Primeiras impressões do Suriname

O que posso falar do Suriname nesses primeiros dias é que o país realmente me surpreendeu. Imaginava que ia chegar aqui e encontrar um cenário de pobreza em uma cidade desorganizada, como uma viagem na Bolívia, e realmente me surpreendeu como o pessoal parece viver bem por aqui, ainda que só tenha viajado em Paramaribo. Começa pelas casas. As casas aqui são muito legais e até agora não vi favelas ou coisas do tipo. No máximo você vê uma casa caindo aos pedaços, mas nunca casa de papelão ou feita de material reciclado como uma favela. Além disso, as casas aqui não tem muros e a maioria não tem nada demarcando o terreno, que nem as casas nos Estados Unidos, o que me leva a crer que violência urbana não é um problema como no Brasil.

Estou hospedado na casa de um surinamês descendente de indianos. Quatro gerações atrás, seus tataravós mudaram da Índia para o Suriname. Ele é hindu, fala Hindi, o dialeto da região dos seus antepassados, além de inglês, holandês, língua criola do Suriname, espanhol e um pouco de português. Tem dois filhos.

E não é que eles falam inglês?

Aparentemente todo mundo fala inglês em Paramaribo. Mas não é aquele inglês “my name is” não, é um inglês bom mesmo, muita vezes melhor do que o meu. Segundo o couchsurfer que está me hospedando isso ocorre porque o Suriname é um país pequeno e orientado aos Estados Unidos, com todos os seus canais em inglês, portanto as pessoas aprendem inglês meio que no automático. Isso seria simples, se no Brasil também não víssemos só filmes em inglês e ainda assim quase ninguém fala um palavra. Na verdade é até engraçado observar que os filhos do meu host ficam assistindo os desenhos como Tom e Jerry em inglês sem legendas. Acho que essa parada da TV ser em inglês deve fazer algum sentido mesmo. A língua oficial aqui é o holandês que, segundo o meu host, é o mesmo holandês que se fala na Holanda, eles conseguem se entender muito bem.

O couchsurfer que está me hospedando tem uma loja de material de construção e me disse que em Paramaribo é até difícil conseguir alguém para trabalhar para você, pois parece que todo mundo aqui está empregado. Ele mesmo desistiu de contratar alguém para trabalhar na loja e toca tudo sozinho.

Conheci um médico brasileiro que mora no Oiapoque (aí é guerreiro!) e ele me disse que sempre vem ao Suriname porque é mais fácil vir aqui do que viajar para qualquer lugar do Brasil. Diz que só do Oiapoque até Macapá são entre oito a quinze horas de carro dependendo de como estão as estradas, já que na época chuvosa vira um inferno trafegar por elas. Diz que por terra ele cruza a Guiana Francesa, em oito horas está em Paramaribo e daqui ele pode pegar um voo para os Estados Unidos. Engraçado pensar que alguém no Brasil depende do Suriname para poder fazer viagens internacionais, por essa eu não esperava!

País multiétnico

Outra coisa que me deixou impressionado é que quase todos aqui são negros, asiáticos ou… indianos. Sim, os descendentes de indianos são a maioria da população do país formando quase 35% da população. Como ex-colônia da Holanda, há também vários indonésios (que eles chamam de javaneses). Há também vários chineses e muitos brasileiros que vem aqui notadamente devido ao garimpo ou, segundo me disseram, brasileiras para se prostituir. Holandês aqui quase não tem mais. Diz que eles são 1% da população, mas todos que vi aqui são turistas da Holanda que aproveitam para conhecer a Amazônia por um país em que eles não tem que ficar falando inglês para turistar.

Por enquanto essas são as impressões. Vamos ver como tudo vai se sair até eu ir embora daqui.

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2 comentários em “Primeiras impressões do Suriname

  1. Muito bom amigo. Gostaria de entrar em contato com vc para tirar umas dúvidas, caso nao seja incomodo. Vou procura-lo no facebook, caso eu nao encontre, gostaria que entrasse em contato pelo meu e-mail (evf.junior@yahoo.com.br). Abraço

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  2. Bacana alguém que se interessou pelo Suriname. Sou militar e morei em missão durante um ano em paramaribo. Excelente lugar para passear. tenho muitas saudades do tempo que fiquei lá e dos amigos que fiz. Se quiser saber um pouco mais entre no blog “vida no suriname”, ali conta um pouco da nossa vida durante o ano que passamos aqui. Esse blog foi escrito pela sobrinha de um companheiro que estava em missão aqui também. Qualquer ajuda que precisar é só comunicar… Hugs…

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