Templos e história – Seul, Coreia do Sul

Cara, Seul em si não foi uma experiência de toda tãããoo fascinante. Foi uma viagem interessante, aprendi muita coisa sobre história coreana, mas nada que me fascinasse demais. Tem várias coisas legais, mas sempre você tem em mente que ou o Japão ou a China tem lugares mais irados para se poder ver. A Coréia em si me pareceu mais uma zona de transição entre o Japão e a China.

Teve um templo IMENSO, o Gyeongbokgung Palace (sim, todos os nomes em coreano são impronunciáveis), que visitei quando estava por lá, muito irado, mas como falei antes, bem inferior aos que tem no Japão (até porque ninguém nunca foi no Japão queimar os templos deles, como eles sempre fizeram com todo mundo. Japonês, ô povinho que gosta de queimar o templo dos outros, meu deus). Tal templo foi a principal morada da realeza coreana por vários anos e hoje é aberto a visitação, pena que meu guia foi em coreano ¬¬ (eu ia postar um vídeo que fiz mostrando o templo, mas o youtube não quer colaborar, depois que conseguir fazer o upload no youtube posto o vídeo aqui )

Outro templo que eu visitei e que também foi da hora, foi este que vou postando abaixo. Bonito, bem organizado, um pouco menor. Mas o que eu achei mais engraçado foi que no meio daqueles templos menores de estilo oriental, tinha um prédio imenso com várias pilastras romanas. Era uma construção que mais parecia o senado americano. Parecia até que alguém tinha colocado aquilo lá só de zoeira, hehehehe. Depois dei uma lida e vi que, assim como o Japão durante a era Meiji, a Coréia também passou por um período de modernização com esforços para se modernizar e ficar mais próximo do “Ocidente moderno” havendo assim a preocupação de absorver parte do estilo e da cultura ocidental. Por isso construíram aquele prédio lá.

Agora, cara, sem sombra de dúvidas, o que mais me impressionou em Seul, além do preço absurdo de tudo que se comprava, foi uma ex-prisão que visitei. Assim como quase toda a Ásia (notadamente os chineses), os coreanos também possuem várias histórias escabrosas de quando eles estiveram sobre ocupação japonesa. Assim que foram expulsos, eles reaproveitaram uma prisão que os japoneses utilizaram para pra empilhar (“prender” seria um eufemismo) coreanos que lutavam pela independência da península.

Mas mermão, a parada foi que os bichos resolveram fazer tudo real até demais. É assustador a situação lá dentro! Se eles deixassem só os relatos, já seria algo chocante (tinha prisioneiro que se alimentava de ratos e baratas), mas, não satisfeitos, os coreanos resolveram colocar algo bem mais real. Eles simplesmente pegaram vários bonecos diferentes e saíram colocando pelas celas da prisão sendo torturados. Aí mermão, era sangue pra todo lado, gritos apavorantes, pedaços de gente espalhados e por aí vai… Cara, foi bem mais assustador que todos os trens fantasmas que já visitei em parques de diversões!

A melhor parte não era nem essa, a melhor parte era que, não bastando o realismo da parada, os coreanos, diariamente, levam centenas e centenas de crianças pra poder visitar a ex-prisão onde os heróis coreanos patriotas (é assim que toda vez eles se referem aos que pereceram por lá) foram empilhados. No começo é até engraçado. Eu, por ser o único ocidental andando por aquelas bandas, despertava uma certa curiosidade na meninada, que toda hora que me via, acenava e tentava falar algo em inglês comigo, ainda que 90% falasse apenas “Hi, how are you”.

E era aquela meninada correndo, gritando e fazendo farra como toda excursão de colégio, a única diferença é que eles estavam visitando praticamente a “Auschimitz coreana”. Era engraçado ver a cara da meninada antes e depois de visitar as “salas de tortura”. Antes era todo mundo serelepe, brincando e correndo, depois, saía todo mundo chocado lá de dentro, heehheh. Eu não sei nem o que espantava mais, se era o ambiente macabro daquele museu ou os gritos da meninada quando viam os bonecos sendo torturados.

Eu fiquei até pensando na real necessidade de se levar crianças de SETE anos pra poder ver aquelas cenas de tortura. Tudo bem que a história precisa ser contada e nunca esquecida, mas meu amigo, não dá pra esperar esses meninos crescerem mais um pouco não? Eu que não sou coreano, já fiquei revoltado, imagina a meninada que lê aquilo escrito com todas as letras “os japoneses fizeram isso com seus avós”! Eu não queria ser uma criança japonesa numa sala de aula coreana. Heheheh.

Outro fator que eu achei interessante refere-se ao fato de tudo lá dentro estar escrito em coreano, inglês e, claro, japonês. Fiquei imaginando se os japoneses realmente visitam aquela prisão.

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5 comentários em “Templos e história – Seul, Coreia do Sul

  1. Sinceramente nunca tive vontade de visitar a Ásia, passo longe na maior. Os caras pregam paz espiritual e blablablá mas são um povinho que tem GOSTO por subjulgar/torturar/oprimir minorias como animais, mulheres, crianças, homossexuais, idosos e tudo mais que eles puderem.Tipo esse lance de botarem bonecos na cadeia e levarem as crianças pra ver… parece até que tão sado-masoquistamente se amarrando na parada (não duvido)Boa sorte na sua jornada, Cláudio!(Espero que se vc continuar na Ásia em breve descubra e escreva algo realmente legal e que me faça mudar a visão sobre esse lugar…)

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