Ko Chang – Convite de viagem

Por mares nunca de antes navegados/Passaram ainda além da Taprobana/Em perigos e guerras esforçados/Mais do que prometia a força humana/E entre gente remota edificaram/Novo reino, que tanto sublimaram. Juro que esse trecho de Os Lusiadas fica na minha cabeca toda vez que eu fico na parte da frente de algum barco indo para algum passeio. Valeu, deixa eu tambem ser crianca de vez em quando! Foto em Ko Chang!
Então amigos. Viajei um pouco pela Tailândia, acabei visitando várias ilhas diferentes e a primeira ilha que acabei visitando foi a ilha de Ko Chang. Tal ilha é situada na parte sudeste da Tailândia e é conhecida como um paraíso na terra, um dos locais mais bonitos da Tailândia.
O engraçado foi como essa viagem começou. “Nicknack”, o cara que me hospedou enquanto eu estava na Tailândia, me chamou pra dar um rolê por Bangkok pra poder conhecer alguns prédios e templos. Enquanto estávamos no caminho pra trocar de busão, um cara, vendo que falávamos inglês, se aproximou pra poder pedir informação, já que ele era turista e não é tão fácil achar um tailandês que fale um inglês fluente como Nicknack. E conversa daqui, conversa dali, informa daqui, informa dali, acabamos ficando amigos. O cara era indiano, se chamava Vini, trabalhava pra uma empresa de consultoria indiana e era gente boa pacas. Como todo bom indiano, falava cinco línguas diferentes, inglês e mais outras quatro línguas indianas (uma originária do pai dele, a outra era da mãe dele, a outra era da região que ele tinha nascido e a outra ele aprendeu na escola). Papo vai, papo vem e o bicho falou que ia tirar o fim de semana de folga e que tava planejando fazer uma viagem pra uma ilha paradisíaca da Tailândia chamada Ko Chang.
Perguntou se eu não tava afim de ir. Perguntei pro Nicknack o que ele achava e o bicho só me falou uma coisa: – Vai!
Hehehe. Essas paradas que eu acho engraçadas de se viajar sozinho. Ao mesmo tempo em que temos vários amigos, também não temos ninguém, já que viajando sozinho você pode trabalhar que nem um biruta de aeroporto ou o PMDB, uma hora cê tá virado pra direita, na outra, sem mais nem menos e prévio aviso, você vira pra esquerda. De uma hora pra outra, conheci um cara no meio da rua, em menos de uma hora viramos amigos e já marcamos de nos encontrar na rodoviária mais tarde pra poder pegar o busão pra Ko Chang. Já dizia o Cazuza: “Vida louca vida/Vida breve/Já que eu não posso te levar/Quero que você me leve”. E fui assim, deixando a vida louca e breve me levar. Voltei pra casa, catei 4 cuecas, 3 camisas, 3 shorts e já tava pronto pra viagem.
Encontramos-nos na rodoviária duas horas depois e ficamos esperando nosso busão.

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