Virei blog de destaque do WordPress!!!

Cara, é engraçado como as coisas vão acontecendo sem eu esperar.

Depois de sair na Revista Turismo & Viagem (a maior revista de turismo no Brasil) e também sair no Portal UOL, agora foi a hora do pessoal do WordPress entrar em contato comigo para saber se eu teria interesse em conceder uma entrevista a eles. Fui pego de surpresa por isso e estou muito feliz em saber que o blog está tendo algum tipo de audiência na internet. O número de seguidores no Facebook já tá bombando (mano, tou com mais de 2100 seguidores, se quiser conhecer, clique aqui) e o Instagram também (mais de 2700 seguidores, se quiser conhecer, clique aqui).

No blog do WordPress tem uma sessão chamada “blogs de destaque” onde eles separam alguns blogs do WordPress e entrevistam os blogueiros. Acho que a minha entrevista ficou muito legal. Coloquei a transcrição dela inteira abaixo, sem a edição que foi feita pelo WordPress, porém, caso queira vê-la editada e toda arrumada, clique aqui.

Segue a entrevista sem cortes:

1) Você começou escrevendo cartas para os seus pais, que viraram um blog que viraram livro. Você acredita que o exercício de escrever influencia na forma como você vive a experiência da viagem?

R – Sim, com certeza. Quando tento lembrar de viagens antigas minhas, não me recordo quase nada do que foi. Fico me perguntando “de que adianta viajar se eu não vou lembrar do que fiz depois?”. Por isso escrevo tanto, é uma forma de eternizar as experiências pelas quais passei. Os relatos no blog nada mais são do que meus diários de viagens.
E isso influencia minhas viagens porque quando acontece alguma coisa engraçada, eu sempre penso “caraca, isso vai dar uma bela história no blog!” ou então “rapaz, vou naquele lugar porque vai render uma boa história do blog”.
Tem até um relato onde eu pensava “se eu morrer hoje e aqui, quem vai postar essa história maluca no blog?”. O relato é esse aqui:

“…na hora eu deduzi o óbvio: “TÃO ASSALTANDO O HOTEL!!!”.

Em um primeiro momento eu fiquei mais angustiado que barata de cabeça pra baixo, mas depois lembrei dos conselhos do meu pai que numa situação de perigo você nunca deve entrar em pânico, logo, me acalmei e fiz o que tinha que ser feito: Corri pra dentro da recepção e me joguei embaixo da mesa!! 

O que? Cê achou que eu ia fazer o que?? “Não, em caso de assalto eu vou lutar bravamente para garantir que os ladrões não levem a grana e o patrimônio milionário do meu patrão seja mantido”?? Cê tá de sacanagem, né?? Eu tava era lá, tremendo que só cachorro na chuva, embaixo da mesa, pensando que se tudo não terminasse tão rápido, pelo menos virava uma história de blog (imagina se era um assalto mesmo?? Ixi, mas eu ia botar muita coisa na história, ia fazer era uns trinta blogs só sobre esse assalto, pô se eu já escrevo abobrinha por causa de nada, imagina uma história louca como essa?)….”

O post completo tá aqui:

https://omundonumamochila.com.br/2008/01/10/pra-nao-dizer-que-nao-falei-das-presepadas/

2) Você planeja publicar outros livros contando coletâneas de suas viagens, talvez com os melhores trechos do blog ou coisa parecida?

R – Sim. Infelizmente, na internet, com o grande afluxo de informações, as pessoas não têm muita paciência para ler posts grandes, apesar de engraçados e interessantes como os que escrevo. Hoje em dia, tudo que já tem mais de 140 caracteres de um tweet, já é suficiente para as pessoas perderem o interesse. E é impossível fazer um post sobre um país, analisando cultura, contando presepadas, descrevendo o lugar, sem fazer de forma aprofundada.
Acho que leitores de livros tem mais interesses a escritas mais aprofundadas.
Minha ideia é republicar meus diários em livros 10 anos depois de ocorrida a viagem, separando os melhores trechos e, principalmente, fazendo comentários de como era engraçado e difícil viajar com tecnologias de 10 anos atrás (já parou para pensar que há 10 anos não existiam smartphones, sequer google maps?)

3) Como você escolhe os seus roteiros? Tenho a impressão de que você viaja para lugares aparentemente perigosos, quais os cuidados que você tem no seu planejamento de viagem?

R – Os roteiros eu escolho geralmente me perguntando “Pouca gente vai nesse país?”, “Tenho algum amigo morando lá?”, “Lá é seguro?”, “Lá vai render histórias interessantes?”. Se sim, é só planejar as rotas e cair no mundo. Quando alguém vem e te pergunta para qual país você viajou e você responde “Estados Unidos”, geralmente a pessoa manda um “ah que legal”. Agora, quando você fala que acabou de chegar do Irã ou da Coréia do Norte, por exemplo, os olhos da pessoa se arregalam e ela começa a te perguntar “eita! O que tem lá? Como foi? Você não sente medo? Não é perigoso?”. Isso é muito legal.

Qual a graça de viajar para um lugar que todo mundo vai? Que você já sabe perfeitamente tudo que vai encontrar lá? O legal da viagem é a descoberta!
E, sim, viajo muito por lugares perigosos. Viajo bastante pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão, Pernambuco e outros Estados brasileiros com as maiores taxas de homicídio do mundo. Os países os quais viajo costumam ser diferentes, mas andar na rua neles é bem seguro. Nunca me senti inseguro viajando na Coreia do Norte, Cuba, Síria (fui antes da guerra civil), Irã, Israel, Palestina… mas me sinto muito inseguro andando pelas ruas no Brasil.
Sobre o planejamento, é muita pesquisa na internet, principalmente wikitravel e fóruns de viajantes. Pelo couchsurfing.org e facebook.com costumo mandar mensagem para as pessoas que moram no local pedindo dicas de lugares para visitar e de como me portar nos países. Ninguém melhor do que quem mora no local para me ajudar com dicas =)

4) Como as ferramentas digitais te ajudam a viajar hoje, você recomenda algum “kit” de aplicativos ou sites para o viajante digital?

R – Éguas. Vamos lá:
1 – Procurar lugar para ficar em ordem de preferência: Couchsurfing.org, Airbnb.com e, em último caso, hostelworld.com e booking.com
2 – Pesquisa sobre os lugares que vou viajar: Wikitravel.org, Mochileiros.com, Tripadvisor.com e Fórum do Lonely Planet
3 – Buscador de voos e planejamento de rotas: Google Flights
4 – Organizador de viagens: worldmate.com e google trips
5 – Para carona compartilhada: blablacar.com
6 – Para baixar mapas off-line: Google maps e Maps.me do Google
7 – Para organizar seus programas de milhas: Oktoplus
8 – Para se distrair durante os voos: Palestras do TED baixadas off-line por meio do aplicativo deles

Sempre bom também ter um bom cartão de crédito que te dê acesso a salas vip de aeroportos do mundo inteiro, assim é tranquilo ficar seis, sete horas aguardando no aeroporto dentro de uma sala com ar condicionado e comida a vontade. Uso o Diners Club, ele me dá acesso a centenas de salas VIP de aeroportos do mundo inteiro sem cobrar nada a mais por isso. Porém cobra 60 reais para usar as do Brasil (apesar de não cobrar pelas internacionais) e não ter me dado isenção da anuidade ¬¬

5) Como você decidiu usar o WordPress.com?

R – Eu sempre fui meio frustrado de ter um conteúdo de escrita instrutivo e profissional e um layout do blog que parecia que foi desenhado por crianças do jardim de infância. Até que um dia vi um blog de uma amiga que parecia ter um aspecto super profissional, mesmo eu sabendo que ela não entendia bulhufas de layout, html, blogs… Foi aí que vi que o blog dela era hospedado no wordpress.com e pensei “por que não?”. Rapaz, curti demais os layouts que havia no wordpress, como tudo parecia tão profissional e bem feito. Curto também os chats online com o suporte (que tem atendentes que falam português!) que me ajudam DEMAIS a arrumar problemas no blog. Não me arrependo de ter migrado para o wordpress.com

6) Qual o impacto que o blog teve na sua trajetória pessoal e profissional?

R – Rapaz, antes eu pensava que escrever um blog não ia ter impacto algum na minha vida profissional . “Pô, o que escrever sobre viagens tem a ver com trabalho?”. Porém, hoje vejo que tenho uma habilidade muito maior para escrever. Escrevo bem e de forma ágil, fruto de 10 anos de treinamento de escrita tanto em livros, quanto em relatos de viagens. Geralmente sou o mais acionado do meu setor quando é necessário escrever algo.
Já na trajetória pessoal, o impacto é enorme. Na verdade, eu vivo para as minhas viagens. Quando não estou viajando, estou escrevendo sobre viagens e/ou planejando novas viagens. Então, meio que viajo os 365 dias no ano. É o que me mantém vivo e feliz. O Lemann, homem mais rico do Brasil e sócio majoritário do 3G Capital e da Ambev, costuma dizer que todo mundo tem que ter um sonho grande. O dele era ser bilionário, o meu é viajar o mundo inteiro. Cá entre nós, o meu é muito mais legal, né?

7) Como é o seu relacionamento com os leitores? Vi que você usa muito as redes sociais, principalmente Facebook e Instagram.

R – Tento utilizar o máximo possível as redes sociais, mas as que mais utilizo são o Facebook e o Instagram, além do wordpress.com. Quando publiquei o livro “O Mundo numa Mochila: Presepadas e agruras na Austrália, África do Sul e Ilhas Fiji de um mochileiro com muita vontade de conhecer o mundo, porém com quase nada na carteira” achei que a maioria da galera que iria comprar ia ser só os meus amigos próximos. Mais na camaradagem mesmo. Cara, fiquei impressionado, mais de 90% das minhas vendas ocorreram por meio de Facebook e Instagram, sendo que a maioria foram de pessoas que eu nunca conheci na vida. Conheceram meu blog e meu trabalho pela internet mesmo. Isso é muito gratificante, ainda mais que desempenho uma atividade ingrata, sou um escritor de livros em um país onde ninguém lê. É mais ou menos como um vendedor de geladeiras no Polo Norte.

Ah sim, meus amigos mais próximos não compraram nem por camaradagem. Só queriam o livro se fosse de graça ¬¬

8) Que conselho você daria para quem está pensando em publicar conteúdo na internet ou escrever um livro?

R – Cara, é uma vida ingrata. Conforme falei, é difícil ser escritor em um país onde ninguém lê. Mas, nessas horas lembro do Rocky Balboa do Stallone quando perguntavam porque ele lutava e ele respondia: “Por que não sei nem dançar nem cantar”. A minha resposta é a mesma quando me perguntam porque escrevo, não sei dançar nem cantar. Porém, quando eu recebo comentários como “Claudiomar, fazia anos que eu não lia um livro. Confesso que comprei o seu só para te ajudar (?!?!), mas depois que eu comecei, cara, li em menos de uma semana!!” ou “– Claudiomar, eu comprei o livro e deixei aqui no quarto para poder ir lendo aos poucos. Meu pai achou ele, pegou, começou a ler e não me deixou tocar o livro enquanto ele não terminasse!” ou “– Claudiomar, meu primo tinha comprado um livro e quando fui passar um tempo na casa dele, peguei e comecei a ler. Rapaz, não consegui parar e nem terminar a tempo! Agora vou ter que comprar um, já que não terminei a leitura e ele não quer me emprestar de jeito nenhum!” são as horas que penso que ser escritor, desculpe o clichê, não tem preço.
Inclusive a minha história preferida de livros é essa aqui:
https://omundonumamochila.com.br/2015/04/28/historias-de-um-vendedor-de-livros/
Então, saiba que escritor tem uma vida mais difícil que fazer gargarejo de bruços, mas no final é gratificante. Escreva, escreva, escreva, como qualquer coisa na vida, escrita é treino. E, conforme falei, isso acaba resvalando na sua vida profissional.

9) Tem alguma outra coisa que você gostaria de compartilhar que não está incluso nas perguntas acima?

R – Pô, leiam o blog, leiam livros, leiam o meu livro, leiam o que for. Menos Facebook e mais livros. Sei que pareço um velho falando, mas é a mensagem =)
E viajem! Mas sempre viajem com o pé no chão lembrando que nem toda loucura é genial e nem toda lucidez é velha, além de que melhor do que viver viajando é ter sempre um motivo para voltar e não uma vida para fugir. Viajar é viver! Lembro sempre do Quintana que dizia “Morrer: Que me importa? O diabo é deixar de viver” o que o Chaves mais sabiamente traduziu no “Prefiro morrer do que perder a vida!”.
Ah sim, e parem de ficar falando bobeira do Brasil. Já viajei 65 países, morando em 4 deles, e vi que viver na gringolândia não é tão legal quanto você imagina. Pare de ficar falando “Só no Brasil acontece isso” a não ser que já tenha viajado a todos os países do mundo. Com base nas viagens que já fiz, sempre digo, da Suécia à Índia, da Suíça ao Camboja, as pessoas sempre reclamam do governo. Aqui não é essa várzea toda não!
“Seu guri não fugiu/Só quis saber como é/Qual é/Perna no mundo sumiu/E hoje/Depois de tantas batalhas/A lama dos sapatos/É a medalha/Que ele tem pra mostrar” – Com a perna no mundo, Gonzaguinha.

Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog
Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

Porque todo mochileiro deveria ter um óculos de realidade virtual?

Eu fico impressionado como existem coisas revolucionárias que são lançadas e parece que demora para as pessoas prestarem atenção. Para mim esse é o caso da realidade virtual!

Sempre achei que fosse alguma coisa cara e inacessível, de milhares de dólares ou coisa do tipo. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que existem óculos que custam a bagatela de menos de 100 reais e dão conta do recado.

Hoje meu óculos de realidade virtual é o meu maior parceiro em questões de viagens de longas distâncias. Por quê?

Bem, sempre tive um problema em relação ao tédio em relação a transportes em longas distâncias (seja de trem, ônibus, avião) fora o tempo que você perde aguardando em rodoviárias ou aeroportos. Você leva uns livros, mas depois de uma ou duas horas você tá de saco cheio. E ainda tem que esperar outras seis, oito, dez…

Antes eu baixava filmes e séries e ficava assistindo no celular. Só que isso era um saco. Além da tela ser pequena ou você tem que ficar segurando ou deixar ele inclinado em cima de algum lugar de alguma superfície e NUNCA é em um ângulo que te agrada. Continuar lendo “Porque todo mochileiro deveria ter um óculos de realidade virtual?”

Capoeira pelo mundo. Capoeira no Chipre

Pela internet acabei entrando em contato com um grupo de capoeira do Chipre. Chamava-se Apeiara. Ia fazer algo parecido com o que fiz no Irã (para mais detalhes, clique aquiIa fazer algo parecido com o que fiz no Irã (para mais detalhes, clique aqui), catalogar e escrever sobre mais um grupo de capoeira brasileiro perdido em um país estrangeiro. Como não sabia direito como funcionava o transporte público em Nicósia, acabou que andei quase uma hora a noite para poder chegar ao lugar.

Marcamos de nos encontrar na academia do instrutor e deu até um certo trabalho para chegar lá. Quando enfim cheguei, levei um bolo. Cheguei no meio de uma aula e fui recebido pelos alunos que me disseram que o instrutor não estava lá, que teve um pequeno problema e não pôde participar. Detalhe que eu tinha confirmado algumas horas antes com o instrutor e ele disse que tava tudo bem de eu ir lá. Se houve problema mesmo, não sei, porque até hoje ele não me disse nada, não me falou o que ocorreu.

Bem, uma pena, era uma oportunidade dele divulgar o trabalho dele. De qualquer forma bati uma foto da frente da academia ao menos para servir de registro que no Chipre também tem Capoeira apesar dele ter furado comigo de forma tão deselegante e não profissional.

20161024_190134
Nicósia a noite. Caminho que peguei para poder chegar à Academia
20161024_193955
Frente da Academia
Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!

Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog

Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

Perambulando pelo Chipre

A principal atração do Chipre são suas praias de azul mediterrâneo cristalino. Porém, como eu tinha pouco tempo, acabei ficando só por Nicósia, que é no meio da ilha e não tem praias. A principal atração de Nicósia é passear por suas ruas medievais e o muro partindo a capital ao meio.

O muro é bem interessante. Você vai andando pela cidade e sabendo das diversas histórias, como a da Igreja grega que acabou sendo cortada ao meio e os seus fundos dão para a parte turca, sendo nunca mais abertos desde então.

A Igreja faz celebrações normalmente, só não abre o portão dos fundos!20161023_183754Como as partes próximas aos muros acabaram por ser mais abandonadas, hoje conservam as construções mais próximas do que era o Chipre anos atrás. Continuar lendo “Perambulando pelo Chipre”

Álbum de fotos do Irã

Álbum com compilação de todas as fotos postadas do Irã

Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog
Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

Como chegar ao Chipre e Visto para o Chipre – A Questão Turca

Hoje o Chipre faz parte da União Europeia e, portanto, não é necessário visto para nós brasileiros.20161023_174627

Para entrar no Chipre, só tive problema mesmo quando os caras viram que eu estava vindo do Irã e resolveram fazer uma geral na minha mochila. Rapaz, mas desenrolaram até as minhas cuecas. Literalmente. Devem ter imaginado que eu estava carregando plutônio do Irã, só pode!

Existem diversos voos conectando a ilha à Europa e Ásia. Eu peguei um voo de Teerã para o Chipre com apenas uma escala em Atenas.20161024_14085620161024_162040

QUESTÃO TURCA NA UNIÃO EUROPEIA

Com a entrada do Chipre na União Europeia, a entrada da Turquia ficou mais complicada, pois o bloco tem umas regras bobas do tipo “não pode estar ocupando a casa de nenhum coleguinha do bloco” e é exatamente o que a Turquia está fazendo no norte do Chipre, por mais que alegue estar apenas protegendo os turcos cipriotas.

Algumas negociações de paz foram levadas em frente e o Kofi Annan, ex-Secretário-Geral da ONU, chegou a elaborar propostas de unificação novamente da ilha. Foi realizado um referendo e a parte turca do Norte aprovou massivamente a unificação. O porém foi a parte grega do Sul que rejeitou massivamente.

A visão que os gregos cipriotas parecem ter dos turcos cipriotas é o de invasores mesmo, já que eles alegam que o Chipre sempre foi dos gregos desde os primórdios e os turcos invadiram nos últimos 400 anos. Parece ser um consenso que os gregos cipriotas também querem paz, desde que os turcos possam ir embora. Assim, pela letra fria é fácil chamar alguém de invasor e só querer que você saia, mas quem invadiu a ilha não foram os turcos que hoje moram lá e que hoje vivem sem nem terem a ideia do que é a Turquia. É algo como mais ou menos você alegar que todos os descendentes de turcos e libaneses não são brasileiros, são invasores, e querer mandar metade da cidade de São Paulo de volta para o Oriente Médio (até o Temer, que é filho de libaneses. Olha aí galera do “Fora Temer”, é uma em?). É lógico que isso não faz sentido.

Porém, os gregos cipriotas realmente veem a questão do Norte como uma ocupação e isso fica claro nos museus. Você vai lendo e lá vai dizendo “Metade das peças estão nesse museu e a outra metade voltará para a Igreja original assim que a ocupação terminar e o Chipre se tornar livre novamente” ou então “esta igreja era assim, assim, assim, até o momento em que os turcos começaram a saquear tudo para venderem na Europa” como se saques e excessos não tivessem ocorrido de ambos os lados. Eles chamam a parte grega de território livre e o Norte de território ocupado.

20161023_134527
Vasinho do lado da porta onde guardávamos a chave do apartamento =)

20161023_16544120161023_16555920161023_16590920161023_17302720161023_173720

20161023_180042
Galera tomando um chopp em Nicósia bem próxima ao muro que divide a cidade ao meio
20161023_182635
Gatos, gatos! Há gatos por todos os lados de Nicósia!
20161024_102310
Museu da independência do Chipre

20161024_10253420161024_111719

20161024_120730
Esse é o banheiro de um casa que depois se tornou um museu. Nos quadrados pretos é possível ver os buracos de bala. Nessa casa, uma família turca foi chacinada pelos gregos cipriotas logo após a independência do Chipre frente aos ingleses. Houve excessos dos dois lados
20161024_120740
Banheira onde a mãe da casa foi assassinada abraçada aos três filhos
20161024_121045
A casa onde ocorreu o massacre virou um museu
20161024_121100
Memorial na casa museu com as bandeiras do Chipre do Norte e da Turquia, único país que reconhece a “independência” do Chipre do Norte

20161024_14293120161024_164238

20161024_185213
Ruas de Nicósia
20161024_194918
Muro próximo a onde era o aeroporto de Nicosia que ficou abandonado dentro do muro no meio da “terra de ninguém”

20161023_16564320161023_17113520161023_17242120161023_173815

20161023_175259
Gatos!!!
20161024_094748
Gatos!!!!
20161024_160226
Estávamos batendo fotos da parte turca da ilha do Chipre quando essa menina apareceu na janela e começou a fazer poses para a câmera =)
20161024_154341
Essa empresa é massa!
20161023_175016
Muro que antes protegia Nicósia de invasões estrangeiras. Foi erguido pelos Venezianos 500 anos atrás
Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!

 

Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog

Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

Promoção do livro digital, de R$ 7 por R$ 2,1 – Quatro anos da Amazon no Brasil!

Amazon está fazendo aniversário no Brasil. Já são quatro anos no país como loja online de livros físicos e digitais. Para celebrar a data, a empresa lançou uma promoção bastante tentadora que envolve vários dos produtos e serviços que são vendidos lá.

E é óbvio que o livro que escrevi também está em promoção. O livro digital que originalmente é vendido a R$ 7 está sendo vendido por apenas R$ 2,10. Menos do que uma passagem de ônibus =)

A promoção dura até o dia 6 de fevereiro (segunda-feira que vem) então corre que vai logo acabar. É uma ótima oportunidade para adquirir o livro e dar várias risadas. Lembrando que ele tem cinco estrelas de avaliação (a maior) na Amazon!

Para comprar é só clicar no “compre na Amazon” logo embaixo que o resto é só alegria

Alguns comentários que já recebi sobre o livro:

– Claudiomar, eu comprei o livro e deixei aqui no quarto para poder ir lendo aos poucos. Meu pai acho ele, pegou, começou a ler e não me deixou tocar o livro enquanto ele não terminasse!
– Claudiomar, fazia anos que eu não lia um livro. Confesso que comprei o seu só para te ajudar (?!?!), mas depois que eu comecei, cara, li em menos de uma semana!!
– Claudiomar, meu primo tinha comprado um livro e quando fui passar um tempo na casa dele, peguei e comecei a ler. Rapaz, não consegui parar e nem terminar a tempo! Agora vou ter que comprar um, já que não terminei a leitura e ele não quer me emprestar de jeito nenhum!
– Claudiomar, esse teu livro é daqueles que agarra a gente pela goela e só deixa a gente ficar em paz quando termina de ler!
Que logo logo eu possa escrever comemorando os 100.000 livros vendidos! Sonhar pequeno e sonhar grande dá o mesmo trabalho =)

Quando comprar, não esquece de deixar uma avaliação bem legal na Amazon, de preferência cinco estrelas =)

Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog
Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

Viajando pelo Chipre, o único país com um muro cortando sua capital!

Bem, uma coisa é certa. O Irã é longe que é danado! O caminho de ida foi longo e o de volta seria tão tortuoso quanto. Pensei, bem, de tentar fazer essa volta um pouco menos complicada. Comecei a traçar uns trajetos e vi que daria para ir do Irã para o Chipre com apenas uma escala em Atenas. Depois, dava para pegar um voo direto de lá para Romênia, depois um voo direto da Romênia para Barcelona, dormia uma noite por lá e depois seguiria de volta para Brasília.

E assim eu cheguei ao Chipre.

Tudo o que eu conhecia do Chipre era que era uma ilha próxima à Turquia, tinha um nome bacana (era quase como “chifre”) e só.chipreMas não, lá tem coisa interessante sim! Tem a questão do muro!

20161023_164750
Eu e o Muro

A gente sempre escutou falar do Muro de Berlim, um muro que foi construído do dia para a noite e dividiu a capital e principal cidade da Alemanha ao meio por décadas. Acaba que ninguém lembra que no Chipre tem um muro exatamente da mesma forma. Na capital, Nicósia, um muro separa a parte grega cipriota da parte turca cipriota.

 

Explico.

Os gregos foram os primeiros a colonizar a ilha do Chipre. Apesar do comando da ilha ter trocado de mãos entre os diversos povos europeus, os gregos sempre foram maioria na ilha. Até que, em 1570, os turcos otomanos conquistaram a ilha e, obviamente, começaram a colonizá-la também. Depois de quase 300 anos, os ingleses tomaram o Chipre dos otomanos e os cipriotas começaram a lutar pela anexação da ilha à Grécia (queriam ser mais ou menos como a ilha de Creta, que também é uma ilha bem grande do Mediterrâneo e hoje pertence a Grécia).

creta
Ilha de Creta, bem próxima do Chipre e da Grécia

A Inglaterra não queria abrir mão tão facilmente de um território tão estratégico e o pau começou a comer. Depois de um tempo. Os ingleses foram embora.

 

Ficou de boa? Então, não! Os Cipriotas descendentes de gregos acreditavam ser os únicos donos da ilha inteira e pensaram que não seria uma má ideia se eles se livrassem dos turcos cipriotas. Daí começaram as escaramuças. Os gregos, em maior número, começaram a massacrar os turcos, que começaram a fugir de suas casas e pedir ajuda a quem podiam. Daí pediram ajuda do irmão mais velho. No caso, os turcos da Turquia.

A Turquia invadiu o norte da ilha, de maioria turca cipriota, e a anexou a seu território. Aí foi a vez dos gregos cipriotas que moravam na parte Norte fugirem para a parte sul temendo represálias dos turcos. Bala daqui, bala de lá, ninguém conseguiu tomar Nicósia, a capital da ilha, que acabou sendo dividida ao meio. Literalmente. Hoje, o muro separa a parte Norte de Nicósia, turca, da parte Sul, grega. Depois de alguns anos, o Chipre do Norte decretou independência, que só é reconhecida pela Turquia. O aeroporto de Nicósia acabou que não ficou com ninguém ficou dentro do muro, no meio da terra de ninguém.

nicosia-airport
Aeroporto de Nicosia no Google Maps

260d127c-fbaa-4801-896e-76913c65f2a8Hoje é possível passar de um lado para outro de Nicosia tranquilamente. Eles só checam o seu passaporte e é tranquilo.

E assim temos de pé o único muro existente separando uma capital do mundo.

20161023_164832
E não é que nas barricadas tinham sacos do Brasil?!?!?
20161023_165450
Parte grega de Nicosia
20161023_180846
Se liga nos buracos de bala na zona entre os muros
20161023_181706

20161023_185143

20161024_161540
Nicósia Turca. Bandeira da Turquia e bandeira do Chipre do Norte, país cuja independência só é reconhecida pela Turquia
20161024_174111
Travessia entre a Nicósia Grega e Turca
Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog
Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

Saímos na imprensa novamente. Dessa vez, Viagem & Turismo, maior revista de turismo do Brasil!!!!

A revista Viagem & Turismo tem uma seção chamada “VT Responde” onde blogueiros contribuem respondendo a dúvidas de leitores sobre viagens a determinados lugares do mundo.
Estavam procurando alguém que já tivesse viajado a Goa, ex-colônia portuguesa na Índia, e acabaram chegando a meu blog devido aos posts que escrevi sobre lá. Se tiver curiosidade pode conferir clicando nos links abaixo:

Goa
Hospedagem em Goa – Meu couch
Perambulando por Panjim, a Lisboa de Goa

Ou assistindo o vídeo abaixo:

Abaixo a reportagem e a transcrição das dicas que dei: Continuar lendo “Saímos na imprensa novamente. Dessa vez, Viagem & Turismo, maior revista de turismo do Brasil!!!!”

Capoeira pelo mundo – Capoeira no Irã

Bem, pensei, já viajo para caramba, por que não aproveitar e começar a reunir dados sobre como está a capoeira no mundo? Sempre ouvi gente falando que a capoeira está em 140, 150, 160 países diferentes, mas nunca um trabalho de ir lá e visitar os grupo de capoeira fora do Brasil! Daí pensei, bem, vou começar a fazer isso. Já havia praticado capoeira na Síria e na China (clique aqui e aqui para ler as histórias), presenciado galera jogando na Polônia e em Cuba (clique aqui e aqui). Porém, o Irã foi o primeiro lugar onde realmente parei para entrevistar um instrutor de capoeira!

Comecei a fuçar pela internet e vi que havia um grupo de capoeira chamado “Me Leva” que parecia ter alguma coisa de capoeira por lá. Entrei em contato com os caras e eles me passaram o contato do instrutor de lá, o Pouya, que marcou um horário comigo. Ele me passou o endereço e fui lá encontrá-lo.

Quando desci da estação de metrô, fiquei quase uma hora e meia andando de um lado para o outro tentando achar o lugar. Cara, não tinha jeito! Era quase impossível achar. O povo na rua não falava inglês e, depois de muito tentar, um vai daqui, outro vai dali, acabou que um cara na rua me pegou pelo braço, entrou em um prédio, subiu três lances de escada comigo e eu chegava no lugar. Não havia nada indicando que no lugar praticava-se capoeira. Sequer um anúncio. Sequer um cartaz. Aquilo era estranho. Acabou que deram três toques em uma porta, que mais parecia uma entrada de esconderijo, abriram só um pouco e perguntaram quem era. Quando falei que era o Claudiomar, me deixaram entrar! Lá dentro, por detrás de paredes de espuma, os capoeiras. Roupas brancas, sorriso, jogo, mandiga, aquele ambiente festivo de um lugar capoeira. Um dos rapazes, inclusive, usava uma bandana com a bandeira do Brasil. Porém, só homens.

E fui conversar com o Pouya sobre a história dele na Capoeira.

CARA, QUE HISTÓRIA

O Pouya havia sido campeão mundial de Kickboxing e era fascinado por artes marciais, tendo estudos também em Caratê e Ninjutsu. Diz que certo dia estava procurando uma arte marcial que fosse mais acrobática e se APAIXONOU pela capoeira. Aqueles saltos, aqueles chutes, aqueles floreios, aquelas acrobacias, eram tudo que ele precisava. Procurou, procurou e procurou e viu que não havia nenhum capoeira no Irã. Ele deu o jeito dele. Há dez anos, por meio de vídeos da internet e baixando ebooks, ele mesmo foi o seu professor, um capoeirista autodidata. Continuar lendo “Capoeira pelo mundo – Capoeira no Irã”