Perú da discórdia e ilustre dee jay desconhecido

Tens dias que parecem que foram feitos para dar errado. Anteontem (3 de janeiro é pra ficar na história) foi um dia que ilustrou perfeitamente o que eu quero dizer.

No dia 3 de janeiro, depois de olhar orkut, e-mail, meu flogao e etc… Abri o Notepad disposto a escrever o blog dessa semana, só que dessa vez num dia só. Não deu outra. Comecei a escrever loucamente sobre como foi o meu Natal e como foi o meu ano novo aqui em Sydney. Linhas e linhas de histórias loucas, “chapéis de otário é marreta” e etc.. Depois de aproximadamente uma hora e meia escrevendo meu blog o que acontece? Tchhuuuuuffff!!! FALTOU LUZ!!!!!! E o melhor, por eu estar escrevendo no Notepad E NÃO NO WORD (que tem auto-save) perdi TUDO O QUE HAVIA ESCRITO!!! Confesso que fiquei muito injuriado na hora que isso aconteceu, muito PUTO mesmo, pois, querendo ou não, eu tinha acabado de jogar uma hora e meia da minha vida fora. Não aguentando de raiva, resolvi que seria melhor dar uma desestressada antes de começar a bater nas portas do restaurantes à procura de emprego e, nada melhor pra desestressar, do que dar aquela passada no FLIPER!! Fui lá e só pensei: Quer saber? Tou de saco cheio. Hoje não vou gastar só 2 dólares como de costume, hoje eu vou gastar é 5 dólares no Fliper!!! Tirei as minhas coisas, coloquei tudo no chão e mandei ver na metralhadora. Depois de mandar vários e vários terroristas para o inferno, me encontrava mais calmo e resolvi que seria uma boa se eu descesse para as agências de viagem e desse uma olhada nas tarifas das passagens pra Perth (uma cidade daqui da Austrália que tou pensando em visitar). Passei em umas 3 e depois de me deparar com alguns preços salgados resolvi deixar a idéia de lado e começar a procurar emprego. No caminho resolvi parar para comer um salgadinho e quando coloco a mão no bolso vem aquela pergunta: AONDE DIABOS ESTÁ MINHA CARTEIRA? Caraca, começou a bater o mesmo desespero que bateu em mim, na mesma época do ano passado, no mesmo mês de janeiro, só que em 2005 em Porto Alegre naquele maldito Fórum Mundial Social. Voltei e passei em TODAS as agências de viagem que eu havia visitado e minha carteira não estava lá. Voltei na escola e minha carteira não tava. Quando começou a bater o desespero lembrei de voltar lá no fliper pra procurar minha carteira. Quando cheguei fui logo perguntando pro carinha das fichas se ele tinha visto a minha carteira. Qual não é a minha surpresa quando o cidadão a tira do balcão, confere minhas fotos e a me entrega de volta. Quando fui conferir o que tinha dentro, claro, o miserável que achou minha carteira e devolveu pro balconista, se deu ao trabalho de antes de devolver a mesma levar de gorjeta os meus trinta dólares em notas e, sem piedade nenhuma, ainda abriu a minha bolsinha de moedas e fez o favor de levar os meus DOIS E TRINTA E CINCO CENTAVOS DE DÓLARES EM MOEDA!!! Tá pra nascer um ser mais miserável que esse!! Putz, depois de ficar mais aliviado que pelo menos minha carteira já se encontrava novamente comigo e todos meus cartões de banco também, resolvi que não teria hora melhor pra procurar emprego. Entrei no primeiro pub que eu vi e perguntei pro primeiro cara que trabalhava lá se os bichos tavam precisando de alguém pra trabalhar. O cara só começou a perguntar: Tem tax file number? Sim, Tem RSA (certificado emitido pelo governo, obrigatório a quem quer vender bebidas alcóolicas, custa módicos 70 dólares)? Sim, Fala Inglês? Sim. O cara abriu o sorrisão e falou: Então espera cinco minutinhos aí que a gerente já vem pra falar contigo, temos emprego pra você. Eita, mas que eu fiquei muito feliz nessa hora!! EMPREGO!! JOB!! WORK!!! Vou voltar a trabalhar!!! Eu fiquei lá esperando, mais ansioso que anão em comício. Passa dez minutos, quinze.. vinte.. meia hora… 45 minutos.. UMA HORA DEPOIS aparece a gerente com cara de bosta e fala: Desculpe, não temos emprego pra você. Caraca, depois dessa eu só botei a mão na cabeça em sinal de desespero e voltei logo pra casa, disposto a dormir BEM CEDO pra poder esquecer este dia. Pense num dia que deu tudo errado? Arf…

Mas beleza, agora vamos falar de como foi o nosso Natal. Vários amigos me convidaram pra várias ceias diferentes, depois de avaliar as mais diversas casas onde aconteceriam os jantares (é cara, eu sou pop mesmo. Comigo é assim, cada sorriso, um flash!) acabei optando por passar o natal na casa do Neto, Grazi, Fred e Fernanda. Dentre os fatores que me levaram a esta escolha, estava o fato da casa ser a que a teria a maior concentração de nordestinos e também a maior concentração de pessoas que iriam falar inglês (2 estrangeiros pra 20 brasileiros). Foi muito legal, a galera super gente boa, dançamos Ivete a noite inteira (tá, eu tenho esse meu lado negro), comi MUITO!! Nossa, mas eu parecia um cupim comendo, não parava de mastigar e ainda troquei uma idéia massa em inglês com o brother holandês que se encontrava no jantar. Acho que a melhor parte do jantar foi a hora que começaram a servir e eu senti falta do nosso peru (sem trocadilhos, por gentileza) de Natal, resolvi perguntar ao Neto o que tinha acontecido e ouvi um dos fatos mais engraçados da noite. Ouvi o Neto me contar como havia caído no GOOLPPE DO PERU!!! Netão, feliz da vida, esses dias resolveu sair em busca de um Peru (eu disse SEM TROCADILHOS!!) pra poder levar para a nossa ceia de Natal, eis que o cidadão descobriu um local que vendia Peru temperado e tudo, pronto pra colocar no forno e servir no Natal. Chegando lá, o nosso amigo Baiano entra na loja e é avisado pelo nosso atendente que não havia mais Perus pra vender, mas que, se Neto deixasse 10 dólares na mão dele como “reserva” pra quando chegasse o Peru, Neto só teria que pagar uns 40 dólares a mais e partir pro abraço. O que aconteceu? Neto doido pra meter a mão no Peru (tá, desculpa, eu não resisti!) deu os benditos 10 dólares pro cara. Quando foi dois dias depois pra buscar o Peru de volta o que aconteceu? Loja fechada e nada do pobre do Neto ver o nosso Peru (nossa, tenho que tomar cuidado quando escrever), resultado.. GOLPE DO PERÚ!! Custou 0,05 centavos de dólares a mais para cada um e acabamos comendo strogonofe, que por sinal estava delicioso, mas apesar de tudo, a máxima chapéu de otário É MARRETA!! Se fez presente novamente. Se alguém da casa da Fernanda, Graziela, Neto e Fred estiver lendo isso aqui, fica aqui os meus sinceros agradecimentos pela ceia de Natal

NOSSA!!! Uma hora escrevendo, peraí que eu vou salvar…

Voltando… Agora a melhor de todas. O bom do Natal é que o mesmo é uma festa de final de ano em que você reúne pai, mãe, tio, irmão, periquito, cachorro, papagaio… e todo mundo se abraça, chora e comemora bastante por estar junto. O ano novo já é algo diferente, você reúne os seus piores amigos, os mais crápulas, as suas amigas mais piriguetes e sai em desvairada farreando e se divertindo pra começar BEEEM legal o próximo ano. Pois é, aqui tínhamos o agravante que estávamos em Sydney e portanto todo mundo queria pirar MUITO no final desse ano. A galera, como não poderia deixar de ser diferente, desde os primeiros dias que pisaram aqui em Sydney já estavam planejando como iriam passar o seu ano novo. Só sei que ficamos tomados por uma empolgação indescritível quando foi noticiado em rede nacional aqui na Austrália que estava confirmado para tocar na praia de Bondi Beach (uma das mais badaladas daqui de Sydney) durante a virada do ano ninguém menos que.. QUE?????? QUEEEM??? FAT BOY SLIM!!!!! Isso, você leu direito!!! Faaatt Booyyy Sliiimm!!!! Fat boy slim iria tocar nas areias de Bondi Beach em plena virada do ano!!! Como dizem os paulistanos: IRRRAAAADOOOOOO!!!!!

Nota do tradutor: Se você fez essa cara de “quem diabos É ESTE CORNO?” quando noticiei em letras garrafais que FAT BOY SLIM vinha tocar aqui no final do ano, saiba que esta foi a mesma cara que eu fiz quando todo mundo me falava, empolgadíssimo, que ele iria tocar na virada. QUEM DIABOS É FAT BOY SLIM?? Eu me perguntava. Confesso que nunca tinha ouvido falar em tão grande figura, mas, apesar de nunca ter ouvido falar desse infeliz (inclusive dei uma checada no google e o máximo que descobri sobre o mesmo foi que ele tocou na festa de casamento da Cicarelli e do Ronaldo), comecei a ficar feliz contagiado pela empolgação da galera.

Só que havia um problema, um show desta magnitude não ia custar tão barato, mas para passar o ano novo com todos os meus amigos eu estava disposto a até fazer um esforço. Mas quando saiu o preço da entrada eu até me assustei!! 106 DÓLARES (algo como uns 180 reais) NO SECO!!!!

Nota do tradutor para as pessoas mais velhas e para a senhorita Irene: A turma jovem costuma falar que vamos pagar uma certa quantia, geralmente absurda, NO SECO!!! quando a entrada de uma festa tem um preço que, usando o jargão da Dona Florinda, custa os olhos da cara e nesta quantia, que custa o olhos da cara, só está incluso o acesso ao local, logo, se você quiser tomar uma reles água ou comprar algo pra comer, terá que desembolsar uma quantia mais exorbitante ainda.

Pois é, o show custaria 106 dólares NO SECO!!!! Nessa hora eu só pensei.. Primeiro: Minha mãe é uma bela senhora malhada e não uma égua, segundo: meu pai não é lá tão bonito, mas não é ladrão e terceiro: Eu sou resultado de uma mistura de paraibano com maranhense e não um mix de burro com jumento pra poder pagar 106 DÓLARES NO SECO!!!! Mais eu não pago 180 reais por uma festa nem que ressucitem o Raul Seixas, o Cazuza, o Luiz Gonzaga, o Renato Russo e os coloquem pra fazer um “Claudiomar in Concert” na praia do Calhau em São Luís (que por sinal é muito mais bonita que qualquer praia do mundo)!! Pois é, depois de vários amigos tentarem me convencer inutilmente a ir, percebi que talvez iria passar o ano novo sozinho. Pra piorar mais ainda, descobri posteriormente que os brothers não conseguiram pagar 106 dólares no ingresso, já que a primeira remessa se esgotou em menos de uma hora, logo todos tiveram que pagar 136 DÓLARES NO SECO!!!!, Valor da segunda remessa. Isso porque eu ainda lembro do Yves tentando me convencer e vendo se eu não mudava de idéia e comprava um ingresso da última remessa que estava custando, módicos, 250 dólares. Ah sim, ia esquecendo.. NO SECO!! Intervalo pra poder salvar… rapidinho… tá salvo, vamo continuar…


Pois é.. Como não podia ser diferente, a cada dia que passava e o ano novo se aproximava comecei a perceber que eu estava correndo o sério risco de ter que passar o meu ano novo sozinho. E não deu outra. Quando foi no dia 31 de dezembro, comecei a perceber que praticamente TODOS, mas TODOS os meus amigos iriam para este maldito show e eu estava condenado a ir para a Ópera House sozinho. Pra melhorar ainda mais o Penny (chinês que mora comigo), me alertou que, devido ao grande fluxo de turistas na véspera do ano novo em Sydney, eu só iria conseguir espaço para ver os fogos da Opera House se fosse cedo, mas MUITO cedo pra lá. Ele me falou que ano passado ele foi pra lá UMA DA TARDE e quase não conseguiu ver nada de tanta gente que tinha lá esperando os fogos da MEIA NOITE!! Só pra vocês terem uma idéia, eu dei uma chegada no Botany Park (que fica ao lado do local dos fogos) dois dias antes e já haviam pessoas acampadas esperando os fogos. A coisa tava feia mesmo. Tudo bem, o que é um peido para quem se encontra cagado? No sábado do ano novo, resolvi descer pra Ópera House às 15:00 pra ver como estava lá, se estivesse muito cheio eu ia pra casa e nem voltava mais, se estivesse vazio, eu voltava em casa, pegava minhas coisas e ficava lá acampado esperando começar. Qual não foi a minha surpresa ao notar que às 16:00 os arredores da Ópera House estavam quase que VAZIOS!! Só uns gatos pingados acampados esperando pelos fogos. Putz, fiquei felizaço e comecei a procurar a saída da Ópera House pra poder voltar pra casa, pegar as minhas coisas e voltar para lá para esperar os fogos. Quando eu tava indo embora, do nada, eu encontro um conhecido indo em direção à Opera house, fui conversar com o sujeito e descobri que ele tava lá com uns amigos DESDE AS DUAS DA TARDE guardando lugar pra ver os fogos. Depois de conversar com ele fui lá pra ver os outros e ficamos trocando uma idéia por mais ou menos meia hora. Como vi que já estava ficando tarde, resolvi ir logo pra casa pegar minhas coisas pra poder voltar pra lá. Me despedi dos caras e me foi solicitado que eu trouxesse de casa um baralho para podermos jogar um truco enquanto aguardávamos os fogos. Saí correndo em direção a primeira parada de ônibus e qual não é a minha surpresa ao descobrir que TODOS os ônibus iriam parar de circular às 16:30. Detalhe importante: ERAM JOGADOS, REDONDOS, 5 DA TARDE!!! Ai que reiva que deu na hora!! O jeito foi descer pra casa andando, ou melhor, correndo. Corri em casa, peguei uma calça e uma camiseta (pois depois dos fogos íamos descer pra alguma balada), o baralho e voltei pra lá. Agora vamos parar para explicar algumas coisitas mais.

Depois que o honorável ministro da Justiça australiano declarou em rede nacional para a Austrália e o Mundo inteiro que um ataque terrorista na Austrália seria inevitável (a Austrália tem tropas no Iraque e não pretende tirar de lá tão cedo), os australianos agora tem mais medo de atentado terrorista do que indiano tem medo de banho. Pois é, e esta é uma das explicações de porque a Ópera House estava tão vazia: O medo de um atentado terrorista. Mas como a galera aqui não brinca quando a relação é segurança a cada 100 metros que você andava em Circular Quay, ponto turístico de Sydney onde se encontra a Ópera House, você tinha que parar para que os guardinhas abrissem sua bolsa e procurassem por sinal de bombas ou alcóol (que não era permitido). A coisa tava feia mesmo.

O mais engraçado foi que, depois de passar por milhares de barricadas, quando reencontro os bichos na Ópera House, vejo que tinha uma galera que tava mais ligada que celular de preso. E claro, quando eu olhei que aquela galera PINGUÇA se encontrava com várias garrafas de dois litros de Coca-Cola eu comecei a estranhar. Quando abri a primeira Coca e senti o cheiro vi logo o que era. Os safados compraram 2 litros de Vodka, 6 litros de refrigerante e só saíram misturando e colocando de volta na garrafa de Coca, na hora que os guardinhas abríam a mochila, eles só olhavam a garrafa, mas não cheiravam. Resultado, alcóol de graça pra noite inteira. Quando olhei no relógio vi que ainda eram 18:30. Depois de meia hora jogando truco com os bichos começou a bater uma tristeza indescrítivel. Eu tava lá, ia passar um dos melhores ano-novo da minha vida, SOZINHO. Todos os meus amigos, brasileiros e estrangeiros, iam passar o ano-novo no show daquele CORNO, o Jonas ia chegar muito tarde e não ia conseguir ter acesso ao local da Ópera House que eu estava, pois já tava lotando e ninguém mais tava entrando e eu ia ter que passar o ano-novo com aqueles caras, que, arf… os bichos eram muito chato, enjoado mesmo. Só falavam merda e ficavam querendo tirar onda pelo fato de eu ser maranhense, o que, se é uma pessoa que não tem tanta intimidade comigo, me deixa deveras irritado. Mas depois pensei, ruim com eles, PIOR sem eles, pois pelo menos eu tava jogando truco. Quando não é a minha surpresa, acontece o momento mágico, diria SUBLIME. Meu celular começa a tocar, atendo, reconheço a voz do Yves. Quando eu menos espero, ele só fala: DESCE PRA CÁ PRA CASA QUE TEM UM INGRESSO PRA VOCÊ! Precisei pedir pra ele repetir mais umas três vezes pra eu poder acreditar. – Como assim, cara? Ingresso de 130 dólares, de GRAÇA??? É, vem logo. Rapaz, pense num menino que ficou mais feliz que cachorro de rico?? Caraca, deu uma vontade de, na hora que eu desliguei o celular, virar pros miseráveis que estavam comigo e mandá-los gentilmente tomar naquele local que o sol não bate, mas me limitei a mandar um “falow galera, depois pego o baralho, tou indo”.

Saí voado pra poder pegar o trem e descer pra casa dos bichos. Chegando lá, tava todo mundo me esperando, eu deixei minhas coisas lá: carteira, máquina digital, bolsa e etc.. Só coloquei a Identidade e vinte dólares no bolso, pois, apesar de ter sido de graça, o show ainda era NO SECO!!! Peguei minha pulserinha e desci direto pro show. Ao chegarmos, uma galera entrou pela porta da frente e eu, sem entender porque, entrei pela porta de trás. – Deve ser porque eu sou a estrela do momento, é pra evitar tumulto – eu pensei. Mas não. Quando eu fui ver, na pulserinha que me deram pra entrar tinha escrito “staff” (organização). Depois o Yves foi me contar a história. A Ju (amiga nossa ssuupperrr gente boa, te amo Ju!!) trabalha para o cara que ia controlar o bar do show e ele concedeu pra ela 3 pulserinhas de organização, iguais às que os caras que estavam trabalhando no bar usavam. Ela podia entrar de graça e vender pra quem quiser. No início ela tentou me vender, mas depois ficou com pena de mim e resolveu me dar de presente de Natal. Tá vendo? Ser pop às vezes faz você perder o emprego, mas às vezes faz você ter amigos de bom coração. Ironia do destino foi que no final eles nem conseguiram vender todos, venderam só um e outro se perdeu, dá pra acreditar?

Voltando ao show. Fomos entrando e lá começou a piração. Como este tinha sido um dia pra dar tudo certo (incomum aqui na Austrália), descubro que, além da Ju, o Yves também trabalhava pra esse cara e, o Yves além do ingresso, poderia pegar o que quisesse no bar. Pronto, ingresso de graça no show do Fat Boy Slim e comer e beber o que quisesse a noite inteira, tinha como ser mais perfeito? Tinha, vamos continuando. O show em si pra mim não teve nada demais. A galera pirou o cabeção geral ouvindo o o Fat Boy Slim, ilustre desconhecido pra mim, logo, por não conhecê-lo para mim foi como uma rave qualquer, uma rave aqui ou em São Luís, galera dançando e talz. Foi legal em si porque eu estava com TODOS os meus amigos e a mulherada tava insana. Eu só consegui beijar algumas poucas, mas os amigos mais “rolo compressor” beijaram nas dezenas, sério, a rave parecia carnaval no Maranhão, só que uma concentração consideravelmente menor de mulheres feias e sem dente. E também o show foi legal porque eu só conseguir ver a metade. Não sei porque, mas eles quiseram inovar, se em todo o planeta os caras colocam o palco bem acima da galera, porque nesse a gente não coloca abaixo? Inteligente, né? Assim, os menores, que nasceram pra se ferrar não conseguem ver o show. Pois é, não deu outra, não consegui ver direito o cara tocando, só conseguia ver quando pedia pro Eduardo ou alguém mais forte me colocar nos ombros, mas isso, claro, tinha o pesado preço da reciprocidade. Depois eu tinha que levantar o bicho de volta e aí já viu, né? No outro dia amanheci com os ombros tudo arrebentado. Pois é, no fim do show, foi só sair catando a galera bêbada e jogada na grama. O mais engraçado é que todo mundo resolveu que, na hora de ir embora, iríamos de “maloqueiro”. Rancamos a camisa (depois de 7 kilos mais magro isso deixa de ser problema), tiramos o cinto e saímos andando no meio da rua, parecendo um bando de maloqueiro. E claro, maloqueiro tem que arrumar confusão. Tava todo mundo indo de boa pra casa e o Edu (o maior da galera) tava bêbaço e quem ele via na rua ele mandava: Happy New Year. A gente de saco cheio já foi deixando ele pra trás. Aí, do nada, ele falou “happy new year”, pra um molequinho que tava no meio da rua com a namorada, o moleque, do nada, despirocou e queria por que queria bater no Edu. Mais tava voando as penas do menino pra todo lado. Agora o detalhe mais importante, o moleque era MAGRINHO e não devia ter mais que 1,75 m. Mas ele, querendo se amostrar pra namorada, queria bater no nosso amigo Ogro. Rapaz, mas descemos correndo, 6 machos sem camisa, MALOQUEIROS, pra cima do moleque. Não que tivéssemos com a intenção de espancar, rancar as tripas deles e botar do avesso, mas fomos pra ver o que tava acontecendo e claro, não deixar o Edu matar ele de porrada. Por incrível que pareça, eu tava preocupado era com o que tava “querendo bater”. Rapaz, quando o moleque viu aquela massa de maloqueiros correndo pra cima dele, ele saiu correndo, mas correu numa velocidade, parecia o Rubinho e ainda deixou a namorada dele SOZINHA (!!!) assustada. Deu muita vontade de rir na hora, vendo aquela cena cômica, aquela menina, mais murcha que alface no fundo da geladeira, tremendo de medo. Como eu era o menor (assim ela não poderia achar que eu ia também querer bater nela) resolvi chegar lá e pedir desculpas por ter espantado (?!) o namorado dela e, claro, deixar bem claro que nós só descemos correndo pra poder segurar o Edu. Não aconteceu nada, mas que esses meus 15 minutos de maloqueiro foram engraçados, foram sem dúvida. Mas acha que terminou? Nunca termina, depois descemos pra casa do Yves e companhia e acabou que ficamos curtindo lá até 10 da manhã, hora que fui pra casa pra poder dormir. E esse agora entra como um dos melhores anos novo da minha vida, o ano novo que desci pra um show caríssimo de graça, comi e bebi sem pagar nada e ainda por cima curti pra cacete com os brothers.. uhaeuhaeuhaae

chegando em casa, no outro dia, foi só ter conhecimento que toda a família do Jonas havia chegado, mas isso fica pro próximo post, este já tá muito grande..

obs: galera, dessa vez vai ser sem foto, esqueci a máquina na casa do Yves e não gostaria de ter que atrasar mais ainda o post, por isso, assim que eu pegar, eu apago esse post e reposto com fotos…

abraços maranhenses

obs2: não era pra entrar nesse blog de agora, mas eu tenho que falar.. Caraca… ontem eu vi um filme do ZÉ DO CAIXÃO NA TV!!! Pra ver a história inteira, acessem o flog: http://www.flogao.com.br/claudiotralia

2 comentários em “Perú da discórdia e ilustre dee jay desconhecido

  1. Oi Maranhense..Apesar de ter recebido o blog por e-mail, passei aqui pra postar..Eu queria ter tido um ano-novo igual ao seu, mas o meu foi horrível, e vc sabe o motivo…Qd comecei a ler sobre a parte do sumiço da carteira me preocupei pois acabei de perder cartões de banco.. mas depois com o final feliz da sua “carteira sem dinheiro e moedas” rss me conformei… Posso vir a perder o $ da conta, mas moeda naum rss..Beijos e até mais!

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  2. Como é a vida..eu aqui sem NADA pra fazer no reveillon e esta pessoa me dia que foi pro show do Fat Boy Slim de graça!!! Depois dizem que todos os seres humanos são iguais..ehehehhehhebeijooo clau!! =*******

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