Revolução Bolivariana

O grave problema de Chávez é quando ele resolve abrir a boca e começar os seus arroubos de grande líder revolucionário. O que mais revolta a classe média venezuelana é Chávez gastar grande parte dos recursos do país propagandeando a sua “revolução”. Além disso, Chávez efetivamente persegue a propriedade privada e se você tem algum tipo de negócio que seja “de interesse social” (ou contra o governo em particular), o Governo Federal pode expropriar a sua propriedade sob o “interesse público”. Por esse motivo, hoje se você pertence a classe média ou possui um comércio na Venezuela, tudo o que você mais quer é juntar dinheiro, comprar dólares e fugir do país, pois nunca se sabe se o governo pode se apropriar dos seus pertences.
Edifício expropriado no centro de Caracas sob “interesse público” e transformado em moradia estudantil. Reparem as faixas louvando a Chávez. Você pode até achar isso legal, desde que não seja a sua casa que seja expropriada
Não falo dos mais ricos do país não. Sabe aqueles dois apartamentos que a sua vó comprou para alugar depois de se matar de trabalhar a vida inteira para garantir uma aposentadoria tranquila? Pois é, o Estado pode vir e toma-los dela a jogando na miséria.
Dessa forma, quem vai investir na Venezuela? Que empresa vai querer se instalar no país gerar empregos e renda se de um dia para o outro pode ser expropriada sob interesse público?
Para evitar que mais pessoas vendessem tudo o que tinham, comprassem dólares e fugissem para o exterior o que o grande governo bolivariano pensou? Isso mesmo! Vamos controlar o dólar. Sim, o governo praticamente proibiu o comércio de dólares na economia e criou uma cotação oficial que é controlada pelo governo. Se um Venezuelano decide viajar para o exterior de férias, tem que fazer um pedido de autorização ao governo para comprar dólares com o valor da quota dependente de qual país vai viajar. Por exemplo, se for para os Estados Unidos, pode gastar até 2500 dólares. Tendo o pedido aprovado você recebe um cartão com este crédito e, para evitar que você faça uma reserva de notas vivas para fugir depois, só pode sacar até 10% desse valor. O resto você tem que passar no cartão. Inclusive alguns locais nos Estados Unidos com grande concentração de venezuelanos colocam em suas vitrines “aceitamos cartão de crédito venezuelano”, o que leva a crer que não seja tão simples usá-lo no exterior. Ou seja, uma semana nos EUA com 250 dólares no bolso. A vida parece ficar bem menos divertida quando é controlada pelo Estado, não?

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