Veneza – Apesar de clichê, vale muito a pena visitar!

Ah Veneza!
Cara, quando desci da estação de trem e pisei meus pés pela primeira vez naquela cidade eu não acreditava que estava lá. Eu estava em Veneza! A cidade-palafita mais famosa e chique do mundo. O destino preferido dos enamorados! Cara, até hoje eu me questiono se realmente visitei a cidade, viu? Veneza é linda DEMAIS! É fantástica! Imagine uma cidade onde as pessoas apenas trafegam a pé ou em barcos?
Essa é a primeira imagem que você vê em Veneza. Porque? Porque é a primeira ponte em frente a Rodoviária =)

Eu não sei de onde veio todo esse meu fascínio pela cidade, mas acho que um dos motivos foi quando eu joguei Tomb Raider II no meu falecido Playstation One (que Deus o tenha) e uma das fases do jogo era jogada em Veneza. Lembro que a personagem do jogo poderia se movimentar pela cidade apenas nadando pelos seus canais. Fiquei fissurado em imaginar uma cidade como essa (imagina? “Ê brother, vou dá uma chegada na tua casa aí! Tou só colocando um calção de banho!”), mas depois fiquei triste por saber que isso só acontecia no videogame. Por quê? Bem, porque aqueles canais são sujos e fedem mais do que peido de gambá! Apesar de não poder nadar nos canais, Veneza ainda me encantava.

Cara, tem um papel de fundo da Microsoft que é IGUALZINHA essa parede aí, não?
Bem, Veneza é na verdade um arquipélago com centenas de ilhas. Uma das explicações para o surgimento da cidade sugere que ela nasceu quando italianos fugiam das sucessivas invasões de povos germânicos e da Europa Oriental. Por ser um arquipélago com canais rasos, é muito difícil trafegar por lá. É necessária muita experiência e conhecimento do terreno para não encalhar nos diversos bancos de areia que existem. Devido a isso, Veneza era uma fortaleza quase que inexpugnável! Vai um enxerto da Wikipedia que eu peguei explicando isso:
“Veneza está rodeada de lagoas de pouco profundidade, e isso valeu-lhe sempre como excelente defesa. Nas suas águas encalhavam facilmente os navios que não conheciam os fundos. Era também uma cidade entrincheirada protegida por grandes muralhas. As “muralhas” de Veneza são os perigosos bancos de areia que ficam quase a descoberto na baixa-mar. Para chegar a Veneza vindo do mar Adriático, é preciso conhecer as passagens, que em tempos de paz eram assinaladas com fileiras de estacas com luzes à noite.”
Só uma outra curiosidade acerca de Veneza. Você nunca parou pra pensar na semelhança do nome “Venezuela” e “Veneza”? Sim, não é mera coincidência. Américo Vespúcio, quando navegava pelo continente americano, deu esse nome para a Venezuela devido às diversas aldeias palafitas que encontrou por lá. Sim, palafita aqui no Brasil é feio. Na Europa é ser chique. Pense nisso se você mora numa palafita…
Veneza foi durante séculos um importante ele de ligação entre o Ocidente e o Oriente, pois fazia parte da Rota da Seda. Inclusive um dos seus mais ilustres filhos, Marco Polo, ficou famoso por percorrê-la algumas vezes.

Uma coisa que eu achei interessante foi a total inexistência de carros pela cidade. Eu, pelo menos, fiquei um dia inteiro em Veneza e não consegui ver nenhum carro por todo esse tempo, até porque, não há ruas por lá. Depois lendo um pouco pela Internet, vi que Veneza é oficialmente a maior região livre de carros de toda a Europa. Outra característica interessante da cidade é que Veneza é um dos destinos preferidos para os casais em lua-de-mel. Por todo o momento em que você está caminhando por lá, é possível ver gôndolas passeando pelos canais com casais apaixonados e, claro, o gondoleiro olhando só pra frente. Realmente bem parecido com o cassino que visitei em Macau.

E as gôndolas rachando de ganhar dinheiro. Aqui, um engarrafamento

Teve um amigo meu que teve uma experiência parecida com essa em Veneza, mas no melhor estilo daquela propaganda “Você QUASE foi promovido”.

Ele tinha uma namorada e havia combinado com ela de se encontrarem em Veneza para passar uns românticos dias juntos. Compraram passagem e dias antes deles viajarem, eles brigaram, terminaram o relacionamento e o cara acabou indo sozinho para lá. Diz que foi a PIOR experiência que ele já teve na vida dele. Ver aqueles casais apaixonados pelas gôndolas e ele com o coração partido.

Esse casal aí, coitado, gastou todo o dinheiro que tinha da lua-de-mel na passagem. Acabou tendo que comemorar mesmo numa ponte qualquer. Não tiveram a mesma sorte do casal de baixo que pôde pagar por uma gôndola.
Em Veneza também tive uma das experiências mais engraçadas do meu blog. Estava andando de boa em um das várias praças de Veneza quando ouvi alguém chamando o meu nome. Eram dois leitores do meu blog e a história vocês podem checar por aqui. Só sei que ficamos o dia inteiro juntos caminhando por lá.

Visitamos a Basílica de São Marcos, de influência bizantina e bem parecida com a Hagia Sofia, uma das construções arquitetônicas mais famosas de toda a Europa. A basílica de São Marcos fica na Praça de São Marcos, tecnicamente a única praça de Veneza (já que as outras “praças” são chamadas de campos) e um dos lugares mais LOTADOS de toda a Europa. Rapaz, mas tem gente, GENTE, naquele lugar! Vocês não imaginam o mundaréu de gente e vozes conversando. Barulho de vuvuzelas é fichinha comparado com o que você escuta por lá.

Praça de São Marcos
Ficamos dando umas voltas por lá e algo chamou a nossa atenção. Tinham uns negões bem altos caminhando pra cima e pra baixo com o que pareciam ser sacos com coisas dentro. Resolvi seguí-los pra ver de qual era. Caminhei um pouquinho até que um deles parou, olhou pra um lado, olhou para o outro e abriu o saco no meio da rua. Eram diversas bolsas de mulheres que eles ficavam vendendo pras turistas que passavam. Cara, era muito engraçado. Eles ficavam lá vendendo as bolsas, mas com um olho no peixe o outro no gato. Quando passava um policial por perto, eles ensacavam tudo e saiam caminhando em passos largos. Apesar de parecer ser uma atividade ilegal, ambulantes no meio de uma cidade turística como Veneza, os policiais pareciam não se importar muito com os vendedores. Na verdade eu vi até um policial caminhando por dentro de um loja pra tentar dar um bote em um dos africanos, mas quando ele viu o policial, saiu correndo com medo de ser pego. Parecia um jogo de gato e rato, um eterno Papa-Léguas veneziano.
Lá vem o Rápa!

Os guardinhas pareciam não querer sofrer o desgaste de levar alguém preso em uma das zonas mais turísticas da Europa. Além de que, bem ou mal, eles estavam trabalhando, apesar de na ilegalidade. E ficava nessa putaria, um fingindo que não estava acontecendo nada e o outro mais agoniado que barata de cabeça pra baixo.

Ficamos andando o dia inteiro pra cima e pra baixo e quando foi a noite, era chegada a hora de eu pegar o meu trem em direção a Ljubljana pra poder voar para o meu próximo destino: Viena.
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Florença

Tenho que confessar que inicialmente Florença não estava nos meus planos. Basicamente, eu tinha curiosidade de conhecer apenas as cidades de Roma, Veneza e talvez Pisa. Por que acabei indo pra Florença então? Bem, quando estava em Roma, vendo como poderia fazer pra poder chegar em Veneza, percebi que vários horários de trens diferentes faziam algumas paradas em Florença e, além disso, os caras que estavam me hospedando em Roma também estavam indo para lá pra poder passar o fim-de-semana. Pesquisei, vi que sairia até um pouco mais barato ir de trem pra Florença e de lá pra Veneza e com isso não tive dúvidas: Segui para Florença!
Protesto por mais verbas estudantis na estação de trem quando eu ia pra Florença.
 
Dois dias antes de viajar, saí desesperadamente pedindo couch pra quem quer que eu via no Couchsurfing e, por sorte, um cara aceitou me hospedar pro fim-de-semana. O nome dele era Matias, ele era francês e estava participando do Eramus (um programa de intercâmbio estudantil que encoraja cidadãos de diferentes países da Europa a estudarem em outros países da União Européia). Morava numa república com mais quatro estudantes e, no final, eu iria acabar ficando mais ou menos só uma noite com ele, já que chegava no sábado bem cedo e iria embora na segunda feira de madrugada.
Matias e sua república
Até cheguei a pesquisar um pouco sobre a cidade de Florença, sobre seus museus e lugares turísticos, afinal, Florença foi um dos berços do Renascimento. Acabou que eu nem visitei museu, nem porra nenhuma. Ah não, brother! Eu já tinha ficado a semana INTEIRA em Roma só fazendo isso! Museu pra cá, museu pra lá, catedral pra cá, catedral pra lá! Não havia saído nem uma noite sequer! Quando soube que iria ficar em uma república, só com estudantes universitários, deu pra perceber que as minhas noites florentinas seriam um pouco “ocupadas”. A cidade pela noite FERVE!! Florença é uma cidade com várias universidades e vários estudantes da Europa inteira indo fazer intercâmbio por lá, por aí você imagina como é a situação. A noite lá é caos!
Depois de tanto tempo reclamando do restaurante universitário da UnB, olha onde fui parar. Restaurante universitário de uma universidade de Florença. Ah sim, a carteirinha não era minha 😛
Cara, não deu outra. Foram duas noites em Florença, duas festas em repúblicas de estudantes. A primeira em uma república de estudantes espanhóis. A segunda… bem… a segunda eu nem soube de quem era a república, só sei que foi uma bagaceira só!
Eu, Matias e uma das suas companheiras de apartamento tomando um sol na praça no melhor estilo europeu
 
Saímos para essa festa dos espanhóis e fomos chegar em casa quase quatro horas da manhã. Como vida de malandro não é fácil, acordei já as oito da matina e fui logo fazer um passeio pela cidade que, se não tinha tantas atrações como Roma, com certeza valia pelo menos um dia inteiro de caminhada pois, como já disse, Florença foi um dos berços do Renascimento.
Eu e o Matias na festa dos espanhóis
Saí de casa, visitei algumas praças florentinas e, claro, visitei a mais do que famosa catedral de Florença, com seu estilo gótico. Uma obra prima do Renascimento. Dei mais umas voltas e me encantei com uma ponte que, apesar de muito famosa, eu nunca ouvira falar dela. Era a Ponte Vecchio, uma ponte que, de tão antiga, data do tempo do Império Romano. Diz a lenda que a palavra “bancarrota” provém desta ponte. Há muito tempo atrás, ela era um importante centro comercial do Império e para montar-se uma banca nela, era necessária uma autorização especial bem cara. Quando o mercador não tinha a autorização ou não pagava as suas dívidas, a sua banca era quebrada pelos soldados romanos. Essa prática era conhecida como bancorotto (banco de “banca” e rotto de “soldado”).
Bati fotos também do Palácio Vecchio, sede do município de Florença e um dos símbolos da cidade. Em sua fachada é possível ver alguns brasões que simbolizam algumas famílias do tempo da República de Florença e também alguns lemas da cidade, como sua fidelidade ao papa.
No final subi um morro, um dos lugares mais visitados de Florença, onde era possível ter uma visão panorâmica da cidade.
Segunda Noite
A noite fomos para a outra festa. E que festa, viu rapaz? Cara, lá foi legal demais! Descemos todos juntos pra uma outra república de estudantes. Rapaz, foi só eu chegar que eu fui logo ficando amigo de um português muitooo gente boa. O nome dele infelizmente eu não lembro mais! Mas o cara era gente boa demais e engraçado. Quando falei que era brasileiro ficamos logo amigos. O cara mandava demais no violão e a gente acabou virando logo o centro da festa. Ele depois de um tempo tocando, virou pra mim e perguntou:
– Cara, tu sabes tocar violão?
– Pô, bicho, sei não!
– Pô, mas tu não é brasileiro? Todo brasileiro não toca violão?
Rapaz, eu fiquei pensando sobre a pergunta do figura. Só faltava essa. Eu já tava acostumado com as pessoas me questionando, ao eu dizer que era brasileiro, se eu fazia algumas coisas. Era o que eu chamava de “brasileiro pacote completo”. Na maioria das vezes, na hora que as pessoas te perguntam se você é brasileiro, elas de cara já perguntam:
1 – Você sabe jogar futebol?
2 – Você sabe dançar samba (às vezes até mesmo salsa, eles perguntam)?
3 – Você joga capoeira?
É meio que uma visão estereotipada que algumas pessoas tem do Brasil. Eu não vejo ninguém perguntando pra alguém “Ah, você é japonês? Você sabe consertar vídeo-cassete?”, mas é só dizer que é brasileiro que já vem essas perguntas. Eu que, logicamente, não vou querer sair fazendo uma discussão antropológica com cada pessoa que acabei de conhecer só porque ela tem uma visão estenotipada do meu país, né? No final acabo sempre rindo e falando que sei fazer todas essas coisas (salsa, por exemplo, eu não sabia dançar. Aprendi a dançar na viagem de tanto as pessoas me perguntarem se eu sabia), não tão bem, mas sei algo. Mas, tocar violão, ele era o primeiro que vinha me perguntar!
A festa com o português tocando violão

Respondi negativamente e continuamos tocando o violão. De repente, o telefone do cara tocou. Era uma amiga dele chamando a gente pra uma festa que estava rolando numa das praças de Florença. Ele falou que ia e me convidou pra ir junto com ele. Cara, a festa onde estávamos tava bem legal e tinha uma espanhola me dando uma moral danada, mas o cara era tão gente boa que acabei indo com ele. Fui também porque o Matias decidiu ir. No caminho alguém resolveu levar quase um barril de cerveja que tinha lá no meio da festa! A marca da cerveja era “Beck” e acabamos apelidando nosso barril de “Bequinho”, nada mais meigo e carinhoso do que um nome como esse. E fomos lá pra igreja, com Bequinho debaixo do braço, fomos chegando!

Eu e Beckinho
 
Chegamos na praça e tava uma GALERA tomando cerveja sentada numa escadaria de uma igreja que, eu vendo a placa posteriormente, vi que foi construída no século XV!!! Igreja renascentista e a galera bebendo cerveja nos degraus! Não tem respeito nenhum!!
Cara, a gente tinha acabado de chegar no lugar, já me passa um cara numa bicicleta e vira pra gente perguntando se não queríamos comprar. Uai, assim? Comprar uma bicicleta no meio da rua? Cara, essa galera realmente é empreendedora. Perguntei, só por curiosidade, pro figura quanto ele queria nela e qual foi a resposta dele? 50, 40 euros? Não, CINCO euros!! Será se a bicicleta era roubada? Hahahahah…. Tinha acabado de sair do forno, digo, acabado de ser roubada. Hahahaha. O Matias até que ficou um pouco interessado, mas eu falei pra ele não comprar. Rapaz, é como eu disse, a noite da cidade é CAOS!
Sentamos nos degraus e começamos a tomar nossa cerveja. Continuamos tocando um violão, cantando algumas músicas do Chico Buarque (o português sabia MUITAS músicas do Chico) e mais uma vez viramos o centro das atenções. Sentaram duas espanholas do nosso lado e começaram a dar mó papo pra mim e pra ele. Mais pra ele que pra mim, pra falar a verdade. Maldito poder que o violão tem pra poder impressionar as mulheres! De repente o português já deu um go-go-fight no pescoço de uma das duas e começou a pegar a menina! Rapaz, na hora eu já achei que era a minha deixa e pulei no pescoço da outra. Ela meio que ficou se fazendo de difícil e como eu não tava com muita paciência, resolvi não investir muito, afinal, já eram jogadas duas horas da manhã e meu trem no outro dia saía cinco horas da manhã pra Veneza. Como a viagem só durava duas horas (tempo que eu iria dormindo no trem), resolvi voltar pra casa pra poder tentar dormir ao menos umas duas horinhas a mais. Duas em casa, mais duas com a do trem na viagem, dariam quatro horas. Não são muitas horas, mas já é alguma coisa pra ajudar. Bom lembrar que eu iria ficar o dia INTEIRO caminhando e portanto deveria dormir um pouco, afinal, Veneza é VENEZA e eu precisava estar disposto pra poder aproveitar uma das poucas cidades que eu REALMENTE desejava visitar na Europa.
Beckinho a caminho da praça
Desci pra casa e fui dormir. Quando deu mais ou menos uns vinte minutos toca o meu celular. Quem era? Minha mãe com saudades? Claro que não!!! Era o português!! O bicho me ligou desesperado dizendo que tava querendo “dar um rolê” com a espanhola dele e que não tava podendo porque ela não podia deixar a amiga sozinha. Depois de um tempo conversando com ela, ele convenceu a outra espanhola a me dar uns pegas e disse que era pra eu descer que ela “tava só me esperando”. Proposta indecente é pouco pra poder descrever a situação que o cara me deixava. Fiquei naquela indecisão miserável!! Descia e dava uns pegas na espanhola, mas ficava que nem um zumbi o dia inteiro em Veneza e não aproveitava nada? Ou fingia que não era comigo e simplesmente dormia pra poder aproveitar a minha cidade favorita na Europa inteira? Diga aí? É ou não é uma decisão difícil?
Eu fiquei, “pô, o que é que eu faço?”. Eu sei que muitos de vocês vão até duvidar da minha masculinidade, mas eu realmente acabei optando por ficar e não descer do apartamento. Entre outras coisas que eu pensei, mulheres tem em todo o mundo, mas Veneza era só aquela e sabe Deus se um dia terei oportunidade de visitar novamente. Apesar dos insistentes protestos do português, eu acabei ficando em casa e dormindo mesmo. Até hoje essa decisão me assombra. Dilema do prisioneiro o cacete!! Isso sim foi um dilema difícil pra mim! Nem no filme do Homem-Aranha alguém teve que tomar uma decisão tão difícil.
Sei que minha noite terminou com o português lá embaixo gritando o meu nome pra ver se eu descia e eu fingindo que não era comigo. Hahahhah… Cara, que tristeza eu ter perdido o contato daquele cara, viu? Poucas pessoas pude conhecer tão gente boa como ele. Mas enfim, a vida é assim. Bola pra frente. Não era a primeira vez que eu conhecia alguém que nunca mais veria na minha vida. Lembrou da Tailândia…

Show dos pássaros estorninhos no céu de Roma

Galera, eu já estava começando a escrever o post novo sobre Florença quando, futricando as minhas fotos aqui, percebi que havia alguns vídeos que fiz em Roma e que acabei esquecendo de postá-los. Um deles, um dos mais interessantes, é esse verdadeiro show que pude presenciar quando estava caminhando pelas ruas de Roma com o Brian. Foi engraçado porque quando já estávamos voltando pra casa, eu e o Brian começamos a discutir como faríamos pra poder ir. Eu queria ir de metrô (era barato, mais ou menos um euro), mas o Brian bateu o pé e falou que queria ir caminhando já que éramos mochileiros. Acabei concordando com ele e enfrentei uma caminhada de quase uma hora na volta pra casa. Mas no final valeu a pena, viu?? Fomos tomados de surpresa quando verdadeiros “cardumes” pareciam flutuar num balé indescritível pelos céus romanos. Eram pássaros estorninhos que, durante o frio inverno europeu, costumam buscar refúgio nos climas mais amenos das cidades do sul da Europa como Roma.
Cara, é SIMPLESMENTE sensacional vê-los deslizando com toda sua leveza pelos céus, como se estivessem em um aquário. Eu e Brian acabamos ficando quase uma hora parados só admirando aquele show de rara beleza.Mas como nem tudo é festa, é sempre bom lembrar que um pássaro tem uma cloaca e MILHARES de pássaros tem MILHARES de cloacas! Cara, você tem que ver a destruição que esses passarinhos saem fazendo. Cagando a cidade inteira. Se você ficou puto com aquele pombo que cagou no seu carro hoje de manhã, agradeça a Deus por não ter dado de cara com esse “batalhão cagador” no caminho. Seu carro poderia acabar como esse aqui embaixo…Doido demais.Amanhã tem jogo do Brasil e não sei se vai dar pra eu postar algo, mas vou me esforçar ao máximo pra que quarta feira eu já comece o post sobre Florença.
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Perambulando por Roma

Cara, perambular por Roma é uma parada muito complicada. A cidade tem muita história, tem muitas atrações e muitas ruínas pelos seus cantos. Pra eu falar de tudo o que eu vi quando estava por lá, necessitaria de um blog só pra escrever sobre ela, isso porque teve muita coisa que eu via e não tinha muita idéia do que era. Cara, eu passei uma semana na cidade e não deu pra ver tudo. Uma semana! Mas não foi aquela semana que eu passava quando tava em Delhi não. Aquela semana que a gente saía pra tomar uma cerveja a noite, eu acordava onze da manhã, saía meio dia e voltava as quatro. Foi uma semana puxada, acordando categoricamente às oito da manhã, voltando as seis da tarde e ainda assim não deu pra ir a todos lugares que eu havia planejado. Só pra vocês terem uma idéia, o Museu do Vaticano tem tantas, mas TANTAS esculturas e quadros, que certa vez eu li na Internet um cara dizendo que se você gastasse oito segundos pra ver cada peça demoraria cerca de dois anos pra ver tudo. Cara, é um museu que tem quase a idade da Igreja Católica e que reúne o acervo que vários papas diferentes foram adquirindo, ou roubando, pelos séculos.

Dentro do Museu

Outra coisa interessante que podemos falar é que Roma foi uma das poucas cidades na Europa que eu achei parecida, E MUITO, com as nossas grandes cidades aqui do Brasil. Mas particularmente com São Paulo. Cara, Roma é MUITO suja! É lixo pra tudo que é lado! Outra coisa, parece ser uma cidade muito pobre. Toda esquina tem gente pedindo esmola ou africanos vendendo quinquilharias. Roma foi a ÚNICA (e quando digo única, é literalmente) cidade da Europa inteira que tive a oportunidade de ver pessoas nos sinais limpando vidros de carros e pedindo algo em troca. Uma cena bem comum em nosso país e que infelizmente não deu pra eu tirar fotos…Pra não escrever um post de vinte páginas sobre os pontos turísticos que eu vou citar aqui, vou apenas citar o nome e quem não souber do que eu estou falando, clica no link que vai levar direto pra um link da Wikipedia explicando tudo.

Roma era tão engraçado que até chegar em casa era uma epopeia sem tamanho. Rapaz, mas o bairro em que eu estava hospedado, todas as ruas pareciam as mesmas, não tinha muita diferença. Aí era uma treta só pra poder chegar em casa. Depois de dois dias eu notei um curioso objeto que ficava escorado no parapeito de uma grade que era só virar à esquerda assim que visse o objeto que eu estava em casa. O que era? Uma estátua romana? Uma escultura do Papa? Não, uma meia suja que continuou jogada lá durante TODA A SEMANA que fiquei por Roma! Impressionante!

O caminho de volta pra casa era assim: Vire à direita no castelo gigantesco e impressionante.

E á esquerda na meia suja. Ainda bem que em uma semana ninguém pegou essa meia suja para lavar, senão eu tava ferrado

Bem, mas vamos começar falando sobre a perambulada por Roma.

Em frente ao Panteão

Pra começar, lógico, fui no Museu do Vaticano. Porque, entre outros motivos, o passeio no Museu do Vaticano terminava na Capela Sistina, onde seria possível ver os famosos afrescos de Michelangelo. A entrada era um pouquinho salgada, uns 17 euros, mas valia cada centavo.

Perseu e Medusa

Laocoonte e seus filhos. Episódio dramático da Guerra de Tróia.

Tirei fotos de algumas esculturas que eu ainda lembrava o que era do tempo que estudei Artes Plásticas no Colégio, e gastei meu dia inteiro por lá.

Cara, eu sei o nome dessa escultura, mas eu achei ela muito massa. A apelidei de “Pegaram!”. Achei muito engraçada a cara do cavalinho com a língua de fora. Hehehe

Escola de Atenas, umas das mais famosas pinturas de Rafael

Museu do Vaticano é assim. É tanta escultura pelos cantos, que qualquer bustozinho de 1000 anos vira apoio pros braços.

 

No final, claro, havia o mais importante: o teto da Capela Sistina. Uma coisa que me deixou um pouco impressionado foi que antes de você entrar na capela, há dezenas de avisos colados nas paredes avisando: “Não tire fotos dentro da Capela Sistina!”, “Não é permitido tirar fotos dentro da Capela Sistina”. Eu até fiquei chateado por isso, mas enfim, eu achava que tinha que respeitar. Rapaz, ledo engano. Foi só eu entrar lá que eu vi o mundarél de flashs saindo lá de dentro. Flash!, Flash!, Flash!. Rapaz, era TODO mundo tirando fotos do teto da capela. Ah porra, quando eu vi que a parada era bagunçada mesmo também comecei a tirar fotos também. Ninguém é de ferro.

Tinham umas pessoas que estavam meio que disfarçando que batiam fotos, mas eu já não tava muito preocupado! Tava descarado mesmo!

Pietá, escultura na Basílica de São Pedro, próxima à Capela Sistina.

 Depois de uns dez minutos me esbaldando, veio só uma mãozona na minha máquina. POU! Quando eu já me preparava pra poder sair na porrada, eu só vi aquela voz: NÃO É PERMITIDO TIRAR FOTOS!! Era um segurança da capela! Sim, eles existiam!! Levei até um susto. Depois fiquei pensando que vida miserável deve ser aquela de ter que ficar controlando aquela horda de turistas enfurecidos todos os dias. Pombas, não quer que neguinho tire fotos lá dentro, eu tenho uma ótima idéia. Tirou fotos? Multa: 1000 euros! Queria ver quem ia bater fotos lá dentro. Além disso ia dar pra tirar uma grana massa com essa história.

Essa foi a hora que eu levei a mãozada do segurança da capela. Olha a cara de espanto do tiozão vendo aquilo.

No outro dia ainda visitei a Fontana di Trevi. Como dizia a tradição joguei uma moeda na fonte e fiz um desejo. A fonte era até bonitinha, mas o que mais me impressionou não foi a fonte em si, mas a GIGANTESCA horda de turistas fazendo o mesmo. Rapaz, mas era gente, GENTE DEMAIS!

Êêê Tiozão, vai lá!! Joga a moedinha!

Outra coisa, também havia vários turistas brasileiros por lá. Fiquei um pouco impressionado com isso. Mas depois que eu fui lembrar: Roma faz parte do “mainstream” das viagens que os brasileiros fazem pra “conhecer a Europa”. Talvez em Paris e Londres fosse o mesmo. Só pra lembrar, a maioria dos lugares que viajei era bem complicado achar brasileiros por onde passava, ainda mais com uma guia segurando a bandeirinha. Além de Roma só vi grupos assim quando visitei Israel, mas isso eu conto depois.

Visitei também o Coliseu. Cara, o Coliseu é muito engraçado. Primeiro que pra entrar, parece uma fila do Playcenter. É gente, GENTE na fila esperando a sua vez. Segundo que eu estava esperando (e eu tinha certeza que a maioria de vocês também) que o piso do Coliseu fosse uma parada maciça. Um piso mesmo. Mas não, cara! Quando você chega lá, dá até pra se tomar um susto. Se liga como é.

Cara, pelo que eu entendi lendo pela Internet, isso acontecia porque o chão do Coliseu durante as apresentações era quase que uma produção do James Cameron, tamanho o número de efeitos especiais que surgiam de lá. Por aqueles corredores poderiam surgir tigres, animais, bestas-feras, alçapões, o caramba, pra poder influenciar na luta dos gladiadores. Ter que se preocupar com o fato de que o outro cara com a espada está afim de te fazer em pedacinhos acho que não era suficiente pros romanos. Eles tinham que colocar algumas coisinhas a mais pros gladiadores não ficarem entediados com aquele duelozinho mixuruca.

O chão era recoberto com madeiras e jogado areia por cima pra poder corrigir as imperfeições. Tem uma cena do filme O Gladiador, que eu não sei se vocês lembram, que é quando eles colocam quatro tigres pra poder delimitar o espaço que eles podem lutar. A cena que eu falo está mais ou menos no minuto 1:38 do vídeo abaixo.

Depois de lá, pude visitar o lugar onde Mussolini costumava fazer os seus famosos discursos para o povo italiano.

Cara, olha a visão do povo que o cara tinha!! Diz aí!! Dá até vontade de ser um ditador saguinário só pra fazer discursos daí de cima, ou não?

Visto de outro ângulo

Teve também a Embaixada Brasileira em Roma que entre os seus momentos mais tristes abrigou Itamar Franco como embaixador.

O local onde Giordano Bruno foi queimado por, entre outras heresias, propôr que o universo era infinito e que havia outros sistemas solares espalhados pelo universo. Olha só que idiotice que ele falou! Claro que ninguém acredita nessas coisas hoje em dia. Achei foi pouco ele ter sido assassinado.

Outro lugar interessante que visitei, foi o lugar onde Júlio César foi assassinado. O nome do lugar? Claro, não podia ser outro. Largo Argentina! A história é feita pelos homens, mas no final sempre acaba sendo justa. O “Largo Argentina”, situa-se no antigo Teatro de Pompeu, onde Júlio César foi assassinado nas suas escadas.

Cara, mas uma coisa que me chamou a atenção mesmo, além do nome mais do que justo, foi a “gataiada” que tinha por lá. Rapaz, mas era gato pra todo lado, depois que eu fui descobrir que lá também funcionava meio que um “abrigo pra gatos” abandonados que existem pela cidade. Sim, como já falei, Roma parece uma cidade de um país subdesenvolvido como o Brasil, eles também tem esses tipo de problemas. Mas com a diferença que lá os gatos ficam abrigados em Largos milenares!

Roma

Cheguei à cidade eterna vindo direto da Eslovênia, como já havia falado. Meu host só poderia me buscar pelo final da tarde e, “infelizmente”, tudo o que me restou foi ficar passeando por Roma e todo a sua impressionante beleza arquitetônica. Cara, a primeira coisa que eu acho que tenho que chamar a atenção sobre Roma é que, cada vez que você vira uma esquina, cada vez que você cruza uma rua, você deve abrir seu guia novamente e ver o que aquilo representa. É uma estátua de 500 anos aqui, uma construção do tempo de Roma ali e muitas, MUITAS, fontes. Rapaz, ow lugarzinho pra ter fonte, viu? Aquilo é impressionante! Virou uma esquina, aparece uma fonte diferente…
Mas o que eu queria mesmo ver era o Vaticano! Corri direto da estação de trem para a Praça de São Pedro e já fui pra fila pra entrar na Basílica de São Pedro. Infelizmente não me foi permitido entrar porque eu estava de bermuda. Tive que me contentar apenas em bater algumas fotos do obelisco e dar uma voltas pelas imediações do Vaticano.
Tem como ser mais claro?
No outro dia, já com calças, em frente ao obelisco na Praça de São Pedro
Bati logo umas fotos da Guarda Suíça, a guarda pessoal do Papa, que chama a atenção por suas roupas, digamos, incomuns. Dizem por aí que foi o próprio Michelangelo que desenhou os seus uniformes, mas se isso é verdade, esse cara devia ter era um péssimo de um mal-gosto. Imagina você tentando impôr respeito num exército inimigo com uma farda dessas? Mais parece um bobo da corte! Como o próprio nome já diz, eles são suíços e, excetuando-se os oficiais, todos celibatários.

Visitei também as ruínas do fórum romano, o antigo centro comercial e coração do Império Romano. Como eu não estava com muito tempo sobrando e, logicamente, sem DINHEIRO sobrando, infelizmente não deu pra eu contratar um guia que pudesse me explicar tudo que existia por lá. Sem histórias e sem alguém que lhe explique alguma coisa, pilastras são apenas pedaços de pedras e ruínas, apenas ruínas… Ficou um sentimento de que eu havia deixado MUITA história trás, mas foi o que deu pra eu fazer devido a sérias restrições orçamentárias.
Imagens do Fórum Romano… Lugar bem frequentado, por sinal…
Depois de algum tempo passeando foi chegada a hora de enfim me encontrar com meu host. Marcamos de nos encontrar em frente à praça de São Pedro e ele foi me buscar.
Couch em Roma
Os caras que me hospedaram em Roma foram realmente bem legais. Eram todos americanos e estavam fazendo um intercâmbio de alguns meses na cidade. Os caras meio que tinham acabado de começar o Couchsurfing e ainda estavam tentando se adaptar as ferramentas. Resultado? Meio que se confundiram, acabaram se enrolando e saíram falando “sim” pra quase todo mundo que pediu couch pra eles. No final eu fiquei hospedado na casa com mais outras quatro pessoas, duas israelenses e um casal francês.
O casal francês em si já merece um aparte. Os caras tinham duas motinhas que eles haviam comprado no Vietnã. Aí você pergunta: “Como foi que eles levaram as motinhas pra Roma?”. Sim, foi exatamente do jeito que você está pensando. Eles vieram dirigindo as bichinhas de lá! Rapaz!! Do Vietnã a Roma eles foram por todo tipo de estrada que você imaginar. Depois de conhecer um cara que foi de bicicleta da Inglaterra à Malásia, um casal que tava indo de moto do Vietnã até a França, ficar na casa de uma menina em Praga que havia viajado da Inglaterra até a Índia de busão, acho que só me faltava conhecer alguém que estivesse fazendo um trajeto desses caminhando… Era só o que faltava..
Durante o dia cada um seguia o seu caminho, mas quando era noite todo mundo se encontrava na casa. Resultado? Festa!! Rapaz, toda noite era uma festa danada naquela casa. Ás vezes a gente cozinhava, às vezes a gente saía pra tomar uma cerveja, às vezes a gente tocava uma viola… Sei lá, sempre se achava uma coisa pra se fazer. Lembrou-me demais a nossa casa no Vietnã.
Além dessa trupe de malucos que fiquei, também pude reencontrar um antigo brother por lá. Ele era canadense e havíamos nos conhecido, na Eslovênia?, não! Reencontrei com um cara que havia conhecido quando ainda viajava por Macau!! Couchsurfing é uma coisa engraçada mesmo, né cara? Eu fiquei em um mesmo couch em Macau com um canadense e alguns meses depois nossos caminhos se cruzam e pudemos nos encontrar em Roma!! O nome dele era Brian e ficamos um dia inteiro caminhando por Roma. Mas isso fica pro próximo post, quando vou comentar sobre como foi a perambulada por Roma.

Itália e Vaticano

Cara, do trecho mais badalado por todos que vão fazer uma viagem pra Europa (França, Inglaterra, Itália, Portugal, Espanha, Holanda e Alemanha), a Itália era o único país que eu realmente fazia questão de viajar. A Alemanha eu nem estava planejando ir, acabei indo por acidente quando consegui uma carona pra Munique quando estava em Praga. Espanha e Portugal eu só fui mesmo porque já estava no trajeto que eu havia desenhado. Mas a Itália não! A Itália desde o começo estava nos meus planos de viagem e, além de Polônia, República Tcheca, Grécia (que infelizmente não deu pra eu ir) e Hungria, era um dos únicos países europeus que eu REALMENTE sonhava em ir desde que ainda fazia trajetos numa calculadora de milhas aqui no Brasil.Por quê? Bem, cara, porque o Império Romano e a Grécia Antiga são os pilares de toda a civilização e pensamento do Ocidente. Basta lembrar do Direito Romano (de onde se origina o nosso Direito); a influência de Sócrates, Platão, Aristóteles, Pitágoras, Arquimedes na filosofia ocidental e também na matemática; a democracia, que não existiria sem Clístenes e Sólon; a base da Igreja Apostólica Romana entre outros. Roma e Atenas são cidades que respiram história por todas as suas esquinas e becos. Infelizmente, como já falei, não deu pra ir à Grécia, mas felizmente pude visitar Roma, “a cidade eterna”, Veneza (que faz parte do imaginário de qualquer pessoa) e ainda deu pra dar uma passadinha marota em Florença.
Uma curiosidade que acabou ocorrendo comigo na Itália e que não ocorreu em nenhum outro país europeu enquanto viajava. A Itália foi o único país da Europa que pediram meu passaporte pra poder atravessar uma fronteira que teoricamente não existia (já que atravessava da Eslovênia que também faz parte da União Européia). Deixe eu explicar melhor. Pra quem não sabe, viajar dentro da União Européia é como viajar dentro do próprio Brasil. Mais ou menos, guardada as devidas proporções, como viajar do Maranhão pro Piauí. Não há posto de imigração, controle de fronteira, visto, nada disso! Você apenas vai viajando e, PIMBA, quando vê tá lá a placa dizendo “bem vindo” ao outro país. Todas as fronteiras que eu cruzei; Polônia-República Tcheca, República Tcheca-Alemanha; foram assim. A única que eu tive um certo tipo de problema foi quando eu viajava da Eslovênia pra Itália. Pô, peguei o trem noturno! Oito horas de viagem! O que eu pensei? Claro! Vou dormindo a viagem inteira. Quem disse? Deu umas três horas da manhã acordo com um cara me chacoalhando no trem. Quando eu já ia abrindo a boca pra xingar o figura que eu fui perceber que era um policial italiano. Ele começou a falar em italiano comigo, mas deu pra entender que ele pedia meu passaporte. Deu vontade de mandar ele cuidar da vida dele, já que ele não poderia fazer aquilo, mas acabei dando meu passaporte e perguntando o que estava acontecendo. Ele nem se deu ao trabalho de me responder. Apenas checou meu passaporte e me devolveu. Safado! Só pra ferrar meu sono.
Além de toda a sua história milenar, também queria viajar a Roma porque, sempre bom lembrar, lá há o menor país hoje em extensão: o Vaticano. Roma é quase uma figurinha premiada! Uma visita a Roma vale dois pontos no álbum de figurinhas da viagem! Dá pra visitar dois países (Itália e Vaticano) em um só dia, olha só!
Caso vocês estejam perdidos e não tenham se tocado, a sede da Igreja Católica é um país soberano. Como isso pôde acontecer? Bem, todos sabemos que a Igreja Católica sempre foi (e ainda é) uma das maiores instituições detentoras de terras do planeta. Durante vários anos, as terras próximas de Roma e a própria cidade foram governadas pelo Papa, que se comportava como um verdadeiro soberano destas terras. Isso durou até o século XIX, século da unificação da Itália. Durante o processo de unificação do território que hoje corresponde ao país, as tropas italianas foram conquistando e anexando as terras papais até o momento em que conseguiram entrar triunfantes em Roma e tomar controle da cidade. Como compensação pelas terras perdidas, os italianos ofereceram a área que hoje é o Vaticano para o estabelecimento de um país para a Igreja. O Papa logicamente não aceitou e se trancafiou no seu palácio alegando que estava sendo feito refém pelo poder laico. Essa confusão durou um bom tempo até que, vendo que não conseguiria muita coisa, o Papa resolveu aceitar os termos, assinando o tratado de Latrão com Benito Mussolini, e assim foi criado o menor país do mundo. Apesar de reconhecido por diversas nações como um país soberano, o Vaticano não possui direito de voto nas Nações Unidas. Motivo? A oposição dos países não-católicos que não o reconhecem como um país, mas apenas como a sede administrativa da Igreja Católica.
Trocando em miúdos, o Vaticano possui uma área de 0,44 quilômetros quadrados e uma população de 800 pessoas. Possui a menor taxa de natalidade do mundo (sacou a piada? Há há? Há há?). A Itália, por outro lado, possui uma população de 60 milhões de habitantes e uma das maiores economias do mundo, com destaque para os setores automobilístico (Ferrari, Fiat…), moda (Armani, Benneton…) e turismo (a Itália é hoje o quinto país mais visitado do mundo). Uma coisa engraçada da Itália é o grande contraste que existe lá dentro. Se vocês acham que o Nordeste brasileiro é muito diferente de São Paulo, é porque nunca ouviram falar do Norte e do Sul da Itália. O Norte da Itália é altamente industrializado, sede de suas maiores empresas e muito, mas MUITO rico. Já o sul, bem, o sul da Itália nada mais é do que um grande brasilzão. Pobre pra todo lado, essencialmente agrário e com muito, mas MUITOS problemas de máfia e corrupção (no ranking da ONG Transparência Internacional a Itália aparece como um dos países mais corruptos do mundo, apenas 10 posições acima do Brasil). Bom lembrar que todos os filmes de mafiosos são de famílias italianas, principalmente sicilianas e calabresas.
Cara, eu poderia ficar o tempo inteiro falando da Itália e do Vaticano e de suas diversas atrações, mas vou ficando por aqui. Quando eu começar a falar de cada cidade que visitei por esses locais vou falando com mais detalhes, acho que assim fica melhor.

Contos em Veneza

Cara, tem umas coisas que contando acho que ninguém nem acredita.

Estava pelas minhas andanças pela Itália, em Veneza. Depois de algumas horas caminhando resolvi descansar em uma praça. Do nada, alguém começa a chamar meu nome: Claudio, Claudio!!
Eu virei pra ver quem era e vi um cabra feio danado me chamando. Como não era nenhuma tcheca ardente ou sueca quente e não reconheci o cara, virei de costas e continuei caminhando à procura de um banco pra sentar. Pô, Claudio é um nome MUITO comum na Itália, se pá ele tava chamando outro cara.
Quando menos espanto o cara gritou em português:
– É tu mesmo, cara! Maranhense, chega aí!!
Diabo doido, que diabo é isso? Um cara no meio de uma praça em VENEZA me conhecia!! E o melhor, sabia que eu ainda era MARANHENSE!!! O cara ter me chamado por “maranhense” realmente me intrigou!! Fiquei impressionado que só o diabo!! Pensei que fosse alguém que tivesse conhecido pelo caminho e fui falar com ele. No caminho fui tentando reconhecê-lo, mas brother, de maneira nenhuma eu reconhecia o cara.
Fui lá e comecei a conversar com o figura e ele chamou o outro amigo dele que também tava por lá pra gente conversar:
– Chega aí, Henrique. Olha quem eu achei aqui! Claudiomar, o cara que escreve aquele blog “omundonumamochila.com”.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
– Ãhn?!?!?!? Como assim!?!?!?!? Vocês me conhecem por causa do blog?!?!?!
– Sim, a gente não se conhece pessoalmente não! Te reconheci pelo teu blog! Tem um grande amigo meu, o Quenio, que adora o teu blog e botou a gente pra ler! A gente mora em Salamanca e veio aqui pra Veneza pra visitar! Sabia que tu estavas aqui pela Europa e te reconheci!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Cara, dá pra acreditar nisso, brother??? Mermão, eu me senti famoso DEMAIS depois dessa!! hahaha. Pombas, já é uma coincidência do caramba quando encontro algum amigo de São Luís caminhando do nada em Brasília! Agora imagina um leitor do blog, que nunca tinha me visto, me encontrando no MEIO de Veneza?? Ah sim, o nome do cabra feio que gritou “maranhense” na praia era MARCOS PAULO (hehehe, desculpa, galera, tinha esquecido de por o nome dele e ele reclamou na sessa de comentarios!! Foi mal, Joao Paulo!!)
Hahahaha. A gente ficou logo amigo e saímos pela Veneza batendo fotos e conversando. Nao vou escrever mais sobre Veneza porque senao vai estragar o post que pretendo fazer posteriormente. Tou postando agora porque eles pediram e porque domingo passado era aniversario do Kenio. Eu ia ate postar domingo, mas fui pra Eslovaquia, deixei meu pc aqui em Viena e esqueci as fotos e os videos no pc, por isso tou postando so agora!!


Eu e o Henrique em Veneza

Quando foi no final do dia, eles foram pegar o trem deles e me pediram pra fazer eu fazer um autógrafo pro Quenio. Na hora, autógrafo feito e filmagem colocada no youtube!!!

Mermão, eu fiquei muito impressionado com essa parada!! Vou te dizer…

Abracos maranhenses

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Update da Italia

Galera, acabei de chegar na Italia. Peguei um trem de 10 horas da Eslovenia ate aqui. Antes de chegar em Roma, o meu host falou que eu poderia ficar no ape dele de boa. Ele so esqueceu de falar que alem de mim teria mais um casal de franceses, duas israelenses alem dos outros dois americanos que moram junto com ele. Resumindo… OITO pessoas num apartamento de tres quartos!! Vem na minha!! Pra quem le o blog ha algum tempo, sabe que ja cheguei a pegar uma lotacao maior no Vietnã.
Pra ficar logo amigo da galera, lancei mao de algo que ja venho fazendo ha algum tempo. Apliquei o que chamo de “diplomacia do arroz”. Fiz logo foi uma panelona imensa de arroz pra todo mundo!! Galera pirou!!
Enfim, boto fé que essa semana em Roma promete…

Obs: Encontro-me neste momento na Italia, mas estou escrevendo sobre Deli na India.