VIAJANDO A CABO HAITIANO (CAP-HAÏTIEN) – A CITADEL LAFERRIERE

Quando estava planejando minha viagem ao Haiti, imaginava que a única atração seria visitar o Haiti em si, porém, como sempre ocorre quando vou visitar países não tão conhecidos, fui surpreendido.

O Haiti foi uma daquelas gratas surpresas que a gente tem viajando para países no qual se houve muito pouco falar. Sim, é pobre como eu imaginava, mas não foi tão caótico ou perigoso quanto eu esperava (pelo menos a parte Norte). Ainda que eu só tivesse um fim de semana para dar uma escapada, descobri que seria possível conhecer a maior fortificação já construída nas Américas: A monumental Citadel Laferriere, com suas paredes de 40 metros de altura e possibilidade para abrigar um exército de até CINCO MIL soldados, por até um ano, em caso de cerco. Foi construída após a independência do Haiti para se proteger de uma invasão francesa que nunca ocorreu. A cidadela levou 15 anos para ser construída e hoje é patrimônio mundial da UNESCO.

Para se ter uma noção do tamanho das suas paredes as compare com as pessoas sentadas láááá embaixo…

Acabou que eu contratei um guia e, para subir até lá em cima na citadela, contratei também um burrinho para eu ir montado. Cara, pode parecer besteira, mas o burrinho quebrou um galho. A citadela foi construída justamente para ser intransponível, portanto chegar lá a pé é um caminhada de quase uma hora ladeira acima. É tenso. O problema foi só que os caras que iam guiando, judiavam demais do burrinho. Bastava o burrinho tropeçar e FLAP, levava uma cipoada servida. Rapaz, e cada chicocatada que aquele burrinho levava meio que doía em mim. Depois da quinta cipoada eu ameacei descer do burrinho e os caras pararam. Mano, muita maldade.

Quando chegamos lá em cima, o guia foi me explicando. A primeira dúvida que eu tive foi, beleza, é uma fortaleza bacana e grande e talz, mas… Quem fazia fortaleza assim em pleno século XIX? Mano, é muito dispêndio de recursos para algo que pode ser destruído com canhões. O guia me explicou que devido a altura da fortaleza, não era tão fácil atingir com canhões. Além disso, quem atira debaixo, leva tiro também lá de cima, e a fortaleza tinha dezenas de canhões, muitos deles roubados dos europeus. A ideia também era, caso houvesse uma invasão francesa, queimar todas as plantações, tudo o que o inimigo pudesse utilizar e lá de cima comandar uma guerrilha das montanhas. Isso, lembrando, o local tinha espaço e mantimentos para abrigar cinco mil soldados por até um ano.

Lá de cima você tem uma visão impressionante que vai a dezenas de quilômetros e o forte é tão alto que você chega a tocar nas nuvens

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A fortaleza dentro das nuvens
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Balas de canhão que nunca foram usadas
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Já na fortaleza. Mais uma vez, dentro das nuvens

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Esses lugares que mais parecem telhas, na verdade eram utilizadas para captar água da chuva. A água caía e escorria para um cano que ia dar em um reservatório. Engenhoso, né?
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Teoricamente dá para se ver Cuba por detrás dessas nuvens
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Compare o tamanho da fortaleza com as pessoas lá embaixo. Lembrando que isso é uma zona interna da fortaleza

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Esse local rachado era a casa de pólvora. Certa vez o local foi atingido por um raio e onde o raio caiu? É mano, direto na casa de pólvora. É ÓBVIO que deu problema, explodiu e ficou pegando fogo por dias na fortaleza até conseguirem apagar

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Se liga nesse posto de observação

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