CAPOEIRA PELO MUNDO, CAPOEIRA EM VLADIVOSTOK – RÚSSIA

Continuando com a série Capoeira pelo Mundo, pensei “bem, se for para escrever sobre capoeira na Rússia, vai ser meio sem graça escrever sobre Moscou ou São Petersburgo, quer saber? Vou deixar para escrever lá no fim do mundo! Vou escrever sobre capoeira em Vladivostok!”. Dito e feito, consegui entrar em contato com uma instrutorA (sim, A maiúsculo, já que a maioria dos instrutores que conheci eram homens) russa. Galega e tudo!

Entrei em contato com a Daria pelo Facebook e marquei um horário para visitar a academia de capoeira dela. Acabou que ela era instrutora junto com o marido dela, Albert, um russo de descendência coreana e que falava português. Sim, tudo isso mesmo.

Acabei falando mais com a Doria porque ela falava português mais fluente que o Albert.

Bem, a história deles é a seguinte. Assim como os instrutores da Armênia, da Ucrânia e da Moldávia, o Albert conheceu a capoeira por meio do filme Only the Strong. Rapaz, me impressionou como esse filme teve um poder de propaganda da capoeira por toda a Europa/Ásia (apesar do poder que ele teve para fazer as pessoas conhecerem a capoeira, vejo que hoje a nova geração, pelo menos os que pude conversar, conheceram inicialmente a capoeira pelo jogo de videogame de luta Tekken 3, por conta do Eddie Gordo. Parte dos alunos que eu conheci lá inclusive me disseram isso). Ele treina há mais de nove anos e ela há sete

Ela aprendeu capoeira com um professor particular. Antes de fazer capoeira, a Daria nunca tinha treinado nenhum tipo de arte marcial, fazia apenas natação.

A capoeira hoje é a principal atividade dela, ainda que ela seja designer e formada em educação física e o Albert formado em Matemática e educação física também. Só para vocês terem uma ideia, eles tem a escola há cinco anos e por volta de 200 alunos, a maioria crianças. Interessante que eles tem até mesmo uma filial.

Fazem batizados uma vez por ano que às vezes, inclusive, chegam a contar com mestres que eles trazem direto da Bahia (sim você leu bem, o mestre vem da Bahia DIRETO para Vladivostok). Vez ou outra rola até umas apresentações de samba de roda, que a Daria aprendeu assistindo ao youtube e depois com uma professora na Bahia. Mais uma vez, ocorre a constante que falei em outros posts, como uma escola de Capoeira iniciando-se como uma escola de artes marciais e depois funcionando como um verdadeiro disseminador e propagador da divulgação da cultura brasileira.

No final ela ainda me levou para conhecer a outra escola dela. Cara, impressionante a estrutura que eles tinham por lá. Inclusive alguns instrumentos sendo trazidos direto do Brasil.

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CAPOEIRA EM YEREVAN, CAPITAL DA ARMÊNIA

Seguindo com o projeto de escrever sobre capoeira pelos países os quais fui passando, entrei em contato com um professor de capoeira na Armênia. Ele se chamava Sergey e marcamos no seu local de treino.

Ele me contou que ouviu falar da capoeira lá pelos idos do começos do anos 90. Durante esta época a Armênia ainda enfrentava dificuldades devido ao colapso da União Soviética e também ao fim da guerra com o Azerbaijão. Durante esses tempos, a TV era um dos poucos meios de informação disponíveis, por isso ele, assim como Igor, o professor de capoeira da Ucrânia, também ficou sabendo da capoeira por meio do filme “Only the Strong” (que em português foi traduzido como “Capoeira, jogo sangrento”) que ele assistiu em 1998. Mais uma vez, apesar do filme ter sido um fracasso de bilheteria, vê-se que ele contribuiu bastante para a divulgação da cultura de capoeira para cantos bem longe do Brasil.

Durante esta época, ele já tinha treinado um pouco de judô, servido ao exército armênio e por isso procurava algo mais interessante e que se encaixasse a ele e a capoeira pareceu ser algo muito ao que ele buscava. Porém, ninguém lecionada capoeira na Armênia durante aquela época. Apenas em 2008, dez anos depois, conheceu pela Armênia um cara que morava na Rússia, mas tinha viajado ao Brasil e aprendido capoeira por lá, chegando até mesmo a conseguir uma faixa. Esse cara ensinou capoeira para Sergey. Em menos de seis meses ele voltou para Rússia e Sergey terminou por continuar treinando capoeira sozinho, assistindo sozinho vídeos no youtube, lendo livros, fazendo downloads e coisas assim de forma autodidata.

Mais e mais pessoas começaram a saber de um cara que dava aulas de capoeira na Armênia e começaram a chegar para treinar com ele. Por volta de 2011 e 2012, um outro russo se mudou para lá e começou a dar aulas pra ele de graça. Ele era um instrutor do Axé Capoeira e Sergey começou a treinar como um louco com ele, aprendendo tudo o que podia, no máximo de aulas possíveis, pois nunca sabia até quando ele iria ficar por Yerevan. Com ele Sergey pegou a primeira corda já em 2012, no seu primeiro batizado.

Depois de um tempo, a própria embaixada do Brasil, seguindo o seus programas de divulgação da cultura brasileira, começou a contribuir com ele bancando a vinda de instrutores para Yerevan para realização de seminários e batizados.

Hoje a capoeira não é a sua principal atividade, é um hobby, às vezes dá um lucro pequeno, mas na maioria das vezes dá prejuízo que ele tem que tirar do bolso dele (mais ou menos como o Serginho da Moldávia (se quiser saber mais, clique aqui). Hoje ele tem uma turma entre sete ou oito alunos que tiveram conhecimento dele por meio do Facebook pesquisando sobre a arte marcial ou devido ao personagem Eddy Gordo do jogo de luta Tekken.

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CAPOEIRA EM CHISINAU, CAPITAL DA MOLDÁVIA

Na Moldávia eu já sabia que existia capoeira. No relato que fiz sobre a Romênia, eu já citava que o instrutor Minhoca (clique aqui para conferir a história) já havia me falado que tinha parceria com uma escola de lá. Então foi fácil, entrei em contato com o Minhoca que me passou o link do professor Serginho, moldavo que ministrava aulas de capoeira em Chisinau.

Quando encontrei com Serginho, comecei a ouvir a história dele. Serginho, durante muito tempo treinou ginástica olímpica e outras artes marciais também. Porém, ele nunca se achou em nenhuma arte marcial em específico sempre mudando e tentando outras. Até que um dia,  assim como Igor da Ucrânia (confira na história aqui), conheceu a capoeira por meio do filme “Only the Strong” (que foi traduzido para Esporte Sangrento em português) e se apaixonou pela arte. Também ficou que nem um doido procurando alguém que também desse aulas de capoeira até que conheceu o Mikail, moldavo que havia morado em Moscou e conhecido a capoeira por lá. Como ele estava em ótima forma física e já tinha formação em ginástica olímpica, acabou que pegou bem rápido as acrobacias e principais golpes de capoeira e depois de seis meses já estava craque. Continuar lendo “CAPOEIRA EM CHISINAU, CAPITAL DA MOLDÁVIA”

CAPOEIRA PELO MUNDO, CAPOEIRA NA UCRÂNIA

Dando continuidade ao trabalho de conversar com instrutores de capoeira pelos países os quais vou passando, entrei em contato com o Igor, um instrutor de capoeira de Kiev. Nos encontramos em um restaurante e fomos batendo nosso papo.

Igor trabalha como pesquisador e tem como área de formação a mesma da minha, ele também é formado em Relações Internacionais. Teve conhecimento da capoeira, veja você, por meio do filme “Only the Strong” que no Brasil foi traduzido para “Esporte Sangrento”, o primeiro filme Hollywoodiano sobre capoeira. Apesar do filme ter sido um fracasso de bilheteria, ele encantou o Igor que ficou doido para praticar aquela arte marcial. Porém, estamos falando de antes do ano 2000 e do advento do Google. Como ele poderia fazer para poder descobrir onde fazer uma arte marcial brasileira no meio da Ucrânia, sem internet para pesquisar¿ Ficou como um louco procurando sem nunca esquecer da capoeira até que por volta dos anos 2000 conheceu um professor que dava aulas e começou a praticar.

Esse professor tem uma história interessante também. Ele era instrutor de Hapkidô pelos idos dos anos 97 e 98 e inicialmente começou a dar aula de Capoeira pros alunos dele mais na brincadeira, nos últimos 15 minutos da aula. Depois de um tempo, ele começou a dar aula de capoeira duas vezes por semana e Hapkidô duas vezes por semana, até que depois de um tempo começou a dar aula só de capoeira. Continuar lendo “CAPOEIRA PELO MUNDO, CAPOEIRA NA UCRÂNIA”

CAPOEIRA EM MINSK, BELARUS

Um dos países os quais eu estava mais curioso e com vontade de conhecer algum instrutor de capoeira era a Bielorússia. Entre outros motivos, o fato do país ser um país fechado onde há menos de uma década atrás nem existia embaixada brasileira.

Marquei de encontrar com a Mila, batizada como instrutora Gata, no local onde ela iria dar a sua aula. De início já me chamou a atenção pelo fato de ser estrangeira (até aí tudo bem, o instrutor do Irã também era, confira sua história clicando aqui), mas principalmente pelo fato dela ser uma instrutorA. Todos os instrutores, mestres, de capoeira os quais eu conheci no Brasil (e até o momento viajando e conversando com capoeiristas pelo mundo) eram todos homens. Mila, seria a primeira mulher. Continuar lendo “CAPOEIRA EM MINSK, BELARUS”

CAPOEIRA NA REPÚBLICA DOMINICANA

Continuando com o projeto que venho desenvolvendo de escrever sobre capoeira nos países o qual venho viajando, cheguei à República Dominicana e comecei a procurar contato de uma escola de capoeira. Entrei em contato com um professor de Capoeira chamado Kazan e qual não foi a minha surpresa ao descobrir que ele era do Alemar, mesma escola de Capoeira do Minhoca, professor que encontrei na Romênia e cujo bate papo eu publiquei aqui.

O encontrei pelo link da escola dele no Facebook, o Alemar Capoeira RD.

Marcamos de nos encontrar em uma praça de Santo Domingo e comecei a ouvir a história do Kazan em um bate papo que foi muito legal. 

Ele é de Goiânia e me contou que se mudou para República Dominicana há quase 14 anos atrás acompanhando uma tia que era diplomata e que para ele era quase como uma mãe. Até ali, ele já tinha 16 anos de capoeira pois havia começado a treinar porque tinha uma pequena alteração física nas pernas que a prática de atividade física ajudava a mitigar. Quando perguntei se ele era mestre de capoeira, ele me explicou que era professor e que não era como grande parte dos capoeiristas que saem do Brasil e viram “mestres de avião”. O cara é um professor no Brasil, mas quando está no avião indo em direção a Europa se torna mestre por si só já que no exterior ninguém tem como checar a história pregressa dele. Isso acaba por se tornar um problema para imagem da Capoeira fora do Brasil, afinal, um Zé Mané qualquer se intitula Mestre e compromete um trabalho que é sério. Minhoca, na Romênia, já tinha me contado isso também. 

Continuar lendo “CAPOEIRA NA REPÚBLICA DOMINICANA”

Capoeira pelo mundo. Capoeira na Romênia

Continuando o trabalho de documentação dos capoeiras espalhados pelo mundo, entrei em contato com um capoeira que dava aulas em Bucareste. Ele se chamava Minhoca e marcamos um horário na academia dele.

Chequei lá e comecei a ouvir a sua história. Como grande parte dos primeiros capoeiristas que, durante a década de 70, chegaram à  Europa, ele também chegou: por meio de companhias de acrobratas que contratavam capoieras para fazer shows devido ao exotismo daquela arte marcial tão singular, que mistura floreios, dança, ritmo e música. Diz ele que um dia estava jogando em Goiás Velho, cidade do interior e que já foi capital de Goiás (quem nunca visitou, vá, lá é bonito demais), quando alguns caras de uma dessas companhias viram ele jogando e fizeram uma proposta a ele de seguir para a Bulgária.

No começo da história do Minhoca já há algumas particularidades. Primeiro que os caras costumavam contratar os capoeiras de cidades grandes, haja vista que é mais fácil ter acesso aos grupos e também às cidades e segundo que eles preferiam os capoeiras de aspecto bem negro, devido ao exotismo. Minhoca é branco, mas ainda assim resolveram o contratar devido ao seu forte carisma, que encantou os caras. Ele me disse que teve sorte, que os caras faziam audiências com capoeiras do Brasil inteiros e pouco passavam, mas ele foi escolhido no dedo, pois o bicho também já tinha sua competência, tinha 17 anos de capoeira. Em pouco tempo Minhoca tava no meio da Bulgária.

Chegou lá sem saber falar uma palavra de inglês, russo, búlgaro, língua do P ou qualquer coisa que não português. Porém, já tinha na cabeça que não queria mais voltar ao Brasil e começou a estudar forte o inglês, que pegou bem rápido. Também ficou craque em show com fogos.

Depois de um tempo, o contrato dele começou a ser finalizado e um investidor romeno ofereceu uma proposta para ele. Juntar o talento do Minhoca com os recursos financeiros do cara para assim abrirem uma academia de Capoeira em Bucareste. Como Minhoca não tinha muito a perder, levou berimbau e cuia para Bucareste. Chegou lá, o cara simplesmente sumiu. Tomou um cano. Por meio de amizades que havia feito, conseguiu alugar um apartamento e começou a dar aula em uma academia de Bucareste.

Como eu parece ser uma constante nas histórias dos Capoeiras que conheci viajando, o começo foi difícil, tratado a pão com ovo, literalmente. Porém, depois de um tempo, ele conseguiu enfim abrir a sua academia. E, sei lá, começar a comer pão com carne. Também teve a sorte de conhecer um produtor de uma cantora super famosa na Romênia, que o convidou para participar de um videoclipe dela. Depois de aparecer no videoclipe ele explodiu. Hoje o trabalho do Minhoca está disseminado por academias em quatro lugares da Europa: Bucareste, Treviso (Itália) e duas cidades da Moldávia. Ele conta com quase 200 alunos. Trabalha forte disseminando a cultura brasileira e a nossa língua, já que seus alunos de mais tempo tem aulas em português, o que acabam por começar a falar português também.

Conversando com o Minhoca eu via a paixão em tudo que ele falava e descrevia sobre o trabalho dele “Claudiomar, você tá aqui dentro do meu sonho”, ele me falava apontando para a Academia dele. Como bom Capoeira, Minhoca trabalha com a disseminação da cultura e da lingua e tem ideia de fazer um centro cultural brasileiro em sua academia. Tem uns projetos sociais também de Capoeira com crianças ciganas visando a auto-afirmação delas, que sofrem bastante preconceito na Romênia.

Histórias da Capoeira. Histórias do Brasil.

P.s: Abaixo, fotos aleatórias da Romênia

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A caminho da academia de capoeira do professor Minhoca

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Se liga no que eu achei na geladeira do albergue

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Isso sim é uma refeição balanceada
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Capoeira pelo mundo. Capoeira no Chipre

Pela internet acabei entrando em contato com um grupo de capoeira do Chipre. Chamava-se Apeiara. Ia fazer algo parecido com o que fiz no Irã (para mais detalhes, clique aquiIa fazer algo parecido com o que fiz no Irã (para mais detalhes, clique aqui), catalogar e escrever sobre mais um grupo de capoeira brasileiro perdido em um país estrangeiro. Como não sabia direito como funcionava o transporte público em Nicósia, acabou que andei quase uma hora a noite para poder chegar ao lugar.

Marcamos de nos encontrar na academia do instrutor e deu até um certo trabalho para chegar lá. Quando enfim cheguei, levei um bolo. Cheguei no meio de uma aula e fui recebido pelos alunos que me disseram que o instrutor não estava lá, que teve um pequeno problema e não pôde participar. Detalhe que eu tinha confirmado algumas horas antes com o instrutor e ele disse que tava tudo bem de eu ir lá. Se houve problema mesmo, não sei, porque até hoje ele não me disse nada, não me falou o que ocorreu.

Bem, uma pena, era uma oportunidade dele divulgar o trabalho dele. De qualquer forma bati uma foto da frente da academia ao menos para servir de registro que no Chipre também tem Capoeira apesar dele ter furado comigo de forma tão deselegante e não profissional.

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Nicósia a noite. Caminho que peguei para poder chegar à Academia
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Frente da Academia
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Capoeira pelo mundo – Capoeira no Irã

Bem, pensei, já viajo para caramba, por que não aproveitar e começar a reunir dados sobre como está a capoeira no mundo? Sempre ouvi gente falando que a capoeira está em 140, 150, 160 países diferentes, mas nunca um trabalho de ir lá e visitar os grupo de capoeira fora do Brasil! Daí pensei, bem, vou começar a fazer isso. Já havia praticado capoeira na Síria e na China (clique aqui e aqui para ler as histórias), presenciado galera jogando na Polônia e em Cuba (clique aqui e aqui). Porém, o Irã foi o primeiro lugar onde realmente parei para entrevistar um instrutor de capoeira!

Comecei a fuçar pela internet e vi que havia um grupo de capoeira chamado “Me Leva” que parecia ter alguma coisa de capoeira por lá. Entrei em contato com os caras e eles me passaram o contato do instrutor de lá, o Pouya, que marcou um horário comigo. Ele me passou o endereço e fui lá encontrá-lo.

Quando desci da estação de metrô, fiquei quase uma hora e meia andando de um lado para o outro tentando achar o lugar. Cara, não tinha jeito! Era quase impossível achar. O povo na rua não falava inglês e, depois de muito tentar, um vai daqui, outro vai dali, acabou que um cara na rua me pegou pelo braço, entrou em um prédio, subiu três lances de escada comigo e eu chegava no lugar. Não havia nada indicando que no lugar praticava-se capoeira. Sequer um anúncio. Sequer um cartaz. Aquilo era estranho. Acabou que deram três toques em uma porta, que mais parecia uma entrada de esconderijo, abriram só um pouco e perguntaram quem era. Quando falei que era o Claudiomar, me deixaram entrar! Lá dentro, por detrás de paredes de espuma, os capoeiras. Roupas brancas, sorriso, jogo, mandiga, aquele ambiente festivo de um lugar capoeira. Um dos rapazes, inclusive, usava uma bandana com a bandeira do Brasil. Porém, só homens.

E fui conversar com o Pouya sobre a história dele na Capoeira.

CARA, QUE HISTÓRIA

O Pouya havia sido campeão mundial de Kickboxing e era fascinado por artes marciais, tendo estudos também em Caratê e Ninjutsu. Diz que certo dia estava procurando uma arte marcial que fosse mais acrobática e se APAIXONOU pela capoeira. Aqueles saltos, aqueles chutes, aqueles floreios, aquelas acrobacias, eram tudo que ele precisava. Procurou, procurou e procurou e viu que não havia nenhum capoeira no Irã. Ele deu o jeito dele. Há dez anos, por meio de vídeos da internet e baixando ebooks, ele mesmo foi o seu professor, um capoeirista autodidata. Continuar lendo “Capoeira pelo mundo – Capoeira no Irã”

Eu sou brasileiro. De Belém? – a pergunta que escutava toda vez no Suriname

Primeira foto, no aeroporto, ao chegar de Belém

Sempre que viajo fora do eixo Europa – Estados Unidos, quando falo que sou do Brasil, a primeira coisa que as pessoas perguntam é: – “De onde? Do Rio de Janeiro?”. Quando muito as pessoas perguntam de São Paulo. Acaba que as únicas cidades que parecem conhecer do Brasil são Rio, São Paulo e, raramente, Brasília.

Redondezas onde fiquei hospedado
O pessoal do Suriname parece viver bem. Foto tirada em casa vizinha ao lugar que fiquei

No Suriname aconteceu algo engraçado! Foi o primeiro país que quando falava que era brasileiro as pessoas perguntavam: – “De Belém?”. Para o Suriname o Brasil começa em Belém! O Pará é o estado que faz fronteira com o Suriname e é onde há voo direto pra lá. Conversando com um motorista de táxi, em inglês sempre bom lembrar, ele me explicou que eu não vi muitos brasileiros porque não fui ao bairro onde eles se concentram:

– Quando você vai lá, parece uma “Little Belém” (uma pequena Belém) – ele me disse.
Esse aqui é um strip club que, segundo um motorista de táxi, era de um brasileiro e se chamava “Bigode”. Passei em frente e fiquei impressionado com a estrutura do lugar. Cara, diz aí! Essa mansão toda para um strip club? Quando passei na frente fui lá e bati uma foto. Rapaz, quando menos me espanto vem um cara correndo e gritando! Era um dos seguranças de lá que só se aquietou quando eu apaguei a foto. Acabou que na volta eu bati essa foto com uma câmera melhor que não dava para ele me ver! Qual é, rapaz, nunca perco uma foto!
Na praça principal de Paramaribo. Aos domingos rola uma capoeira aqui. Até tentei vir para jogar com a galera, mas infelizmente não consegui chegar a tempo =(
Palácio Presidencial

Belém acaba também sendo a porta de entrada dos surinameses para a América do Sul, pois, como eles mesmo me falaram, de Belém você pode pegar um voo para qualquer lugar do Brasil. De Belém para São Paulo ou Rio de Janeiro, podem ir para qualquer lugar da América do Sul. É engraçado pensar que, para nosso amigo médico do post passado, o Suriname era a sua porta de saída da América do Sul e a para os surinameses Belém era a sua porta de entrada. Quem da gente que mora na parte Sul do Brasil iria imaginar que Belém seria um hub tão importante!
Cara, isso é arte! Acredita que no Suriname passa o desenho do Chaves? E em espanhol! Caraca, quando vi que ia passar, fiquei que nem um abestado assistindo e dando risada com os filhos do meu host!
Tirei essa foto no que deveria ser um dos principais fortes de Paramaribo, construído à beira do rio, bem na porta de entrada da cidade. Serviu para proteger Paramaribo de invasores. Hoje parece mais um parque e quando fui hospedava uma galeria de gosto tão duvidoso que se você comprasse algumas peças ganhava até um banner, como na foto aí abaixo!
Essa também eu não esperava. Encontrei um busto do Simon Bolivar no meio do centro de Paramaribo. Apesar de alguns demagogos tentarem se apropriar de sua glória, manchando a sua imagem, Bolivar é um grande herói da América Latina, tendo libertado vários países da Espanha. Só achei estranho encontrar ele em um país de colonização holandesa como o Suriname. Para mim, seria mais ou menos como termos uma estátua de herói holandês no meio de uma praça de Brasília.

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