Porém, há sempre o porém

Porém, algo que é consenso entre os pró-Fidel e contra Fidel na ilha é que a miséria extrema foi extirpada ainda que com isso tenha decorrido a quase extinção de uma classe média na ilha. O fim da miséria veio a um preço alto demais. A nível de comparação, um cubano que eu estava conversando (e que até era pró-Fidel) me explicava que “presente de cubano” para cubano são coisas que você sabe que fazem falta na casa. Portanto, se você vai em um hospital e é bem atendido pelo médico, na outra consulta leva um queijo, um molho de tomate, meia garrafa de azeite, um litro de detergente. Fome ninguém passa, mas a um custo bem alto do bem-estar de toda a população.
Então, em Cuba não é difícil você ver um taxista que pela manhã trabalha como médico (e deve receber a metade do que recebe como taxista), uma professora universitária que largou a academia para viver de fazer pequenos reparos de costuras em roupas (como eu conheci) ou até mesmo um físico nuclear trabalhando de maleiro em um hotel (como um amigo meu conheceu). Isso é por causa do comunismo? Isso é por causa do embargo? Escolha a sua ideologia e se mate em uma discussão na mesa de bar no Brasil, porque a resposta para isso ninguém nunca vai conseguir. Enquanto isso, nossos amigos cubanos trabalham por algumas migalhas por mês por decisões que foram tomadas sem eles terem sidos consultados…

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