Histórias de quem vende livros

Peguei um ônibus do aeroporto para o centro do Rio fim de semana passada quando fui às Olimpíadas. 
Quando estava para descer em Botafogo, escuto alguém gritar “Claudiomar, Claudiomar” dentro do ônibus. Olhei e vi um cara que eu não tinha a mínima idéia de quem era. Ao ver minha cara de quem não tava entendendo nada ele me falou: “Comprei seu livro! Sou o Sandro!”
Mano, que coincidência! Fazia menos de duas semanas que eu havia enviado um livro para casa dele. Detalhe, o Sandro mora em Sergipe! Qual a probabilidade da gente se encontrar em um busão em pleno Rio de Janeiro?
Escrever às vezes é uma tarefa custosa e ingrata, mas me traz satisfações peculiares como essas! Mano, que legal!
Histórias de quem vende livros

Fim de viagem pelo Norte da África

E lá se vão quatro países Mauritânia, Tunísia, Argélia e Andorra…
Novos relatos estão por vir…
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Saara Ocidental – Se divertindo assistindo a Champions League em Laayoune

Porque se tem uma linguagem que sempre será a mesma onde for, ela é o futebol. Jogo Champion’s League, Arsenal x Bayern de Munique no Saara Ocidental.
Obviamente queria ir em um bar onde tivesse um chope. Fui no único lugar em toda Laayoune onde há autorização para se vender álcool. Cheguei la,  só uns poucos gringos. Calados. Tomando umas latinhas. Parecia que tavam assistindo desenho animado.
Sai de la e fui em um café onde a galera praticamente fez uma arquibancada para ver o jogo. E eles gritavam e eles torciam e eles dançavam e eles vibravam e eles faziam festa! Mas parecia final de Copa do Mundo!
E o mais engraçado todo mundo tomando só suco, pingado ou coca cola!
Viva os árabes!
Forget UN, soccer will save the world!!
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Contos de um mochileiro pelos Andes Bolivianos – A truta dos trutas

Cheguei a Copacabana na Bolívia e esqueci do pequeno detalhe que talvez fosse uma boa saber que horas saíam os barcos para a Ilha do Sol, umas das que existem no Lago Titicaca. Corro daqui, corro de lá, fiquei que nem um louco para poder conseguir um pacote que compensasse, além de uma passagem de ônibus para Arequipa no Peru ainda no fim daquele dia. Quando resolvi tudo, já era rodado quase uma e dez da tarde, eu não havia comido nada o dia inteiro e estava morrendo de fome. O barco para a Ilha do Sol saíria à uma e meia e seria uma hora e meia de viagem, iria chegar lá as três da tarde. Teria que me contentar com um salgado ou um pacote de bolacha, já que não daria para ir em um restaurante pedir um prato e comer algo decente.

Escuto alguém chamando meu nome. Quando olho, no segundo andar de um dos restaurantes mais caros de Copacana, de frente para o lago, estavam os irmãos Ortiga, dois caras que eu havia conhecido em Uyuni e saindo para tomar uma em La Paz. Chegando à mesa, tavam eles dois se banqueteando com uma truta andina, o prato mais típico de Copacabana que eu ainda não tinha experimentado. O cheiro delicioso do prato deles se espalhava pelo restaurante e torturava meu pobre estômago vazio:
– Come com a gente aí, Maranhão.
– Não, cara, valeu, acabei de comer, estou cheio – dizia eu que não havia comido nada o dia inteiro, mas estava sem graça de dar umas bicadas em um prato que eles pagaram certamente uma fortuna e não me deixariam pagar.
– Come aí, rapaz, deixa de frescura.
– Nada, cara, muito obrigado, mas realmente comi bastante – insistia eu bem sem-graça.
Depois de algum tempo, devido a insistência gente boa deles e para não ficar chato, até dei umas bicadas no filé de peixe na minha frente. Desci, comprei uma empanada e acabou que nem deu tempo de eu pedir uma porção dessa truta andina para mim.
Alguns dias depois os encontro novamente:
– E aí, cara! Como foi o passeio da Ilha do Sol? Curtiram bastante?
– Maranhão, você nem sabe! Depois que a gente comeu aquela truta, passamos mal, viu¿ Mas, assim, passamos tão mal que tivemos alucinações. Acordávamos a noite vendo coisas e nem sabendo onde estávamos. Nossa, acho que nunca peguei uma intoxicação alimentar tão forte na minha vida como aquela do dia dessa truta!
Quem precisa de chá do Santo Daime, quando se tem truta andina.
Dessa eu escapei…
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Crônicas de um mochileiro pelos Andes Bolivianos

Às vezes eu fico pensando como a vida pode ser engraçada. Em Brasília, no ônibus, a caminho do aeroporto para começar a minha viagem, subiu um cara para vender algumas coisinhas no coletivo. Como ele era ex-usuário de drogas, parei para escutar. Ele começou falando que não estava nem aí se quase ninguém no ônibus ia se importar no que ele tinha a dizer, dissera que já fora morador de rua e ser ignorado nada mais fora do que sua realidade durante muitos anos. Porém, se uma pessoa ao menos escutasse o que ele tinha a dizer, já valeria a pena. Falou que tinha uma vida normal e estável trabalhando com tecnologia até começar a usar drogas e tudo ir pelo ralo. Quando achava que sua vida estava fadada, membros de uma igreja evangélica o acolheram nas ruas e o levaram a um tratamento numa clínica de reabilitação. Fazia alguns anos que não usava mais drogas e agora retribuía arrecadando recursos para a congregação para que outros pudessem ter uma oportunidade como a dele.Depois iniciou um belo discurso sobre a mensagem de Cristo e da Bíblia sobre amar o próximo, sobre perseverança, sobre nunca desistir de ajudar um outro ser humano ainda que ele esteja em uma situação de extrema vulnerabilidade. Tudo isso, lógico, com poucas pessoas prestando atenção.Aquilo me fez pensar o que aconteceria se ele fosse outro extremo. Se tivesse subido no ônibus com uma bíblia na mão babando sangue e propondo o extermínio de homossexuais ou que todos estávamos fadados ao inferno por alguma bobagem qualquer, se ele fosse basicamente um filhote do Feliciano se não daríamos muito mais atenção para o que ele estava falando. Como nos importamos quando alguns idiotas utilizam a religião para falar as suas asneiras e quase não damos moral quando um cristão, um islâmico, um judeu… falam sobre a mensagem que suas crenças têm a passar sobre amor ao próximo, perseverança, acolhimento, perdão, sobre a batalha diária para ser cada dia uma pessoa melhor, que é a real mensagem que suas religiões apresentam.Bem, porque eu tou falando tudo isso? Comprei o que ele estava vendendo sem ver direito o que vinha no pacotinho, que coloquei na bolsa. No avião, quando estava arrumando minha mochila, pude ver que no saquinho havia, além de algumas balinhas, um batom de cacau e uma lanterna, meio que antevendo duas das coisas que eu mais precisei, e havia esquecido de comprar, quando estive nas montanhas secas e com pouca iluminação elétrica.Se eu fosse religioso, diria que foi Deus que quis me passar uma mensagem, mas acredito mesmo que é bem legal quando a gente ajuda alguém sem pretensão nenhuma e acaba no final sendo ajudado. Lembrou-me Francisco de Assis e seu “é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado”Por uma cidade com menos ódio às crenças alheia e por mais mensagens de amor ao próximo sendo escutadas dentro dos ônibus =)

Crônicas de um mochileiro enfurnado nos Andes Bolivianos

A quatro mil metros de altura se distinguem os homens dos meninos pelo cheiro. Ou, basicamente, pela coragem de tomar banho gelado ou não quando o frio lá fora é negativo. Bem, eu sou menino e deixo isso bem claro.
Depois de visitarmos algumas lagoas perdidas nos Andes Bolivianos, fomos nos hospedar em um hotel de sal. Sim, a estrutura do hotel era toda de sal e, lógico, todo mundo quando chega, a primeira coisa que faz é dar com a língua na parede para saber se ela é salgada. Sim, ela é salgada. Bem salgada.
Esse hotel de sal era um pouco melhor que a espelunca que ficamos hospedados na noite passada, inclusive havia disponibilidade de banhar em um chuveiro quente por 5 reais.
Estava dividindo o quarto com outros três franceses. Franceses, bom reiterar. Estava na cama, deitado, acabado, morrendo de sono, pois não tinha conseguido dormir direito na noite passada e não conseguia levantar um dedo do pé.
Quando eu estava pegando no sono, a luz do quarto se acende e entra o primeiro francês de cabelo molhado no quarto. Alguns minutos depois, entra o segundo de cabelo molhado. Quando entra o terceiro francês de cabelo molhado, ele olha para mim e fala:
– Claudio, o banho quente aqui é muito bom. Você devia experimentar.
Pausa constrangedora. Ele olha no fundo dos meus olhos e diz, com uma sinceridade avassaladora:
– Mas, devia experimentar mesmo, Claudio!
Segui para o chuveiro.
Não há sono que sustente a vergonha de um francês te mandar tomar banho.

Na foto, quarto no hotel de sal

Contos de um mochileiro perdido em San Pedro do Atacama a caminho do Salar de Uyuni – como não passar mal e urinar nas montanhas

São Luís é uma cidade úmida, ao nível do mar e quente. O trajeto pelas montanhas desérticas entre Chile e Bolívia seria por um ambiente seco, alto e com frio negativo. Ou seja, um totalmente contrário ao que eu havia crescido.
– Cara, você precisa tomar alguns cuidados pois vai a um pouco mais de 5.000 metros de altitude. Sugiro você comprar aspirinas para afinar seu sangue e diminuir sua dor-de-cabeça. Além disso, um dos principais problemas quando estais a alta altitude é que você fica meio lesado e pode esquecer de beber água ou urinar e isso só vai piorar o seu mal-estar. Sugiro também você comprar diuréticos para urinar – o cara da agência me falava.
Beleza, fui a farmácia e comprei um pacote de aspirinas (que no final não usei) e pedi esse tal desse diurético.
– Qual diurético você quer, senhor?
– Eeer… me vê o mais barato.
– Então, diurético só com receita.
Voltei ao albergue e falei com a menina que trabalhava lá, paulistana por sinal, que precisava de um diurético e ela me indicou um farmacêutico que teoricamente vendia sem receita.
Fui lá.
– Senhor, preciso de diurético pois vou para as montanhas amanhã.
– Qual você quer?
– O mais barato.
– Diurético só com receita, senhor.
– Mas então… não tem como a gente dar um jeito? Realmente preciso de um diurético para ir para as montanhas amanhã.
Ele me olhou com aquela cara de “hummm, sei onde você quer chegar”
– Claro que sim, senhor, damos um jeito, porém você terá que pagar o dobro do preço a custas de “taxa de boa vontade”.
Pombas, o cara tava querendo se aproveitar do meu desespero, mas dei um jeito.
Chegando ao albergue a menina veio falar comigo:
– E aí, conseguiu comprar o diurético sem receita?
– Sim, dei meu jeito.
– Que legal, qual diurético você comprou?
– Uma caixa de cerveja chilena.
Mijei a noite inteira nas montanhas.
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Uptade da Guiana Inglesa – 2

Prezados,
Haja o que houver, não venham a Georgetown, capital da Guiana. Esse lugar é um inferno!
Sério.
De nada.
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Uptade da Guiana Inglesa…

Apesar de estar escrevendo ainda sobre o Suriname, estou na Guiana nesse exato momento.
E venho aqui fazer um post rapidinho só descrevendo como foi minha chegada aqui.
Se o Suriname foi tudo o que eu não imaginava que seria, a Guiana sim foi tudo o que eu esperava. Na verdade até pior! Cara, aqui tudo é caótico, sujo e bagunçado. Sério, a diferença da Guiana para o Suriname é gritante! Antes a experiência de maior bagunça que já tinha visto na América do Sul tinha sido Ciudad del Este, no Paraguai, mas Georgetown é bem pior! É esgoto a céu aberto correndo pela cidade inteira, mendigos para todo lado, buzina de carro a todo momento… Até para tirar a câmera da mochila e bater foto eu fico com receio!
Na foto abaixo, uma imagem de uma rua cheio de comércios brasileiros. Aqui é engraçado como parece que dá para você se virar só falando português!
Tou pressentindo que amanhã teremos várias presepadas a caminho!
P.s: O blog teve o dobro de visitas da semana passada para cá. O mais engraçado foi depois descobrir porque. Com a execução do Brasileiro na Indonésia, as buscas por “Indonésia” e “Bali” bombaram na internet, refletindo no número de acessos do blog.
P.s 2: Estou mudando tanto de país e de fuso horário que hoje tive que recorrer ao Google para saber o horário na Guiana =)
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Comentarios Comentados

Galera, mais uma vez desculpas por todo esse tempo sem postar.

Domingo agora foi meu concurso, a batalha final. Como nao podia deixar de ser essa ultima semana foi um inferno e por isso nao deu pra eu postar nada. Alem disso, meu computador pifou e fique impossibilitado de postar. Instalei o Windows 7 nele e o bichinho ta rodando bem que um danado. Vou tentar pelo menos por algumas semanas retomar a normalidade dos posts.