A caminho de Bratislava

Programei-me direitinho para poder ficar os dias da semana em Viena e depois pegar um fim-de-semana em Bratislava, capital da Eslováquia, onde a galera falava que sempre rolavam umas baladas violentas. Quando estava checando como fazer pra poder viajar de Viena até Bratislava foi até engraçado. Descobri que menos de cem quilômetros separavam as duas cidades, uma era quase que colada com a outra apesar de serem capitais de dois países diferentes.

Agradeci a hospitalidade da Sigh e da Dani e comecei a fazer uns planos pra poder ir pra Bratislava de carona. Até cheguei a anotar em uma folha de papel “Bratislava” pra poder ir pro meio da rua pedir carona e não ter que pagar passagem pra fazer o trajeto. No entanto acabei desistindo porque era muito barato fazer o trajeto, seis euros, e muito rápido, menos de uma hora. Comecei a pensar que não valia o trabalho de ter que gastar algumas horas pesquisando os melhores lugares pra poder pedir carona, gastar algum tempo tentando chegar no fim da cidade pra poder me posicionar (cara, andar de transporte público na maioria das cidades, fora do horário de pico, costuma ser de boa. Isso, claro, se você precisa ir pra algum lugar que todo mundo costuma ir. Agora tente imaginar como é que se faz pra chegar DE ÔNIBUS no final da cidade que você mora, o local onde passa a rodovia? Duvido que alguém aí saiba como se faz. Sempre era complicado conseguir achar o lugar certo pra poder pegar carona…) e depois ficar mais uma ou duas horas esperando a carona, tudo isso pra economizar uns quinze reais. Decidi ficar de boa e ir logo pegar essa droga desse busão que sairia bem mais fácil.
Pedi pra deixar algumas mochilas minhas na casa das meninas (haja vista que, sempre bom lembrar, eu iria voltar pra Viena pra pegar meu vôo pro Cairo) e segui em direção à estação de ônibus pra poder seguir viagem. Durante o caminho até a fronteira ocorreu algo bem interessante. Cara, é impressionante como você sente a diferença quando cruza a fronteira da Áustria e entra na Eslováquia. Mesmo se eu não pudesse ler as placas dizendo “Volte sempre à Áustria” e “Bem-vindo à Eslováquia” seria possível ver que eu havia cruzado a fronteira entre os dois países. Parece que você está saindo de um mundo e entrando em outro, tamanha a diferença da riqueza aparente entre os países. Na Áustria o busão sempre trafega por pistas duplas, todas asfaltadas, com umas casinhas bem-arrumadinhas e pintadinhas pela estrada. Isso a Áustria, sempre bom lembrar. É só você cruzar a fronteira que parece que jogaram uma bomba no outro lado. As casas são tudo caindo aos pedaços, a estrada fica esburacada e em vários lugares de mão única. É mais ou menos como você sair dos Estados Unidos e entrar no México. Guardada as devidas proporções, é claro. É meio complicado descrever isso apenas com palavras que escrevo aqui no blog, mas se vocês pudessem presenciar como eu presenciei, saberiam do que eu estou falando. Interessante perceber como diferenças econômicas podem ser tão aparentes como naquela fronteira.

Cerimônia de extinção dos postos de fronteira entre Eslováquia e Áustria em 2007


Enfim, a viagem transcorreu muito bem, até porque ela foi bem curta. Chegando em Bratislava que foi o leriado grande pra poder conseguir achar o couch onde eu iria ficar, mas isso fica pro próximo post.

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