14 coisas que aprendi com o Irã

1 – Homem não pode andar de bermuda e mulher não pode andar sem hijab (aquele véu cobrindo o cabelo).

2 – Não há nada mais apavorante do que precisar de um banheiro público. Não é a sujeira, mas porque vez ou outra não tem o bonequinho para dizer qual é o masculino, você tem que ler em alfabeto farsi! A probabilidade de entrar no banheiro feminino é alta e se isso já é um problema grave no Brasil… Teve um cara que me contou que uma vez entrou em um salão de beleza só para mulheres, por engano. Rapaz, diz que a mulherada tava toda sem véu e começou a gritar desesperada. Isso só com o cabelo de fora! Daí você tira o que seria um banheiro errado…

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3 – Apesar do estigma, é uma ilha de calmaria cercado de vizinhos enfiados em guerras fratricidas como Afeganistão, Síria, Iraque e Paquistão.

4 – Apesar de ser um país fechado, me impressionei com o TANTO de turista.

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5 – Como em todos países, os taxistas são a raça MAIS FILHA DA PUTA DO MUNDO.

6 – Não há bares, baladas ou qualquer forma de se conseguir bebida alcóolica a não ser com traficantes.

7 – Apesar de todo mundo ter medo de vir para cá, é um dos países mais seguros por onde viajei. Vejo mulheres andando sozinhas tranquilamente nas ruas de noite e até de madrugada. Quando estávamos viajando, deixávamos mochilas a vista dentro do carro e nunca chegou perto de acontecer nada (no Brasil em menos de 10 minutos já tinham estourado o vidro). Medo mesmo eu só tenho da polícia me ver fotografando alguma coisa e encrencar comigo (já que eles dificilmente falam inglês e eu não falo nada de farsi).

8 – Os caras ADORAM arroz e kebab. Toda comida deles tem que ter pelo menos um dos dois como base. Mano, isso é o mais próximo de paraíso que eu posso imaginar! Caviar o que, rapaz! Arroz e kebab são as duas melhores iguarias da humanidade.

9 – Apesar da questão das mulheres aqui ser um assunto complicado, o assédio na rua parece ser inexistente. Ao contrário dos outros países islâmicos por onde viajei (ou o Brasil, que é o pior nesse quesito), não vi, até o momento, sequer um assobio ou uma gracinha com as meninas passeando nas ruas. Viver sem receber gracejos de peão na rua parece ser o desejo de toda mulher.

10 – Até agora não vi morador de rua. Não sei se isso deve-se ao fato de drogas e álcool serem inexistentes ou se a polícia passa recolhendo, mas acho que é o primeiro país que viajo que tem essa característica.

11 – Você não sabe o que um transito louco até visitar Teerã. Sério.

12 – Quando viajava pelo Irã eu por diversas vezes me passava por turco, afegão ou, principalmente, curdo. Isso ocorreu devido a eles parecerem comigo fisicamente, mas, principalmente, devido a uma calça que comprei lá e que sempre andava com ela. Era uma calça de afegão =)

13 – Eles colocam açafrão em tudo. Até no sorvete. Sério.

14 – Por último, os iranianos foram, de longe, o povo mais gente boa que conheci até agora. Não, os caras são gente boa mesmo. Se você pede informação na rua, eles te pegam pelo braço e levam até onde você precisa. Mesmo que eles não falem inglês. Mesmo se eles tiverem que subir quatro lances de escada (como aconteceu comigo hoje). Mesmo se eles não sabem onde fica, saem perguntando pros outros na rua até acharem o lugar (como aconteceu comigo hoje). Eles e os cubanos foram as melhores experiências com gente na rua que pude ter. Uma pena que sejam tão estigmatizados.

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Amei o Irã

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Um comentário em “14 coisas que aprendi com o Irã

  1. Belas fotografias e me surpreendi com algumas coisas que você relatou. Já estive em Cuba e eles são muito educados mesmo. Parabéns pelo post!

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