Rio de Janeiro

Galera, estive sumido no blog esses dias porque estava na reta final de um concurso e não queria me desfocar muito. Por uma questão de prioridades, tive que deixar o blog um pouco de lado. Porém, teve um lado bom. Ocorreram várias coisas engraçadas no Rio de Janeiro e resolvi escrever sobre elas porque eu realmente não gostaria de esquecê-las. Fazia algum tempo que eu não viajava ao Rio de Janeiro. A última vez que eu tinha ido lá acho que foi há uns quatro ou cinco anos atrás e nem deu pra eu viajar bastante. Por isso eu estava bastante empolgado em voltar ao Rio novamente.

Aeroporto Santos Dumont invadindo o oceano

Uma das coisas mais legais no Rio de Janeiro é pousar no Santos Dumont. Cara, parece que o avião vai cair na água e, de repente, aparece a pista do aeroporto e o avião pousa de boa. É muito legal. Quando cheguei ao aeroporto, peguei o mapa do caminho da casa do Marco Aurélio, meu amigo que ia me hospedar, e comecei a pedir informação de onde eu tava indo pro pessoal na rua. Engraçado que todo mundo, por mais que eu chegasse do lado deles andando e estivesse a apenas algumas centenas de metros do lugar que eu estava procurando, me perguntava: – Cê vai andando? Me dava vontade de responder: – Não, eu não vou andando! Eu vou voando, tem uma asa-delta aqui na minha mochila!!!!!!! Mas enfim, consegui chegar de boa na casa dele. Chegando lá eu descobri que havia mais algumas pessoas na casa: um casal amigo nosso do couchsurfing, um outro amigo do Marco e mais a namorada do Marco. Todo mundo num apartamento de um quarto e sala. Bem, pra quem já dormiu em oito num sala, isso não seria lá um grande problema… Demos um jeito de acomodar todo mundo lá dentro e no final ficou tudo de boa.

Arcos da Lapa

A primeira noite que cheguei, uma sexta feira, aproveitamos logo pra poder ir para a Lapa, tradicional ponto da boemia carioca. Fomos nos arrumar e mais ou menos meia-noite, quando todo mundo tava pra poder ficar pronto, nos foi dito que era melhor a gente esperar um pouco porque a Lapa só começaria a ficar legal mais ou menos umas duas da manhã, horário que geralmente a gente volta da balada aqui em Brasília. Sim, o pessoal no Rio sabe se divertir. A Lapa é bem legal! Parecia o carnaval de rua que eu estava acostumado a ir em São Luís, com uma cambada de gente se divertindo, bêbados pra todo lado e aquele esgoto passando debaixo do seu pé dando o último toque de decadência no lugar. A diferença é que em São Luís é assim cinco vezes por ano e no Rio é todo fim de semana. O único problema hoje é que agora os caras tão pintando os arcos da Lapa pra poder deixá-los mais bonitinhos pros turistas, o que eu achei uma droga, já que a principal graça da Lapa é o seu estado decadente, típico de lugares boêmios. Além de tudo, a lata de cerveja de 500ml era vendida pelo inacreditável preço de dois reais! Deus não dá asa a cobra mesmo, no fim de semana que eu não posso beber por causa do concurso, me aparece uma dessas.
Depois de um tempo caminhando, chegamos em uma das escadarias da Lapa e sentamos por alguns instantes. Do nada sentou um cara do lado de um dos couchsurfers que tava com a gente e começou a trocar maior papo com ele. O cara tinha álcool no sangue de um jeito que se ele passasse do lado de uma churrasqueira ele explodia. De repente apareceu um mendigo meio louco lá que ficava colocando uma venda nos olhos e caminhando pra cima e pra baixo no maior estilo David Coperfield. Esse cara que conversava com nosso amigo saiu da escadaria e começou a pular e a abraçar o mendigo que tava mais sujo que pau de galinheiro. A gente falou pro nosso amigo ir lá apartar o cara, já que o mendigo tava sujo que só o diabo e qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que não, o nosso amigo não conhecia aquele cara não, ele só tinha era aparecido do nada mesmo e tava conversando, mais louco que o Batman. Cara, depois fiquei pensando que caminhar pela Lapa é quase que uma experiência antropológica.
Saímos de lá e acabamos nos perdendo do Marco Aurélio e da namorada e ficamos num lugar mais próximo da Catedral. Só depois de um tempo que eu fui perceber que estávamos na área gay da Lapa e que, sim, os couchsurfers que estavam com a gente, com a exceção dos casais, eram todos gays (isso explicava muita coisa…). Bem, cara, pra mim isso não é um problema, até porque eu acho a galera gay muito engraçada e de bem com a vida, mas quando a gente fica num lugar desse só tem que tomar cuidado, né? Todo mundo quer tirar casquinha de um pedaço de maranhense como esse aqui e a galera chegou até a me mostrar um cara que não parava de me encarar. Mundo perigoso esse.
Acabamos ficando por lá mesmo, já que a bancada gay do Couchsurfing tava, como a gente dizia no Maranhão, “toda toda” e tava bem engraçado. Só teve uma hora que me deu uma vontade súbita de ir embora. Por quê? Bem, um dos nossos amigos conversava com um negão e eu cheguei lá só pra poder fazer um social. Cara, o negão era grande, mas GRANDE. Comecei a conversar com esse negão e quando fui perguntar o nome dele, ele já foi se apresentado como Fernando, o EMPALADOR! Um negão com uma, digamos, “alcunha” dessas é algo realmente assustador… Bem, com um nome desses, qualquer um começaria a tremer na base e não foi de outra maneira que ocorreu comigo. Deu logo um sono e resolvemos logo voltar pra casa pra poder dormir, já que já eram rodados quase seis horas da manhã e “o empalador” estava a solta.

Esse era o tipo de coisa que o nosso amigo empalador gostava de fazer com as pessoas. Digamos apenas que ele tinha uma “estaca” própria pra isso…

No outro dia fomos para um samba que estava rolando no centro da cidade do Rio de Janeiro e onde iria comparecer, mais uma vez, uma galera gente boa do Couchsurfing. Fomos caminhando até o próximo ponto de ônibus e começamos a ouvir uma buzina tocando. Quando vimos era o bonde que se aproximava e aí, bem, aí trepamos no bicho de qualquer maneira e fomos dar uma volta. O bonde saía do nosso bairro e ia diretamente para o Centro, próximo ao local que estávamos pensando em ir. A melhor parte do bonde é que no final, ele ainda passava por cima dos arcos da Lapa, onde dava pra bater uma fotos legais do centro do Rio de Janeiro.

O bonde cobra 0,60 centavos se você for sentando e não cobra nada caso você vá em pé. Lógico que eu fui de pé.

O samba foi até bem legal, mas não pude ficar muito tempo, já que queria dormir cedo pra poder ir pro concurso do dia seguinte. Ainda choveu um pouco o que acabou por dispersar a galera. Foi legal pq fomos para um bar do Rio chamado Mangue Seco, onde pude comer a melhor empadinha de camarão da minha vida. Domingo foi fazer prova e segunda feira de volta ao batente.
Acabou? Bem… a semana ainda promete. Essa semana vai rolar o encontro nacional do Couchsurfing em Curitiba, lógico que eu estarei por lá e lógico que escreverei sobre ele quando voltar. Desculpem o post vir sem fotos que eu tirei, mas é que as esqueci em casa e não queria atrasar mais ainda a postagem.
Aguardem o desenrolar da programação…
Abraços maranhenses

3 comentários em “Rio de Janeiro

  1. Vc fez todos os maiores cariocas dos programas…
    Só faltou a praia depois do almoço!
    A Lapa é assim, sempre cheia de boas histórias pra deixar nas nossas lembranças. hehe

    bjus

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  2. ahahah
    aee o Maranhão foi dormir com o canguru empalador hahaha

    muito loco o post, mas não tem mais histórias sobre a volta ao mundo?

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