E tudo continuará pior


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Eu, Mário e algumas das polonesas que estavam com a gente…
Só sei que depois dessa nossa primeira balada, já eram rodados quatro horas da manhã na fria Varsóvia e nós sem a mínima vontade de ir para casa. Começamos a andar pra cima e pra baixo procurando algum outro local onde pudéssemos ir. Procuramos, procuramos e nada de conseguirmos achar algum lugar que estivesse aberto. Depois de muito refletirmos sobre o único lugar que a uma hora daquelas nos “acolheria” alguém veio com uma ideia fenomenal:
– Rapaz, eu sei de um lugar que uma hora dessas tá aberto. Eu só não sei se as meninas vão se sentir muito a vontade…
Hum… lugar… final de balada… aberto numa quarta-feira de madrugada… Que lugar seria? Um shopping? Um barzinho mais underground? Uma balada que ficava até mais tarde? Não, não eram nenhum daqueles. Aquilo parecia que não iria acabar tão bem… Enfim, depois de alguns minutos tentando descobrir o local onde queriam nos levar, resolvi perguntar pro figura pra ter certeza que, por mais que eu temesse, fosse o que eu estava pensando.
Uma bandeira brasileira jazia no topo de uma das baladas que fomos…

Sim, era mesmo o que eu e você estávamos pensando! Um local, como dizia um amigo meu, “repleto de mulher e cerveja”. Ou, pra ficar melhor, uma música dos Velhas Virgens:
“A noite é boa é sexta-feira
Mas hoje eu não vou dançar
Não vou atrás das dondoquinhas, tão bonitinhas, mas frescas de mais
Muito contato e pouco papo, eu to afim de muita ação.
Eu quero beijos,beijos de corpo
Eu tenho grana bebida e tesão
Nós tamos indo pra zona
Nós tamos no maior porre
Antes do dia clarear esta cidade vai pegar fogo!”


Sim, era isso mesmo! Pro mais íntimos, um inferninho. De início eu não empolguei muito com a ideia não. Não por que eu não goste de polacas fogosas ou algo assim, mas sim porque não sou muito fã deste tipo de ambiente e a experiência, digamos, desagradável, da Tailândia ainda estava na minha cabeça…(link da história aqui)
Mas enfim, depois de um tempo vendo que não tínhamos uma ideia melhor, essa seria a menos pior. Faltava só a gente convencer as meninas. Logicamente eu não faria esse servicinho sujo. Eu fiquei até imaginando a situação, eu chegando pra mina assim do nada e falando pra ela:
– Então, achamos um lugar massa pra irmos. O único problema é que lá a maioria das garçonetes costumam, digamos, ficar sem as roupas…
Er… Não, definitivamente não era pra mim. Acabamos, por consenso, delegando tal tarefa para o Mário, que, dentre outros motivos, parecia ser o mais sem-vergonha de todos nós. O figura aceitou de prontidão e até se empolgou! Partiu para o ataque como quem sente cheiro de gol!!
As meninas tavam sentadas no carro enquanto a gente conversava isso tudo. Depois de delegarmos a função para o Mário, o figura só foi lá, mandou um papo de dez minutos e voltou. E blá blá blá daqui, blá blá blá de lá e a gente só observando ele tentando convencer as polacas. Cara, eu te juro que eu não sei o que aconteceu, só sei que, não é que deu certo, deu MUITO certo!! Cara, as minas ficaram empolgadas DEMAIS. Ixi, mas elas ficaram logo foi loucas pra ir pra parada!! Eu juro que eu não sei o que esse cara falou pra elas, mas as minas ficaram mais na pilha de ir à parada do que a gente!! Eu fiquei até espantado com o poder de persuasão do menino!! Crise nuclear na Coréia do Norte que nada!! Manda o Mário pra lá que ele resolve!! Eu hein…
Entramos num carro e perguntamos onde poderíamos achar um lugar daqueles. ELAS falaram que conheciam um local e que iam nos levar lá (quando eu disse que as minas piraram, eu falava sério). Chegamos ao local e realmente era o que procurávamos. Uma entrada discreta, coberta por um toldo e com algumas luzes vermelhas iluminando… Começamos a conversar com o segurança, em inglês, quanto era pra gente poder entrar. O cara falou que o preço do ambiente era 40 dólares por cabeça. Éguas! Caro demais! Segue o diálogo:
– Quarenta conto, cara?? Isso tá muito caro!!
– Desculpe, mas é o preço…
– Tá, é quarenta pra homem e quanto é o preço pra mulher?
– Ãhn? Como assim o preço pra mulher??
– Sim, mulher é metade do preço, né?
– O que o quer dizer com isso, senhor?
– Peraí…
Chamamos as minas e elas vieram do carro e começaram a falar em polonês com o segurança! Hahaha, tinha que ver a cara do segurança se perguntando algo do tipo: Diaboéisso? Enfim, elas ficaram lá barganhando e a gente só esperando ver o que saía. Cara, vocês tão pensando o mesmo que eu? Hehehehe. Sério, eu não sei o que o mexicano falou pras polonesas, mas o cara deve ter lubridiado e atiçando a curiosidade delas muito bem, porque, caraca, ele não só convenceu as minas, como ainda por cima elas foram BARGANHAR pra gente!!! Hahahaa…
Só sei que depois de uns vinte minutos, o local já tava fechando e nada do figura querer deixar a gente entrar. Ele ainda baixou o preço pra dez dólares pras minas e vinte pra gente, mas, cá entre nós, eu não ia pagar cinqüenta reais pra entrar num lugar desses, né brother? Na Tailândia eu paguei 15 dólares e ainda vi Ping-Pong (link da história aqui)!
Cheguei em casa seis horas da manhã, isso numa quarta feira. Quando foi no outro dia, mesma loucura, mesmo fim de noite, mesma barganha… Fomos indo nessa até o domingo quando o cara foi embora. Loucura demais…
Esses foram os meus primeiros dias (ou noites) em Vasórvia. Eu não sabia como eles começavam, mas sabia como eles iam terminar: – Polonesas barganhando pra entrarmos em diversos “conventos” por Vasórvia…

9 comentários em “E tudo continuará pior

  1. Gostei do vídeo-clipe, mas o que mais gostei mesmo foi quando li no link sobre a “zona” da Tailândia, acho que eu ainda não tinha lido, e foi muito mais engraçado. Foi realmente muito engraçado, só de imaginar a cena…
    abraços

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  2. tava desatualizada demais aqui…
    As presepadas voltaram com tudo hein?
    Reli o post que tu falou ‘have u ever tried a brazilian kiss?’ e só lembrei do frances no carnaval hahahaha..

    po… queria ir no encontro dos leitores do blog =/

    beeijo

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  3. ehhh, Maranhas. Tem que ter artimanhas para lidar com essas polaquinhas. O esquema era ter levado pra casa de alguem, ou entao, um motel. Isso mesmo, um motel eh um lugar que sempre tem um frigobar cheio de bebida dentro. Da certo este estratagema pode confiar.

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  4. Claudiomar, vou fazer uma volta ao mundo também, com mais foco na ásia e europa… vc podia me dar os nomes certinhos dos guias que você usou? por exemplo, sei que vc usou alguns do lonely planet, mas qual era o nome exato deles? aguardo tua ajuda. abraço.

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  5. <><>Velho, eu como legítimo homem romântico, sensível, e principalmente mão-de-vaca (além de ter uma namorada, digamos, ciumenta… ^^) NUNCA entraria em um ambiente deste calibre.

    “Casa de entreterimento masculino”, como diria um chegado meu.

    heheheheheeh

    Mas de veradde mesmo, nem curto lugares assim (na verdade, nunca entrei em um). Tipo, degradação humana me deixa muito para baixo…

    Mas, porra, todas as noites eram sair de uma balada e ir ficar mendigando desconto num putero? heheheheh
    Meio trash isto.
    Mas louco demais.

    Abraços<><>

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