Maceió

Esses dias viajei com uns amigos pra Maceió. Aproveitamos que tivemos uma folga aqui em Brasília e uma galera, em peso, resolveu comprar passagens e descer pra lá. Não foi a minha primeira vez na capital de Alagoas, mas com certeza foi a que eu gastei mais tempo conhecendo as atrações que existem próximas a cidade. Digo ao redor da cidade pq Maceió em si não tem muitas atrações. É uma capital do Nordeste como outra qualquer, com algumas coisas legais pra fazer, mas nada muito extraordinário. Tirando uma ou outra estátua do Marechal Deodoro da Fonseca, que parece ser o maior herói da cidade, não existe muito o que olhar.


Aê… Olha o nome do barco!!

No primeiro dia fomos para a praia do Francês, que até parecia ser uma boa praia, pena que choveu o dia inteiro e não deu pra curtir tanto. Eu ainda tentei alugar uma prancha e surfar, relembrando os bons tempos que morava na Austrália, mas percebi que estou demasiadamente enferrujado! Depois de tomar um caldo atrás do outro, achei que seria melhor devolver a prancha antes que eu terminasse por me afogar. Ainda bem que não avisei ninguém da galera que estava indo surfar, bom que não passei vergonha. Voltei cedo pra pocilga que fiquei pra poder dormir logo, já que no outro dia acordaríamos BEM cedo pra poder fazer o passeio da Foz do Rio São Francisco.



Confessa, todo mundo tem uma dessas…
Foz do Rio São Francisco
 
Inicialmente eu planejava fazer um passeio aos cânions do Rio São Francisco, que ficam na fronteira entre os estados de Alagoas e Sergipe. Cara, o lugar é muito lindo e muito da hora! O grande problema é que é longe de Maceió e infelizmente não deu pra irmos pra lá. Tivemos que nos contentar em ir a sua foz (foz é onde o rio encontra o mar), pois era bem mais perto. Fechamos com uma agência e os bichos foram nos pegar na porta da pousada. Quem foi dirigindo a van foi um motorista que fazia as vezes de guia turístico e que, diga-se de passagem, era MUITO engraçado. O bicho era bem figura e viajar com ele era dando risada durante boa parte do caminho.
                     No caminho ele foi mostrando algumas curiosidades da cidade de Maceió. Passamos do lado de um “cinturão verde” e ele foi nos explicar o que era. Apesar de todo o apelo ecológico que eles queriam transparecer, aquele “cinturão verde” foi feito ao redor de um fábrica de corrosivos para que, caso ocorresse um vazamento, pudesse primeiro atingir esse tal “cinturão verde” antes de causar algum tipo de problema para seres humanos. Idílico não? Pois é, se isso é verdade ou não, ele depois mostrou o verdadeiro “cinturão humano” que existia ao redor da fábrica também. Ele não soube informar se era uma invasão ou se foi a própria fábrica que concedeu aquilo, mas ao redor da indústria existiam diversas moradias precárias com várias famílias morando. Diz que aquelas pessoas moravam lá e por motivos de segurança foi colocado um alarme caso algum vazamento ocorresse para que as pessoas “corressem” caso houvesse algum tipo de problema. Isso, não é que havia um plano de socorro ou resgaste dessas famílias, o que havia era um alarme e “dá no pé, cabra!”, “corre pra aquele lado”. Segundo o guia, seis meses atrás o alarme foi tocado e foi uma correria danada pra tudo que foi lado. Imagina a situação, cara, você tá ali de boa em casa, vendo o seu Faustão, todo serelepe e, DO NADA, soa um alarme. Vazamento de uma indústria de CORROSIVOS!!! Meu amigo! Deve ter gente correndo desse alarme até hoje! Depois que se descobriu que foi um alarme falso. Foi brinks. Simples, né? Todo mundo de volta pra casa e finge-se que nada aconteceu. Esses estagiários que ficam tocando o alarme…



Tamanhozinho do pastel, meu brother!
Outra curiosidade que nos foi proporcionada também foi que pudemos ver no caminho uma estátua do Marechal Deodoro da Fonseca (mais uma) em cima de um cavalo. E, vejam só, como vocês iam morrer sem saber disso! O cavalo do Marechal estava com as quatro patas no chão. E daí? Bem, e daí que isso significa que ele havia morrido de causas naturais. Se o cavalo tivesse com duas patas levantadas, significava que ele havia morrido em batalha, e apenas uma pata no chão, que ele havia morrido em ação (não me pergunte a diferença entre ação e batalha porque eu não tenho a mínima ideia!). Interessante, né? Tem coisas que só esse blog sabe fazer você descobrir! Preste atenção nas patas dos cavalos das suas cidades e surpreenda seus coleguinhas com todo conhecimento adquirido aqui!
Outro banho de cultura que nos foi proporcionado foi sobre os motéis lá de Maceió. Segundo o guia, lá em Maceió tinha uma região de motéis que era conhecida como “você que sabe”. Isso vinha da história de quando você perguntava pra alguma menina pra onde ela queria ir e ela respondia “você que sabe”, você já sabia onde levar ela. Depois não tinha desculpa que vc foi pro lugar errado. E sim, havia um motel lá com esse nome, pena que passamos rápido e não deu pra bater foto. Mas que eu achei o nome engraçado, achei…

Tá, eu nunca fui bom com protetor solar mesmo..
Depois de todo esse banho de cultura, chegamos à última cidade antes da foz para poder pegar o barco em direção à foz. Era a cidade de Piaçabaçu e junto com o barco vinha uma guia. Rapaz, mas a vontade que a gente teve foi de jogar a guia na água, viu¿ Eita, mas aquela mulher falava… Nos brindou com mais conhecimento que eu até hoje não sei como consegui viver sem. Pra começar, lá foi filmado o filme “Deus é Brasileiro” (ótimo filme por sinal) e ela ficou toda se gabando por conhecer diversos atores globais. Morri de inveja ali na hora, tudo o que eu mais queria era uma foto com o Antônio Fagundes, não sei como vou viver sem nunca tê-lo abraçado! Depois ela nos brindou com a inestimável curiosidade, que ela contava com um indescritível orgulho, que Piaçabuçu era, pasmem, a única cidade do Brasil que era ESCRITA COM DUAS CEDILHAS!! Sim, amigo, é isso mesmo! Vocês conseguem acreditar? Pois é verdade, é a única cidade do Brasil escrita com duas cedilhas! Você acha que é pouca coisa? Pois você tinha que ver o orgulho que aquela menina falava da cidade dela! Mas enchia a boca pra falar disso!
A foz é um lugar bem bonito. O mais interessante de ver era um farol que ficava suspenso no meio do rio. Perguntamos o que era e nos foi dito que aquilo foi tudo que sobrou de um povoado que existia do lado da praia. Diz que de uma hora pra outra o mar começou a encher, encher, encher e tomou todo o povoado, só deixando como resquício aquele farol. Se tivesse algum ecochato no barco já ia gritar que era aquecimento global, mas, felizmente, esse ponto não foi tocado.
Tomamos um banho e voltamos pro barco. Cara, mas que peça. Bicho, todo mundo pregado e cansado de horas de exposição solar e banhos de rio e a mulher não parava de falar. Mas, mlk, sério mesmo, a mulher parecia uma metralhadora! Tudo o que você mais quer quando está fazendo uma viagem pra relaxar e espairecer é uma mulher que não para de falar besteira e se gabar porque tem fotos com atores globais…

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