Libertinagem no albergue de Havana

O mais engraçado foi que todo mundo começou a se pegar e quanto mais saíamos e ficávamos amigos, mas queríamos gastar mais noites em Havana (eu fiquei duas a mais que o planejado, por exemplo). O problema era que ia chegando mais gente com reserva e nós não teríamos onde dormir. Para Magnólia nunca há problema, ela simplesmente falava “vocês dois aí, casalzinho, não já tão juntos? Porque vocês dois não dormem na mesma casa e liberam a sua para o Claudiomar ficar mais essa noite?”. A galera aceitava e ia vagando mais uma cama. Tava uma libertinagem aquele albergue. De noite quando eu acordava para beber uma água ou algo assim, eu escutava só os gemidos da galera. Eu achava melhor assim do que quando um ou outro casal se trancava no nosso único banheiro e daí ficava aquela galera desesperada para se aliviar e os dois lá dentro! Bukowsky ficaria orgulhoso.
A minha maior preocupação foi quando acabaram as meninas solteiras. Se chegasse mais um e não tivesse vaga, era capaz de Magnólia pedir para eu ir dormir junto com um dos chilenos. Aí já era demais… No dia que fui embora para Cienfuegos, havia 13 pessoas dormindo em dez camas. Quando acordei, tinha até um alemão pelado abraçado com uma francesa, cena desnecessária para você ver as seis e meia da manhã. Fiquei com pena e doei o lençol que eu tava usando para ele cobrir aquela bunda branca. Ainda bem que acordei antes de Magnólia entrar no quarto para me despertar. Eu hein…

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