Em direção a Munique

No dia seguinte à noite que eu quase ESTUPREI o italiano mala, eu e Gosia nos preparamos pra poder nos encontrar com os nossos amigos alemães que haviam prometido nos dar uma carona até Munique sem nos cobrar nenhum tostão por isso. Saímos de casa logo cedo e fomos para a estação de metrô onde combinamos de poder nos encontrar. Ligamos para eles e descobrimos que os mesmos iriam demorar um pouco pra poder chegar à estação de maneira que não nos restou alternativa a não ser esperá-los na estação por um momento. Como estava um frio de lascar do lado de fora e também do lado de dentro da estação, a Gosia começou a insistir que queria ir para um café pra nós podermos esperá-los lá.

Caminhamos durante meia hora nos arredores e nada de conseguirmos achar um diabo de um café pra podermos nos abrigar. Mudamos de ideia e acabamos indo ver se não havia um café dentro da estação, naqueles lojinhas que sempre ficam dentro de estações de metrô e vendem algumas bugigangas. Acabamos achando, apesar de não ser o que esperávamos.

Compramos cada um um copinho de café (eu ODEIO café, mas naquele frio eu estava topando qualquer coisa pra poder aquecer. Aceitava até a companhia de um italiano lambedor de selos ou um canguru australiano) e ficamos pensando no que poderíamos fazer na estação enquanto aguardávamos a nossa carona. Como estávamos sem fazer nada, resolvemos tentar conseguir algum dinheiro.

Também batemos algumas fotos de pessoas estranhas dentro do metrô, como essa maluca que ficava caminhando dentro da estação com o guarda-chuva aberto.

Após mais ou menos uma hora de infrutíferas tentativas de conseguir algum dinheiro (em uma hora de mendicância, tudo o que conseguimos foram algumas moedas que uma senhora nos deu, apesar do seu olhar meio desconfiado) e como não queríamos tentar ganhar a vida em Praga (apesar de saber que eu ganharia muito dinheiro vendendo meu corpinho em terras tchecas), decidimos ligar novamente para a nossa carona pra saber o que estava acontecendo. Eles pediram desculpas por toda a demora e solicitaram que fôssemos para outra estação de metrô mais perto da casa deles para assim poder ir adiantando logo a viagem.

Entramos na estação e mais uma vez eu fui comprar o meu tíquete para poder pegar o trem. Por que falo com tanta ênfase que PAGUEI pelo meu tíquete? Cara, basicamente porque eu era o cara mais zoado de todo mundo que viajava pelo fato de ser o ÚNICO que pagava pelo tíquete. Sim!! Não havia catraca nas estações de metrô da República Tcheca, para pegar o trem era só entrar na estação e, voalá, você estava dentro. Simples assim? Er, não tanto!! Claro que tudo não é tão fácil, para os espertinhos de plantão, sempre existem os fiscais que ficam checando quem tem tíquete ou não, mas é muito difícil ser pego por um.

Devido a isso, NINGUÉM da galera pagava pra poder pegar o metrô. Eu, como já tinha me dado muito mal nessa história do “não pague o tíquete, Claudiomar, ninguém faz isso” como vocês podem ver no post da Austrália, ia lá e pagava pelo tíquete sozinho, que nem um imbecil. Gosia, obviamente não pagou por nenhum.

Beleza, pegamos nosso trem em direção à estação que os caras combinaram com a gente e ficamos os esperando lá. Depois de um tempo eles nos ligaram novamente e disseram que haviam se confundido e que, se possível, fôssemos para uma TERCEIRA estação onde dessa vez, juraram, poderíamos encontrá-los. “Pô, esses caras só podem estar de sacanagem” – pensei. Tudo bem, estávamos de carona mesmo. Voltamos pra estação e fui lá comprar o TERCEIRO tíquete pra poder ir me encontrar com os papudinhos. Quando já estava na maquininha do tíquete, me preparando pra comprar o TERCEIRO tíquete para ir à estação combinada, aí sim a Gosia começou a tirar uma onda esparrado da minha cara só me chamando de mané!! – “Pô Claudio, pra que diabos você vai comprar um outro tíquete só pra umas três estações? Larga de ser mané!!! Nós já estamos andando há mais de três dias em Praga e NUNCA fomos parados por ninguém pedindo tíquete. Além disso, todos os outros também estão andando sem tíquetes e nunca foram parados. Você acha que vai ser agora que nós vamos ser multados?”.
Ela realmente me convenceu. “ – Ah cara, quer saber? Vamos sem tíquete mesmo!”. Voltamos à estação de metrô, pegamos o trem e seguimos viagem.

Bem, o fim da história fica para o próximo post. Se meus fiéis leitores já estão ligados, eu não colocaria uma história dessas se alguma coisa não tivesse ocorrido. CLARO que ocorreu algo errado. MUITO errado. Errado do tipo quase receber voz de prisão e desfrutar das hospedarias tchecas recebendo comida e refúgio do estado tcheco em alguma cela, mas isso, claro, fica pro próximo post.

12 comentários em “Em direção a Munique

  1. ô claudiomar, pelo que eu imagino aqui, a prisão da república checa deve ser igual aqueles bangalôs que vc ficava lah na indonésia 😡

    Queriia eu!

    duhsahdas

    Luis Maceio

    Curtir

  2. Cara, só uma curiosidade: vc mantem contato com a maioria do povo que vc conheceu nas viagens, como a Gosia por exemplo?? [2]

    mas edai ne, pelo menos as celas devem ser mais quentinhas que o metro

    Curtir

  3. Só faltou o Japão maranhense da peste. Sou maranhense e moro em Yokohama, querendo estadia e dicas de como funciona esse país maravilhoso, já está convidado…..

    Obs: Porque não conseguio entrar quando passou aqui?

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s