Pegando a balada

Depois da troca de culturas do post passado, era chegada a hora de sairmos à noite para uma troca de culturas, digamos, mais interessante. Quem sabe até movida a cachaça, depravações e nudez gratuita, não necessariamente nesta ordem. Era a hora de cair na esbórnia.
Saímos eu, a Iveta e a norueguesa e ficamos dando um rolê pela cidade. Assim que chegamos ao centro, Iveta nos mostrou algumas construções e ficamos procurando um lugar pra tomar uma cerveja. Ao passamos perto de uma baladinha com uma bandeira de Cuba na porta, comecei a ouvir um som um tanto quanto característico. Parecia ser uma salsa, só que bem mais rápida. Convidei as duas pra entrar e quando entramos constatei a melhor das minhas expectativas: os caras cantavam em português!!

Mermão, que felicidade! A primeira balada brasileira que eu ia desde a Polônia há menos de uma semana atrás (sacou a piada? Áh Áh?)! Entramos e os caras já foram mandando ver um “Trem das Onze” na nossa chapeleta! Mermão, foi o suficiente pra eu já começar a me empolgar!
Começamos a dançar, nós três e depois de um tempo a Iveta falou que tava cansada e que estava indo embora. Deu-nos a chave de casa e falou que podíamos voltar a hora que quiséssemos. Filéééé…
Peguei a norueguesa e comecei a mostrar a ela como se dançava forró e a mina curtiu pacas. Depois de um tempo ela reconheceu uma galera do couchsurfing.org por lá e qual não foi a minha surpresa quando dentre eles estava um dos melhores amigos de um grande amigo meu da UnB. Muita coincidência, achar um cara conhecido no meio da Letônia. Ficamos todos curtindo a valer na festa. Depois que a bandinha parou de tocar, fui falar com os caras da banda. Saber de onde eles eram e talz…
O negão da banda veio falar comigo e me falou que era do Rio de Janeiro. Foi trago de lá por alguém que queria que ele fizesse uma apresentação na Letônia e acabou que ele foi ficando… Nessa, ele já tava há mais de seis meses e não tinha a mínima vontade de voltar. O outro cara era estrangeiro, não lembro ao certo de onde. O terceiro, o que tocava só com as mãos era, surpresa, MARANHENSE!!!! Pombas, o cara era maranhense, brother!! Pô fiquei feliz pacas quando ele falou isso. Ele foi o primeiro maranhense que havia conhecido desde que havia começado a viajar. Pra falar a verdade ele acabou sendo o único (em Portugal eu conheci uma maranhense de Barra do Corda, mas não conta porque trocamos apenas algumas palavras…).

Os maranhenses
 
A galera em si era gente boa demais. Conheci um mineiro que era casado com uma letã (felicidade danada – ele dizia. Hehehe), uma paraibana casada com um letão (conheceram-se em Natal), dois cariocas que vieram pra jogar bola na Letônia (os caras são muito perna-de-pau, mané – eles falavam acerca dos letões) e por aí vai. Várias figurinhas que marcaram aquela minha noite pela Letônia e que infelizmente não consegui o contato de nenhum deles.

A paraibana
E o seu príncipe letão…
Depois de algumas horas resolvemos ir embora. Pegamos um táxi e já dentro do mesmo havia sugestões de onde você poderia ir caso se sentisse entediado.

O cara sem conseguir falar uma palavra em inglês tentando xavecar uma mina. Esse bicho era muito engraçado, brother…
 
Enfim, chegamos em casa eu e a Norueguesa e fomos nos preparar pra dormir. Ao entrarmos no quarto ocorreu algo que, esse sim, foi uma das noites mais engraçadas da minha vida, pode apostar que a presepada foi boa…

7 comentários em “Pegando a balada

  1. Adorei o post… Pena aqui em Clermont-Ferrand eu nao achar brasileiros como vc achou…Mais me diz uma coisa aquela paraibana estava a fazer careta ou a bichinha e mesmo assim?

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  2. poo… sacanagem, no que parece ser a melhor parte do post tu deixa só como 'cenas do próximo capítulo'?
    Assim não valee.. =p

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  3. ah que legal
    brasileiro é igual capim, encontra em qualquer lugar…
    a maioria pergunta se é de São Paulo ou Rio de Janeiro, se falamos outro estado dizem que não conhece. Brasil é só SP e RJ for everybody.
    Curiosa para saber a presepada.
    bom domingo!!!!

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