Noite de UFC

Em Maceió, a carne é “do sol” mesmo.
Uma noite antes de irmos para Maragogi ia rolar aquela porradaria entre o Cigano e o Cain Velasquez que o Cigano ganhou por nocaute. Na hora isso me remeteu aquela história de quando eu fui ver uma luta entre o Wanderlei Silva e o Chuck Lindell em Santa Bárbara, pois estávamos em uma cidade diferente procurando uma TV pra ver o pau comendo. Marcamos com um amigo que estava em outro hotel mais grã-fino e fomos lá pra poder ver a luta acreditando que um hotel mais caro iria ter uma assinatura do canal Combate. 

Quando chegamos lá não acreditamos quando vimos que o hotel só tinha TV aberta. Bateu um certo desespero quando vimos que a luta estava pra começar e não tínhamos onde ver. Resolvemos fazer o que era certo numa situação como essa. Saímos, literalmente, correndo do hotel em busca de qualquer bar, restaurante, pocilga, prisão, o que fosse, que tivesse transmitindo a luta ao vivo para podermos ver. Lembrei da final da Eurocopa que queria ver quando estava no Vietnã e tivemos problemas semelhante pra poder achar um bar (link aqui).
Dez malucos correndo que nem loucos pela cidade e nada de achar uma TV transmitindo a luta. Quando estávamos próximos a desistir, ouvimos um grito do mais exaltado do nosso grupo e fomos ver o que era. Sim, ele havia achado o nosso eldorado!!! Corremos feito loucos pra poder ir ver a luta.
Chegando lá, ficamos de boa e pedimos uma cerveja. A luta principal ainda ia demorar pra começar. Como tava com um pouco de fome resolvi pedir uma picanha pra comer enquanto esperava. Enquanto isso, o nosso brother, mais conhecido como “neguinho”, começou a conversar com dois cabras GIGANTESCOS sentados na mesa ao lado sobre MMA e ficou logo brother dos bichos. Papo vai, papo vem, começa a luta principal. E nada da minha picanha chegar. Quando soou o gongo e o Cigano começou a trocar tapa com o cara, minha picanha chegou. Rapaz, mas foi eu pegar o garfo e a faca pra comer minha picanha pro Cigano dar uma bolacha na oreia do pobre e ganhar a luta de nocaute. Fácil como roubar doce de criança. Rapaz, pra que¿ “Neguinho” se abraçou com os cabras e começou a pular e a comemorar que nem uma criança (sim, ele é fã de MMA). Meu amigo, quem disse que eu consegui ver o nocaute¿ Os bichos começaram a pular e vir pra cima da minha mesa e eu a me desesperar de ver minha picanha indo pros ares. Depois de muito “Cigano deu no cara” de um lado e muito “Meu Deus, olha a minha picanha!” ficou tudo bem no final.Só consegui ver o nocaute lá pro terceiro replay…
 
Maragogi

No outro dia fomos para Maragogi, uma reserva natural de corais em Alagoas. Cara, vi algumas fotos na internet e realmente fiquei maravilhado com o lugar. Maragogi era de longe o lugar que eu mais esperava visitar quando estava para ir para Alagoas. Se liga nas fotos aí embaixo.
Fomos lá e você não tem ideia. Todos aqueles corais, aquela água azul, aquele céu… Nossa Maragogi foi uma… uma… deixa eu achar a palavra certa…. Maragogi foi uma merda. Puta que pariu, que decepção da porra. Primeiro que o lugar é CHEIO de gente, gente pra todo lado e fazendo barulho. Comecei a nadar um pouco afastado do pessoal pra ver se eu conseguia ver uns peixes e ainda assim tinha pouca coisa. Os poucos peixes que haviam por lá eram sem graça e a diversidade era mínima. Nossa, que decepção, acho que é hora de eu dar uma volta em Arraial do Cabo novamente (link aqui)… Legal mesmo de Maragogi foi só no caminho ir conversando com o guia da van. O bicho era engraçado e foi me contando as história dele de como era a vida no interior de Alagoas há uns vinte anos atrás. Diz ele que veio de um interior onde os principais utensílios domésticos eram um par de cadeiras na porta, um fogão a lenha pra fazer comida e um revólver no bolso pra qualquer eventualidade. Mas assim, com uma naturalidade como quem te pede um copo d´água. Falou que a cidade dele era terra sem lei mesmo e que ele passou uns dois anos assim sem nunca ter sido preso. Eu, claro, perguntei:


Única foto decente que bati de Maragogi..
– Mas a polícia, não te tomava essa arma não?
– Ah, cara, trabalhador assim eles não enchiam o saco não. Sabiam que eu era gente boa e por isso não me perturbavam.
É, inversão de valores é conosco mesmo. No interior de Alagoas, pai de família anda com arma no bolso e não se fala mais nisso =)

Um comentário em “Noite de UFC

  1. Nossaaa, minha opinião sobre Maragogi foi exatamente a mesma que a sua! O Google engana muito! Na época eu estava viajando de mochilão entre Alagoas e Pernambuco e foi de longe uma das praias que menos gostei!

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