Saudita e seu celular

O outro figura-mor da Malásia foi uma saudita que eu conheci quando dei uma passada na casa do “Mo”, o queniano. Eles dividiam apartamento.
Quando eu cheguei o saudita tava escrevendo algo em um caderninho de anotações. Fui conversar com ele pra poder ficar amigo do cara. Segue o diálogo:
– Fala rapaz, tudo bom? Eu sou Claudio, do Brasil.
– Oi cara, tudo bom? Eu sou … (esqueci o nome dele) da Arábia Saudita.
– Pô, massa, você faz MBA aqui na Malásia também?
– Sim, sim! Mas tou parado uns tempos, tou cansado de estudar
– Ah Beleza, mas o que é que você tá escrevendo nesse caderninho?
– Ah, tou tentando inventar a minha própria língua…
– Que nem o Tolkien ou Zamenhof (criador do Esperanto)?
– Sim…
Alguns segundos de silêncio…
– Você não é um cara muito ocupado não, né?
– Não.
Esse saudita era figura demais, cara! O bicho ficava o dia inteiro lá, no caderninho dele, no seu ócio criativo, tentando inventar a sua própria língua. Além disso, ele ficava o tempo todo filmando a gente com o celular: – É pra guardar os bons momentos – ele dizia.
É cada doido que me aparece.

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