigo, me reconhecendo devido a meu casaco do Brasil.
O Amin era médico e morava em uma casa super bacana nos subúrbios de Túnis. Algo como uma Águas Claras em Brasília. Mano, foi muito da hora. Ele me levou para conhecer os amigos dele, saímos para tomar uma várias vezes e grande parte das informações que vou escrever aqui foram devido a conversas que tive com seus amigos, a maioria médicos e com inglês fluente.
Vamos falar de um medo universal…
Enquanto estive lá tive a sorte de ter coincidido uma viagem que o Amin precisava fazer a uma cidade chamada Monastir. Ele me perguntou se eu não queria ir e obviamente a minha resposta foi que sim.
E o lugar era bem bonito, como é possível ver nas fotos.

Entre cafés e cartagineses

Nós nunca ouvimos falar muito da Tunísia que parece ser um país distante e perdido lá no meio das Arábias. Porém, mal sabemos que eles têm uma história muito rica que chegamos até mesmo a aprender na escola.
Os fenícios, povo baseado no Líbano e que foram os reis do Mediterrâneo à época, fundaram devido à localização estratégica um entreposto que depois se tornou uma das cidades mais importantes do Mediterrâneo, Cartago. Os bérberes, povo que existe até hoje e o qual já escrevi sobre no post sobre o Marrocos (ler aqui o post) tomaram a cidade depois. Da mistura de fenícios, bérberes e alguns europeus, formou-se o império cartaginês. Ele chegou a ter quase metade da Península Ibérica, grande parte do Norte da África, as ilhas de Córsega, Sardenha e o Oeste da Sicília. Um império tão forte que começou a preocupar Roma.
Império Cartaginês no seu auge
Os romanos viviam um relacionamento de amor e ódio com Cartago. Tanto que hoje quando alguém quer se referir a algum chato e pedante e que no final sempre quer dizer a mesma coisa, quando ele termina de falar você complementa “Delenda est Carthago” (Cartago deve ser destruída). Isso faz referência ao Senador Catão, o Velho, que podia estar no Senado falando de economia ou golfinhos, mas sempre no final terminava o seu discurso dizendo “Delenda est Carthago”
O desfecho não poderia ser outro e Roma saiu pro pau com Cartago dando origem as famosas Guerras Púnicas que duraram quase 120 anos. Cartago foi sendo devargarinho capitulada, primeiro perdendo suas ilhas no Mediterrâneo, depois a Península Ibérica e depois sendo destruída. Não foi uma guerra tão simples quanto imagina. Em determinado momento, um general cartaginês, Aníbal, atravessou os Pirineus e chegou as portas de Roma com seus elefantes de guerra e Roma quase conheceu o seu fim. Ele era um estrategista tão brilhante que até hoje a forma com que ele organizava e movimentava suas tropas é estudada nos manuais militares. Em resposta, os romanos lançaram um ataque direto a cidade de Cartago que obrigou Aníbal a recuar. Roma venceu a batalha e conquistou Cartago. Eles tinham tanto ódio da cidade que a reduziram a cinzas e escravizaram os seus habitantes.
Após as Guerras Púnicas o Mediterrâneo foi renomeado como Mare Nostrum (nosso mar) e Roma de fato conquistou todo o mundo conhecido pelos Ocidentais. Hoje seria um feito mais ou menos como um país tomar e unificar todo o Atlântico sobre seu poder.
Ainda existem algumas ruínas de Cartago nos subúrbios de Túnis, mas não são da Cartago original. Roma, mais uma vez devido ao posicionamento estratégico de Cartago, reconstruiu uma cidade no mesmo lugar a e renomeou como Cartago, que depois virou Túnis.
Depois da queda de Roma alguns impérios tomaram conta de Cartago, como os vândalos, até que os árabes islâmicos tomaram a cidade novamente, o que se mantém até hoje já que 99% da Tunísia é islâmica e de maioria árabe com algumas minorias bérberes e europeias. Em 1881, se tornou colônia francesa vindo a conquistar a sua independência apenas em 1956. Da colonização francesa houve a herança da língua, o francês que é falado virtualmente por todo mundo, e a urbanização de Túnis, que em sua avenida principal lembra as ruas parisienses com seus cafés
Semelhança entre os cafés em Tunis (acima) e um café em Paris (abaixo)
Herdaram da França, também, o talento que eu mais gostava: Tortas! Rapaz, eu comia pelo menos uma dessas aí abaixo por dia!

Tunísia!!

Sempre havia ouvido falarem bem da Tunísia, tanto pela galera que havia viajado para lá quanto depois da Primavera Árabe, quando diziam que a Tunísia era um dos países árabes mais bem organizados. Aproveitando que fui visitar um amigo na Mauritânia (ENTENDA MAIS CLICANDO AQUI) comecei a planejar dar uma passada também na Tunísia. De início fiquei um pouco cauteloso, pois, havia uma recomendação do Foreign Advice Travel de que só fossem realizadas viagens a Tunísia indispensáveis e não evitáveis.
Soldado armado com fuzil em um dos principais pontos turísticos de Túnis
Comecei a pesquisar porque e vi que havia ocorrido um atentado terrorista no principal museu da Tunísia onde morreram mais de vinte pessoas (até uma colombiana). Para piorar, um pouco antes de eu chegar a Tunísia, quase 60 pessoas foram mortas em embates entre forças do governo e islamitas radicais.
Além disso, vários tunisianos haviam viajado para se juntar ao Estado Islâmico e a Tunísia possuiria um centro de capacitação do Estado Islâmico (mais detalhes nessa reportagem daFolha). Segundo alguns relatos, quem quisesse se juntar as fileiras do Estado Islâmico poderia ir para a Tunísia para depois seguir à Turquia e assim cruzar a fronteira em direção a Síria.
Bem, pensei que Túnis, capital e cidade para onde eu iria, era uma cidade com milhões de habitantes e 20 pessoas deve ser o que se morre por dia em São Paulo. Confesso que tava até um pouco com medo, mas depois de ver o que a imprensa estrangeira tava falando do Rio antes das Olimpíadas, pensei que eles tavam até era pegando leve com a Tunísia

E, conforme eu falei em outro post, morreu gente para caramba na Bélgica e na França esses últimos tempos e ninguém saiu falando que os dois países são perigosos para se viajar.
Porem, por via das dúvidas, entrei em contato com três couchsurfers meninas (geralmente se sentem mais vulneráveis) e estrangeiras (geralmente os locais sempre tendem a falar muito bem da terra deles apesar da adversidade. Nisso nós brasileiros somos bons =P) e perguntei se a situação estava tão ruim quanto estavam narrando mesmo. Elas foram unânimes em me dizer que não era preciso se preocupar, que viajavam sozinhas pela Tunísia e nunca se sentiam sequer em perigo.

Bem, passagem comprada e lá vamos para Tunísia.

Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog
Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila