Katmandu – Pohkara

Meus planos no Nepal se resumiam a apenas ir para Katmandu, regressar à Índia e continuar viajando por aquele país impressionante. Na minha terceira noite em Katmandu, já tinha começado a procurar informações acerca de como poderia fazer para regressar à Índia de ônibus. Quando explicitei meus planos à Badri, meu host em Katmandu, ele falou que eu estava permanentemente proibido de fazer isso, de ir ao Nepal para passar apenas quatro noites e depois me mandar de volta para Índia. Já que eu estava no Nepal e já tinha pago quase dois meses de visto que eu pelo menos fizesse o que há de mais interessante no Nepal: Hiking (Caminhada). De início não fiquei muito empolgado, já que o que mais fiz na minha vida no Brasil foi hiking e quando estou viajando procuro gastar tempo e dinheiro em algo que não possuímos no Brasil (construções históricas, baladas com suecas quentes etc.).

 

Acabei tendo que ir porque Coração Gelado queria porque queria pegar um desses hikings pelas montanhas do Nepal e, como éramos companheiros de viagem, não tive outra escolha. Tive que ceder…
Acabei por prolongar em mais três dias minha estada no Nepal. Na nossa última noite decidimos sair pra balada com os nômades que conheci em Delhi e mais alguns couchsurfers logo Badri achou melhor que procurássemos um quartinho no centro da cidade de Katmandu pra largamos as nossas mochilas lá, irmos para balada, dormirmos e de manhã pegar o nosso ônibus em direção à Pohkara, cidade do Nepal onde estávamos planejando fazer o hiking.
Ficamos pensando em como iríamos fazer para poder arrumar um quarto, mas não houve problema. Assim que saímos do táxi um cara gritou pra gente “QUARTO, QUARTO!” e perguntamos quanto era. Adivinha o preço? Sim, o quarto para DUAS pessoas com DUAS camas, no centro de Katmandu custava UM dólar! Mais barato que isso só liquidação de fim de ano nas casas Bahia ou uma bicicleta Houston, a bicicleta do mochileiro!
Visão recorrente à janela do ônibus.
No outro dia quando pegamos o nosso ônibus, claro, sofrimento novamente. É quase um sacrilégio achar que num país ultramontanhoso como o Nepal seja possível encontrar frescurinhas como ruas com asfaltos ou pelo menos não entrar em uma curva a cada cinco metros. “Não estou mais em Brasília” – tentava falar pra mim mesmo a cada vez que o motorista dobrava a uns 80 km/h em uma curva que dava em direção a um precipício!


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Curvas a alta-velocidade no Nepal! Fórmula 1 que nada! Emocionante é ser motorista de ônibus no Nepal!
A cada cinco minutos alguém me cutucava no ombro. Quando eu virava pra ver era a Morte perguntando se eu já queria ir com ela ou iria esperar até a próxima curva! Viver no Nepal é como viver num eterno Hopi Hari andando de montanha-russa e suas “casas do terror” (como já citado, não existe iluminação pública à noite).
Quando a gente tava no caminho me deparei com essa cena inusitada. Uma menininha conduzia o seu “rebanho” próxima à estrada. Agora, repara na ripa de madeira na mão dela… Mermão, a mina dava cada lapada no lombo das vaquinhas!! Eu ficava até com medo! Impressionante como um humano em fase infantil consegue dominar outros animais de força e tamanho avassaladoramentes maiores que ele tão facilmente.

12 comentários em “Katmandu – Pohkara

  1. Claudio, hj eu vi no “Mais Você” (sim, eu vejo qdo posso, e assumo que gosto! rsrs!) um tal cara mandou um livro pra Ana Maria sobre as viagens que ele fez pelo Brasil igual vc fez pelo mundo: dormindo nas casas das pessoas e batendo foto de tudo. Taí uma idéia pra vc. qdo escrver seu livro, manda pra Ana Maria!Beijo

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  2. Claudiomar, agora que você chegou ao Brasil, não tem mais desculpa pra demorar tanto pra subir novos posts… dá um gás aí, pega uns três dias pra escrever e publica logo os posts, por favor… abraços.

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  3. Oh Claudimar, faz o favor de escrever mais rápido agora que vossa pessoa se encontra em terriotório nacional e com algum tempo livre.E quando vc vai no Jô?Para quem eu tenho que escrever para te enviar pro Jô?

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