Mergulho e cenotes

O México tem um dos mais famosos pontos de mergulho no mundo: a Ilha de Cozumel. Costumava ser só uma ilha de pescadores, mas depois que Jacques Costeau visitou a ilha e fez um documentário sobre os seus recifes, ela virou um ponto de mergulho mundial. O mergulho é efetivamente bem bonito, apesar de eu não ter visto tanto peixe como em Arraial do Cabo e Los Roques. Na verdade, o snorkel que fiz em Akumal foi mais legal (caraca, vi quatro arraias e nove tartarugas!!!), mas a transparência da água em Cozumel impressiona.
Apenas uma dica que eu dou. Se você está indo a Cozumel, não pegue, DE FORMA ALGUMA, nenhum snorkel tour. Cara, eu sei que snorkel tour não é aquela maravilha, mas em Cozumel foi o mais próximo de inferno que eu pude presenciar na minha vida. É gente para todo lado, eles te deixam quase nada no lugar para snorkel e você quase não consegue ver os peixes, já que o barco e o bando de tias gordas os espanta.
Porém, existe outro tipo de mergulho no México que eu não conhecia e que eu sugiro a todo e qualquer ser humano ir, ainda que só snorkel: os Cenotes.

Acredita que no banheiro do albergue em Cancún tinha uma banheira?
Coco Bongo em Cancún. Uma das melhores baladas do mundo!
O mergulho dentro deles é mais ou menos como mergulhando dentro de uma caverna, porém  é interessante porque em vários momentos há infiltração de água salgada que quando se mistura com a água doce faz um efeito  na água, mais ou menos como se tudo ficasse embaçado do nada, além de que a água é muito limpa!
Mas o que mais me encantou no cenote, foi um mergulho que fizemos em um lugar chamado Angelita. Sabe o encontro do Rio Negro com Solimões? Onde você vê a água de dois rios bem separadas? Pois é, nessa caverna há um desses, porém a quarenta metros de profundidade. Nas fotos fica parecendo o chão, mas na verdade aquilo é uma nuvem dentro d´água. O instrutor falou para gente que iríamos descer todos juntos, ia ficar um pouco escuro, mas depois iríamos nos encontrar lá embaixo, pois a nuvem só tinha dois metros e abaixo dela era tudo límpido. Quando entrei na nuvem, foi aquele breu! Não consegui ver ninguém e comecei a ficar desesperado. Parecia que eu só descia e nada acontecia. Só quando chequei a minha profundidade, que vi que estava nadando na mesma altura sempre, tamanha a minha confusão e a falta de um referencial. Fiquei parado, fui descendo e quando vi tava todo mundo lá embaixo. Nunca tive tanto medo para descer dois metros.
Cenote
Entrada do Cenote

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s