Pescaria em Santa Barbara – Califórnia

Como precisava de história do blog. Resolvi sair com a galera pra poder fazer uma pescaria no Pier que tem aqui em Santa Barbara. Japoneses, bielo-russa, chineses, suíços e, claro, um simpático maranhense foram para o o ponto turístico mais famoso de Santa Barbara (talvez o único) pra poder demonstrar as suas habilidades de pescadores.

Como de costume acordei quatro da tarde (é porque trabalho de noite, né parceiro?). Escovei os dentes e fui para o Pier já que quase todos estavam lá “pescando”. Quando eu cheguei, já fui vendo a marra do chinês e do suíço. Eita, mas a vara de pescar dos bichos tinha tudo, cumpade… Linha de marca famosa, carretilha, pesinho, CINCO ANZÓIS (eu nunca tinha visto mais que um anzol em uma vara de pesca!!) que pareciam ter sido desenhados por um designer, mira infra-vermelha e o caralho!! Eu, acostumado a pescar com vara de pescar feita de um galho qualquer e sem carretilha, confesso que fiquei espantado logo de começo, afinal, a vara dos bichos (sem segundas interpretações por favor) só faltava falar. Depois de algum tempo aprendendo a manusear aquela “Ferrari” dos mares eu notei que faltava alguma coisa. Não era algo tão importante não. Eu juro que eu fiquei até sem graça de perguntar, sabe?? Sei lá, coisa de maranhense matuto que não conhece a modernidade. Depois de muito relutar eu fui conversar com o chinês:

 – Vicent, essa tua vara é boa pacas, né cara?? Eu tou vendo que ela pesca, lava os pratos e ainda leva os cachorros pra passear, mas lá no Maranhão tem algo que a gente usa com a vara quando vai pescar que sempre dá certo e eu tou vendo que vocês não tem..

– O que é, Claudio?

– Tipo… Cara.. cadê A ISCA???????????????

HAEUHhuuhuaheuHUHAUEH.

Sim, foi isso mesmo, a vara de pescar do chinês apesar de ser de última geração nào tinha um pequeno detalhe: A isca. Coisa besta, de matuto mesmo. Pra que você vai oferecer comida pro peixe pra induzí-lo a morder o anzol e assim pescá-lo?? A vara do chinês (EU FALEI: SEM TROCADILHOS!!) não precisava dessas coisas.

Não precisa dizer que a gente ficou lá, que nem um bando de paspalho por quase uma hora e nada, né? Depois de duas horas, eu comecei a perder a paciência e fui falar com o bicho de novo:

– Velho, eu não sei na China, mas no Maranhão, anzol não faz parte da cadeia alimentar dos peixes. O que te faz acreditar que esses peixes vão morder o anzol sem nenhuma isca pra eles comerem??? Cê acha que ele vai pensar “Oh que vida cruel, não aguento mais tanta pressão, vou me matar” e vai lá e morde o anzol?? Eles vão se matar assim de graça???

– Calma, rapaz!! Eu tou te falando, eles comem o anzol sem colocar a isca!!

Perdi a paciência e fui tentar convencer o Suíço a colocar uma isca. Conversei com o bicho e ele falou que tudo bem. Falei com um pescador do nosso lado e o cara me deu uns pedaços de peixe pra poder fazer isca. Não precisa dizer que deu dois minutos conseguimos pescar um peixe, né?? Já tava virando pro chinês com uma cara de “tá vendo, seu idiota, não disse”, quando antes disso um outro fato me chamou a atenção. Rapaz, quando esse peixe começou a se debater, uma das japinhas que tinha ido com a gente começou a fazer uma festa danada!! Iche, mas a mulher pulava de um lado, pulava de outro, batia palma, gritava, vibrava… Porra, eu vi a hora dela chorar de emoção por estar vendo um peixe! Eu até entendi na hora, poxa, a menina é do Japão, é por isso que ela nunca viu um peixe. Se ela fosse de um país INSULAR, em que a DIETA BÁSICA É BASEADA EM PEIXE, e que é um dos MAIORES PRODUTORES DE PEIXE MUNDO como a BOLÍVIA, eu até entenderia. Mas ela era do Japão, um país sem saída pro mar e desértico, deve ser por isso que ela nunca viu um peixe!!!

Mas voltando, a mulher pulava mais que calango em sol quente!! Parecia uma criança vibrando e só ficava falando “Olha o peixe, olha o peixe”. E bate foto daqui e bate foto dali, só vocês vendo o show da menina. Ela REALMENTE nunca tinha visto um peixe na vida. O Pier inteiro parou pra poder ficar olhando pra gente, pra ficar olhando aquela japonesa serelepe. Melhor não foi a japonesa vibrando, melhor foi a bielo-russa pisando na cabeça do bicho com “um quê de sargentona” e acabando com a festa da japonesa:

– Corta esse peixe aí logo, chinês, senão vai ficar tarde e tá ficando frio. A gente precisa de isca.

– Ôooohhh, você matou o peixinho… (japonesa)

– Claro, minha filha, pra que você acha que isso aqui ia servir?? Botar num quadro e pendurar na parede do seu quarto?

Uuuuuhhh, nada como a doçura de uma eslava para poder lidar com uma situação dessas…

Saldo final?? Dois peixes pescados, posteriormente usados como iscas e mãos vazias para casa.

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