Cidade cinematográfica na Coreia do Norte, a Hollywood Coreana – A barragem heroica!

Outra atração que visitamos e acho que merece destaque foi o set de filmagens dos longas-metragens de Kim Jong Il, ou seja, a Hollywood Coreana. Kim Jong Il era um grande aficionado por cinema e possuía um dos maiores acervos individuais do planeta, sendo “E o Vento Levou” o seu filme predileto. Diz a lenda que ele raptou diretores e produtores de outros países para “incentivar” o cinema local. Como homem lendário que era, Kim Jong Il foi diretor, roteirista, engenheiro de som e tudo mais que você imaginar relacionado a cinema.

Não há muito a se falar ou citar, apenas que o local possuía diversos cenários interessantes e, apesar de toda a galhofa, foi a primeira vez que eu visitei efetivamente um set de filmagem. Realmente é bem interessante você pensar que todas as cenas externas de longas-metragens podem ser filmados em espaços tão exíguos como aquele. E tinha gosto para tudo.

Lógico, uma estátua gigantesca de Kim Il Sung na entrada, abraçando crianças e rodeado por cineastas
Mais cenários
Cenário da Coreia antiga
Cenário retratando o Japão
Cenários de vilas
Cenários ainda em confecção

Tinha cenário do Japão, da Coréia antiga, Estados Unidos, Europa.. Só não tinha do Brasil =(

Alemanha
Mole, mole, um passeio muito mais legal e interessante do que bater foto no letreiro da Hollywood normal

BARRAGEM HERÓICA

Um dia, assim que havíamos chegado ao hotel, o maníaco do David nos confidenciou que no outro dia iríamos ter que acordar bem cedo, por volta das sete da manhã para poder fazer um passeio “surpresa”. Acordamos, tomamos café e seguimos viagem para aquela que seria um dos mais heroicos lugares que iríamos na Coréia do Norte.
Fomos viajar para conhecer a grande barragem da Coréia do Norte, uma obra tão admirada pelo Grande Líder que até está estampada nas notas de dinheiro que valem cinco qualquer coisa como vocês podem ver na foto abaixo.
Eu não entendi direito o que essa barragem representava, até porque eu tava mais interessado mesmo em bater fotos, mas até onde entendi ela foi um grande marco na engenharia norte-coreana. Para quem estava esperando encontrar uma Itaipu ou algo do tipo, se decepcionou, é só uma barragem pequena mesmo.
Mas o mais bizarro de tudo e o que acaba pagando a viagem em si, é assistir ao videozinho de introdução que explica tooooddaaa a história da barragem e que tem uns vinte minutos de duração. Todos, eu disse TODOS os turistas que vão para esse passeio são obrigados a assistir a este documentário. Como eu havia acabado de sair do Brasil, meu inglês ainda tava meio enferrujado e não consegui entender tudo. Mas o que posso dizer é que não há dinheiro que pague ver o bizarro documentário sobre como a construção de uma simples barragem pode envolver toda a mão-de-obra e atenção de um país inteiro. Muito legal ver as imagens da galera emocionada vendo a barragem funcionando…
Quem quiser ver o vídeo que fomos obrigados a assistir, ele vai abaixo. Lógico que você não vai assistir 30 minutos de filme, mas sugiro ir vendo algumas cenas esparsas.

RESTAURANTE GIRATÓRIO DE PYONGYANG

Outra atração que eu nunca havia visitado antes, sendo a minha primeira vez na Coréia do Norte foi um, pasmem, “restaurante giratório”. Eu não sei se vocês estão familiarizados com o nome, mas é o que o nome diz mesmo, é um restaurante que gira. Eu cheguei a viajar para alguns países que tinham torres em que no topo havia um restaurante giratório e sempre achei isso uma tremenda de uma babaquice, afinal, ninguém vai jantar para ficar olhando pela janela, além de que esses lugares são caros que só a moléstia. Por isso nunca havia jantado em um lugar como esses.
Mas como qualquer coisa que seja idiota torna-se super da hora quando se trata de Coréia do Norte e como já estava incluso no pacote, fomos para lá. Basicamente a mesma estrutura de qualquer restaurante giratório, um haste central fixa com um anel ao redor que fica rodando junto com as mesas. Você fica lá sentado e chão rodando com você comendo em cima. Eu particularmente fiquei meio que enjoado por estar comendo e girando ao mesmo tempo, mas valeu pela experiência. Não sei se voltaria a outro restaurante giratório que continuei achando uma babaquice.
Sim, o restaurante era no 47º andar
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