Pol Pot, o açougueiro do Camboja. Porque bater fotos de crânios é “clichê” no país.

Escrever sobre o Camboja e não mencionar a brilhante campanha de Pol Pot para destruição do seu próprio país e cultura seria um sacrilégio. Como já expliquei Pol Pot foi uma figura importante para os comunistas do Sudeste Asiático. E como já falei várias vezes, como todo sistema comunista implementado até hoje, o regime de Pol Pot resultou em morte, sofrimento, sangue e gerações destruídas.
Pol Pot e o seu Khmer Rouge, apesar de serem vermelhos, ganharam força com a invasão estadunidense ao Vietnã. Com o a guerra do Vietnã cada dia mais se tornando mais selvagem, mais violenta e cada vez adentrando mais em território vietnamita, não sobraram muitas escolhas aos guerrilheiros vietnamitas do que a de se esconder e estabelecer bases em território de países como o Laos e o Camboja e assim atacar com mais segurança os estadunidenses. Na América do Sul tínhamos a Farc fazendo o mesmo em território sul-americano para atacar o governo democraticamente eleito da Colômbia.

Após muito tempo, na medida do possível, respeitando as fronteiras dos dois países vizinhos ao Vietnã, os Estados Unidos cansaram e resolveram sair caçando os vietnamitas em qualquer buraco que eles estivessem, fosse no Vietnã, fosse no Camboja. Com isso, o bicho começou a pegar pros civis cambojanos, já que os mesmos se tornaram vítimas de uma guerra que não era deles. Os guerrilheiros vietnamitas implementaram no Camboja uma política que já faziam com os civis vietnamitas: Se escondiam em vilas e os civis eram obrigados a cooperar sob pena de execução sumária. Os estadunidenses vinham com sangue na boca atrás dos vietnamitas e saíam bombardeando o que viam pela frente, fosse alvo militar, fosse alvos civis que os mesmos acreditassem haver inimigos obtendo refúgio. Além disso, os estadunidenses também, segundo relatos, torturavam civis cambojanos para obter informações de onde estavam os guerrilheiros ou pelo simples fato de os mesmos terem “colaborado” com os vietnamitas (como se eles tivessem alguma escolha). Nessa história toda, não precisa falar quem mais sofria no meio desse samba do criolo doido, né? A população civil que não tinha nada a ver com a história começou a pagar o pato.Foi aí que o Khmer Rouge de Pol Pot começou a ganhar força. Prometendo lutar contra um governo que oprimia a população civil e que também não lhes fornecia segurança, o Khmer Rouge saía de vila em vila conclamando as pessoas a lutarem do seu lado. Eles visitavam aldeias bombardeadas, ou o que sobrou delas, e iam alistando pessoas para lutar ao seu lado, engrossando assim suas fileiras. Não precisa falar que para alguém que acabou de perder tudo num bombardeio estadunidense era fácil virar presa de Pol Pot, né? Li num livro acerca de Pol Pot que muitos cambojanos viraram guerrilheiros do Khmer Rouge sem nem saber quem diabos era Marx ou Mao, mas sim na busca de vingança ou segurança.
E foi assim, cada vez mais Pol Pot foi aumentando o seu poder. O governo do Camboja, com o país e suas fronteiras em instabilidade, não agüentou muito tempo. Em 17 de Abril 1975 (checar) Pol Pot entra na capital do país Phnom Penh. Com a alegação de que os estadunidenses estavam a um passo de chegar em Phnom Penh e bombardear a cidade, o Khmer Rouge evacuou do dia para noite uma cidade de milhoes de habitantes. Em menos de uma semana Phnom Penh contava apenas com 20.000 pessoas.
É lógico que nenhum bombardeio americano estava por vir, afinal, era de interesse estadunidense bombardear apenas as fronteiras onde eles julgavam haver vietnamitas. O que Pol Pot fez foi apenas dar mais um passo no seu plano maligno. Depois da tomada de Phnom Penh e conseqüentemente do poder, Pol Pot estabeleceu o “ano-zero”. Uma nova era estava a nascer para o Camboja, portanto o nome “ano-zero”. Assim, Pol Pot aboliu a economia de mercado, a propriedade privada, moedas, destruiu escolas, hospitais e monumentos religiosos. Todas e quaisquer pessoas que pudessem carregar os vícios da era anterior ao ano-zero foram assassinadas impiedosamente. Médicos, professores, intelectuais e quaisquer pessoas que parecessem ser intelectuais (em vários locais vi que o fato de você possuir um par de óculos poderia lhe classificar como um intelectual) foram passados no fio da espada.
A população civil foi transferida para cooperativas onde todos deveriam viver juntos, comer juntos, trabalhar juntos e compartilhar os seus bens. Isso pode parecer bonitinho quando a gente escreve no papel, mas na prática significou a separação de famílias, cerceamento do direito de ir e vir das pessoas e, claro, fome e miséria. Mais uma vez, transformar todos em iguais pode parecer bonitinho na teoria, mas na prática Pol Pot criou dois tipos de classes, a classe das “pessoas de base” e a das “novas pessoas”.
Outra estante com caveiras, dessa vez em um Killing Field

As pessoas de base (em inglês base people) eram as provenientes das zonas rurais e que não portavam os “vícios” da sociedade urbana. Por serem pessoas com menos vícios que os da cidade, esta classe possuía certos benefícios tal qual a possibilidade de se tornar chefe de uma cooperativa. A classe das “novas pessoas” compreendia os civis transferidos das cidades, embora muitos deles fossem de zonas rurais e tenham se estabelecido nas cidades para fugir de bombardeios. Tais pessoas eram consideradas parasitas e não possuíam qualquer tipo de direito. De classe ou não, o desprezo do Khmer Rouge ficava bem claro em um de seus slogans: “Mantê-lo não há ganhos, perdê-lo não há perdas” (sim, gente, o sistema era bruto). Por várias vezes Pol Pot deixou bem claro que o novo Camboja precisaria apenas de um milhão de pessoas, ao contrário das sete milhões que ainda restavam. O regime de Pol Pot é classificado como o maior genocídio já realizado ao seu próprio povo.

Outro fator que despertava mais ódio ainda do Khmer Rouge, era que os civis provenientes das cidades pareciam não perder os vícios que carregavam. Apesar das doutrinações diárias, esses parasitas insistiam em tentar plantar algo a mais para eles (algo que não fosse arroz) e a praticar escambo.

Killing Field próximo a Phnom Penh

O Khmer Rouge teve fim no ano de 1979, quando Pol Pot resolveu atacar o Vietnã. O Vietnã sempre foi visto com maus olhos por Pol Pot, já que o seu regime comunista era Maoísta, ou seja, mais próximo do regime chinês e o vietnamita era mais próximo ao comunismo soviético. No final ele acabou apanhando que nem menino. Derrota esta que custou o seu regime.

S-21 – A ESCOLA DA MORTE

Mas o que seria de um sistema comunista se não fossem as prisões para implementar o terror? O que seria de Castro sem o “paredón” ou de Stálin sem os seus “gulags”? Pois é gente, Pol Pot também era comunista, logo, Pol Pot precisava de algo para propagar o terror. Aproveitando que ninguém no novo Camboja precisava estudar mesmo, eles adaptaram várias escolas em prisões (que eles preferiam chamar de “centros de segurança”). Tive o “prazer” de visitar um dos mais famosos, o S-21.Cara, o ambiente é apavorante, bicho. Já na entrada, você dá de cara com vários caixões onde estão enterrados os corpos das últimas vítimas de Pol Pot no S-21.Pude ver alguns documentários sobre esta prisão enquanto estive pelo Camboja. Cara, é algo terrível. Teve um documentário que vi em que eles entrevistavam antigos guardas que serviram nesta prisão. Pra começar, dos quatro ou cinco que foram entrevistados no documentário, três começaram a trabalhar por lá quando tinham apenas 14 anos. A escolha de guardas quase que na infância era feita de propósito. Quanto mais novo e mais infantil fosse o menino, mais maleável ele poderia ser e mais cruel, frio, impiedoso e leal ele poderia se tornar. Como diria uma das placas informativas na parede do museu S-21, Pol Pot transformou “os adolescentes que tinham corações puros e gentis em executores cheio de ódio capazes de matar os seus próprios parentes, amigos ou pais”.

Ainda é possível ver rabiscos de uma aula de física nas paredes da escola

Essa parada do “matar os seus próprios pais, parentes e amigos” não é algo só retórico não, cara. Realmente era desta maneira. Um dos momentos mais chocantes do documentário ocorre quando o produtor (ex-detento da S-21) descrevendo como era diariamente torturado, pergunta aos ex-guardas como eles poderiam ser tão cruéis com pessoas que eles nem conheciam e que podiam ser seus pais ou parentes. Eles respondiam que, antes de trabalhar por lá, foram doutrinados e havia algo que deixavam bem claro para eles:
– “O estado é seu pai, o estado lhe fornece comida, amor e abrigo. Logo, você deve amar ao estado e odiar às pessoas que lutam contra o mesmo, pois quem luta contra o estado, luta contra você”.
O produtor insistia: “- Mas várias dessas pessoas eram inocentes, como vocês poderiam não sentir pena delas?”
– Desde menino eles nos ensinaram que o Estado em si nunca realiza uma prisão por engano. Se uma pessoa está aqui foi porque ela comentou algum erro e merece pagar. Ainda que um dia algum inocente fosse preso, eles nos diziam que era melhor prender dez pessoas inocentes do que deixar uma culpada solta”.

Por todo o complexo, ainda há marcas de sangue no chão das pobres vítimas que caíaram nas garras do Khmer Rouge

Cara, deu pra sentir como era a parada? Bicho, é como eu falei, é de assustar mesmo. O mais triste é que, se você observar o local de um outro ângulo sem olhar para as cercas de arame farpado, o local parece um lugar aprazível, como toda escola deve ser.

Além dos guardas havia alguns “médicos” na prisão. Mas aonde achar médicos numa cidade em que todos os médicos ou foram executados ou fugiram? Pol Pot sempre arranja uma solução. Meninas eram “treinadas” num espaço de três a cinco meses e assim poderiam exercer o seu ofício de “médicas”. Por não haver remédios, tudo o que elas sabiam fazer eram alguns curativos e uns remédios caseiros a base de açúcar e água. Ainda assim, as “médicas” só eram chamadas quando alguém ficava inconsciente depois de tanto ser torturado. O serviço das “médicas” era cuidar para que eles não morressem e assim pudessem continuar a ser torturados até o momento de confessarem.Estas cercas de arames farpados ficavam no terceiro andar da escola. Elas serviam para prevenir que detentos desesperados tentassem se matar atirando-se do terceiro andar e assim morressem sem “confessar”.Por último eu vi a entrevista de um cara que foi torturado em S-21 também. Esse cara foi um dos que mais me marcou. Mexendo pelos arquivos que sobraram de S-21, os produtores conseguiram achar a transcrição do depoimento dele. O produtor vai e pergunta como o cidadão pode ter entregado mais de quarenta pessoas. O cara com lágrimas nos olhos, responde que no momento em que estava sendo torturado, no desespero para que tudo cessasse, decidiu “cooperar” e saiu falando o nome de todas as pessoas que vinham a sua cabeça, fossem seus vizinhos, fossem seus amigos. O produtor fica indignado e pergunta se todas as pessoas que fossem torturadas fizessem o mesmo, quantas pessoas iriam restar no Camboja. O cara simplesmente baixa a cabeça, começa a chorar e fala algo que seria muito, mas MUITO engraçado se não fosse trágico. Antes do interrogatório, na sessão inicial de torturas, eles tinham que escolher dentre quatro opções pra qual daquelas eles haviam trabalhado. Eu não lembro as quatro, mas duas eram CIA, “serviço secreto vietnamita” e uma outra, se não me engano, KGB. Agora o detalhe é que ele não sabia que diabos era nenhum dos quatros e o torturador provavelmente também nem fazia idéia (lembrar que o torturador era um adolescente). Mas depois de tanto levar porrada, ele resolveu falar que era da CIA pra ver se tudo acabava logo. Dá pra acreditar nisso?

Cercas de arame farpado

Cara, escrevo na Polônia agora. Acabei de chegar de Auschwitz. Fiquei impressionado com a semelhança de tratamento e barbaridade entre Auschwitz e S-21. Se tem algo que os comunistas podem se orgulhar é que o comunismo criou uma zona de detenção tão cruel quanto ao da Alemanha.Regras de conduta da S-21. Achei uma traducao pela internet: 1) Você deve responder de acordo com minhas perguntas – Não se vire/2) Não tente esconder os fatos criando pretextos para isso ou aquilo. Você está estritamente proibido em me contestar./3) Não seja tolo ou você será um capítulo que se atreve a contrariar a revolução/4) Você deve responder imediatamente minhas perguntas sem desperdiçar tempo em reflexão/5) Não me diga nada sobre suas imoralidades ou a essência da revolução/6) Se você receber chicotadas ou choques elétricos você não deve chorar/7) Não faça nada, sente-se e aguarde pelas minhas ordens. Se não existirem ordens, mantenha-se quieto. Quando eu perguntar alguma coisa para você, você deve responder imediatamente sem protestar/8 ) Não arrume pretextos sobre a ordem do Kromin Kampuchea para esconder seu segredo ou traidor/9) Se você não seguir as regras acima, você irá receber vários choques elétricos/10) Se você desobedecer qualquer ponto deste regulamento você irá receber dez chicotadas ou cinco choques elétricos.

Mas o que mais me causou arrepios e o que mais me atormenta todas as vezes que eu olho esta foto novamente, são os retratos de identificação que as pessoas eram obrigadas a tirar ao entrar na prisão. Cara, tem desde velhos a crianças. Bebês, meu amigo! Dá só uma olhada nessa foto aqui. (É bom lembrar que todas essas pessoas foram mortas)

Killing Fields

Além do S-21, pude visitar também um Killing Field (Campo da morte) próximo à cidade de Phnom Penh. Cara, teve algo de engraçado nessa história toda. Eu, saindo chocado de dentro do S-21, com todas aquelas histórias, todas aquelas caveiras, todo aquele sofrimento, tava andando e do nada vieram uma pancada de motoristas de Tuk Tuk gritando contigo: – “Ow amigo, amigo! Vamos agora ao Killing Fields? Vamo? Vamo?”

Crânios achados durante escavações

E eles vinham gritando e sorrindo. Falavam como quem fala: – “Vamos pra um restaurante agora?”. Hehehehe. Acabei indo com um deles e paguei muito barato, seis dólares, pra ir e voltar quinze quilômetros.

Lá não tinha muita informação acerca do Khmer Rouge, havia mais era covas que as pessoas estão escavando à procura de vítimas. Valeu mais pelas fotos. A única informação relevante, era a de que o campo era utilizado como local para execução dos detentos de S-21 após o momento em que eles “confessavam”. Importante citar também que as execuções eram realizadas em suas maiorias por enforcamento, afogamento ou inanição, já que, segundo os mesmos, “balas não deveriam ser desperdiçadas”
Na placa: “Árvore da Morte aonde executores matavam crianças”
Na placa: “Cova coletiva onde foram encontradas mais de 100 vítimas, crianças e mulheres, em sua maioria sem roupa.”

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17 comentários em “Pol Pot, o açougueiro do Camboja. Porque bater fotos de crânios é “clichê” no país.

  1. que visão tacanha do comunismo! O cara mistura despotismo com comunismo.O ditador cambojano não difere nada o Hitler, do Solano Lopez, do Alfredo Stroesner e assim por diante.Ser ditador independe de regime…Mais equilíbrio, meu caro

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  2. DISCORDO! do anonimo. Pol pot era um ditador sim mais com um regime com base no comunismo. Todos os governos comunistas sem exessões foram marcadas de perseguição genocideos e crime contra a liberdade.depois dos fatos apresentados, só posso dizer o qual o ser humano pode e é a criatura mais abominavel que existe sobre a face da terra. pois para cada grande maravilha construida por 1 homem existem 10 destruidas por terceiros. a humanidade nao presta somos parasitas e o engraçado é que nós olhamos pra tudo isso e ficamos com pena porque aconteceu, mais o interessante é que ainda esta acontecendo, a velha artimanha de usar pretextos para matar causar medo e terror para conseguir conquistas propias.Humanidade sux que todos morram.^^

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  3. Adoro quando você dá ênfase em contextos políticos e históricos. E infelizmente concordo, comunismo é uma coisa linda no papel, a prática tem sempre se mostrado aterrorizante.Mas acredito que não devemos perder a fé na humanidade e principalmente em nós mesmos (pois fazemos parte, afinal). É como a Ana Carolina disse em um show (num texto que não é dela); só de sacanagem, vamos ser cada vez mais honestos. ‘Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final’

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  4. Concordo um pouco com o anônimo, claro que vc tem todo o direito de pensar o que quiser, mas nunca é bom atacar descaradamente uma ideologia, principalmente para alguém formado em relações internacionais.Mudando de assunto, esse foi seu melhor post na minha opinião. No fim das contas é sempre a mesma coisa: Camboja, Vietnã, Coréias, Geórgia, Afeganistão, Auschwitz-Birkenau, Sudão, Somália, Israel, Angola… Quem sai no prejuízo é quem só queria ficar em paz.

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  5. Excelente post. Muito bom mesmo. cultura com historia. mistura perfeita.Mas uma coisa que ate hoje eu ainda nao vi e tinha muito interesse em ver é o seguinte: um post explicando as coisas que vc leva na mochila, o que eh fundamental, algumas coisas curiosas e tudo mais.abração ai

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  6. Bueno… Ainda bem que não sou só eu a discordar desse seu jeito de ver o mundo e o comunismo. Não podemos negar as barbaridades cometidas por alguns regimes, com evidência maior para os regimes comunistas por tantas razões, alguma sóbvias outras mais complexas, que dariam uma tese, mas o anônimo aí disse bem:” não podemos confundir despotismo com comunismo”. O fato é que lendo trechos do seu post sobre as torturas, execuções, alienação dos guardas e etc. lembrei bastante do que aconteceu aqui mesmo no Brasil no período da ditadura militar. E essas barbaridades aconteceram para barrar a ameaça comunista e num lugar onde conhecemos bem os costumes culturais e as tradições pacíficas e democráticas. Se vc ler o Brasil Nunca Mais, As Moças de Minas ou Memórias você vai encontrar muitas passagens bem parecidas com o que você escreveu em “Pol Pot”. No mais e a despeito do conteúdo ideológico – acho que até pela paixão com que escreveu – esses últimos posts ficaram muito bacanas. Abraço, Ana.

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  7. Querem sempre diferenciar a ideologia “comunismo” de sua prática, mas a verdade é que NUNCA existiu a implantação de um goverso socialista sem que junto com ele não viesse a barbárie, perseguições, perdas de direitos civis, morte, e mascaramento de dados, e enriquecimento de elites. No Cambodja, nem dá pra dizer que foi implementado algo com ideologia, o Pol Pot era um assassino, um psicopata inteligente e cruel, mas em outros países, temos bons exemplos de governantes baseados em ideologias socialistas que implantaram ditaduras do “proletariado”(como Fidel) ou pseudo democracias (como Chavez), mas que no fundo só beneficiaram um grupo pequeno de pessoas, promoveram pequenas benfeitorias mas a contrapartida foi a perda total dos direitos civis das pessoasMe recordo de ter lido uma vez uma passagem sobre um poeta cubano, Reinaldo Arenas, sobre um jantar ao qual ele compareceu. Essa é uma transcição do ocorrido…“Viajando pelo mundo, descobriu (Arenas) um novo tipo de comunista: “os comunistas de luxo”. Em meio a um banquete na Universidade de Harvard, um professor alemão lhe disse que admirava Cuba e tudo o que Fidel havia feito. Arenas respondeu que achava ótimo que ele pensasse assim, mas que então ele não deveria estar comendo tanto, pois o povo cubano não come assim. E atacou o prato do professor contra a parede.Não sejam vocês comunistas de luxo. Vivam a miséria e a prisão do sistema socialista, não como expectadores, mas como cidadãos, e depois, teçam seus elogios, se forem capazes. Bela matéria, belo blog. Parabéns!Andre

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  8. Muito Bom!! Não é qq um que anima ir ao Camboja. Puta experiência de vida. Gosto muito de assuntos ligados a guerra, pois a crueldade humana semopre me impressiona! Curti muito! Foi uma ótima leitura …

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  9. potaquelopareu, querer comparar o regime militar com o Khmer vermelho é de doer o culhão.

    Vamos fazer um exercicio de reflexão matematica bem simples para o cara de pau que teve o desplante de querer comparar uma coisa com a outra.
    “Ditadura militar brasileira”=1000 mortos e desaparecidos, em uma população de mais de 100 milhões de pessoas
    Khmer vermelho=milhões de pessoas em uma população menor do que 10 milhões de pessoas.

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  10. O bandido comunista Pol Pot matou mais de Dois Milhões de pessoas e na “ditadura” militar morreram 300 pessoas! Também os bandidos comunistas sequestraram e mataram 122 pessoas no Brasil! Você como Coxinha Marxista, não tem coragem de Macho para viver em Cuba e, não esquece que os Bundas Moles Comunistas em 1989, foram derrubados em Um Dia na Europa do Leste e Rússia!

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  11. Verdadeiros canalhas esses psicopatas comunistas e sua 'mania' de querer doutrinar pela força, custem as vidas que custar! São genocidas da pior espécie e devem ser julgados sem piedade, pois nas suas matanças eles não tem compaixão!

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  12. Tem um filme que ganhou Oscar e conta a história real de um jornalista cambojano que sobreviveu a guerra e aos campos de concentração. Chama-se “Os Gritos do Silêncio”. É uma aula de reflexão de até onde vai a loucura de certas ideologias. Recomendo.

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