Orcha-Deli

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Depois de toda a satisfação de ter passado a perna no guia enjoado, era a hora de irmos à Jansi pegar o nosso trem.
Esqueci de falar, mas a compra do meu ticket pra Deli foi toda enrolada. Depois de Orcha, eu estava decidido a ir direto para Goa e Samanta estava decidida em ir para Deli. Ela comprou um ticket pra Deli e eu achei que tinha comprado um ticket para Goa. Quando fomos checar, o ticket que o cara da estação havia me vendido era um ticket em lista de espera, e pra melhor a situação, ainda havia umas 30 pessoas na minha frente e não parecia nenhum pouco que daria para eu conseguir viajar até Goa. Acabei acatando a sugestão da Samanta e fui comprar um ticket para ir com ela até Deli.
Quando fomos numa agência para comprar um ticket, a surpresa, não havia mais tickets no mesmo trem da Samanta em direção a Deli. Acabei tendo que comprar um ticket de um outro trem em um outro horário. Comprei o ticket e na hora me bateu um medo IMENSO!! Por quê?
Nós já conhecíamos quatro tipos diferentes de classe na Índia. A primeira classe, a segunda classe, a terceira e a classe sem ar-condicionado (portanto a pior de todas as outras classes). Além dessas classes que comprávamos, havia a classe que apelidamos de “perrengue”. Era a classe mais popular dos trens, em que todo mundo viajava amontoado e não havia nem reserva de lugar. Funcionava assim: ficava a galera em posição de ataque, esperando o trem chegar. Quando ele chegava, acontecia o que chamávamos de “o bote”. Neguinho VOAVA dentro do trem, pulando um por cima do outro! Só pra vocês terem uma idéia, o trem vinha tão cheio, que, não raro, os menos “aptos” chegavam a perder o trem porque não conseguiam se enfiar dentro dele e tinham que esperar um novo. TENSO DEMAIS!!
Quando vi a classe que havia comprado, me bateu um frio na espinha imenso. No lugar que tinha escrito “classe”, não vinha descriminado nada, apenas que minha classe era “CC”. Que diabos seria “CC”? Não tinha a mínima idéia… Como agravante havia o fato de que “CC” em português é uma palavra não lá muito agradável que, pelo menos em São Paulo, os caras se referem a alguém que está fedendo (“aquele cara tá com um CC miserável”). Não precisa dizer que fedor na Índia adquire uma conotação totalmente “peculiar”.
Fomos pra estação… Meu amigo, cada vez que eu via mais um trem abarrotado de gente, o meu medo só aumentava mais e mais. Eu fui vendo os trens chegando e fui só esperando o trem com o meu número aparecer. E cada vez mais só trem com gente pendurada na janela que chegava. Quando chegou o meu, a terrível constatação. TODAS as classes do meu trem só tinham cadeiras com as pessoas umas por cima das outras. Resignado, sem mas esperanças nenhuma, fui procurar o meu vagão. Fui indo, indo, indo… Rapaz, lá no finaaalll do trem, a surpresa. Havia um, EU DISSE UM, vagão de trem no final que tinha ar-condicionado! Rapaz, pense num menino que ficou feliz? Cara, eu nem acreditei que eu iria viajar lá!! Fiquei mais feliz que menino!! Pra melhorar ainda mais, o trem ainda tinha lugar pra plugar o laptop!
A parte engraçada foi que ao meu lado sentou uma velha que mais parecia o Wartortle do Pokémon.
A velha parecia esse bichinho daí de cima
A mulher era MUITO gorda!! Sentou do meu lado e já metade da minha poltrona. Além de gorda a mulher ainda era fedorenta, cara!! Beleza, não havia o que fazer, sentei, tampei as minhas narinas e pensei comigo mesmo que não poderia ficar pior. Não sabia que algo pior estava por vim…
Rapaz, veio a refeição. Comemos e talz, a mulher comeu até que civilizadamente. Na hora que terminou a refeição, o que ela me faz? A mulher começou a ARROTAR, maluco!! Mas não foi um arroto não!! Ela ficou soltando foi uns vinte arrotos, um atrás do outro, SEM PARAR!! A mulher ficou arrotando por quase uma hora e eu lá, sentado do lado dela e me perguntando porque eu não havia pego o trem sem ar-condicionado e apinhado de gente, pelo menos não ia ninguém arrotando do meu lado! Cara, imagina a situação, uma mulher parecendo uma baleia e arrotando sem parar do seu lado! Arf, eu quase que dei na oreia dela!
Depois de oito horas, cheguei em Deli.
Abraços maranhenses
P.s: Engraçado que quase todo deslocamento que eu tive na Índia saía uma parada louca, né? Às vezes eu fico pensando que da próxima vez quando viajar à Índia eu vou ficar é a viagem inteira dentro dos trens só pra dar risada. Heehhe
P.s2: Galera, vou só avisando que durante o carnaval não haverá posts. Quer dizer, vou postar só vídeos, coisas assim, mas não postarei acerca da viagem em si. Motivo? Bem, primeiro porque eu não acho que alguém vá deixar de pular carnaval pra ficar na internet!! Além disso estou indo passar carnaval com uma PANCADA de gringos do Couchsurfing.com. Estamos em OITO (tres franceses, um colombiano, duas alemas, uma americana e uma norueguesa) e não sei se terei acesso fácil a internet na cidade que estou indo. Além disso, claro, não levarei o laptop. É isso aí, bom carnaval pra todo mundo!!

Abraços maranhenses

8 comentários em “Orcha-Deli

  1. Ah, que pena não vai ter mais posts essa semana, como aqui no Japão não tem CARNAVAL, nem esse longo feriado,só resta ficar esperando na próxima semana, adoro ficar aqui lendo suas íncriveis histórias.E todo esse povo gringo estão aí na sua casa?

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  2. Carnaval??nem lembrava… oO’cara, a cena me lembrou quando eu tinha aula no campus da FND, no centro do rio, daí eu tinha que pegar trem, e bixo, te garanto que a central do brasil por volta das 16horas é 18 vezes pior do que qualquer coisa. Só dá peão, um mais cheiroso que o outro… hahahAinda bem que não tenho mais aulas lá.enfim, abraço.

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