GUERRA UCRÂNIA – RUSSIA. QUASE APANHAMOS EM UM RESTAURANTE POR CONTA DISSO. SÉRIO.

A Ucrânia ainda vive uma guerra com a Rússia. Apesar de ter diminuído a intensidade dos combates, ainda morrem soldados dos dois lados ocasionalmente.

Para entender melhor, narro o que ocorreu com a gente. Estávamos conversando com um amigo ucraniano em um restaurante e ele começou a falar que a Rússia era um país que não tinha muito futuro, afinal cada vez mais se envolvia em conflitos, porém com uma economia cada vez mais claudicante. Foi ele falar “Russia has no future” que um cara que estava comendo na mesa atrás, olhou para a gente, parou de comer, tirou a colher da boca se levantou e veio falar na nossa mesa com uma cara de poucos amigos:

– Com licença, amigo, meu inglês não é muito bom, mas eu ouvi você falando que a Rússia é um país que tem futuro. Eu vim aqui para lhe dizer que isso não é verdade e lhe demonstrar que a Rússia, pelo contrário, é um país sem futuro…”. Continuar lendo “GUERRA UCRÂNIA – RUSSIA. QUASE APANHAMOS EM UM RESTAURANTE POR CONTA DISSO. SÉRIO.”

UCRÂNIA – PERAMBULANDO POR KIEV

Um amigo, o Welton, dos tempos de universidade foi aprovado em um concurso de oficial de chancelaria e foi servir em Kiev, capital da Ucrânia. Lá ele conheceu uma menina super bacana. Acabou que começaram a namorar e resolveram se casar. Em questão de meses. Aproveitaram a proximidade da Copa do Mundo para marcar o seu casamento. É óbvio que a brasileirada compareceu em peso ao casamento dele e já tínhamos uma ótima desculpa para poder visitar a Ucrânia. Eu antes já tinha aproveitado para poder viajar por Portugal, Finlândia, Estônia e Belarus.

Alugamos dois apartamentos em frente a principal praça de Kiev e estava iniciada a nossa saga na Ucrânia.

Antes de escrever o post, dou a PRINCIPAL dica que também darei no post sobre a Rússia. APRENDA A LER EM ALFABETO CIRÍLICO. Você pode não manjar NADA da língua, como eu não manjo, mas acredite, aprender cirílico ajuda e MUITO a sua vida. E nem é tão difícil assim. Tem várias letras que são inclusive as mesmas que as nossas e os sons são quase os mesmos. Em algumas horas você aprende sozinho, como eu aprendi.
Continuar lendo “UCRÂNIA – PERAMBULANDO POR KIEV”

CAPOEIRA EM MINSK, BELARUS

Um dos países os quais eu estava mais curioso e com vontade de conhecer algum instrutor de capoeira era a Bielorússia. Entre outros motivos, o fato do país ser um país fechado onde há menos de uma década atrás nem existia embaixada brasileira.

Marquei de encontrar com a Mila, batizada como instrutora Gata, no local onde ela iria dar a sua aula. De início já me chamou a atenção pelo fato de ser estrangeira (até aí tudo bem, o instrutor do Irã também era, confira sua história clicando aqui), mas principalmente pelo fato dela ser uma instrutorA. Todos os instrutores, mestres, de capoeira os quais eu conheci no Brasil (e até o momento viajando e conversando com capoeiristas pelo mundo) eram todos homens. Mila, seria a primeira mulher. Continuar lendo “CAPOEIRA EM MINSK, BELARUS”

BELARUS OU BIELORRÚSSIA, A ÚLTIMA DITADURA DA EUROPA

Não sei porque, mas a Bielorrússia sempre foi um país que mexeu com meu imaginário. Não sei se pelo nome que soa um pouco exótico para os nossos ouvidos em português ou o fato de ter sido um dos países que sempre me pareceu mais isolado quando pensava em Europa.

A questão é que, como eu já iria para a Ucrânia, que é vizinha a Bielorrússia, aproveitei a oportunidade e decidi também ir a Minsk, capital da Bielorrússia. A cidade em si não tem muitos atrativos a não ser um fato de ser uma daquelas cidades raiz. Enquanto todos os países da Ex-União Soviética seguiram em frente, a Bielorrússia parece ter parado no tempo e Minsk parece uma cidade daquelas que a gente vê nos filmes retratando a ex-União Soviética. Além disso, a Bielorrússia carrega o triste título de última ditadura da Europa pois enquanto todos os países europeus ou são democracias consolidadas ou são simulacros de democracia, a Bielorrússia é uma ditadura de fato governada a mãos de ferro pelo ditador Aleksandr Lukashenko.

PERAMBULANDO POR MINSK

Perambulando pela cidade, além dos fotos os quais pude postar aqui, também fui visitar o grande museu da guerra patriótica, ou para nós, o museu da Segunda Guerra Mundial. Enquanto a Segunda Guerra Mundial é algo que apenas aprendemos na escola para os bielorrussos foi algo bem mais sério. É verdade que a Rússia sofreu muito, porém em Belarus a guerra deixou um quadro quase que apocalíptico. A combinação da tática de “terra arrasada” russa (pois, ao verem que os alemães iriam tomar as cidades, os russos tacavam fogo em tudo e envenenavam as nascentes para evitar deixar qualquer coisa que pudesse ser utilizada pelos alemães) e de “saqueia, destrói e mata” dos alemães, deixou um grande rastro de destruição pelo país. Eles perderam entre um terço e um quarto da população na guerra, quase 85% de sua capacidade industrial, sua comunidade judaica foi simplesmente exterminada, tiveram 209 das 290 cidades destruídas e mais de um milhão de edifícios foram abaixo. Só em 1971 a Belarus voltou a ter a população que tinha antes do fim da Segunda Guerra Mundial. Bem, o museu é bem bacana e tem MUITAS peças, desde armamentos até uniformes e pertences pessoais das pessoas

Além do museu pude visitar também um memorial ao massacre de Khatyn. O memorial serve para lembrar uma história ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial.

Os alemães já tinham tomado quase toda a Bielorrússia, mas focos de resistência partisan ficaram pelo caminho e realizam ataques de emboscadas e sabotagem contra os alemães. Em um desses ataques, os bielorrussos partisans mataram um oficial que era supostamente um dos favoritos de Hitler. A verdade é que o oficial tinha sido campeão olímpico no arremesso de martelo e a morte dele gerou uma certa comoção na Alemanha. Depois do ocorrido, os alemães acharem que seria dar uma ótima ideia dar uma resposta ao ataque. Como supostamente o atacante era ou recebia suporte da vila de Khatyn, ela foi invadida e todos os seus moradores, mulheres e crianças inclusas, presos dentro de um galpão que eles tacaram fogo com todo mundo dentro. Da vila inteira sobreviveram algumas crianças (que se esconderam no mato ou que as mães conseguiram por em cavalos), uma mulher que não estava na vila no dia e um velho que milagrosamente sobreviveu. Para ele há uma estátua segurando o corpo de uma criança, o cadáver do seu filho que morrera na tragédia. No memorial há o local exato onde ficava cada casa e as sepulturas com os nomes de todos que pereceram.

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Memorial de Khatyn

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É uma história triste, é verdade, mas há quem alegue que este memorial foi feito pelos soviéticos para confundir com o nome Katyn (sem o H). Em Katyn ocorreu outro massacre, dessa vez por meio dos soviéticos, onde eles reuniram os principais oficiais e intelectuais poloneses e os executaram a sangue frio após a Segunda Guerra Mundial em uma tentativa de russificação da Polônia.

Por último, visitei algo interessante também. Foi feito por uma ONG que recolhe gatos das ruas e serve como abrigo temporário até eles conseguirem uma nova casa. Eles fizeram algo como um museu de gatos. Não entendi direito o que eles expõe, mas o que sei é que o número de gatos por lá é variável. Quando fui lá havia 16 gatos em custódia. Como parecia ser¿ Rapaz, sei que custava uns 20 reais para entrar e, sim, tinha um cheiro forte de… gato.. no lugar. Mano, era legal, mas o cheiro foi o suficiente para me tirar de lá…1

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Memorial a um desastre ocorrido durante um show em Minsk

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Museu dos gatos
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Grafite dos Gêmeos na Embaixada do Brasil

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Memorial de Khatyn

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Lenin, em uma das principais praças de Minsk

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Memorial a Viktor Tsoi, um dos principais expoentes do rock na União Soviética

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Museu da Grande Guerra Patriótica

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Estônia e a linda cidade medieval de Tallin

Assim como a Finlândia, a Estônia também sempre esteve sob influência dos países vizinhos durante boa parte da sua história. Só foi conseguir independência mesmo, assim como a Finlândia, após a revolução comunista de 1917 que convulsionou a União Soviética.

Porém, a Rússia não se esqueceu deles e, após se reorganizar pós-revolução, começou a pressionar novamente a pequena Estônia. Apesar de ter tido alguns anos de independência de fato após 1917, o seu destino foi selado no pacto de não-agressão firmado entre Rússia e Alemanha onde os dois países  partilharam parte da Europa Oriental.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Estônia se declarou um país neutro, o que obviamente não foi respeitado pelos russos. O partido comunista estoniano “solicitou” que a Estônia fosse anexada a União Soviética e os soviéticos “aceitaram” a solicitação novamente anexando o país. Escaramuças tanto da Alemanha quanto da União Soviética mataram quase um quarto da população durante a Segunda Grande Guerra.

A Estônia só conseguiu ser independente novamente em 1991 após um novo colapso em território russo, o colapso da União Soviética. Continuar lendo “Estônia e a linda cidade medieval de Tallin”

De Helsinque, Finlândia para Tallin, Estônia – É só pegar um ferry boat

Como já estava ali do lado, decidi pegar um ferry boat direto para Tallin na Estônia, outro país o qual eu nunca havia visitado. Além de ferries para Tallin, você também pode ir de barco para Suécia e até para São Petersburgo na Rússia, doido, né¿

Como a Finlândia é um país extremamente rico, tudo lá é EXTREMAMENTE caro, de forma que eu tava tentando fugir o mais rápido possível de lá. Tava até me saindo bem, até descobrir que a minha forma de fuga iria quase que me levar um rim embora! Mano, o ferry-boat mais barato para Tallin custava 35 EUROS!  Como eu acabei chegando no porto na hora do ferry mais disputado, acabei por pagar 55 EUROS, que com taxas ficava 61 EUROS! Bicho, quase uma passagem de Brasília pra São Luís de avião. Continuar lendo “De Helsinque, Finlândia para Tallin, Estônia – É só pegar um ferry boat”

Perambulando por Helsinki (Helsinque) – capital da Finlândia

igEu nunca tive curiosidade de viajar a Helsinque e quando cheguei à cidade eu descobri o porquê. Mano, a Finlândia tem vários passeios legais nas florestas, avistar ursos e coisas do tipo, mas Helsinque me pareceu uma cidade sem muitas atrações. Para você ter uma ideia, quando entra no Tripadvisor, a atração que aparece como a principal da cidade é “andar no super eficiente sistema de bonde de Helsinque”. Ok, realmente é eficiente, mas você não vai sair do Brasil para chegar em um lugar e ficar andando de bonde, né¿

Andei, andei, andei e tirando algumas construções esparsas e uma igreja construída dentro de uma pedra, não vi nada muito interessante para se ver em Helsinque.

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Igreja construída no meio de uma pedra. Fica quase que no centro de Helsinki

Um dos motivos foi que a cidade foi completamente destruída em um incêndio em 1812, portanto não restaram muitos prédios medievais. Continuar lendo “Perambulando por Helsinki (Helsinque) – capital da Finlândia”

Finlândia – o mais russo dos países da Europa Ocidental

Um amigo meu dos tempos de faculdade em Brasília iria se casar na Ucrânia e me convidou pro casamento dele. Como precisava comprar uma passagem que saísse de Brasília e me deixasse o mais longe possível (e, portanto o mais próximo possível da Ucrânia), optei por comprar uma passagem de Brasília para Helsinki com conexão em Lisboa.

Eu chegaria as seis da manhã de Lisboa e partiria onze e meia da noite do mesmo dia para Helsinki, de forma que aproveitei e ainda passei o dia em Lisboa.

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Na terra dos patrícios, ora pá!

Entrei no avião doido para dormir, mas a droga do avião tinha, algo que eu NUNCA tinha visto, assentos que não reclinavam! Sim, mano, um voo noturno com assentos que não reclinavam. Obrigado portugueses. Cheguei em Helsinki, peguei um busão e desci para meu albergue para tirar um cochilo o qual eu precisava desesperadamente.

Chegando ao albergue, uma surpresa, havia uma atendente que sabia falar português! Ela havia morado em São Paulo e me disse que aquele era o primeiro dia dela trabalhando lá, parecia que ela tinha sido contratada só para me atender.

E não é que a Finlândia é o país mais russo da União Europeia?

Todo mundo conhece a Finlândia pelo seu super eficiente sistema de ensino e qualidade de vida (em ambos a Finlândia sempre está entre os melhores do mundo), mas o que eu não sabia é que a Finlândia era um país subalterno até os idos da década de 50 do século XX, ou seja, 60 anos atrás.

Durante algum tempo, foi apenas um território subalterno do Império Sueco até ser tomada pelo gigante russo no século XIX. Entre idas e vindas, a Finlândia foi se alternando em períodos de maior ou menor autonomia do Império Russo, mas nunca conquistando sua independência de fato. Foi conseguir a sua independência apenas no começo do século XX e ainda assim sob uma forte influência dos russos

Durante a Segunda Guerra Mundial, como estava já de saco cheio da Rússia, se aliou a Alemanha ao cerco de quatro anos a São Petersburgo na Rússia. Porém, com a Alemanha perdendo a guerra, a batata assou pro lado dos finlandeses que tiveram que pagar pesadas indenizações aos russos e ceder 10% do seu território e cidades que mantinham 20% de sua produção industrial. Em 1950, era um país pobre, agrário e atrasado.

Porém, devido a fatores que eu não consegui entender porque, o país se desenvolveu e é um dos principais Estados de Bem Estar Social do mundo. Se alguém souber porque, por favor, deixa nos comentários porque até agora que não conseguiu entender.220180602_15004920180602_15013420180602_15033520180602_15052120180602_15054420180602_150718 (2)20180602_15083820180602_150905 (2)

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Uma das principais atrações turísticas de Helsinque no Tripadvisor é o seu “sistema de bondes urbanos”. Tá, é legal, mas, isso lá é atração turística? Mano, isso ocorre porque Helsinki não tem atração turística quase nenhuma

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Essas barras de gelo ficavam derretendo no meio de uma praça de Helsinque. Era algum tipo de obra de arte, só não consegui entender o que queria dizer
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Proximidade da Finlândia com a Rússia. Em Helsinki há várias placas como essas espalhadas
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PERAMBULANDO POR CABO HAITIANO (CAP-HAÏTIEN)

Depois de fazer o passeio pela Citadela, resolvi dar uma volta pela cidade de Cabo Haitiano a pé. A primeira coisa que me impressionou foi o TANTO de lixo que tem pela cidade e principalmente nas praias, o que era bem triste. Parei em um lugar para comer uma pizza (não sem antes conferir no tripadvisor.com se o local era confiável). De repente começou a parar um bando de carros, começou um furdunço, veio um bando de segurança, um bando de fotógrafo e foi aquela comoção no restaurante. Sério, eu pensei que era até o presidente do país que tava chegando.

Depois me disseram o nome do cara lá, era um cantor, até famoso nos Estados Unidos, mas que eu nunca ouvira falar. Jason Derulo. Enfim.

Comi minha pizza e saí pela cidade procurando alguma coisa que parecesse interessante para fotografar. Quando estava batendo foto de uma pilha de lixo no meio de uma praça da cidade, me para um carro do lado e me desce uma tia que começou a me ESCULACHAR! Siô, mas ela gritava comigo. E gritava. GRITAVA. Acho que ela tava meio brava de eu estar batendo foto de pilha de lixo, de forma que eu simplesmente botei a câmera no lixo e dei no pé. Depois de um tempo andando pela cidade, percebi que eu chamava bastante a atenção já que eu era virtualmente o único não-negro (tá, não sou branco, cara, mas também não sou negro) andando pelas ruas. Para piorar, tava meio que deserto, pois era um sábado a tarde. Quando comecei a pensar em voltar pro hotel vi que estava um tanto quanto perdido. Eis que DO NADA, como uma verdadeira cavalaria de um filme de faroeste, me para o carro do hotel do meu lado e o motorista me convida para entrar. Enfim, fui voltar pro hotel para me preparar pra voltar no outro dia.

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Esse era o ilustre desconhecido. Um tal de Jason Derulo. É filho de pais haitianos e já gravou até com Snoop Dog e Lady Gaga. Eu nunca tinha ouvido falar dele

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Essa foto foi o motivo do esculacho

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Comparem essa orla com a orla do Rio de Janeiro abaixo. Elas não são parecidas? Porém uma gera empregos e é um dos principais pontos turísticos do mundo, enquanto a do Haiti é um grande depósito de lixo a céu aberto. Muito triste

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VIAJANDO A CABO HAITIANO (CAP-HAÏTIEN) – A CITADEL LAFERRIERE

Quando estava planejando minha viagem ao Haiti, imaginava que a única atração seria visitar o Haiti em si, porém, como sempre ocorre quando vou visitar países não tão conhecidos, fui surpreendido.

O Haiti foi uma daquelas gratas surpresas que a gente tem viajando para países no qual se houve muito pouco falar. Sim, é pobre como eu imaginava, mas não foi tão caótico ou perigoso quanto eu esperava (pelo menos a parte Norte). Ainda que eu só tivesse um fim de semana para dar uma escapada, descobri que seria possível conhecer a maior fortificação já construída nas Américas: A monumental Citadel Laferriere, com suas paredes de 40 metros de altura e possibilidade para abrigar um exército de até CINCO MIL soldados, por até um ano, em caso de cerco. Foi construída após a independência do Haiti para se proteger de uma invasão francesa que nunca ocorreu. A cidadela levou 15 anos para ser construída e hoje é patrimônio mundial da UNESCO. Continuar lendo “VIAJANDO A CABO HAITIANO (CAP-HAÏTIEN) – A CITADEL LAFERRIERE”