Eilat

Como estava realmente a fim de tentar dormir aquela noite em Jerusalém, procurei não desistir. Chamei um mochileiro que havia conhecido pela fronteira e nós dois fomos tentar chegar de qualquer maneira em Jerusalém. Andando? Correndo? Quase isso, fomos para a saída da cidade e começamos a pedir carona. Bem, não era tão longe assim. Eram uns 350 quilômetros, dava pra fazer de boa se pegasse uma carona.
Chegamos ao lugar que parecia o melhor local para conseguirmos uma carona. Ficamos lá estendendo os braços. Bem, não precisa dizer que estava difícil, né? Sexta feira, dia de Shabat, à noite, dois homens pedindo carona… Só havia situações adversas contra a gente. Passada uma meia hora, um carro parou. Corremos para ver. Era um táxi. Bem, sabíamos que ele não ia nos dar carona, mas fomos ver se de alguma maneira poderia nos ajudar. Inicialmente começamos a trocar uma idéia, conversar com ele o que poderia ser feito e tal. Bem, não precisa falar que isso ia dar errado, né? Não sei se já falei aqui no blog, mas taxista é a raça mais FILHA DA PUTA que existe nesse planeta. Seja na Índia, seja na Síria, seja em Israel, eles SEMPRE vão querer FUDER a sua vida. Com esse não foi diferente. Inicialmente ele parecia ser um cara realmente gente boa. Chegou cheio de sorriso, sorrindo mais que professor de aeróbica, perguntando qual era nosso problema, falando que não queria nada, que ia só nos ajudar e coisas do tipo, aquele papo de filha da puta. Eu sabia como seria a história no final, sabia que ele queria nos enrolar, sabia que era taxista, mas, cara, eu tava tão desesperado e cansado que resolvi tentar acreditar em pelo menos esse. Achar que pelo menos um escapou do inferno e realmente iria nos ajudar.

Devia ter posto essa foto antes. Visão aérea da travessia da fronteira terrestre entre o Egito e Israel

Naquela conversa lá, papo vai, papo vem, ele conquistou nossa confiança. O inglês dele era realmente muito bom e ele era bem simpático. Depois de um tempo conversando com a gente, ouvindo nosso problema, ele falou que era melhor a gente parar de tentar conseguir carona. Falou o óbvio: que já estava de noite, que éramos dois homens, que era Shabat… Falou ainda que era um pouco perigoso ficarmos ali. Disse-nos que semana passada um mochileiro da Inglaterra havia atirado em uma pessoa que lhe dava carona e isso tinha causado uma comoção tremenda na cidade. Segundo ele, era perigoso ficarmos ali, no meio da rua, pedindo carona, em um Shabat, pois as pessoas estavam revoltadas com caroneiros e, além disso, poderiam se ofender por estarmos fazendo isso em um dia santo. Além disso estávamos do lado da fronteira e isso poderia nos dar problema, pois algum soldado poderia simplesmente ligar no rádio, contatar o pessoal da fronteira que havia dois homens suspeitos no meio da rua e com isso nos mandar de volta pro Egito. Começamos a ficar preocupados e desistimos de tentar conseguir uma carona. Bem, aí depois no final descobrimos o que ele queria:
– Oh, mas se vocês quiserem. Eu posso levar vocês lá em casa, vocês tomam um banho, minha mulher faz um jantar pra vocês. Depois os levo até Jerusalém. Cobro só 100 dólares de cada um…
Quando ele começou a falar isso só demos as costas e começamos a caminhar procurando um albergue. Taxistas…
Procurando um albergue
Bem, apesar de tudo, ele realmente tinha razão, era melhor não dar bobeira em uma cidade de fronteira. Começamos a procurar um albergue e achamos um que parecia até jeitosinho. Além de tudo, o dono falou que colocava uns colchões do lado de fora e cobrava só cinco dólares pra quem quisesse dormir neles. Bem, cinco dólares pra uma noite, em um país que tem um custo de vida semelhante ao da Europa, era realmente um ÓTIMO acordo. Resolvemos ficar por lá mesmo e tentar no outro dia chegar a Jerusalém. Depois que coloquei minhas mochilas lá pelo armarinho que me deram, eu comecei a ler uns avisos meios estranhos colado pelas paredes: “Que Deus abençoe a sua noite”, “Lembre de rezar a Deus antes de ir dormir”, “Apenas casais casados podem dividir um quarto no albergue” e coisas assim. Comecei a me sentir como o Gabriel, o Pensador naquela música 2,3,4,5 meia 7, 8:
Quando a esmola é de mais o santo desconfia/ Essa mina deve tá com algum problema…/ Chegando no local que ela escolheu: Não-sei-o-que-lá-do-reino-de-Deus/Olha o nome do filme: “Jesus Cristo é o Senhor!”/ É comédia?/ (Não é filme/, o cinema acabou, /virou igreja evangélica./ E eu só te troxe aqui pra você comprar pra mim uma vaga no céu!)/

Geral dormindo pelo chão

 
Depois de conversar com alguns dos hóspedes, realmente era o que eu estava temendo. Sim, era uma hospedaria de caráter religioso. Cara, eu não tenho nada contra religiões, mas tenho bastante contra pessoas que só ficam te criticando e acham que sabem o que é melhor pra você, como a maioria dos religiosos fundamentalistas são. Bem, enfim, quem tá na chuva é pra se molhar, já tinha pago, agora era ficar por lá.
Por incrível que pareça, apesar desse meu preconceito bobo, o lugar foi MUITO agradável. Eu não sabia, mas sexta-feira a noite era um dia em que ele reunia os vários cristãos pela cidade e faziam uma celebração, todos juntos. Sempre bom lembrar que Israel é judeu, logo não eram muito os cristãos que havia por lá. Como sexta-feira a noite era impossível achar uma balada por Eilat e aquilo parecia que ia ser uma manifestação cultural realmente interessante, decidi ficar por lá a noite e ver o que iria acontecer.
Cara, foi muito legal! Eles reuniram VÁRIAS pessoas, de VÁRIOS lugares diferentes. A zona externa do albergue ficou MUITO lotada! Quando já estavam todos nos seus lugares, os donos do albergue pediram a palavra e começaram a fazer um sermão. Mas, cara, que sermão, viu? Bicho, foi muito interessante. Eles começaram um debate muito interessante, com vários questionamentos sobre o que era moral, sobre o que era ajudar ao próximo, sobre o valor de se viver uma vida correta, coisas assim. Bem parecido com o que se pode ver no Sermão da Montanha. Mas falavam com muita sobriedade, citando vários filósofos e de uma maneira que realmente fazia você pensar. Muito legal mesmo. Além disso, tinha algo que também era muito interessante. Grande parte dos freqüentadores eram africanos sudaneses que haviam escapado de Darfur e estavam asilados em Eilat.

Como eles não falavam inglês, um deles ficava no meio e ia traduzindo o sermão que era feito. Além dele, havia mais um outro traduzindo para o espanhol para que uns latinos que estavam lá também pudessem entender. Ou seja, o sermão era transmitido em três línguas diferentes. Fiquei lá vendo o brilho dos olhos deles ao transmitirem o sermão. No final ainda houve um jantar, de graça, onde todo mundo pôde comer, inclusive a gente que tava se hospedando no albergue. Bem da hora.

Quando acabou o sermão, fui lá conversar com o pessoal do albergue sobre aquela história do taxista. Se aquilo realmente era verdade. Cara, claro que não, né? Era LÓGICO que ele tava mentindo e enrolando a gente e a história não fazia nenhum sentido. Falaram-nos que isso nunca chegou nem perto de ocorrer e pedir carona era algo bem comum de se ocorrer em Israel. Que tudo aquilo é balela. As pessoas só não costumam pedir no Shabat por causa que há poucos viajando, mas de resto era tranqüilo. Gente, pode parecer que eu tenha sido um idiota, mas é que além do taxista falar com tanta, mas TANTA, convicção, estávamos MUITO cansados e desesperados, logo a gente acabou acreditando piamente no que ele tava falando. Mas enfim, trocando em miúdos, aquele taxista que parecia apenas um cara simpático e gente boa, não era nada mais que mais um grande FILHO DA PUTA. Por essas e outras que eu fiquei meio que feliz com o acontecido com a gente quando tínhamos acabado de sair do posto de fronteira ainda na fronteira de Israel com o Egito.

Fila pro jantar
Assim que saímos do posto, um taxista veio nos abordar e perguntou se não queríamos um táxi pra nos levar do posto até a cidade. Bem, eram uns cinco quilômetros e portanto meio longe pra se ir andando. Dissemos que sim, mas ele queria uns dez dólares pra isso. Comecei a discutir com ele e a dizer que se fosse a dez dólares, eu preferia ir andando (típica negociação que eu sempre faço com esse tipo de corja). Ele ficou meio puto e falou que se eu fazia tanta questão de cinco dólares, que ele faria isso pra mim. Bateu a porta meio com raiva e “Vlupt!!”, cortou o dedão da mão. O sangue começou a descer e eu por uns dez segundos fiquei com pena. Mas hoje quando lembro do outro taxista, o que queria nos levar a Jerusalém, me sinto meio que vingado.
Acabei dormindo cedo, porque queria aproveitar a manhã em Eilat. Querendo ou não, a cidade ficava de frente para o Mar Vermelho, um dos melhores lugares do mundo para mergulho e eu não perderia essa. Pela manhã aluguei uns óculos e um snorkel e fui lá. Cara, não me arrependi, viu? Esse Shabat, apesar de ter feito eu me lembrar dos problemas que tive com o feriado turco, pelo menos me deu o prazer de ficar uma noite e uma manhã em Eilat e curti algumas várias histórias que ocorreram por lá.
Peguei meu busão pra Jerusalém umas duas da tarde.

Como chegar a Israel

Brasileiros não necessitam de visto pra poder entrar em Israel. Isso parecia um bom sinal e parecia que eu realmente não enfrentaria problemas pra poder atravessar a fronteira por terra do Egito para Israel. Pra falar a verdade, eu não cheguei a ter muitos problemas pra poder atravessar fronteiras. Apesar de todo terrorismo que sempre fazem quando você fala que vai pra Europa, o mais próximo que eu cheguei de ter algum problema foi a primeira vez que entrei na Europa e ainda assim foi só coisa da minha cabeça.
É, mas eu estava enganado, eu iria enfrentar problemas. Cara, desde a sua fronteira, Israel já começa a te demonstrar o que é viajar para um dos países mais vigiados e tensos do mundo. Pra quem não está muito por dentro do que estou falando, sempre é bom lembrar que poucos países foram atacados tantas vezes no século passado como Israel foi pelos países árabes. Desde a declaração de sua independência, Israel sofre com os diversos vizinhos árabes e/ou muçulmanos que não reconhecem a sua existência. Os bichos já estiveram em guerra contra Síria, Arábia Saudita, Líbano, Iraque, Egito (o mais populoso país árabe e segundo mais populoso da África)… Com alguns deles por mais de uma vez e por algumas vezes com vários deles coligados. Sabendo disso, fica mais fácil entender toda a neurose que Israel possui com a segurança de seus cidadãos no dia-a-dia. Quem desejar se aprofundar ou entender mais como foram as guerras que Israel atravessou durante o século passado, pode ler nesse link aqui.
Bem, já comecei a sentir o que era isso assim que estava saindo da fronteira com o Egito. Cara, já na porta de saída do posto de fronteira do Egito havia uma oficial de Israel que parava todo mundo e começava a fazer aquelas perguntas de “Onde está indo?” “O que vai fazer em Israel” e coisas do tipo. Pensei “Nossa, o posto de fronteira deles é colado no do Egito!”. Pra você que não está entendendo, deixa eu explicar. Geralmente as fronteiras por terra são assim: Você passa o posto de fronteira do primeiro país, percorre mais uns quilômetros e lá na frente há o outro posto de fronteira. Entre os dois postos de fronteiras, nessa “terra de ninguém”, geralmente há casas de câmbio e free shops, geralmente não há nada, mas sempre há mais ou menos um quilômetro distanciando de um pro outro. Por isso achei estranho “Nossa, mas o posto de fronteira é colado mesmo?”. Nada, ledo engano! Depois da entrevista com a mulher, caminhamos mais uns 500 metros de pista e lá tinha uma plaquinha dizendo “Bem-vindo a Israel” e uma outra oficial que começou a nos fazer as mesmas perguntas.

Eu no Monte das Oliveiras
Bem, depois fiquei pensando “Nossa, que coisa idiota, colocar uma mulher a 500 metros uma da outra pra poder fazer as mesmas perguntas”, mas depois me disseram que na verdade esse é um procedimento padrão para se entrar em Israel. Geralmente há uma breve entrevista feita por um oficial israelense no país de origem e quando você chega a Israel, mais uma entrevista antes mesmo de entrar no posto de controle. Pode parecer idiota isso num posto de controle por terra (como falei, uma oficial estava a meros 500 metros da outra), mas em um aeroporto de origem (imagine pegando um vôo no Brasil pra Israel e já sendo entrevistado no Brasil, por exemplo) isso pode fazer toda a diferença. Enfim, fui “aprovado” na segunda entrevista e prossegui pro controle de bagagens.

Passei na esteira e depois fui direto praquelas cabininhas de controle de fronteira, onde eles checam teu passaporte e visto. Antes de passar por lá foi até engraçado. Tinha uma CARRADA de senhoras em fila, todas falando português e falando pelos cotovelos. Elas faziam parte das milhares de caravanas de brasileiros que vão todos os anos para excursões na “Terra Santa” (bom lembrar que Jesus nasceu em Nazaré, que fica no norte de Israel). O guia levou um lero com a oficial da cabine (sim, amigo, só tinha mulher e GATA nos postos de controle israelenses. O que era aquilo?!?!) e ela foi liberando uma senhora atrás da outra. Quando chegou na minha vez:
– Bom dia, senhor. Passaporte
– O senhor fala inglês, Sr. Claudiomar? – perguntou enquanto folheava meu passaporte.
– Sim, senhora.
– O senhor vai fazer o que em Israel?
– Estou viajando pelo mundo, senhora.
– É, posso ver que o senhor viajou bastan… – ela interrompeu a frase no meio e esbugalhou os olhos.
– O que o senhor fez no Líbano e na Síria, Sr.? – tom de voz mudado, ela ficou BEM mais assertiva.
– Er… Eu estou viajando, sabe?
– Quais outros países muçulmanos o senhor viajou?
– Turquia, Malásia, Egito e Indonésia.
– O que o senhor foi fazer em todos esses países?
– Uai, tou viajando pelo mundo, senhora!
– Segue pra aquela salinha ali.
Salinha? Pronto – pensei – é agora que eles me descem o cacete. Fiquei imaginando os bichos me chamando de lagartixa e me jogando na parede. Brincando de Guantánamo comigo…
Entrei na salinha e um oficial grande e gordo começou a me interrogar e fazer as mesmas perguntas. Pra onde vai, por que, onde vai ficar, vai pra algum território ocupado (Palestina) e eu só respondendo. Depois ele meio que começou a fazer um cadastro comigo e perguntou o nome do meu pai, da minha mãe, dos meus avós… e a entrevista foi indo. Depois de me perguntar até minha décima geração começou a parte mais impressionante da entrevista. Não, eu não fui estuprado. Ele perguntou onde eu morava no Brasil. Resolvi dar o meu endereço do Maranhão, já que parecia mais crível. Ele anotou o nome da rua e:
– O senhor pode me dizer um nome de uma rua paralela?
– Er… Rua X
– Ok, e uma rua paralela a rua X senhor?
– Rua Y.
– Pode escrever nesse papel aqui?
– Claro
– E uma rua perpendicular…
Bem, não sei se você notou o que ele estava fazendo. Sim, é isso mesmo que você está pensando. Ele tava conferindo no GOOGLE MAPS onde eu MORAVA!! Depois de uns quinze minutos do bicho praticamente desenhando São Luís inteira no mapa, eles me mandaram sentar num banquinho no corredor e aguardar. Depois de alguns minutos me chamaram em outra sala e começaram a me fazer exatamente as MESMAS perguntas. E eu lá, que nem um paspalho respondendo, mas morrendo de preocupação com o horário.
Sentei em uma cadeira e de repente apareceu uma TURBA de tias brasileiras que estavam viajando para a Terra Santa. Visivelmente empolgadas, elas faziam um barulho danado, felizes, por estar chegando em um lugar tão sonhado. Como não tinha nada para fazer, fiquei puxando papo com elas enquanto aguardava ser liberado.
Rapaz, para que? O oficial me olhou com uma cara de desconfiado e me perguntou:
– Você não disse que tava viajando sozinho?
– Mas estou
– E por que você está falando com essas senhoras?
– Pô, elas são brasileiras, faz tempo que não vejo brasileiros. A gente tava só batendo um papo. No Brasil é ass…
– Salinha
– Pô, cara, eu gosto de falar com pessoas que estão viajando
– Salinha
– Meu, não tem nada demais
– SALINHA!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ai, caralha, que raiva!! E lá vou eu responder as mesmas perguntas.
Respondi, me deram mais um chá de cadeira e DUAS HORAS depois lá estava eu fora da fronteira de Israel. “Ah, mas de boa, apesar da demora você conseguiu ficar de boa, né?”. Err… Não!

Meninada do serviço militar obrigatório de Israel. Olha a cara de moleque dos meninos. TODO mundo em Israel, apto fisicamente e mentalmente deve servir ao exército. Meninos por três anos e meninas por dois anos. É cumpade, lá o negócio é meio sério…

Cara, nesse dia eu aprendi da pior maneira possível o que significava a palavra “Shabat”. Pra quem não sabe do que estou falando, Shabat é como se fosse o domingo dos judeus. Não é um domingo propriamente dito que nem um nosso, já que o nosso domingo (que teoricamente deveria ser o dia de Deus para os católicos, mas hoje ninguém se lembra mais disso) começa a meia-noite e termina na meia-noite do dia seguinte, que é quando se começa a segunda. Lá não, o Shabat começa no pôr-do-sol da sexta feira e termina no pôr-do-sol do sábado. Entre esse período, amigo, ESQUECE, Israel PARA e pouquíssimo serviços públicos são prestados, na sua maioria por árabes. Trocando em miúdos, eu que achava que ia atravessar a fronteira e pegar um busão direto pra Jerusalém descobri que o último busão pra lá saía um pouco antes do pôr-do-sol e depois só no sábado, ainda assim só um pela tarde (o normal era uns cinco ou seis por dia), ou seja, teria que perder um dia em Eilat, a cidade israelense da fronteira. Tudo isso porque tinha ficado duas horas na fronteira respondendo àquelas perguntas idiotas. Bem, como não me restava o que fazer, o negócio era ficar em Eilat mesmo e aproveitar pra poder curtir o que fosse possível da cidade.

Restaurante de comida etíope em Israel. Eu não sabia, mas a Etiópia tem uma população gigantesca de judeus…
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