Perambulando por Istambul, parte 2

Após sair do bazar turco segui em direção à “Torre de Gálata”, um dos vários cartões-postais de Istambul. Ela é uma das torres mais velhas do mundo. Foi construída, ainda de madeira, pelos bizantinos no ano de 528 D.C. Posteriormente foi destruída pelos cruzados, mas reconstruída pelos genoveses em 1348. Após a tomada da cidade pelos turcos otomanos em 1453 a torre foi sendo reformada e utilizada como ponto de vigilância por eles. Hoje ela tem reforço de concreto e é aberta a visitação.
Torre de Gálata vista do outro lado do Bósforo

Ela fornece uma impressionante vista do estreito de Bósforo, da Mesquita Azul e da Basílica de Santa Sofia. (Cliquem na foto para vê-la melhor)

Caso vocês ainda não tenham observado, é possível ver várias mesquitas diferentes nas fotos acima. Isso é interessante porque assim como nós temos várias igrejas espalhadas pelas cidades, eles tem várias mesquitas. O que isso quer dizer? Cara, mesquita não é algo que eu esteja lá tão acostumado, portanto toda mesquita nova que eu passava perto, eu me encantava com toda aquela opulência… Fiquei imaginando se os islâmicos pensam a mesma coisa ao passar ao lado de nossas igrejas.

Eu ia lá e batia umas fotos. Tinha uma que eu achei interessante o TANTO de pombo que tinha ao redor do povo que tava batendo foto por lá. Depois que eu fui ver que tinha um tiozão fazendo uma grana que vendendo milho pra poder dar a eles e tinha uma galera se divertindo com isso.

Depois de alguns dias dando algumas voltas por Istambul (cara, eu poderia fazer um blog inteiro sobre os monumentos que pude ver por lá) decidi tomar coragem e enfrentar a minha próxima viagem, a Síria. Aproximadamente 1800 km me separavam de Istambul até o destino final. É muito? Bem, pra viajar no Brasil, que é um país só e tem todas as cidades conectadas é muito, pra viajar naquela loucura que é o Oriente Médio é uma eternidade. Decidi que não iria direto.
Elas estão por todos os lados… Uhhhhh
Fiquei por um tempo pensando o que eu iria fazer e decidi fazer um “pit-stop” no meio do caminho para que a viagem não ficasse tão cansativa. Procurei no Couchsurfing.org as cidades do litoral da Turquia entre as quais possuíam mais couchs disponíveis. Acabei vendo que uma tal de Antalya parecia ser uma cidade com grande disponibilidade. Comecei a pedir couchs pro povo até que um cidadão disse que estava tudo bem se eu ficasse no couch dele. Ele parecia ser gente boa.
Eu queria entender o que esse brother queria engraxar...

Separei algumas coisas que não precisava e perguntei pro Yunus se tava tudo bem de eu deixar na casa dele. Pra pegar quando voltasse. Ele falou que era sem problemas. Separei minha mochila maior e lá dentro deixei algumas roupas, presentes, meu laptop e, sem ele saber, 200 euros dentro. Cara, isso é uma coisa boa do Couchursurfing.org, viu? Você poder deixar suas coisas na casa dos outros e não ter que se preocupar com isso. NUNCA que eu faria isso em um albergue. Claro que depois, quando voltei à sua casa, regressando da minha viagem à Síria e ao Líbano, estava tudo lá inclusive a grana que eu tinha deixado…
Centro de Istambul

No outro dia comprei minha passagem de ônibus e segui viagem.

Um comentário em “Perambulando por Istambul, parte 2

  1. Fiquei com muita vontade de conhecer Istambul depois desses posts.. Com certeza quando a grana permitir, irei lá!

    P.s.: O centro de Istambul é IGUALZINHO a Rua Grande… auhiouahuihiohuiohuiuioahuia

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