Chapada dos Veadeiros

Opa… voltei…
Então, galera, pra vocês aí que achavam que eu estava morto, volto aqui pra poder dar o ar da graça e deixar claro que volto ao blog novamente. Tomei esse chá de sumiço durante essas semanas pq minha vida mais uma vez virou de pernas pro ar. Pedi exoneração do meu emprego passado no Ministério das Comunicações pra poder assumir o meu novo cargo na ANAC. Nessa semana e meia que fiquei sem trabalhar, resolvi dar um pouco de tempo na vida e viajei pra Chapada dos Veadeiros com o Ivyson (meu companheiro de apartamento) e com uma belga do Couchsurfing que ficou lá em casa mais ou menos uma semana e meia. Entre esse tempo de assumir um emprego, sair do outro e viajar, acabou que eu tive que comprometer as postagens do blog. Mas fiquem tranqüilos que agora voltaremos a programação normal.
Pra poder pedir desculpas, dar uma variada nas histórias sobre Europa e como a viagem foi bem engraçada, resolvi escrever sobre ela e postar aqui no blog. Espero que vocês gostem…

Chapada dos Veadeiros

A parte mais conhecida da Chapada dos Veadeiros é o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Situada no norte do Estado de Goiás, a reserva possui uma rica variedade da flora e fauna típicas do Cerrado Brasileiro. Por ser uma região rica em diferentes tipos de cristais que, literalmente, brotam do chão (com destaque para o quartzo), a Chapada dos Veadeiros adquiriu um caráter meio esotérico.

Cristais que podem ser encontrados na região

Milhares de malucos belezas do Brasil inteiro descem pra lá todos os anos pra poder ficar, como dizemos aqui em Brasília, “chapados na Chapada”. Devido a esses “malucos magrelos, de cabelos amarelos que gostam de cogumelos”, como dizia o Ventania, a Chapada possui uma das maiores concentrações de malucos por metro quadrado do planeta, talvez perdendo só pro Partido da Causa Operária (aquele que defende salário mínimo de 2500 reais).

Sim, a galera aqui lombra bastante, amigo!

Irmãos gêmeos…


Chapada, here we Go

Como estava numa época de “transição de concursos”, resolvi folgar uns 10 dias e viajar pra algum lugar do Brasil que ainda não estivesse visitado pra poder espairecer um pouco, já que os últimos dois meses eu estava estudando pro MPU. Como fui meio que de surpresa pego pela nomeação da ANAC, não pude me programar melhor pra poder viajar pra algum lugar mais distante, já que as passagens aéreas estavam um pouco mais caras. Fui conversar com Ivyson e ele também me falou que estava a fim de viajar pra algum lugar pra comemorar que havia acabado de formar e também que o concurso do MPU tinha acabado. Como nunca tínhamos ido à Chapada, foi ela a primeira opção que veio na nossa cabeça e começamos a planejar como faríamos pra ir. No meio tempo uma belga do Couchsurfing.org pediu pra poder ficar no meu apartamento e disse que também estava querendo viajar. Apesar de tentarmos por diversas vezes conseguir mais gente pra poder pelo menos lotar o carro e assim deixar um pouco mais barata a viagem, não havia desocupados o suficiente para poder deixar o trabalho numa segunda feira de manhã e voltar na quarta-feira. No final só iria mesmo eu, Ivyson e a Marie-Line, a belga do Couchsurfing.

Os três incautos a caminho de São Jorge


Na segunda feira tentamos acordar cedo pra poder sairmos antes da hora do almoço, mas isso infelizmente estava fora de questão. Acabamos pegando o carro só umas duas da tarde. Sair de Brasília foi até sussa, difícil mesmo foi pra poder conseguir pegar a estrada correta em direção a Alto Paraíso (a última cidade antes da Chapada) e depois São Jorge (povoado que fica na entrada do parque). Mas isso não seria lá um problema, era só a gente tentar traçar o mapa no Google Maps e, caso algo desse errado, perguntar pra alguém na estrada qual seria o caminho em direção a São Jorge. E foi o que acabou ocorrendo.

Imagina pra quais ervas esse caminho vai te levar..

Alguns minutos depois de saírmos do Distrito Federal, começamos a suspeitar que havíamos pego uma estrada errada e resolvemos perguntar pra primeira pessoa que vimos qual era a estrada pra Alto Paraíso. Avistamos ao longe, um cidadão caminhando ao lado da estrada com algo que parecia ser um carrinho de mão. Encostamos do lado dele e fomos pedir informação. De repente a surpresa. O cidadão confessou que não poderia muito nos ajudar, entre uns dos motivos porque ele não era dali. De onde ele era? Era do Rio Grande do Sul. Pra onde estava indo? Pra Fortaleza. Onde ele estava? No meio de Góias. Sim, isso mesmo que você pensou, o cidadão estava viajando do Rio Grande do Sul até Fortaleza com carrinho de mão. Ruim? Bem, se você pensar bem, tecnicamente, ele já tava no meio do caminho, né? Só não dava era pra dar informação pra gente. Enfim, de qualquer maneira conseguimos chegar de boa em São Jorge.

Cara, engraçado como a gente já está tão acostumado com bomba de álcool que nem mais se dá conta que isso só tem no Brasil, né? Depois que eu fui ver que a belga tinha batido foto, boto fé que pra mostrar quando estiver na Europa…


São Jorge

Chegando a São Jorge a primeira coisa que pareceu é que não havia ninguém no povoado além da gente. Cara, como já falei, poucas são os vagabundos que podem se dar ao luxo de viajar numa segunda-feira pra Chapada. Enfim, nós já estávamos lá e como não havia quase ninguém, pudemos barganhar e conseguir apartamentos mais baratos. Acabamos conseguindo um preço bem barato pelo quarto pra gente. No final ainda foi engraçado. A pousada era de dois andares. Eu pedi pra gerente da pousada um quarto de cima, porque era mais ventilado, sei lá. A menina olhou pro quarto do segundo andar, olhou pra cama reserva que ela ia ter que carregar pra colocar no quarto… Ficou pensando que não tinha mais ninguém na pousada… Acabou que ela resolveu nos alugar dois quartos pelo preço de um. Filé…

Ateliê de “boas vindas” da cidade. O será que esse figura toma antes de ir pintar?

Largamos nossas coisas na pousada e resolvemos descer para um local onde havia várias piscinas termais. Já era noite, portanto a temperatura seria ideal. Pegamos o carro e fomos em direção ao lugar. Dezessete quilômetros de estrada de chão. Não precisa dizer que Ivyson, dono do carro, foi o único que realmente não gostou da ideia de irmos lá.

Piscinas termais

Chegamos lá e parecia não ter NINGUÉM no lugar. Ah, cumpade, depois de quase meia hora de estrada de chão (sim, fi, meia hora pra andar 17 quilômetros. A estrada era ruim DEMAIS), tudo o que a gente não iria fazer era voltar sem pular nessas drogas dessas piscinas. Começamos a gritar até a hora que apareceu uma veia de pijama com aquela cara de “cambada de corno, você acabaram de me acordar”, perguntar o que era que a gente queria fazendo tanto barulho. A gente falou que queria descer pras águas termais.
Ela abriu o lugar e fomos indo em direção à piscina. Achamos que o lugar seria simplesmente atrás do portão que a mulher abriu. Nada! Caminhamos quase uns dez minutos dentro de uns matos, no mais profundo breu, até chegarmos à piscina. O detalhe era que um gato malhado nos acompanhava o caminho inteiro. Pulamos na piscina e o gato ficou do nosso lado só nos observando. Dez, quinze, vinte minutos e esse gato não mudou de posição, ficou lá, estático e nos olhando. Começamos a comentar que aquele gato parecia um pouco diabólico, já que ficava estático olhando pra gente e sem emitir nenhum som.

Depois de umas duas horas, saímos da piscina e fomos em direção a saída, mas dessa vez o gato não nos seguiu de volta. Não, melhor, ele preferiu ficar do lado da piscina e quando saímos de perto, aí sim começou a dar medo. O gato começou a miar loucamente. Mas não era um miado fininho e fofo que estamos acostumados a ouvir dos gatos. Era um miado grosso, parecido com um uivo de um lobo, algo como “eu quero a alma de vocês!”. Cara, era horripilante. Só sei que a gente meio que apressou o passo. Claro não que estávamos com medo, mas… Pra que arriscar, né? No final quando estávamos próxima a saída quem cruza com a gente? O mesmo gato? Não, um gato preto!! Sim, um gato preto cruzou na nossa frente. Cara, sem noção, aquelas piscinas eram diabólicas.

O gato na pose estática que ficou nos observando

No caminho de volta, naquele breu imenso, a gente voltou no carro, mas claro, o tempo todo atentos pra ver se um gato cruzava na nossa frente. Graças a Deus nada disso aconteceu. Engraçado só mesmo a belga checando na sua máquina e a gente perguntando pra ela o que ela tava vendo lá. A resposta?

Eu só queria saber o porquê da cara de felicidade de Ivyson. O carro dele era branco, pode acreditar…

– Rapaz, eu só quero ter certeza que o gato realmente saiu nas fotos enquanto eu fotografava ele. Imagina como ia ser bonito a gente fotografá-lo e ele não aparecer?
Macabro…

6 comentários em “Chapada dos Veadeiros

  1. hahahahaaha
    Esse foi o relato mais diferente que já vi da chapada!!!

    Já fui várias vezes e, sinceramente, nada disso NUNCA aconteceu comigo… rs

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  2. Jean Souza

    Fala Claudiomar.
    Cara, preciso de sua ajuda, vou viajar final do ano por CS.
    Como faço quando chego nas cidades para encontrar meu host? Combino de se encontrar geralmente aonde?
    Porque vou levar um celular, mas cara, não vou comprar plano de ligação internacional, é muito caro!

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  3. Olá olá =)

    Gostei muito do post eheh

    Rapaz, explica-me o que é uma bomba de álcool???? é que a mim parece-me uma simples bomba de gasolina looool

    Ai….também quero dessas piscinas termais, achas bem andares a meter inveja aos outros? Bah eheh

    Bem essa cena do GATO!!! MEDÃO!! Mas é normal eles ficarem quietos a observar, os meus também são assim 😛

    Beijaça e vai dando noticias

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