Cienfuegos e Trinidad – Você conhece Frei Beto?

Esse figura no caminhão viu que eu estava batendo fotos e não se aquietou enquanto eu não batesse uma foto dele.

Depois de Havana, segui para Cienfuegos e depois Trinidad. As duas eram cidades patrimônio da humanidade. Porém, longe da magnitude que é Havana. Meio que me arrependi de passar nessas duas, em Cienfuegos passei só uma tarde e uma manhã, o que foi mais do que suficiente. Só dois momentos dignos de nota.
Che Guevara e Cienfuegos nos quadros dentro de uma casa cubana…
Em Cienfuegos, eu fui comprar um imã de geladeira e quando disse pro camelô que eu era do Brasil o bicho começou a me citar todas as obras de Frei Beto que ele havia lido e como ele achava genial a Teologia da Libertação. Até perguntou se eu não tinha nenhum livro em português para presenteá-lo, haja vista que estava querendo aprender português para ler sobre Frei Beto no original, pois segundo ele, você perde muito na tradução. Ah sim, o imã de geladeira na banquinha dele custava 2 CUCs. 
Esse garçom me chamou bastante a atenção. Não, ele não é um gringo preso em Cuba. Ele era cubano, nascido e criado em Cuba

Outra foi o do dono da Casa Particular onde eu morava tentando consertar o chuveiro.  Ele ligava o chuveiro, deixava a água sair e enfiava a chave de fenda na resistência. E eu ali, só esperando para ver ao vivo como se contorcia um condenado sendo executado em uma cadeira elétrica. Saía faísca para todo lado e eu falando pro homem “rapaz, desliga isso, mexe no chuveiro desligado” e ele só dizendo que tinha que mexer daquele jeito mesmo.
Em Cuba os pedreiros jogam xadrez..
Cienfuegos era uma cidade histórica parecida com São Luís. Um estilo arquitetônico que não diferia em muito ao que já conhecia.
Trinidad como centro histórico foi pior ainda. Era só uma pracinha, alguns prédios coloniais, nada muito diferente do Brasil. Agora, assim, cara, muito CARA! Bicho, qualquer pratinho de comida me custava o dobro do que eu pagava em Havana. A parte legal mesmo foi um mergulho que eu fiz em uma praia próxima e a visita a uns engenhos abandonados, menos pelo lugar, mais pela companhia do taxista, um cara muito legal. Histórias que escrevo com mais detalhes abaixo.
 Acho que no final seria melhor ter deixado Havana por último e ter me concentrado primeiro nessas duas. Depois de Havana, cidade nenhuma é mais tão interessante…

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