Como conseguir o visto e viajar para a Coréia do Norte

Umas das primeiras perguntas que todo mundo me faz quando eu digo que fui para a Coréia do Norte é, sem sombra de dúvidas, “mas como foi que tu conseguiste entrar lá” geralmente acompanhada de olhos arregalados e expressão de surpresa no rosto. Tudo bem, eu não culpo ninguém por isso, até porque antes se alguém me dissesse que também chegou de lá, a minha surpresa seria a mesma. Quando eu lia reportagens em revistas sobre a Coréia do Norte, era essa também a pergunta que vinha a cabeça.

É natural que as pessoas se surpreendam em saber que alguém viajou para um dos países mais fechados do mundo, como será que se consegue o visto? – eu também me perguntava. Eu só não esperava que fosse tão, mas TÃO fácil como foi para mim conseguir fazer essa viagem acontecer…

Uma das atrações que tivemos enquanto estávamos na Coréia do Norte foi a de visitar o Museu da Indústria Pesada de Pyongyang. Quando chegamos lá, nos deparamos com as diversas peças e produtos que são produzidas por lá e expostas em um museu. Sim, a situação lá é tão brava, que até peça de Lego (sim, esse Lego da foto acima “é norte-coreano”) ou móveis são exibidos em museus, produtos que estão longe da realidade de um norte-coreano normal
Lógico que tinha que ter uma foto do nosso amigo Kim Jong Il, com a particularidade que este novo quadro traz o novo líder da Coréia do Norte

Tudo começou quando veio uma ideia na minha cabeça “Rapaz, eu nunca visitei esse país, acho que seria legal ir lá” e comecei a pesquisar na internet sobre como fazia para entrar lá. Não existe visto de turista para um individual ir sozinho e passear pelo país. Para entrar lá, você precisa contratar uma empresa de turismo, que faz um pacote para você, você paga e eles são responsáveis por lhe proporcionar os passeios, três alimentações por dia, entrada em parques e atrações etc., basicamente, você paga por TUDO e só precisa gastar depois com presente e souvenir.

E essas são as crianças brincando no maquinário da fábrica
Lógico que sempre tem alguém batendo foto no trenzinho

Na América do Sul não existia nenhuma, algumas nos EUA e outras na Europa, principalmente em Londres. Cliquei em uma que parecia possuir representações em Pequim, Londres e, pasmem, Pyongyang. Bem, se uma empresa de turismo tem sede em Pyongyang, ela deve ser grande – pensei. Entrei em contato com o e-mail fornecido e no mesmo dia me responderam.Entrei no site www.wikitravel.org e comecei a pesquisar empresas de turismos que faziam pacotes para a Coréia do Norte. Tinha uma coisa na cabeça, eu não queria de forma alguma uma empresa que tivesse sede na China, se fosse para eu comprar que fosse com sede ou na Europa ou nas Américas. Pode chamar de preconceituoso ou o que for, mas quando é o seu dinheiro, você fica bem mais cuidadoso.

Mais algumas fotos da sombria Pyongyang

Fui ao Banco do Brasil e disse que queria fazer essa transferência, conversa daqui, conversa dali e o cara me falou que eu iria pagar quase 30% entre taxas, impostos e outros entraves para transferir essa grana. Bem, perder 650 euros já estava ficando caro demais. Mandei um e-mail para o David, expliquei o ocorrido e perguntei se ele não aceitava receber a grana dele por paypal. Qual foi a resposta? “Não, cara, relaxa, faz o seguinte, me paga 100% quando nos encontrarmos em Pequim” – um dia antes de ir para Pyongyang, que fique claro.Já tinha visto alguma coisa relacionado ao festival do Arirang em alguns documentários que vi na internet, de forma que mandei um e-mail dizendo que eu gostaria de ir nessa época. O David me respondeu e disse que sem problemas, quando estivesse próximo, ele iria me mandar uma mensagem. Desencanei.Meses depois, eu nem lembrava mais, recebi um e-mail da Juche Travels, a agência do David, me informando que o período estaria próximo e agora, com isso, eu deveria transferir 50% do valor como adiantamento. Cara, nessa hora você vê o que é ser frio. Transferir 500 euros, para uma conta aleatória, apenas baseado em alguns e-mails com alguém imaginário que você conversou na internet, é algo para deixar qualquer um preocupado. Como realmente queria viajar para lá, decidi que correr o risco de mandar 500 euros para a conta de algum espertalhão na internet era algo aceitável e que no final, se fosse mesmo um golpe, eu perderia “só” 500 euros.

Parecia fácil demais para ser verdade. Como assim, cara? Era a Coréia do Norte! Como assim eu não iria pagar nenhum adiantamento? E as despesas com reserva de passagem? Reserva de hotel? Juro que por um tempo fiquei imaginando que esse cara ia marcar um lugar comigo, me esperar e quando eu chegasse com 1050 euros no bolso, ia me dar uma pancada na nuca e eu ia acordar em uma piscina de gelo sem dinheiro e os rins. Diga aí se isso não é estranho? Parecia demais golpe! Parecia muito fácil. Você pode dar risada agora que eu voltei vivo, mas queria ver se fosse você no meu lugar. Bem, de qualquer forma dei prosseguimento ao plano. Tá certo que agora eu iria arriscar 1050 euros e dois rins, mas valia o risco.
Só fiquei mais tranquilo mesmo quando o David me mandou um e-mail dizendo que eu poderia tirar o visto aqui no Brasil e sair com ele já no meu passaporte. Bem, se havia uma embaixada no meio, a probabilidade de ser um golpe caía consideravelmente.

Depois de toda história que já contei em um outro post, cheguei lá e consegui meu visto. Cara, parecia ser verdade.

Pai e filho no melhor estilo Rei Leão “Filho, um dia tudo isso vai ser seu”

Até achei que era engodo quando liguei a primeira vez na embaixada e me falaram que não tinha nenhuma autorização de visto para mim, mas depois me mandaram uma mensagem dizendo que era engano e que eu poderia sim ir lá aplicar para o visto.

Só realmente acreditei quando vi o David em Pequim e no outro dia desci em Pyongyang. Com meus rins. O visto para China me deu mais trabalho que o visto para Coréia do Norte.


Criança se escondendo para não nos deixar fotografá-la na rua

DAVID, O NOSSO DONO

Acho que várias vezes citei o nome do David, mas acabou que eu não escrevi tanto sobre ele. O David, como falei em alguns posts, era o dono da agência de turismo que havia nos enviado para a Coréia do Norte. Ele é inglês e trabalha com exportação e importação. Há alguns anos atrás, ele viajou para a Coréia do Norte e pensou se não seria uma boa ideia abrir uma agência de turismo para fazer o mesmo. Pesquisou, entrou em negociação com a Coréia do Norte e abriu a sua agência. De início, a agência é só ele mesmo, ele que atende aos telefonemas, responde a dúvidas por e-mails e coisas do tipo, mas tem planos de agora aumentar um pouco a sua estrutura.

Confidenciou para gente que grande parte das pessoas que entram em contato com a agência dele possuem o mesmo tipo de receio, o de estarem caindo em um golpe ou algo assim devido o preço dele ser tão baixo. Um dos espanhóis quando transferiu o dinheiro para a conta do David transferiu com a seguinte mensagem “eu sei que não deveria estar fazendo isso, mas estou transferindo 2000 euros para a sua conta bancária neste exato momento”. Diz que para diminuir o receio das pessoas com ele, ele tentava na medida do possível responder no mesmo dia os e-mails que a ele eram enviados e quando a pessoa morava em Londres, marcava de tomar um chopp para explicar um pouco sobre a viagem. Além de, claro, tentar ao máximo sempre estar nas viagens do grupo a Coréia do Norte.

Populares nos olhavam desconfiados

E sim, ele era bem engraçado e tinha uma risada parecida com a do Rabugento, aquele cachorro da Corrida Maluca.

Ele também atiçava a nossa curiosidade e até levamos várias discussões com ele já que TODA noite ele ia beber com a gente. Houve uma discussão e o David trouxe um importante ponto de vista. Algumas pessoas argumentam que quando viajamos para a Coréia do Norte, estamos contribuindo para a manutenção do regime em si, pois estamos dando recursos para ele.  Sim, tem gente que acredita que se não viajássemos para a Coréia do Norte, se parássemos de dar ajuda humanitária e deixássemos o regime basicamente colapsar, os Kims perderiam o poder. Bem, isso pode até ocorrer, mas a custo do sofrimento e morte de milhões de pessoas durante décadas. É fácil falar assim quando se está de bucho cheio.

Sim, pessoas dessa “fofura” são raras pelas ruas de Pyongyang

E foi aí que começaram os questionamentos. Dando dinheiro pra manter o regime? Quem é o regime? São os guias super gente boa que podem ter um bom emprego na Coréia do Norte por causa da gente? Parece que o dinheiro que a gente gasta vai direto para o bolso do notável, o que não é verdade. Vai mudar o mundo se não formos para lá? Vai fazer o regime cair? Não, pelo contrario! Isolar ainda mais o pais é pior do que fazer o que fazemos. Pelo menos geramos empregos e cada criança que nos vê acenando para ela pode saber que não somos um estrangeiro sádico que quer matá-la por nada. Tentar achar que a vida é bem mais simples do que ela efetivamente é não é a melhor resposta para tudo.

Guardinha de trânsito para um trânsito inexistente

Aspecto sombrio
Mais edifícios

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Participação no programa "Brasileiros Mundo Afora"

Há algum tempo atrás fui entrevistado por uma equipe do programa “Brasileiros Mundo Afora” para o quadro “O que vi do mundo”. Ficou bem legal e eu pude falar um pouco mais sobre a Coreia do Norte. A gente imagina que lá é super perigoso e difícil de entrar, mas no vídeo explico que foi bem mais simples do que eu pensava viajar para lá, além de que os coreanos que víamos nas ruas sempre serem super simpáticos com a gente. Foi um dos países mais bacanas por onde já viajei.
Quem quiser mais informações sobre visto para Coreia do Norte entre outras é só clicar abaixo:
http://www.omundonumamochila.com.br/search/label/Cor%C3%A9ia%20do%20Norte
Por ele explico detalhadinho vistos, custos e minhas experiências em si
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No Arirang da Coreia do Norte, maior apresentação coreografada do mundo, um maluco zoando os oficiais do Exército

Bem esqueçam tudo o que eu já havia falado sobre a Coréia do Norte. Efetivamente, o que me fez mesmo ir para lá foi o Festival Arirang. Bem, Arirang, é uma canção folclórica coreana tida por muitos como o hino de fato das Coreias. Durante o mês de agosto ocorre um festival para celebrar a história da Coréia do Norte e, claro, o nascimento dos grandes líderes Kim Jong Il e Kim Il Sung. Antes de ir para lá, eu achava que esse festival só ocorria uma vez por ano, mas depois que fui descobrir que ele ocorre umas três vezes por semana durante um mês.
Parafraseando os escritos de um dos caras que estavam viajando com a gente, depois de você ver uma apresentação do Arirang que você começa a perceber o quanto sua vida foi medíocre até aquele momento. Não é por menos que o Arirang é a maior apresentação coreografada do mundo, no maior estádio do mundo em um dos países mais pobres do mundo. Assistindo aquilo tudo, você começa a pensar no quanto recursos que poderiam ser investidos em educação, em alimentação, em melhores condições de vida para a população são gastos em um espetáculo daquela magnitude para poder demonstrar o quanto eles amam os seus grandes líderes.
Estádio do lado de fora
Lembrar que cada cabecinha por detrás de um desses blocos é uma criança recrutada em uma escola. Agora vejam as fotos que eu peguei do mural inteiro e saibam o que são 20.000 crianças juntas

Além de, claro, toda aquela força de trabalho que poderia estar trabalhando nos campos produzindo alimentos ao invés de ficar fazendo acrobacias para deleite dos seus ditadores. Grande parte daquelas pessoas dedicam a sua vida inteira para ensaiar e se apresentar um mês por ano e demonstrar a superioridade do regime coreano.

Crianças na apresentação do Arirang. “Essas crianças são muito bem pagas pelo partido” – me disse o guia. Ah bom! E eu preocupado se elas tinha uma infância como crianças…

Quando estava aqui no Brasil, era necessário que eu escolhesse que lugar eu gostaria de comprar para poder assistir a apresentação. Eu poderia escolher terceira classe, segunda classe, primeira classe e classe VIP. A diferença da primeira classe para as outras era, além da melhor localização, lógico, pasmem, UMA GARRAFA D´ÁGUA! OH YEAH! Isso sim me fez comprar a primeira classe. Só não comprei a classe VIP porque além de água o CAFÉ era de brinde, mas não gosto de café =P

SENSO DE HUMOR QUE PODE VALER A SUA CABEÇA

Um dos caras mais engraçados e pirados do nosso grupo teve uma ideia e perguntou pro guia se ele poderia fazer isso por ele. Ele pediu para ir a uma alfaiata que ele gostaria de fazer um pedido. Diz que ele chegou lá e ela perguntou que roupa ele queria que ela costurasse. Uma roupa típica da Coréia do Norte? Um vestido para levar para sua namorada? Diz ele que ele só tirou uma foto do bolso disse “eu quero um desses” e apontou para uma farda militar de um oficial de alta patente que ele viu no jornal. A mulher ficou sem jeito, disse que acharia que não poderia fazer isso e ficou meio com cara de preocupada de ele estar pedindo aquilo. Diz que ele só virou para ela e falou:
 – Eu te pago cem euros
– Pois, pode vir amanhã que está pronto!

Quando o cara sabe argumentar, não tem como não conseguir o que quer.

 No outro dia ele chegou todo feliz no busão parecendo mais um general coreano e a gente só na gargalhada. A gente só percebeu que ele era realmente uma pessoa BEM NOÇÃO quando ele decidiu, apesar dos apelos dos guias, ir vestido com essa farda para assistir a apresentação do Arirang na ÁREA VIP!!! Ou seja, NA PRIMEIRA FILEIRA! Bicho, mas foi muito engraçado!! Na área VIP só tinha galera com muita grana, logo oficiais de alta patente E ELE! A situação lá embaixo era tão tensa, que nem bater foto da área VIP não era permitido, justamente para evitar que os oficiais fossem fotografados. Cara, mas foi muito engraçado, ver o estádio praticamente parando para ver aquele galego, loiro dos olhos azuis, fantasiado e sentado no meio de dois oficiais coreanos!!!! Igualzinho! Só dava para distinguir porque ele era branquelão! Que cena engraçada.
A galera curtiu tanto a ideia que no outro dia todo mundo foi pedir para fazer uma igual e a tiazinha da costura nunca foi tão feliz na vida dela. Eu até pensei em pedir uma fantasia para mim, mas 100 euros era muito caro. Paguei só 10 dólares e levei um chapéu para mim. Vale pela história.
Um dos nosso, no outro dia, passeando com uma farda de oficial
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Monumento a reunificação

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Praça principal de Pyongyang vista de cima – Coreia do Norte

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Noite na praça de Pyongyang

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Pyongyang, Coreia do Norte, vista de cima

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Revolving restaurant in Pyongyang

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Cidade cinematográfica na Coreia do Norte, a Hollywood Coreana – A barragem heroica!

Outra atração que visitamos e acho que merece destaque foi o set de filmagens dos longas-metragens de Kim Jong Il, ou seja, a Hollywood Coreana. Kim Jong Il era um grande aficionado por cinema e possuía um dos maiores acervos individuais do planeta, sendo “E o Vento Levou” o seu filme predileto. Diz a lenda que ele raptou diretores e produtores de outros países para “incentivar” o cinema local. Como homem lendário que era, Kim Jong Il foi diretor, roteirista, engenheiro de som e tudo mais que você imaginar relacionado a cinema.

Não há muito a se falar ou citar, apenas que o local possuía diversos cenários interessantes e, apesar de toda a galhofa, foi a primeira vez que eu visitei efetivamente um set de filmagem. Realmente é bem interessante você pensar que todas as cenas externas de longas-metragens podem ser filmados em espaços tão exíguos como aquele. E tinha gosto para tudo.

Lógico, uma estátua gigantesca de Kim Il Sung na entrada, abraçando crianças e rodeado por cineastas
Mais cenários
Cenário da Coreia antiga
Cenário retratando o Japão
Cenários de vilas
Cenários ainda em confecção

Tinha cenário do Japão, da Coréia antiga, Estados Unidos, Europa.. Só não tinha do Brasil =(

Alemanha
Mole, mole, um passeio muito mais legal e interessante do que bater foto no letreiro da Hollywood normal

BARRAGEM HERÓICA

Um dia, assim que havíamos chegado ao hotel, o maníaco do David nos confidenciou que no outro dia iríamos ter que acordar bem cedo, por volta das sete da manhã para poder fazer um passeio “surpresa”. Acordamos, tomamos café e seguimos viagem para aquela que seria um dos mais heroicos lugares que iríamos na Coréia do Norte.
Fomos viajar para conhecer a grande barragem da Coréia do Norte, uma obra tão admirada pelo Grande Líder que até está estampada nas notas de dinheiro que valem cinco qualquer coisa como vocês podem ver na foto abaixo.
Eu não entendi direito o que essa barragem representava, até porque eu tava mais interessado mesmo em bater fotos, mas até onde entendi ela foi um grande marco na engenharia norte-coreana. Para quem estava esperando encontrar uma Itaipu ou algo do tipo, se decepcionou, é só uma barragem pequena mesmo.
Mas o mais bizarro de tudo e o que acaba pagando a viagem em si, é assistir ao videozinho de introdução que explica tooooddaaa a história da barragem e que tem uns vinte minutos de duração. Todos, eu disse TODOS os turistas que vão para esse passeio são obrigados a assistir a este documentário. Como eu havia acabado de sair do Brasil, meu inglês ainda tava meio enferrujado e não consegui entender tudo. Mas o que posso dizer é que não há dinheiro que pague ver o bizarro documentário sobre como a construção de uma simples barragem pode envolver toda a mão-de-obra e atenção de um país inteiro. Muito legal ver as imagens da galera emocionada vendo a barragem funcionando…
Quem quiser ver o vídeo que fomos obrigados a assistir, ele vai abaixo. Lógico que você não vai assistir 30 minutos de filme, mas sugiro ir vendo algumas cenas esparsas.

RESTAURANTE GIRATÓRIO DE PYONGYANG

Outra atração que eu nunca havia visitado antes, sendo a minha primeira vez na Coréia do Norte foi um, pasmem, “restaurante giratório”. Eu não sei se vocês estão familiarizados com o nome, mas é o que o nome diz mesmo, é um restaurante que gira. Eu cheguei a viajar para alguns países que tinham torres em que no topo havia um restaurante giratório e sempre achei isso uma tremenda de uma babaquice, afinal, ninguém vai jantar para ficar olhando pela janela, além de que esses lugares são caros que só a moléstia. Por isso nunca havia jantado em um lugar como esses.
Mas como qualquer coisa que seja idiota torna-se super da hora quando se trata de Coréia do Norte e como já estava incluso no pacote, fomos para lá. Basicamente a mesma estrutura de qualquer restaurante giratório, um haste central fixa com um anel ao redor que fica rodando junto com as mesas. Você fica lá sentado e chão rodando com você comendo em cima. Eu particularmente fiquei meio que enjoado por estar comendo e girando ao mesmo tempo, mas valeu pela experiência. Não sei se voltaria a outro restaurante giratório que continuei achando uma babaquice.
Sim, o restaurante era no 47º andar
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Museu de indústria pesada

Lógico que entre as diversas atrações da Coréia do Norte não seria possível passar em branco sem visitar uma “típica” (porque todo lugar que a gente ia era sempre “típico” algo) instalação industrial coreana.
Fomos a um galpão que mais parecia saído de uma feira de ciências do colégio onde vários brinquedinhos diferentes daqui pra lá, de lá para cá, demonstrando que a Coréia do Norte também sabia como produzir em escala industrial…
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