Curitiba (parte 2)

Passeio ciclístico

Um dos eventos que estavam programados foi um passeio ciclístico por Curitiba. Pra quem não sabe do que estou falando, Curitiba é uma cidade considerada modelo em matéria de sustentabilidade e planejamento urbanístico. Possui uma extensa rede de ciclovias e um dos mais eficientes sistemas de transporte urbano, modelo que já foi copiado por diversos países pelo mundo. O sistema RIT, como também é conhecido, é uma extensa rede de ônibus bi-articulados que cortam a cidade inteira em vias expressas só para eles. Uma inteligente solução de transporte urbano que funciona quase que como um sistema de metrô, porém com um custo ridiculamente mais barato, pois não é necessário cavar por debaixo do chão. Abaixo vão algumas fotos da parada de ônibus e do mapa do trajeto pela cidade.


De início era pra galera se reunir em um parque por volta das 9 da manhã, mas como a noite passada foi noite de “passeio turístico” pelos pubs de Curitiba, ninguém conseguiu acordar cedo pra poder pedalar.


Pub Crawl em Curitiba

No final, o passeio só acabou se iniciando mesmo por volta de meio-dia. Detalhe que eu deixei a minha bicicleta parada um tempo encostada e no final quando fui buscá-la havia um pequeno “presente” de um passarinho exatamente no banco dela. Maldita natureza!


Passamos por vários parques de Curitiba e paramos por um instante em um local chamado Ópera de Arame. O lugar é bem bonito, como vocês podem ver no verbete da Wikipedia. O mais engraçado foi que chegamos numa típica manhã de fim de semana em Curitiba, com idosos fazendo caminhadas e pais levando as crianças para um passeio. De repente chegou aquela turba enfurecida de couchsurfers de bicicleta. Os habitantes de Curitiba são conhecidos por serem pessoas meio reservadas, que não falam muito, mais ou menos como o estereótipo que temos de alemães. Aí você imagina, aquela galera, mó de boa, conversando sobre a última vez que viajou a “Parris”, tomando um chá e de repente vem aqueles malucos correndo, pulando e gritando “Chegamos a Curitibaaaaa”, “Olha gente, olha! Dá pra gente tirar uma foto que nem o Homem-Aranha!!”, “Homem-Aranhaaaa”, “Pula aí pra ver se cai!!”. Devem só ter pensando “Esses nordestinos…”

Homem Aranhaaaa!!!

Dando uma voltinha em Londres

Cláudia com um São Bernardo fantasiado de bruxa. Ficou fofo, não?

Na saída ainda comprei uma cocada de maracujá que mais parecia um tijolo de construção. Rapaz, cê comia a cocada, comia, COMIA e a bicha chega não terminava. Ignorante demais a tia que vendeu a cocada. Quando eu enjoei de comer tanta cocada, saí distribuindo no final. No final ninguém agüentava mais comer aquilo e o que nos restou foi mesmo dar cocada pros pombos, se duvidar os mesmo que haviam me presenteado antes. Sim, amigo, tinha MUITA cocada!


Terminamos o passeio e, tomado pela curiosidade, resolvi visitar o Memorial Árabe que se encontrava do lado do parque em que havíamos alugado as bikes. Eu achava que lá ia ser quase como um parque temático árabe! Um museu dentro! Um restaurante de comida árabe! Ampla biblioteca sobre a cultura! Nada! Quando cheguei lá só havia uns poucos livros embaixo e no segundo andar de amplo mesmo só uma lan house vendendo internet! Sim, cara! Árabe nasceu pra fazer dinheiro!! Eu sempre botei muita fé nos bichos. Que informação o que? Quer quantas horas, filho?

Memorial Árabe

Rolou até um Sarau 🙂
Não, não foi dentro do Memorial Árabe!

Morretes

Um dos dias também foi reservado para fazermos um passeio para Morretes. A cidade em si não tem muita coisa, é uma cidade pequena e histórica, que vale uns quinze minutos de passeio. O principal atrativo turístico da cidade é ir lá pra comer o famoso “Barreado, um prato típico de influência açoriana e que é algo como um cozido de carne que fica no fogo por aproximadamente umas vinte horas (sim, não tou hiperbolizando não. São VINTE horas mesmo, pode ver no link), tempo suficiente pra desfiar toda a carne (eu hein, deixar esse tempo todinho só pra desfiar a carne? Mais fácil desfiar na faca, siô!).

Pessoal mandando ver no barreado

O que nos fez mesmo ir para Morretes não foi a cidade, mas sim o translado até lá. “Ah, agora você gosta de andar de busão é?”. Não, cara! O mais legal da viagem é que ela é feita de trem, pela Serra do Mar e por dentro de uma reserva da Mata Atlântica! Fazer o passeio de trem por lá te faz imaginar que você está desbravando a própria selva por si só! Uma viagem como era a região antes da colonização humana


Nossa chegada em Morretes foi mais ou menos como ocorreu na Ópera de Arame. Tava aquela galera pacata caminhando pela cidade, quando para aquele trem lotado de forasteiros pulando e fazendo zuada! Fomos direto ao restaurante direto comer o tal do barreado que eu insistia em chamar de “barradão”. Depois de comer o bicho que eu fui entender porque diabos o nome do prato era “barreado” ou “barradão”, como preferir. Mermão, é que depois de comer aquela parada você fica barreado o resto do dia! Rapaz, foi comer aquilo, dar uma volta de 5 minutos pela cidade e já correr direto para o busão. No caminho foi engraçado só quando um de nossos amigos, que caminhava com a gente, mandou um “nossa, essa mina vai ser mó gatinha quando crescer” pra uma mina que aparentava uns 13 anos e minutos depois o pai dela passar do nosso lado com uma cara de quem adorou o elogio pra filha dele, hahahaha.

Na rodoviária, com o bucho cheio de barreado…


Visão bucólica da cidade

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