Um Pub e muita emoção


Chegando ao barzinho, cara, foi engraçado demais. Na mesma hora que a gente desceu da moto, foi aquele “Oiieee” geral! Muleque, mas tinha mulher naquele lugar! Mulher! Mas MULHER PRA TODO LADO!! Eu nunca tinha visto tanta mulher junta desde o dia que fui numa festa de engenharia de alimentos na UNICAMP! Bicho, mas eram mulheres de todos os jeitos, tamanhos e estilos. Todas lindas ninfetas, com os olhinhos puxados e me chamando para me juntar a elas no bar! Confesso que nesse dia senti a mesma sensação que Ulisses ao próximo a ilha das sereias.

Tecla PAUSE

*Pra quem não entendeu o que eu quis dizer, vai um trecho que copiei de um blog sobre a famosa historia de Ulisses em frente a ilha das Sereias:

Deste modo, quando Ulisses se fez ao mar e sentiu que se aproximava da ilha das Sereias, não se esqueceu das recomendações de Circe. Efetivamente, as Sereias, seres híbridos, formados de busto de mulher e corpo de peixe, cantavam de tal modo que fascinavam os mareantes, que, esquecendo tudo, iam em sua busca, acabando por se precipitar nos escolhos que se erguiam na costa daquela ilha. Por isso, Ulisses, quando as entendeu, ao longe, mandou que os seus homens tapassem os ouvidos com cera e que o prendessem ao mastro do navio de modo a que, no meio do encantamento, não levasse o barco contra os escolhos”.

Ulisses estava amarrado a cordas, eu estava amarrado ao puro e inocente amor que nutro por uma menina em Brasília (não esqueçam que tem gente me vigiando!). Enfim, Ulisses ou não, corda ou não, eu confesso que me assustei com a quantidade de mulheres clamando por mim. Acenei pra elas e comecei a pensar: “Calma, meninada, tem Claudiomarzinho pra todas! Não precisa se desesperar, a noite está apenas começando. Além de tudo, lembrem-se que não sou tão fácil, vocês vão precisar de um bom papo acima de tudo”.

Tecla PLAY

Depois de alguns minutos me achando a última Coca-Cola nos Lençóis Maranhenses, lembrei que, beleza, eu posso até ser maranhense, mas pra Brad Pitt ainda me falta muito. Além disso, todo tiozão barrigudo e careca que passava, a meninada demonstrava o mesmo “carinho” e a mesma empolgação. Comecei a me tocar que aquelas minas não estavam interessadas em mim, mas talvez interessadas no meu bolso, no melhor estilo “Maria-passaporte”.
Fiquei de boa, puxei uma cadeira e fiquei tomando uma com o indiano (e foi só uma mesmo, porque a cerva lá era cara que só a moléstia!) e trocando umas idéias. Umas minas chegaram pra conversar com a gente. Comecei a achar que essa parada de ser gostosão realmente tem horas que enche o saco. Depois de muito papo, levantamos pra poder jogar uma sinuca e uma mulher meteu a mão na minha… digamos… meteu a mão na minha “poupança”. Cara, foi nessa hora que a ficha caiu! Cerveja cara, tiozão barrigudo e careca, mulher pra todo lado avançando na gente, luzes coloridas no teto e música ruim. A gente não tava num barzinho, a gente tava era num puteiro! (E o que é que a gente quer…). Aquela meninada toda, me fazendo sentir o “Leonardo de Caprio dos Babaçuais”, eram nada mais nada mesmo que “primas”, “meninas que vendem amor”!

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