Bali – PPC, Puta barata, Porrada e Cana

Como falei, em Bali, qualquer balada que você for são profissionais do sexo por todos os lados! Os caras me falaram que, via de regra, asiática na balada é “prima”, logo, se elas chegarem em você, nem se empolgue! Eles me falaram que de vez em quando quando você sai da balada no “0x0” e, como dizia “Velhas Virgens”, com “dinheiro no bolso, bebida e tesão”, acabando pegando uma daquelas tiquiras e levando pro hotel. E viva o sexo barato!
No meu segundo dia estávamos na balada curtindo e eu fui conhecendo cada vez mais brasileiros. No meio daquele mar de paulistas e sulistas, acabei conhecendo um cearense que tava mais louco que o “Batiman”, bêbado que só um gambá de alambique! Tentei trocar uma idéia com o cara, mas ele tava tão bêbado que nem falava nada direito. Como o bicho tava bebaço, deixei ele de mão e continuei a falar com os outros brazucas.
Rapaz, dez minutos depois de esse cearense falar comigo começou um tumulto imenso. Puxa daqui, empurra dali, a “turma do deixa disso” entrou no meio pra poder separar. Só deu pra ver que foi alguma confusão. No meio daquela fuzarca toda, levanta o cearense com o olho roxo e um bando de brasileiro insano querendo partir pra cima de um cara! O cearense, bêbado, acho que mexeu com uma das mulheres que um bicho IMENSO tava “arroizando” (acompanhando) e o caba, pra se “amostrar” pra mulheres, virou uma cotovelada e um cruzado de direita na venta do pobre do cearense, que, franzino, foi nocauteado que nem um saco de batata.
Aí foi aquela confusão, mermão! Separa daqui, separa dali, o grandão querendo partir pra cima de dez brasileiros, dez brasileiros querendo moer o grandão, segurança no meio de todo mundo, balada parada e eu lá! No meio de tudo querendo filmar pra poder colocar no blog.
Só sei que um dos amigos do cearense, que vou chamar de Adalberto (não lembro o nome dele), ficou insano pra querer dar no cara. INSANO é a palavra certa pra descrever como o bicho ficou. Ele ficou insano porque o gringo agiu na maldade, cara! Pô, O gringo virou dois bofetes sem aviso e sem chance de defesa em um cara com 40 quilos a menos que ele! Só sei que as meninas que tavam com o grandão, tentaram segurar ele e o Adalberto ficou na balada procurando o grandão pra tomar satisfação! Só sei que o gringo grandão se aproveitou da distração do Adalberto e encaixou um soco bonito no rosto do bicho! Mas foi um soco lindo, cara! Perfeito! Reto, em direção ao alvo e, mais uma vez, sem chance de defesa! Algo como um toquinho de bico do Romário no canto. Chega eu vi a deformação momentânea da onda de choque trafegando no rosto do Adalberto!
Rapaz, mas aí que ele se ferrou! O grandão não pegou um, mas dois brasileiros na covardia! Foi o estopim pros brasileiros da “turma do deixa-disso” (eu no meio) virarem a turma do “vamo pegar ele”. Eu fiquei mais injuriado não foi nem dele dar nos caras não, eu fiquei injuriado foi, com tanto paulista, sulista e principalmente argentino, o cara acha logo de dar num cearense, pô? Num nordestinho? Aí não vale!
Cara, todo mundo nervoso começou a gritar em português: – “Pô, bateram em fulano e em sicrano, vamo pegar ele, vamo pegar ele!” e aí que começou a ficar engraçado. Do nada, apareceu um bando, mas UM BANDO de brasileiro, uma turba enfurecida verde-amarela pra pegar o pobre do grandão que tava acompanhado apenas de duas lindas mulheres e de mais outro amigo que, mais prudente, só tentava acalmar todo mundo! Bicho, mas era engraçado! Só o fato deles gritarem em português na balada foi o suficiente pra juntar uma galera muito grande. Muitos dos que apareceram pra poder pegar o bicho, nem conheciam quem apanhou, chegavam, se apresentavam como brasileiros e diziam que queriam pegar o cara! No meio daquela confusão até um argentino e um português entraram no meio da história! E claro, um maranhense sempre com a câmera na mão!
Os amigos do grandão, trancaram ele no banheiro e ficaram na porta pra não deixar ninguém pegá-lo (ninguém ia bater em mulher, né?) e também pra não deixar sair o gringo que, numa atitude de coragem que me deixou impressionado, queria partir pra cima de uma turba, dessa vez multinacional, de umas 30 pessoas.
Só sei que no final, a história não teve como terminar diferente. Aproveitando-se do grande número de brasileiros, os caras fizeram um plano! Separaram vários grupos diferentes de brasileiros pelas diversas saídas pra esperar o figura e fingiram não saber de uma saída meio escondida que tinha no meio da balada. O grandão, dessa vez numa atitude mais esperta, tentou cair fora por essa saída. Só não contava que fosse uma armadilha e que o grosso dos brasileiros se encontravam no meio da rua, escondidos no meio da multidão. O grandão tentou correr, foi derrubado e apanhou, apanhou, apanhou que só cachorro sem dono, cara! Vários caras batendo, alguns nem sabendo por que! Alguns disseram que juntaram oito em cima dele, outro mais exagerados quinze, não sei! Só sei que ele apanhou de dar pena! E ele ficou apanhando lá! Polícia na Indonésia? Tá querendo demais, né? Ele só parou de apanhar porque os seguranças entraram no meio pra separar e tiraram ele do fuzuê.
Eu sou um rapaz meio pacato, confesso. Nunca entrei numa briga na vida (ah não ser quando menino), não sei se porque sou pequeno demais ou porque sempre quero ficar longe da confusão, mas gostei de saber que o cara apanhou. Pô, o cara deu em dois bichos na covardia, só porque era grande! Aprendeu a lição que todo baixinho sempre conhece! O cara pode ser grande que for, mas no limite ele é só um! Só fiquei triste porque no final não consegui bater nenhuma foto e nem fazer nenhum vídeo! Na hora não tinha entendido o plano direito e acabei ficando em uma saída errada.
Foi engraçado depois, o cearense andando no meio da balada com um saco de gelo na venta! Ele nem voltou pro hotel não, ficou por lá! Depois eu entendi o porquê! O safado se juntou com o amigo dele e ficou andando pela balada e chegando nas suecas pedindo pra elas darem um beijinho nele pra sarar! Mermão, teve uma hora que eles dois chegaram em duas loiras lindíssimas e descolaram alguns beijos delas nessa conversa! Nessa hora a primeira coisa que eu pensei foi: – Vou levar um soco na cara também!!
Como depois me toquei que os benefícios de ser “pego” por uma sueca lindíssima como aquela, não supriam os malefícios de ser “pego” por um namorado ciumento, resolvi deixar de lado essa história.
Depois conversando com alguns brasileiros, eles me falaram que isso sempre ocorre! Devido ao fato de que armas de fogo são raríssimas na Indonésia, ainda mais em Bali, toda confusãozinha vira porradaria, já que o risco de sair muito ferido ou morto é baixo. Além de que, não existe polícia em Bali, você pode sair no pau que nem dá nada!
Depois desse fuzuê todo e dessas “porradarias diárias” eu fui até perguntar pra um dos brasileiros:
– Vem cá, quer dizer então que a noite aqui em Bali, grande parte das vezes, se resume à tríade Puta barata, Porrada e Cana? O famoso PPC?
– Basicamente, sim!
O que mais você precisa na sua vida? Amor?
Desce mais uma, garçom.

5 comentários em “Bali – PPC, Puta barata, Porrada e Cana

  1. Maranhão… Essa treta foi loka heim… pena vc não ter filmado… Deve ter sido muito engraçado… E os caras pegaram mesmo as suecas????

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