Perambulando por Katmandu, Nepal – Parte 2

No outro dia eu e Samanta fomos em busca dos Gaths nepaleses, de algumas construções budistas tibetanas em Katmandu e também uma outra praça situada numa cidade, Patan, praticamente colada em Katmandu, e que ficava no mesmo vale. Pra quem não lembra o que são Gaths, são os locais aonde os hindus cremam os corpos e jogam as suas cinzas no rio.Meu amigo, essa clinica que nos deparamos no caminho tem mais uso que Biotonico Fontoura! Detalhe nos tijolos caindo aos pedacos do lugar, hehehe. Eu depois fiquei achando se alguem de molecagem nao tinha era colocado isso na porta de casa so pra fazer graca!
O local, pra variar, também era milenar.
Acho que por ser tão antigo, ao chegarmos ao rio nos deparamos com uma cena que deve acontecer há mais de mil anos no rio MAIS SAGRADO DO NEPAL: Uma pancada de meninos banhava pelado por lá assim como fazíamos nos um pouquinho menos sagrados açudes pelo Nordeste.
Havia quatro Gaths principais (aonde dependendo da sua casta você era queimado) e uma Gath mais ao longe e reservada apenas para membros da nobreza. O rio que eles jogavam as cinzas era sagrado porque desaguava diretamente no rio Ganges, logo, se a sua família não tivesse tempo ou dinheiro pra poder ir a Varanasi, poderia ser queimado ali mesmo que dava no mesmo.
Outro ponto que achei interessante foi ver que a cor que eles utilizam para o luto é a cor branca! Foi interessante observar as pessoas sendo queimadas e os parentes ao redor vestidos de branco, costume totalmente diferente do nosso, já que utilizamos a cor preta! Segundo o guia que nós pagamos por lá, quando o marido morre, a mulher fica utilizando roupas brancas por um ano para demonstrar que está de luto e nunca se casa novamente, já que para os mesmos o casamento é um só e vale tanto para a vida terrena e quanto para eternidade (Como exemplo foi citar uma situação hipotética! Imagina um católico que foi viúvo umas duas vezes e casou três. Faz as contas… Quando toda a “trupe” chegar ao céus ele vai ter que agüentar três mulheres, três sogras e dezenas de cunhados por toda a eternidade, meu amigo! É bom ou quer mais? Pensando bem, até que esses hindus são espertos mesmo!). Perto das Gaths tinha também o mais sagrado templo hindu no Nepal. Não nos foi permitido entrar, já que não éramos hindus.
O que era massa também, cara, eram os macaquinhos que haviam por todos os cantos! Bicho, cê ficava caminhando e eles ficavam passando pelas suas pernas, te atazanando e, claro, fazendo MUITA zuada! Era engraçado como alguns momentos eles não pareciam macacos, já que ficavam em posturas que mais pareciam pessoas normais!
Fofos demais!!
Importante citar que não é permitido tocar neles. Não porque eles queiram proteger os macacos, mas para sua própria proteção, afinal os macacos encontram-se em vida selvagem (cara, a cidade que foi se embrenhando na floresta, não eles que foram em direção às cidades) e um gesto amigável seu de apenas fazer carinho na cabeça dele pode ser interpretado como um gesto hostil. A parada pode acabar MUITO feia (eles andam em bandos) e com a expressão “macacos me mordam!!” fazendo muito sentido!
Esse aqui ja tava de mutuca, meu amigo!
Depois dos Gaths seguimos para uma Pagoda (cara, não sei a tradução disso em português. Pra falar a verdade acho que uma Pagoda em inglês deve ser uma Pagoda em português. É uma construção cônica e sagrada para os budistas). De interessante só que ela foi construída por tibetanos que utilizavam Katmandu como rota comercial no caminho às Índias (sim, meu amigo, eles também tinham os seus caminhos pras Índias :P) há mais ou menos mil anos atrás.
O legal mesmo era só achar a entradinha que levava ao local. Era uma ruazinha MINÚSCULA incrustada entre uma pancada de prédios e casas, bati até uma foto pra depois vocês brincarem de “Onde está o Wally e tentarem achar a entrada.

Obs: Estou nesse exato momento em Portugal, mas me encontro escrevendo sobre os tempos em que ainda me encontrava no Nepal

10 comentários em “Perambulando por Katmandu, Nepal – Parte 2

  1. Claudiomar, como tem muita gente nova entrando no blog acho que seria bom você indicar no título o país a que a cidade pertence, apenas Katmandu acredito que fica muito vago para um leitor novo. Bom post. Abraço

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  2. Valeu pela atenção. Quem é leitor antigo sabe onde fica o local, mas em situações como essa não custa nada pensar nos leitores que estão acabando de conhecer o blog 😉 Abraço

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  3. HahahahahahahaEu achei a maconha! Essa foi fácil! Só não sei como descrever o lugar, para dizer onde está… tá mais pro meio da foto

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  4. Menino, me diga aquele macaco mal encarado estava mesmo de mutuca ou botuca/ aqui em goias nois fala é butuca ou botuca mas nunca mutuca. Mutuca pra nós aqui é um mosquitão que pica doido!!!!

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  5. PohKara !!! Teu blog é showwww.Uma das minhas maiores fonte de inspiração para começar a escrever. Sou igual a ti quando começo não páro mais 🙂 Por acaso você leu Monteiro Lobato ??? Karaka mané, parece até que to lendo fábulas e me divirto muito contigo. Parabéns !!!!

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